Datas Históricas
Datas Históricas: cronologia, ano a ano, das principais datas da história madeirense, desde as descobertas de data controversa do Porto Santo (1418 ou 1419) e da Madeira (1419 ou 1420) até 1939. Regista as capitanias, a diocese, a criação de freguesias e concelhos, ataques de piratas, cheias, epidemias, revoltas e convulsões políticas, a morte de madeirenses ilustres e a fundação de instituições e de obras públicas modernas.
Vamos enumerar algumas das principais datas que interessam á historia da Madeira, apontando especialmente as que indicam os factos de maior importancia, ocorridos no largo periodo de cinco seculos. A primeira data a assinalar neste logar deve ser a do descobrimento do arquipelago (V. Descobrimento do arquipelago), a que uns fixam o ano de 1419, com a descoberta do Pôrto Santo, e outros o ano seguinte; e, conforme as duas opiniões, a ilha da Madeira teria sido descoberta respectivamente no ano de 1419 ou de 1420, devendo no entretanto notar-se que a opinião mais seguida é a primeira, dando deste modo as ilhas do Pôrto Santo e Madeira como descobertas em 1418 e 1419.
Datas históricas
1418-Descobrimento da ilha do Pôrto Santo? Vid. Descobrimento do Arquipelago. 1419-Descobrimento da ilha da Madeira? 1430-Criação das freguesias de Camara de Lôbos e Calheta. 1433-D. Duarte faz doação do arquipelago da Madeira ao infante D. Henrique. 1433-D. Duarte faz doação deste arquipelago á Ordem de Cristo, quanto ao espiritual. 1440-Doação da capitania de Machico a Tristão Vaz. 1440-Criação das paroquias do Caniço e Ribeira Brava. 1445-O navegador Luiz Cadamosto (V. este nome) visita a Madeira e Pôrto Santo. 1446-Doação da capitania do Pôrto Santo a Bartolomeu Perestrelo. 1449-Confirmação de D. Afonso V da doação feita por D. Duarte ao infante D. Henrique. 1450-Criação da freguesia de Machico. 1451-Doação da capitania do Funchal a João Gonçalves Zarco. 1451-O Funchal é elevado á categoria de vila. 1454-João Gonçalves faz doação duns terrenos em São Paulo, destinados á fundação do primeiro hospital. 1467-Morre no Funchal o primeiro capitão-donatario João Gonçalves Zarco. 1477-Criação da Alfandega do Funchal. 1493-Adoptam-se providencias muito importantes acêrca de aguas, madeiras, gados, cousas agricolas etc. 1497-D. Manuel I torna realengo e faz reverter para a coroa o arquipelago da Madeira. 1497-Fundação do convento de Santa Clara. 1501-Criação da vila da Ponta do Sol. 1501-Morre no Funchal o 2º. capitão-donatario João Gonçalves da Camara. 1502-Criação da Vila da Calheta. 1505-No convento de São Bernardino, da freguesia de Camara de Lobos, morre com fama de santidade Fr. Pedro da Guarda, conhecido pelo nome de Santo Servo de Deus. 1508-É a vila do Funchal elevada á categoria de cidade. 1508-Veio á Madeira exercer funções episcopais o bispo D. João Lobo, o primeiro prelado que esteve nesta ilha e que aqui se demorou aproximadamente dois anos. 1514 É criada a diocese do Funchal. 1515-O logar de Santa Cruz é elevado á categoria de vila. 1516-Sagração da Sé Catedral do Funchal. 1517-É criada a freguesia de S. Jorge. 1523-Voto feito pelo povo e pela Camara do Funchal a S. Tiago, que é escolhido para “principal padroeiro” da Madeira. 1526-Morre no continente o primeiro bispo do Funchal, D. Diogo Pinheiro. 1530-Morre em Matozinhos, proximo do Porto, o terceiro capitão-donatario do Funchal, Simão Gonçalves da Camara. 1533-Caso dos profetas Fernão Bravo e Filipa Nunes, na ilha do Porto Santo. 1533-É criado o arcebispado do Funchal. 1536-Morre no Funchal o 4º capitão-donatario João Gonçalves da Camara. 1540-Morre o capitão-donatario de Machico, Diogo Teixeira, revertendo a capitania para a coroa. 1550-Criação da freguesia do Faial. 1551-É extinto o arcebispado do Funchal e acrescenta-se o arquipelago de Arguim á jurisdição desta diocese. 1552-Criação da freguesia de Sant'Ana. 1553-Criação da freguesia do Seixal. 1557-Criação das freguesias da Sé e Santa Maria Maior. 1558-Criação da freguesia de Gaula. 1560-Criação da freguesia de Agua de Pena. 1561-Criação da freguesia do Caniçal. 1565-Criação das freguesias do Monte e S. Gonçalo. 1566-Terrivel saque dos corsarios franceses á cidade do Funchal. 1566-Fundação do Seminario do Funchal. 1566-Criação da freguesia de S. Pedro. 1568-Criação da freguesia da Tabua. 1569-Morreu em Lamego o distinto madeirense e ilustre prelado D. Manuel de Noronha, filho do 3º. capitão-donatario do Funchal, Simão Gonçalves da Camara, o Magnifico. 1570-Estabelecem-se os jesuítas na Madeira. 1571-Criação da freguesia da Fajã da Ovelha. 1572-Criação da freguesia do Arco da Calheta. 1575-Morre o ilustre madeirense, padre Luiz Gonçalves da Camara, celebre aio do rei D. Sebastião. 