Machico (Capitania de) 1Origem, área e decadência da capitania
Machico (Capitania de)
A Capitania de Machico, concedida pelo Infante D. Henrique a Tristão Vaz em 1440, abrangia a Costa Norte e o leste da Madeira. A entrada descreve a sua extensão, a prosperidade inicial e o declínio, bem como a conturbada sucessão dos seus donatários, até passar para a Coroa e, mais tarde, para outros titulares.
1Origem, área e decadência da capitania
Em virtude de instruções recebidas do infante D. Henrique segundo informa o Dr. Gaspar Frutuoso, procederam os descobridores João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz, logo no principio da colonização, à partilha das terras que deviam constituir a área das suas jurisdições, como ponto de partida para a regular administração dos dominios que lhes foram confiados. Já nos artigos Capitanias (vol. Iº. pag. 244 e s.) Donatários (vol., pag. 373 e s.) nos referimos à divisão da ilha da Madeira em duas capitanias, com sedes no Funchal e em Machico, e à maneira como se fez a delimitação delas, cabendo a primeira a Gonçalves Zarco e a segunda a Tristão Vaz. A pág. 456 e 457 das Saudades, vem transcrita a carta da doação feita pelo infante D. Henrique a Tristão Vaz da capitania de Machico, que tem a data de 8 de Maio de 1440. É a mais antiga das doações das três capitanias em que foi dividido o arquipélago, devendo entender-se de todas estas doações que elas foram apenas a confirmação solene e autentica das concessões anteriormente feitas.
A capitania de Machico estendia-se desde a Ponta da Oliveira até à Ponta de São Lourenço e desta a Ponta do Tristão, compreendendo uma parte consideravel da costa-sul e toda a costa-norte da ilha. A sua área correspondia aos actuais concelhos do Pôrto Moniz, São Vicente, Santana, Machico e quasi todo o de Santa Cruz, com excepção duma parte da freguesia do Caniço.
A capitania de Machico tinha muito maior area e extensão do que a do Funchal, mas tôda a costa norte, que dela fazia parte, era duma flagrante inferioridade pela sua situação, clima, natureza do solo, falta de praias e desembarcadouros, dificuldade de comunicações, etc. Como se há-de ver no artigo Vila e Municipio de Machico, a sede desta capitania cresceu e desenvolveu-se rapidamente, chegando a afirmar-se que ela ombreou com a do Funchal e até a excedeu em importancia e prosperidades. É proveitoso ler-se a tal propósito as primeiras paginas do livro A Filha de Tristão das Damas e as notas insertas a pág. 254 e 255 da mesma novela. Não foi, porém de longa duração esse notável desenvolvimento inicial. As condições especiais da sede da capitania do Funchal, no que diz respeito à sua admirável situação, à largueza do sitio para o desenvolvimento duma populosa povoação, à amplidão do seu porto, à feracidade do solo, ao pitoresco do logar, à amenidade do clima, etc., haviam de impor-se imperiosamente e a breve trecho teriam que suplantar as outras localidades que se fossem criando, ainda sob os melhores auspícios de rápido progresso e desenvolvimento. A capitania de Machico estacionou e decresceu depois em prosperidades, devido também à importância que em breve adquiriu a povoação de Santa Cruz, logo feita vila no principio do século XVI e que se tornou um grande centro industrial e comercial no fabrico e exportação do açúcar, chegando a sua alfandega a ter um movimento muito maior do que o da sua vizinha e rival.