1577-Criação das freguesias dos Canhas e Pôrto da Cruz. 1579-É extinta a freguesia de S. Pedro e novamente restaurada em 1587. 1579-Criação das freguesias de S. Roque e S. Martinho. 1580-Morrem o 5º. e 6º. capitãis-donatarios do Funchal, Simão Gonçalves da Camara e João Gonçalves da Camara. 1581-Começa a Madeira a ser governada por governadores gerais, sendo o primeiro o desembargador João Leitão, como representante do govêrno filipino. 1582-É criada a paroquia da Madalena do Mar. 1583-Morreu em Evora o abalizado gramatico e distinto madeirense padre Manuel Alvares. 1588-O distinto madeirense D. Sebastião de Morais, que foi o primeiro bispo do Japão, morreu em Moçambique, quando ia a caminho do seu bispado. 1590-Escreve o dr. Gaspar Frutuoso a afamada obra Saudades da Terra, morrendo no ano seguinte na ilha de S. Miguel. 1593-Dá-se nesta ilha o fenomeno de incandescencia atmosferica, que ficou conhecido pelo nome de fogo do céu, que queimou tôda a vegetação, chegando até a incendiar algumas casas. 1595-Morreu o ilustre madeirense e abalizado jurisconsulto dr. Antonio da Gama Pereira. 1608-Morre no Funchal e jaz sepultado na Sé Catedral, o bispo diocesano D. Luiz Figueiredo de Lemos. 1624-Morreu o governador e capitão general da Madeira D. Francisco Henriques, sendo sepultado na igreja do Colegio. 1626-Morreu o governador e capitão general deste arquipelago, Fernão de Saldanha. 1641-É proclamada na Madeira a restauração de Portugal, com a aclamação de D. João IV. 1650-Fundação do convento da Incarnação, pelo conego Henrique Calaça de Viveiros. 1654-Começa a Madeira a ter representação nas antigas côrtes gerais. 1655-É fundado o Recolhimento do Bom Jesus, pelo arcediago Simão Gonçalves Cidrão. 1656-Doação do arquipelago da Madeira, feita por D. João IV a sua filha a infanta D. Catarina. 1665-Morre Manuel Tomaz, o autor do poema a Insulana. 1668-Grande sedição popular no Funchal, que depôs o governador e capitão-general Francisco de Mascarenhas e praticou outras violencias. 1674-Morreu no Funchal o bispo diocesano D. Gabriel de Almeida, que foi sepultado na Sé Catedral. 1676-Foram criadas as paroquias do Arco de S. Jorge, Camacha, Santa Luzia, Serra de Agua e Paul do Mar. 1681-Morreu e jaz sepultado na cidade de Olinda, no Brasil, o ilustre madeirense João Fernandes Vieira, o restaurador de Pernambuco. 1682-Morreu nesta cidade o prelado diocesano D. Antonio Teles da Silva, sendo sepultado na Sé Catedral. 1690-Dois navios corsarios dão um saque na ilha do Pôrto Santo e incendeiam a igreja e outros edificios. 1691-Morreu o distinto madeirense, conego Antonio Veloso de Lira. 1699-Grande incendio na fortaleza de São Lourenço, destruindo as moradas dos governadores e capitãis-generais do arquipelago. 1704-Morreu no Funchal o governador e capitão-general do arquipelago, João da Costa de Ataíde e Azevedo. 1708-É a ilha do Pôrto Santo saqueada por piratas franceses. 1724-Houve uma grande aluvião, que causou consideraveis prejuizos. 1729-Morre o distinto poeta madeirense Troilo de Vasconcelos da Cunha. 1730-Morre o escritor madeirense e distinto genealogista, Henrique Henriques de Noronha. 1733-Criados os curatos da Boaventura, Ribeira da Janela e Prazeres. 1734-Criado o curato do Jardim do Mar. 1743-Criada a vila de São Vicente. 1748-Violento abalo de terra, que causou bastantes estragos e algumas vitimas. 1753-Morre no Funchal o bispo diocesano D. João do Nascimento. 1755-O dr. Julião Fernandes da Silva escreve o curioso e interessante livro intitulado Carta critica sobre o methodo curativo dos medicos funchalenses. 1756-É decretada a construção dum pôrto de abrigo no Funchal. 1760-Os jesuítas são expulsos da Madeira. 1765-Houve uma grande aluvião, causando enormes prejuízos. 1767-Reforma judicial, que definitivamente estabelece na Madeira um corregedor e um juiz de fora. 1770-Celebre alvará regio adoptando importantes providencias acêrca da ilha do Pôrto Santo, e que ficou conhecido pelo nome de lei dos Quintos e Oitavos. 1772-São criadas na Madeira diversas escolas de instrução primaria, três aulas de latim, uma de filosofia e uma de retorica. 1775-É criada a Junta da Fazenda deste arquipelago. 1777-O ilustre governador da Madeira João Antonio de Sá Pereira sai desta ilha, chamado pelo govêrno da metropole, a justificar-se das acusações que lhe foram feitas. 1784-Morre nesta cidade o bispo diocesano D. Gaspar Afonso da Costa Brandão. 1786-Grandes chuvas e um violento vendaval, que causou muitos prejuízos. 1787-O colegio e igreja dos jesuítas são cedidos ao bispo diocesano para a instalação do Seminario. 1790-É criada a freguesia do Curral das Freiras. 1792-Acontecimentos graves determinados pela perseguição do governador e bispo diocesano aos membros das lojas maçonicas. 1798-É definitivamente criado o correio na Madeira. 1798-Morre no Funchal o ilustre governador e capitão general deste arquipelago, D. Diogo Pereira Forjaz Coutinho. 1801-É a Madeira ocupada por tropas inglêsas. 1803-Grande aluvião que produziu os maiores estragos e vitimou algumas centenas de pessoas. 1806-Morreu em Lisboa o poeta madeirense Francisco Alvares de Nobrega, conhecido pela autonomásia de Camões Pequeno. 1807-Morre no Funchal o brigadeiro Reinaldo Oudinot, que dirigiu o encanamento das ribeiras do Funchal e construção das respectivas muralhas, depois da grande aluvião de 1803. 1807-Tropas inglêsas ocupam pela segunda vez a Madeira. 1810-Morreu no Funchal o bispo diocesano D. Luiz Rodrigues de Vilares. 1810-É criada a Junta de Melhoramentos da agricultura da Madeira e Porto Santo. 1814-Morreu no Funchal o governador e capitão general da Madeira, Luiz Baltrão de Gouveia e Almeida. 1815-Passa Napoleão na Madeira. 1815-Grande aluvião que causou grandes prejuízos. 1821-É proclamada a Constituïção na Madeira. 1821-Sai o Patriota Funchalense, o primeiro jornal que se publicou na Madeira. 1822-É lançada com grande solenidade a primeira pedra dum monumento destinado a perpetuar a memoria da proclamação da Constituição na Madeira. 1823-Veio uma alçada a esta ilha, composta de seis juízes, com o fim de julgar e punir os que se tivessem mostrado desafectos ao govêrno absoluto. 1828-Vieram dois desembargadores proceder a uma rigorosa devassa acêrca de acontecimentos politicos, sendo pronunciados mais de duzentos individuos, a maior parte dos quais foi condenada a diversas penas, principalmente de degrêdo para as provincias ultramarinas. 1828-A esquadra miguelista bombardeia a vila de Machico e efectua-se ali um desembarque de tropas, tomando estas o caminho da cidade, que ocuparam, proclamando-se em seguida o govêrno absoluto. 1829-Morreu em Lisboa o distinto madeirense dr. João Francisco de Oliveira. 1832-Tropas constitucionais vindas dos Açores e comandadas por Luiz Mousinho, ocupam a ilha do Pôrto Santo. 1832-Morreu em Lisboa o ilustre madeirense e distinto escritor, Manuel Caetano Pimenta de Aguiar. 1835-Começam as obras de construção das levadas do Rabaçal. 1836-É criado o liceu do Funchal, que começou a funcionar no ano seguinte. 1836-Funda-se a Associação Comercial do Funchal. 1837-É criada e instalada a Escola Medico-Cirurgica do Funchal. 1838-É instalada e aberta ao publico a biblioteca da Camara Municipal do Funchal. 1838-É benzido solenemente e inaugurado o cemiterio das Angustias. 1840-Conclue-se e abre-se ao publico o mercado de S. Pedro. 1840-Chega á Madeira o grande poeta Antonio Feliciano de Castilho. 1842-Houve grandes temporais e uma aluvião que causou muitos estragos. 1846-José Silvestre Ribeiro é nomeado governador civil deste distrito. 1846-O governador José Silvestre Ribeiro iniciou o grande serviço da iluminação publica do Funchal. 1846-O celebre propagandista protestante dr. Roberto Kalley, é violentamente forçado a sair da Madeira, dando-se por essa ocasião varios tumultos. 1847-Veio á Madeira, onde se demorou alguns meses, a rainha Adelaide, de Inglaterra. 1847-É instalada a Junta Governativa, repercutindo-se na Madeira os acontecimentos iniciados no país pela Junta do Pôrto. 1847-É conhecido pelo nome de ano da fome, em virtude da pavorosa crise alimenticia por que passou este arquipelago. 1847-É criado o asilo do Funchal, devido á iniciativa de José Silvestre Ribeiro, e que ainda hoje recorda o seu nome. 1848-São criadas as freguesias da Ribeira da Janela, Achadas da Cruz e São Roque do Faial, que já anteriormente eram curatos autonomos, e também neste ano é criada a freguesia da Quinta Grande. 1848-Construção da ponte do Ribeiro Sêco e começo dos trabalhos para a construção da estrada que dali conduz a Camara de Lôbos. 1849-É decretada a construção do Lazareto na foz da Ribeira de Gonçalo Aires. 1850-Na praia do Pôrto Santo naufraga um barco daquela ilha, morrendo quinze pessoas. 1850-Por iniciativa do governador civil José Silvestre Ribeiro, se estabelece um museu de historia natural no palacio de São Lourenço. 1852-Começou a propagar-se e a causar os maiores estragos na vinha uma doença que ficou conhecida pelo nome de mangra e que originou uma das maiores crises por que a Madeira tem passado. 1853-Morreu no Funchal a princesa D. Maria Amelia, filha de D. Pedro IV. 1853-Em memoria de sua filha, funda a imperatriz D. Amelia o Hospicio da Princesa D. Maria Amelia, que se instalou provisoriamente numa casa á rua do Castanheiro, sendo em 1862 definitivamente instalado no magnifico edificio que para tal fim a imperatriz fêz construir e dotar com os fundos necessarios para o seu regular funcionamento. 