2Os donatários de Machico
É ocasião de dizer que a administração dos donatários desta capitania, incluindo o primeiro, sempre deixou muito a desejar. Ouçamos o dr. Álvaro de Azevedo, nos seguintes trechos, embora um pouco extensos, que nos dão uma ideia segura do que foi essa administração da donatária de Machico passou, por sucessão, de Tristão Vaz ao seu primogénito Tristão Vaz das Damas, assim cognominado «porque (diz Frutuoso) foi muito cortezão, grande dizedor e ás damas fazia muitos motes»; delle são as tres canções colligidas no Cancioneiro Geral, de Resende. ahi indicadas por «de Tristão Teixeira, Capitão de Machico»: a este succedeu seu filho, tambem chamado Tristão Teixeira, e por sua morte herdou a donataria seu filho Diogo Teixeira, quarto e ultimo donatario descendente de Tristão Vaz. Os governos destes quatro capitães foram deploraveis e de constante conflito com o poder real, com elles severo. Tristão Vaz, por despota, especialmente com Tristão Barradas, «o qual teve aferrolhado com huma braga moendo em hum moinho farinha (Saudades pag. 116), foi pelo rei chamado a Lisboa e, por sentença, degradado para a ilha do Principe, onde alguns annos esteve, até que, seguramente no reinado de D. Afonso V e por intercessão do infante D. Henrique, foi restituído na capitania, vindo a fallecer por 1470. Tristão Teixeira das Damas, «por capitulos que d'elle deram», também chamado foi pelo rei a Lisboa, onde por alguns annos andou, com muito trabalho e dispendio, tratando do seu livramento e «tirando, finalmente, sua honra a limpo»; mas, após elle o rei mandou o dr. Alvaro Fernandes, e, depois, Fernão de Perada, por corregedores, com alçada em toda a ilha da Madeira. Tristão Teixeira, succedendo ao das Damas, parece que não tomou o titulo de capitão donatario, mas simplesmente o de governador, qualidade em que tinha ficado superintendendo a capitania na ausencia de seu pai, o que o apeava, nominalmente pelo menos, de um direito proprio a mero delegado regio: e, alem d'isso, emquanto elle viveu, estiveram na ilha o bacharel Ruy Pires por juiz de fora e ouvidor na capitania do Funchal, e, depois deste, o dr. Diogo Taveira por corregedor em ambas as capitanias; assim vigiado houve-se Tristão Teixeira cordatamente. Seu filho e sucessor Diogo Teixeira, porem, «foi homem imperfeito de juizo. .. e quasi mentecapto;.... governou tão mal», que «el-rey D. Manuel e el-rey D. João III. . . lhe quizeram tirar a capitania, e sobre isso trouxe demanda. . . até o anno de 1536», no decurso da qual na mesma capitania estiveram por corregedores o dr. Francisco Diniz nove annos, e, depois, o licenciado Antão Gonçalves, quasi tres annos; venceu Diogo Teixeira o pleito, pelo que esteve na posse da capitania até 1538; mas, por ultimo, D. João III lha tirou e as rendas della, mandando-o entregar á guarda de João Simão de Sousa, que «em seu poder o teve até o anno de 1540», no qual o captivo morreu, sem filho varão nem outro herdeiro, ficando porisso «a casa e herança á Coroa. (Saudades, pag. 117 a 119): assim terminou a descendencia de Tristão Vaz. «Ainda no anno de 1541 fez D. João III mercê desta capitania a Antonio da Silveira, capitão que foi de Diu, por serviço que lhe tinha feito»; este, mediante licença regia, vendeu-a ao Conde de Vimioso, D. Affonso de Portugal; por falecimento deste, nella sucedeu seu filho D. Francisco, e, por morte do ultimo vagou á coroa, mas nenhum d'estes a governou pessoalmente, senão por ouvidores, havendo sempre corregedores superintendentes, com os quais esses ouvidores tiveram conflictos mais ou menos graves».
No artigo Donatarios (vol. 16 pag. 373 e s.), demos já a relação completa dos capitães donatários de Machico até o ano de 1775, sendo a donatária para a maior parte deles um titulo meramente honorifico.
A criação da vila de Santa Cruz em 1515 e da de São Vicente em 1744, com os seus forais e isenções, não cercearam propriamente a area da capitania de Machico, mas restringiram bastante a jurisdição dos seus donatários ou dos seus ouvidores.
Houve ouvidores nesta capitania, que eram de nomeação do capitão donatário. O primeiro que exerceu este cargo foi Manuel Homem da Câmara, nomeado a 4 de Junho de 1641. Tinha dois juízes ordinários de cujas sentenças se apelava para o ouvidor. Havia também um Juiz dos órfãos, sendo este cargo criado a 25 de Setembro de 1625 e nele provido Cristovão Moniz Barreto.