1856-É a Madeira assolada por uma das maiores calamidades que a têm afligido a epidemia da colera-morbus, que vitimou cêrca de dez mil dos seus habitantes. 1856-No mês de Maio deste ano foram criadas em varias freguesias deste arquipelago mais de vinte escolas de ambos os sexos. 1857-Morreu em Lisboa o ilustre madeirense dr. Lourenço José Moniz. 1858-O principe D. Luiz depois rei de Portugal, visitou pela primeira vez esta ilha. 1860-A imperatriz Isabel da Austria visita a Madeira e aqui se demora alguns meses. 1861-Morre em Lisboa o ilustre madeirense visconde Jervis de Atouguia. 1862-É fundada a Associação de Beneficencia do Funchal, que tem hoje o nome de Associação de Socorros Mutuos “4 de Setembro de 1862”. 1865-Morre em Coimbra o distinto lente da Universidade e ilustre madeirense, dr. Justino Antonio de Freitas. 1866-Morre no Funchal o distinto madeirense e abalizado professor, Marceliano Ribeiro de Mendonça. 1868-Deram-se graves acontecimentos na praia desta cidade, havendo mortos e feridos em que o povo obstou ao desembarque do distinto madeirense Jacinto de Sant'Ana e Vasconcelos, que vinha a esta ilha tratar da sua candidatura a deputado. 1869-Chega pela primeira vez a esta ilha o ilustre romancista Julio Deniz, que escreveu o seu primoroso livro Os Fidalgos da Casa Mourisca. 1870-Morreu o abalizado medico e distinto madeirense dr. Antonio da Luz Pita. 1870-Graves acontecimentos em Machico ocorridos por ocasião das eleições, caindo mortos alguns populares pelas balas da força armada, que se viu coagida a usar da violencia. 1872-Grande epidemia de variola, que dizimou cêrca de mil individuos. 1873-É organizada a Companhia Fabril de Açucar Madeirense, que fêz construir a grande fabrica de S. João. 1873-Publicação da parte da afamada obra do dr. Gaspar Frutuoso, que se ocupa da Madeira, intitulada Saudades da Terra, pelo ilustre professor e advogado dr. Alvaro Rodrigues de Azevedo e que ele enriqueceu com largas e eruditas anotações. 1874-Fica a Madeira ligada ao continente por um cabo submarino. 1874-Em Angra do Heroismo faleceu o ilustre madeirense dr. Nicolau Anastacio de Betencourt. 1875-São criadas as comarcas de Santa Cruz, Ponta do Sol e S. Vicente. 1875-Fundou-se nesta cidade o Banco Comercial da Madeira. 1876-Grandes temporais, que arremessam alguns navios á praia do Funchal. 1876-Sai o Diario de Noticias, o primeiro jornal diario que se publicou entre nós. 1876-Morre no Funchal o distinto poeta e ilustre madeirense José Antonio Monteiro Teixeira. 1877-Criação do curso de preparatorios no Seminario do Funchal e poucos anos depois a instalação dum museu regional de produtos de historia natural. 1878-Começa uma larga emigração para as ilhas de Sandwich. 1879-É proibida a circulação da moeda estrangeira na Madeira, que antes tinha livre curso. 1880-Morre em Lisboa o ilustre madeirense D. Aires de Ornelas de Vasconcelos, arcebispo de Goa. 1884-Graves acontecimentos na freguesia da Ribeira Brava, por ocasião da eleição de deputados, morrendo varios populares. 1887 Graves perturbações da ordem em muitas freguesias da Madeira, com o fim de obstar a instalação das Juntas de Paroquia, movimento popular que teve consequencias muito funestas e que ficou conhecido entre o povo pelo nome de Parreca. 1888-Inauguração do Corpo de Bombeiros Voluntarios do Funchal. 1888-É inaugurado o teatro “Manuel de Arriaga”, que teve primitivamente o nome de D. Maria Pia. 1889-É instalado o Pôsto Medico Municipal. 1889-É criada a Escola Industrial do Funchal. 1889-É fundada a Associação Protectora dos Pobres, conhecida pelo nome de Sopa Economica, devido á iniciativa do governador D. João de Alarcão. 1890-Comete-se no Funchal o assassinato do menor Francisco José de Ornelas, que muito emocionou a população madeirense. 1892-Manifestou-se a raiva, sendo varias pessoas atacadas e tendo algumas sucumbido á terrivel doença. 1892-Construção do cais da Entrada da Cidade, cujos trabalhos tinham começado em 1889. 1893-Inauguração do primeiro trôço do Caminho de Ferro do Monte. 1897-Inauguração da luz electrica no Funchal. 1897-São dadas por concluidas as obras de reconstrução e ampliação do molhe da Pontinha, cujos trabalhos primitivos tinham começado em 1886. 1899-Morre em Lisboa o nosso distinto patricio dr. Luiz da Camara Pestana. 1900-É criada a Escola de habilitação para o magisterio primario. 1901-É concedida a autonomia administrativa a este distrito, cujas faculdades e atribuições residem numa corporação de eleição popular, que tem o nome de Junta Geral. 1901-Os reis de Portugal D. Carlos e D. Maria Amelia, visitam esta ilha. 1902-Morreu no Funchal o ilustre madeirense conde de Canavial. 1902-É criado o Auxilio Maternal. 1905-É lançada com grande solenidade a primeira pedra do edificio do Sanatorio dos Marmeleiros, em virtude da concessão anteriormente feita pelo govêrno português ao principe Frederico Hohenloe. 1906-É fundado o Monte Pio Madeirense. 1906-Inicia-se o funcionamento do Manicomio Camara Pestana. 1906-Um grupo de populares ataca o edificio do Lazareto, onde estavam em tratamento muitos individuos atacados da epidemia da peste, que grassava na Madeira, destruindo as instalações e pondo em liberdade os doentes, que ali tinham dado entrada, coagidos pela fôrça imperiosa das circunstancias ocorrentes. 1907-Faleceu em Lisboa o ilustre madeirense José Vicente Barbosa du Bocage, sabio zoologo e distinto estadista. 1908-A bela igreja da freguesia da Ponta Delgada é destruida por um incendio. 1908-A Camara Municipal do Funchal é autorizada a contrair um emprestimo exclusivamente destinado á canalização de esgotos e abastecimento de aguas potaveis. 1910-No fim deste ano manifesta-se a colera nesta cidade, que se alastrou por quasi tôda a ilha e que causou cêrca de 550 vitimas, tendo por esse motivo mandado o govêrno central á Madeira o dr. Alfredo de Magalhãis, como alto comissario da Republica, e o dr. Carlos França, como chefe de todos os serviços clinicos e de higiene. 1911-Morre no Funchal o ilustre prelado diocesano D. Manuel Agostinho Barreto. 1911-É estabelecida a rede telefonica no Funchal. 1911-É criada a Junta Agricola da Madeira, que foi extinta em 1919. 1913-É criada a Junta Autonoma das Obras do Pôrto do Funchal. 1914-É criado o concelho da Ribeira Brava. 1916-Inauguração da Estrada do Funchal á Encumeada de S. Vicente. 1916-Bombardeamento da cidade do Funchal por um submarino alemão, e que se repetiu no ano imediato. 1917-Morre em Lisboa o ilustre madeirense Jaime Constantino de Freitas Moniz. 1921-É publicado o primeiro volume do “Elucidario Madeirense”. 1922-Realizaram-se grandes festejos e um imponente cortejo historico comemorativo do Quincentenario do descobrimento do arquipelago da Madeira. 1922-De regresso da sua viagem ao Brasil passa no Funchal o Presidente da Republica dr. Antonio José de Almeida. 1925-Os drs. Antonio Oliveira Salazar e Mario de Figueiredo estiveram no Funchal e proferiram algumas conferencias nas salas da Associação Catolica. 1929-Uma grande enchente no sitio do Estreito da Vargem, freguesia de São Vicente, causou a morte a 32 pessoas. 1930-O hospital da Santa Casa da Misericordia é instalado no sanatorio dos Marmeleiros na freguesia do Monte. 1930-Uma enorme “quebrada” na foz da Ribeira do Vigario, freguesia de Camara de Lobos, arrastou para o mar, no refluxo da corrente, 20 pessoas que ali perderam a vida. 1931-É criado o Arquivo Distrital do Funchal. 1931-Sublevação militar, que foi sufocada por fôrças terrestre e maritima vindas do continente e que ficou conhecida pelo nome de Revolução da Madeira. 1933-Inauguração do prolongamento do cais da Entrada da Cidade. 1936-Graves alterações da ordem publica em varias freguesias por causa da criação da Junta dos Lacticinios e dos serviços que lhe estavam anexos, tendo vindo dois navios de guerra e contingentes de tropas para sufocarem esse movimento revoltoso. 1938-O general Antonio Oscar Carmona, presidente da Republica, chega à Madeira, sendo entusiasticamente recebido. 1939-Inauguração da Avenida do Mar.
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Anos mencionados · 28-
O Porto Santo foi descoberto, segundo a tradição, em 1418 (ou 1419); atribuiu-se falsamente a Bartolomeu Perestrelo a participação na descoberta.
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A Madeira foi descoberta por João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz sob a égide do Infante D. Henrique, segundo a datação mais comum em 1419, embora alguns apontem 1420.
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D. Duarte concedeu o arquipélago ao Infante D. Henrique, impondo a circulação da moeda do reino, e atribuiu a jurisdição espiritual à Ordem de Cristo.
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D. Afonso V elevou o Funchal à categoria de vila; Machico e a Baleira (Porto Santo) terão sido elevadas a vilas e concelhos por volta da mesma época.
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Uma carta de D. Manuel tornou a Madeira território da Coroa a título perpétuo e inalienável, juntamente com o mestrado da Ordem de Cristo, atingindo gravemente os privilégios dos donatários.
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Por carta régia, D. Manuel I elevou o Funchal à categoria de cidade, a primeira dos domínios ultramarinos de Portugal.