Segundo afirma Frutuoso, a capitania de Machico rendia para o seu donatário em 1590, isto é, há quasi três seculos e meio, cerca de novecentos mil réis anuais.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 11-
O Infante D. Henrique doou a Capitania de Machico a Tristão Vaz.
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Morreu Tristão Vaz, primeiro donatário de Machico.
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D. Manuel I elevou Santa Cruz à categoria de vila e criou o respetivo concelho a partir de território de Machico (em 20 ou 26 de junho de 1515).
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Após um processo judicial que se prolongou até 1536, D. João III retirou a Diogo Teixeira a Capitania de Machico.
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Diogo Teixeira, capitão deposto de Machico, morreu no Funchal sem herdeiro legítimo, e a capitania reverteu para a Coroa.
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D. João III doou a Capitania de Machico a António da Silveira (uma entrada indica 1542).
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Segundo Frutuoso, a Capitania de Machico rendia cerca de 900 000 réis por ano ao seu donatário.
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Foi criado em Machico o cargo de juiz dos órfãos.
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Manuel Homem da Câmara foi nomeado primeiro ouvidor de Machico.
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Uma carta régia elevou a freguesia de São Vicente à categoria de vila e concelho, anexando-lhe localidades do norte como Porto Moniz, Ponta Delgada e Seixal e reduzindo ainda mais o concelho de Machico.
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Termina em 1775 a lista dos donatários da Capitania de Machico.
Lugar
Lugares mencionados · 13No estrangeiro
- Caniço
Santa Cruz. Freguesia parcialmente excluída da capitania.
O Caniço é uma freguesia do concelho de Santa Cruz, situada na fronteira entre as capitanias do Funchal e de Machico. Entre os seus primeiros povoadores contavam-se Gaspar Rego, Vasco Fernandes Rego e Álvaro de Ornelas, cuja família aí instituiu morgados; o seu alcaide e juiz eram nomeados pelo Senado do Funchal. Na freguesia encontram-se a estátua do Garajau, a residência dos Jesuítas no Socorro e a Quinta do Barão da Conceição.
- Diu
India. Fortaleza na Índia de que António da Silveira foi capitão.
Diu é uma fortaleza portuguesa na Índia, cujo comando foi exercido por António da Silveira. O Elucidário refere também que João Rodrigues de Noronha teve um comando naval ao largo da sua costa.
- Funchal
Sede da capitania rival, que ultrapassou Machico em importância.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Lisboa
Portugal. Local onde os donatários foram convocados pelo rei.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
- Machico
Sede da capitania.
A freguesia de Machico foi o local do desembarque dos descobridores Zarco e Tristão Vaz e a sede da Capitania de Machico; foi criada cerca de 1450. O Elucidário aborda o seu clero e as respetivas côngruas, as capelas, os acontecimentos históricos, as fontes minerais, os sítios, a população e os naturais ilustres.
- Ponta da Oliveira
Santa Cruz. Ponto que marcava o limite sul da capitania.
A Ponta da Oliveira é uma ponta na costa do Caniço, na Madeira, assim chamada por causa de uma estaca de oliveira ali colocada como marco de delimitação. Era a extremidade sul da linha que separava as capitanias do Funchal e de Machico e o limite sul do concelho original do Funchal. Tem um pequeno porto, com um cais construído em 1909.
- Ponta de São Lourenço
Machico. Ponto oriental situado dentro dos limites da capitania.
A Ponta de São Lourenço é uma ponta longa e estreita no extremo oriental da Madeira, na freguesia do Caniçal. Diz-se que recebeu o nome da caravela São Lourenço e tem um farol num dos seus ilhéus. O Elucidário descreve a sua geologia, a vegetação sazonal, os ilhéus, as formações calcárias fósseis da Piedade, os caracóis terrestres e o seu uso como pastagem. O vapor Forerunner naufragou ali em 1884, e existe um banco submarino entre a ponta e as Desertas.
- Ponta do Tristão
Porto Moniz. Ponto que marcava o limite noroeste da capitania.
A Ponta do Tristão é um promontório no noroeste da Madeira que assinalava o extremo norte da fronteira entre as capitanias do Funchal e de Machico e o limite ocidental da Costa Norte. Assinalou o fim da primeira exploração dos descobridores, e a sua área só recentemente foi explorada do ponto de vista botânico, tendo sido encontradas várias plantas dignas de nota. As notas situam-na ora em Achadas da Cruz, ora na freguesia de Porto Moniz.