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A bula Pro excellenti praeeminentia, do Papa Leão X, criou a diocese do Funchal, pondo fim à supremacia espiritual da Ordem de Cristo; a igreja tornou-se catedral, D. Diogo Pinheiro foi nomeado primeiro bispo e Frei Nuno Cão primeiro deão.
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Corsários huguenotes franceses comandados por Montluc, guiados por Gaspar Caldeira, desembarcaram na Praia Formosa e saquearam o Funchal. Tomaram de assalto a fortaleza de São Lourenço e profanaram a Sé e o convento de Santa Clara, cujas freiras fugiram para o Curral; Gaspar de Braga morreu a resistir-lhes. O ataque, ocorrido durante a capitania de Francisco Gonçalves da Câmara, levou à construção de novas fortificações costeiras.
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Durante o domínio filipino, a Madeira foi governada por governadores-gerais, a começar por João Leitão, que assumiu a administração de todo o arquipélago; os capitães-donatários ficaram reduzidos a uma posição honorífica.
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A notícia da Restauração chegou à Madeira e D. João IV foi aclamado rei nos Paços do Concelho do Funchal, pondo fim ao domínio castelhano; o bispo ajudou a acalmar a população.
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Eclodiu no Funchal uma sedição popular e eclesiástica, durante a qual nobres atacaram o governador D. Francisco de Mascarenhas, que foi deposto, preso e enviado para fora da ilha.
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Por ordem de Pombal, o colégio dos Jesuítas no Funchal foi cercado e os religiosos ficaram confinados, pondo fim ao seu ensino; os dezoito jesuítas madeirenses foram enviados sob prisão para Lisboa em 16 de julho de 1760.
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Uma esquadra britânica chegou ao Funchal, dando início à primeira ocupação britânica da Madeira; as tropas sob o comando de Clinton foram aquarteladas no colégio dos Jesuítas, no forte da Penha de França e no teatro, obrigando o Seminário a regressar ao Mosteiro Novo.
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A grande aluvião de 9 de outubro de 1803, considerada a maior calamidade da Madeira, devastou o Funchal e outras partes da ilha, matou cerca de 600 pessoas e destruiu a igreja do Calhau, muros de contenção das ribeiras, pontes e capelas em Machico, Santa Cruz e noutros locais. Motivou a missão de Oudinot e a expansão da cidade para o exterior.
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A Madeira aderiu à revolução liberal e o regime constitucional foi solenemente proclamado no Funchal, passando a praça a chamar-se Praça da Constituição.
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Uma expedição miguelista comandada pelo coronel José António de Azevedo Lemos desembarcou em Machico e ocupou a Madeira, proclamando o absolutismo; o governador Valdez e os dirigentes liberais refugiaram-se a bordo da fragata britânica Alligator.
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A Madeira sofreu uma grave fome, que atingiu o auge em fevereiro de 1847 e causou elevada mortalidade por doenças digestivas; a fome chegou também ao Porto Santo. O governador José Silvestre Ribeiro tomou medidas de socorro, os comerciantes angariaram fundos para alimentos e realizaram-se espetáculos de beneficência no Funchal.
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A doença da vinha (oídio, ou mangra) alastrou por toda a Madeira e destruiu a maior parte das vinhas, provocando uma grave crise económica, miséria e emigração.
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Uma epidemia de cólera, trazida pelo Regimento de Infantaria n.º 1, assolou a Madeira de julho a outubro de 1856, causando, segundo a tradição, cerca de dez mil mortes e deixando muitos órfãos. Álvaro Rodrigues de Azevedo, Luiz Albino Gonçalves e outros prestaram serviço durante a epidemia.
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Foi inaugurado o serviço telegráfico público entre a Madeira e Portugal Continental, através de um cabo submarino instalado pela Brazilian Telegraph Company, na presença de Sir William Thomson; a inauguração foi celebrada no Funchal com iluminações.
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Os tumultos da «Parreca» contra as juntas de paróquia espalharam o terror pela Madeira em 1887–1888, e foram enviadas tropas para restabelecer a ordem. No Arco da Calheta, recorreu-se à força armada; em 22 de novembro de 1887, os amotinados ocuparam a igreja do Caniço, onde as tropas dispararam e mataram quatro pessoas. Morreu também um soldado.
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Na sequência da lei de 22 de maio de 1901, um decreto de 8 de agosto de 1901 estendeu o regime autonómico açoriano ao Distrito do Funchal, criando uma Junta Geral eleita por sufrágio direto que assumiu as obras públicas distritais; seguiu-se a construção de estradas.
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Uma epidemia de cólera atingiu a Madeira e causou cerca de 550 mortes; o Dr. Carlos França foi enviado para dirigir os serviços sanitários, e o lazareto e um hospital improvisado no forte de Machico trataram os doentes.
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O submarino alemão U-38 torpedeou três navios no porto do Funchal, entre eles a canhoneira francesa Surprise (morreram 33 tripulantes e 7 portugueses), e bombardeou a cidade, causando pânico generalizado. As vítimas foram mais tarde homenageadas num monumento da autoria de Francisco Franco.
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Foi publicado o primeiro volume do Elucidário Madeirense.
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Foi reprimido o levantamento militar conhecido como Revolução da Madeira, ligado a uma revolta nos Açores; o general Sousa Dias detinha o comando militar e, em 2 de maio, revoltosos e forças governamentais trocaram tiros no Pico do Castanho.
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Tumultos rurais contra o decreto do leite e a Junta dos Lacticínios causaram oito mortos e levaram à prisão de centenas de pessoas; foram reprimidos por navios de guerra e tropas.
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Foi inaugurada a Avenida do Mar, no Funchal.
Lugar
Lugares mencionados · 24No estrangeiro
- Arguim
Mauritania. Integrada na diocese do Funchal em 1551.
Arguim é uma ilha ao largo da costa saariana da África Ocidental, descoberta pelos portugueses cerca de 1443, onde se construiu uma fortaleza a partir de cerca de 1450. Foi integrada na diocese do Funchal em 1551, e os bispos do Funchal ostentaram durante muito tempo o título de bispos de Arguim.
- Avenida do Mar
Funchal. Inaugurada em 1939.
A Avenida do Mar é uma avenida marginal do Funchal, inaugurada em 1939. A sua construção eliminou a maior parte da Praça da Rainha e exigiu a demolição do mercado do peixe; o seu prolongamento tornou necessária a construção de novos Mercados.
- Calheta
Freguesia criada em 1430; elevada a vila em 1502.
A Calheta é uma vila, freguesia e concelho na costa sudoeste da Madeira e um dos povoamentos mais antigos da ilha. O Elucidário aborda o seu nome, os primeiros povoadores, como Pedro Berenguer, a igreja e numerosas capelas, incluindo uma de um antigo convento franciscano, e o motim de 1834.
- Câmara de Lôbos
Câmara de Lobos. Freguesia criada em 1430.
Freguesia a oeste do Funchal. O Elucidário relaciona o seu nome com a viagem de descoberta de Zarco e descreve as suas igrejas, capelas e colegiada, os primeiros povoadores, a comunidade piscatória e as vinhas afamadas. Regista também os sítios, limites, levadas e população da freguesia.
- Caniço
Santa Cruz. Freguesia criada em 1440.
O Caniço é uma freguesia do concelho de Santa Cruz, situada na fronteira entre as capitanias do Funchal e de Machico. Entre os seus primeiros povoadores contavam-se Gaspar Rego, Vasco Fernandes Rego e Álvaro de Ornelas, cuja família aí instituiu morgados; o seu alcaide e juiz eram nomeados pelo Senado do Funchal. Na freguesia encontram-se a estátua do Garajau, a residência dos Jesuítas no Socorro e a Quinta do Barão da Conceição.
- Convento de Santa Clara
Funchal. Fundado em 1497.
Convento no Funchal fundado entre 1492 e 1497 pelo segundo capitão-donatário, João Gonçalves da Câmara, junto à igreja da Conceição de Cima. É local de sepultura da família Câmara e conserva um documento de 1447 em que o nome aparece grafado «Zargo». Em 1912, foi cedido para a instalação de um novo hospital e, mais tarde, escolhido para acolher o museu arqueológico.
- Estreito da Vargem
São Vicente. A aluvião de 1929 causou 32 mortos.
A cheia de 1929 causou a morte de 32 pessoas.
- Funchal
Sede de capitania, elevado a vila em 1451 e a cidade em 1508.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Lazareto de Gonçalo Aires
Funchal. Decretada a sua criação em 1849; atacado por uma multidão durante a peste de 1906.
O Lazareto de Gonçalo Aires é um edifício de quarentena na foz da Ribeira de Gonçalo Aires, cuja construção foi decretada em 1849. Foi convertido em hospital de isolamento para doentes com peste e saqueado por populares em 7 de janeiro de 1906. Mais tarde, serviu para internar deportados políticos, incluindo os de 1919, e residentes alemães durante a Grande Guerra.
- Levadas do Rabaçal
Calheta. Construção iniciada em 1835.
As Levadas do Rabaçal são as levadas velha e nova do Rabaçal, na Madeira. A construção começou em 1835, e são alimentadas sobretudo por nascentes na origem da Ribeira da Janela. Os seus caudais foram medidos em 1911 e 1943.
- Machico
Capitania concedida em 1440; bombardeada em 1828; tumultos eleitorais em 1870.
A freguesia de Machico foi o local do desembarque dos descobridores Zarco e Tristão Vaz e a sede da Capitania de Machico; foi criada cerca de 1450. O Elucidário aborda o seu clero e as respetivas côngruas, as capelas, os acontecimentos históricos, as fontes minerais, os sítios, a população e os naturais ilustres.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 60- Aires de Ornelas de Vasconcelos1837–1880
Arcebispo madeirense de Goa, falecido em Lisboa em 1880.
- Álvaro Rodrigues de Azevedo1825–1898
Editou e anotou os capítulos de Frutuoso sobre a Madeira, publicados em 1873.
- António Aluísio Jervis de Atouguia1797–1861
Estadista madeirense falecido em Lisboa em 1861.
- António da Gama Pereira1520–1595
Jurista madeirense falecido em 1595.
- António da Luz Pita1802–1870
Médico madeirense falecido em 1870.
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Governador chamado a Lisboa em 1777 para responder a acusações.
- António Manuel de Noronham. 1569
Prelado madeirense, filho do terceiro capitão-donatário, falecido em Lamego em 1569.
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Presidente que visitou a Madeira em 1938.
- António Teixeira1795–1876
Poeta madeirense, falecido no Funchal em 1876.