- Porto Moniz
Concelho integrado na antiga capitania.
Freguesia e concelho do noroeste, com um cais e um porto razoável que oferece boas condições de desembarque quando os ventos do sul impedem o acesso à Costa Sul. Tem uma das mais antigas capelas dedicadas a Santa Maria Madalena no norte da Madeira, cuja festa se celebra a 22 de julho. Foi a terra natal do Dr. Manuel Gomes Jardim.
- Príncipe
São Tomé and Príncipe. Ilha para a qual Tristão Vaz foi desterrado.
Ilha para onde se dizia que Tristão Vaz fora desterrado, afirmação contestada por Brito Rebelo. A entrada do Elucidário com este nome diz antes respeito à antiga Rua do Príncipe, no Funchal, posteriormente chamada Rua 5 de Outubro.
- Santa Cruz
Localidade ligada ao comércio do açúcar, elevada a vila em 1515, que ultrapassou Machico em importância.
Santa Cruz é uma freguesia e uma das povoações mais antigas da Madeira. Recebeu o nome de uma cruz que Zarco ali mandou erguer aquando da descoberta. O Elucidário aborda a sua história eclesiástica inicial, a colegiada, as capelas, os povoadores nobres e os sítios da freguesia.
- Santana
Concelho integrado na antiga capitania.
Concelho da costa norte da Madeira, criado em 1835. Porto da Cruz passou para Machico em 1852, e o concelho foi brevemente extinto em 1867.
+ 1 mais
Pessoas
Pessoas mencionadas · 23-
Conde de Vimioso que comprou a Capitania de Machico.
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Corregedor régio enviado à Madeira após os problemas de Tristão das Damas.
- Álvaro Rodrigues de Azevedo1825–1898
Anotador das Saudades, extensamente citado a propósito da administração dos donatários.
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Corregedor em Machico durante quase três anos.
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Antigo capitão de Diu a quem foi concedida a Capitania de Machico em 1541 e que a vendeu ao Conde de Vimioso.
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Primeiro juiz dos órfãos de Machico, nomeado em 1625.
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Rei de Portugal em cujo reinado Tristão Vaz foi reintegrado na sua capitania.
- D. Francisco de Portugalm. 1582
Filho do Conde de Vimioso que lhe sucedeu na Capitania de Machico, a qual, depois dele, reverteu para a Coroa.
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Rei que destituiu Diogo Teixeira e concedeu a capitania a António da Silveira em 1541.
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Rei que procurou destituir Diogo Teixeira da capitania.
+ 13 mais
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Corregedor com jurisdição sobre ambas as capitanias.
- Diogo Teixeiram. 1540
Quarto e último donatário descendente de Tristão Vaz, privado da capitania por incapacidade em 1538; morreu sob custódia em 1540.
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Corregedor régio com jurisdição sobre toda a Madeira.
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Corregedor em Machico durante nove anos, no decurso do processo judicial de Diogo Teixeira.
- Gaspar Frutuoso1522–1591
Autor das Saudades da Terra, principal fonte citada sobre a capitania.
- Infante D. Henrique1394–1460
Infante D. Henrique, que concedeu a Capitania de Machico a Tristão Vaz em 1440.
- João Gonçalves Zarcom. 1467
Descobridor da Madeira e primeiro capitão do Funchal, que partilhou a ilha com Tristão Vaz.
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Responsável pela custódia do destituído Diogo Teixeira até 1540.
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Primeiro ouvidor da Capitania de Machico, nomeado em 4 de junho de 1641.
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Juiz de fora e ouvidor da Capitania do Funchal durante o governo de Tristão Teixeira.
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Homem que Tristão Vaz terá acorrentado para moer farinha num moinho, facto que levou ao exílio do capitão.
- Tristão Teixeiram. 1470
Codescobridor e primeiro donatário de Machico, exilado por despotismo e depois reintegrado; morreu por volta de 1470.
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Segundo donatário de Machico, poeta cortesão presente no Cancioneiro Geral de Resende, chamado a Lisboa na sequência de queixas.