- António Veloso de Lira1616–1691
Cónego madeirense falecido em 1691.
+ 50 mais
- Bartolomeu Perestrelom. 1457
Recebeu a capitania do Porto Santo em 1446.
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Dirigiu os serviços clínicos e de higiene durante a epidemia de cólera de 1910.
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Governador e capitão-general falecido no Funchal em 1798.
- D. Diogo Pinheirom. 1526
Primeiro bispo do Funchal, falecido no continente em 1526.
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Rei de Portugal que doou o Arquipélago da Madeira ao Infante D. Henrique em 1433.
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Bispo do Funchal falecido em 1682.
- D. Francisco Henriquesm. 1624
Governador e capitão-general da Madeira, falecido em 1624 e sepultado na Igreja do Colégio.
- D. Frei João do Nascimento1897–1753
Bispo do Funchal falecido em 1753.
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Bispo do Funchal falecido em 1784.
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Rei aclamado na Madeira em 1641; doou o arquipélago à filha Catarina em 1656.
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Primeiro prelado a vir à Madeira, em 1508, onde permaneceu cerca de dois anos.
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Bispo do Funchal, falecido em 1608 e sepultado na Sé.
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Rei D. Manuel I, que incorporou o arquipélago na Coroa em 1497.
- D. Manuel Agostinho Barreto1835–1911
Bispo do Funchal, falecido em 1911.
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Pai da princesa D. Maria Amélia.
- D. Sebastião de Morais1534–1588
Madeirense, primeiro bispo do Japão, falecido em Moçambique em 1588, a caminho da sua diocese.
- Diogo Teixeiram. 1540
Capitão-donatário de Machico cuja morte, em 1540, levou à reversão da capitania para a Coroa.
- Dr. João Francisco de Oliveira1761–1829
Madeirense falecido em Lisboa em 1829.
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Escreveu, em 1755, uma carta crítica sobre os métodos dos médicos do Funchal.
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Um dos «profetas» do Porto Santo no episódio de 1533.
- Fernão Saldanham. 1626
Governador e capitão-general da Madeira, falecido em 1626.
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Uma das «profetisas» do Porto Santo no episódio de 1533.
- Francisco José de Ornelasm. 1890
Rapaz cujo assassínio no Funchal, em 1890, chocou a população.
- Gaspar Frutuoso1522–1591
Autor açoriano de Saudades da Terra (1590), cuja parte dedicada à Madeira foi publicada em 1873.
- Henrique Calaça de Viveiros1589–1662
Cónego que fundou o Convento da Encarnação em 1650.
- Henrique Henriques de Noronha1667–1730
Escritor e genealogista madeirense falecido em 1730.
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Filha de D. João IV, a quem foi doado o arquipélago em 1656.
- Infante D. Henrique1394–1460
Infante D. Henrique, a quem foi doada a Madeira em 1433.
- Jaime Constantino de Freitas Moniz1837–1917
Madeirense falecido em Lisboa em 1917.
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Figura destacada da Madeira, falecida no Funchal em 1902.
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Governador e capitão-general falecido no Funchal em 1704.
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Candidato madeirense cujo desembarque foi impedido por multidões violentas em 1868.
- João Fernandes Vieiram. 1681
Madeirense que participou na restauração de Pernambuco, falecido e sepultado em Olinda, no Brasil, em 1681.
- João Gonçalves da Câmara1414–1501
Segundo capitão-donatário do Funchal, falecido no Funchal em 1501.
- João Gonçalves Zarcom. 1467
Primeiro capitão-donatário do Funchal (capitania concedida em 1451), falecido no Funchal em 1467.
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Primeiro governador-geral da Madeira (1581) durante o domínio filipino.
- José Silvestre Ribeiro1807–1891
Governador civil a partir de 1846, introduziu a iluminação pública e criou o asilo do Funchal e um museu de história natural.
- Justino António de Freitas1804–1865
Professor madeirense da Universidade de Coimbra, falecido em 1865.
- Lourenço José Moniz1789–1857
Madeirense falecido em Lisboa em 1857.
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Navegador veneziano que visitou a Madeira e o Porto Santo em 1445.
- Luiz da Câmara Pestana1863–1899
Bacteriologista madeirense, falecido em Lisboa em 1899; o asilo do Funchal tem o seu nome.
- Luiz Gonçalves da Câmara1518–1575
Sacerdote madeirense e preceptor de D. Sebastião, falecido em 1575.
- Manuel Álvares1526–1583
Gramático jesuíta madeirense, falecido em Évora em 1583.
- Manuel Caetano Pimenta de Aguiar1765–1832
Escritor madeirense, falecido em Lisboa em 1832.
- Marceliano Ribeiro de Mendonça1805–1866
Professor madeirense, falecido no Funchal em 1866.
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Proferiu conferências no Funchal com Salazar em 1925.
- Nicolau Anastácio de Bettencourt1810–1874
Madeirense falecido em Angra do Heroísmo em 1874.
- Simão Gonçalves da Câmaram. 1530
Terceiro capitão-donatário do Funchal, conhecido como «o Magnífico», falecido em Matosinhos em 1530.
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Recebeu a Capitania de Machico em 1440.
- Troilo de Vasconcelos da Cunha1654–1729
Poeta madeirense, falecido em 1729.