Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
1Mencionado em
- Krohn (Dr. Roland E.S.) — Tema do seu artigo de 1899 sobre higiene.
- Laboratório de Bacteriologia e Higiene — Local dos distúrbios de janeiro de 1906.
- Franco de Sousa (Henrique) — Cidade natal do pintor, à qual regressou em 1914.
- Frederico Carlos — Cidade onde o príncipe permaneceu de 25 a 30 de maio de 1846.
- Sarmento (Alberto Artur) — Local onde Sarmento nasceu e onde se situa o Liceu em que ensinou.
- Clima — Principal local a que se referem os dados climáticos e estância de saúde abordada.
- Donatarios — Sede da capitania dominante e capital do arquipélago.
- Donatarios — Sede da principal capitania.
- Misericórdia de Santa Cruz — Cidade cujas instituições são as únicas que superam o hospital de Santa Cruz.
- Procissões de penitencia — Cidade onde se realizou a última procissão de penitência rigorosa.
- Geologia — Zona com cones vulcânicos recentes.
- Povoamento e Colonização — Sede de capitania onde começou o povoamento; elevada a vila por volta de 1451–1452.
- Povoamento e Colonização — Um dos concelhos aos quais foi concedido o foral de 1515; o arquivo da sua Câmara Municipal conserva capítulos do Infante D. Henrique.
- Domínio Castelhano — Capital onde decorreram a maioria dos acontecimentos do período de domínio espanhol.
- Representação em Cortes — Círculo eleitoral.
- Misericórdias — Sede da Misericórdia descrita.
- Misericórdias — Sede da principal Misericórdia e do seu Hospital de Santa Isabel.
- Paço Episcopal — Sede da diocese e local dos paços episcopais.
- Canforeiro (Cinnamomum Camphora) — Cidade onde a árvore é muito cultivada em quintas e jardins.
- Levadas — O Distrito do Funchal, com 270 habitantes por km².
- Levadas — O seu arquivo municipal conserva as mais antigas cartas relativas às levadas, e a sua Câmara Municipal supervisionava a limpeza das ribeiras.
- Levadas — A imprensa local foi a primeira a propor a venda das levadas, e as principais levadas privadas situam-se neste concelho.
- Levadas — Cidade cujo abastecimento de água estava em causa.
- Levadas — Local previsto para uma subestação elétrica.
- Levadas — A sua imprensa acolheu debates acesos sobre as levadas.
- Vinhas — Cultivam-se Malvasia, Verdelho e Boal.
- Abastecimento de águas da cidade — Cidade cujo abastecimento de água e rede de esgotos são abordados.
- Baiardo (Luiz José) — Cidade onde Baiardo exerceu funções de escrivão do tribunal eclesiástico.
- Alfândegas — Sede da principal alfândega.
- Alfândegas — Sede da principal alfândega do arquipélago.
- Sardinha (Padre Alfredo de Paula) — Local onde nasceu e estudou no Liceu e no Seminário.
- Sardinha (Dr. Manuel) — Local onde nasceu e recebeu formação médica.
- Rocha — Local onde João Enes Rocha exerceu o cargo de almoxarife.
- Rocha (Joaquim Leonardo da) — Local onde o pintor morreu.
- Boletim Official do Distrito Administrativo do Funchal — Distrito administrativo a que pertencia este boletim oficial.
- Polícia — Cidade cujo policiamento é o tema da entrada.
- São Pedro (Barão de) — Cidade onde D. Josefina desenvolveu a sua obra de beneficência.
- Ribeiro Neto (Manuel) — Local de nascimento de Ribeiro Neto segundo o Dicionário Popular e tema de alguns dos seus escritos.
- Ribeiro Real (Conde do) — Local onde nasceu e cidade a cuja Câmara Municipal presidiu.
- Indústria Agrícola — Um dos dois principais concelhos produtores de vinho.
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2Cronologia
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O povoamento da Madeira começou sob os primeiros capitães-donatários, com colonos de Portugal Continental, alguns dos quais se abrigaram inicialmente nos Ilhéus do Funchal.
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Foi construída a igreja de Nossa Senhora do Calhau, que se tornou sede de Santa Maria Maior, a primeira freguesia do Funchal.
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O Funchal já tinha um mercado de carne.
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Um diploma determinou que os auxiliares do alcaide no Funchal fossem pessoas de bom comportamento.
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O Infante D. Henrique doou a João Gonçalves Zarco a Capitania do Funchal.
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Confirmação régia da concessão da capitania do Funchal a Zargo.
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D. Afonso V elevou o Funchal à categoria de vila; Machico e a Baleira (Porto Santo) terão sido elevadas a vilas e concelhos por volta da mesma época.
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O Infante D. Fernando promulgou a mais antiga lei conhecida sobre levadas, nomeando dois homens ajuramentados para distribuir a água de rega.
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O Infante D. Fernando respondeu a uma petição do Funchal que pedia a proibição do comércio de judeus e genoveses na Madeira.
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Os registos municipais mencionam a primeira bandeira do Funchal, enviada pelo Infante D. Fernando.
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João Gonçalves Zarco morreu por volta de 1467 e o filho sucedeu-lhe na capitania do Funchal.
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O primeiro livro de atas da Câmara Municipal do Funchal que chegou até nós data deste ano.
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O Infante D. Fernando pediu ao donatário João Gonçalves da Câmara que construísse uma casa da câmara e um curral do concelho no Funchal, concedendo terrenos junto à igreja.
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Lopo Vaz exercia a profissão de ourives no Funchal.
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Estêvão do Azinhal integrou o órgão de governo da vila do Funchal.
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Luís Álvares da Costa fundou, com o filho, o convento franciscano de São Francisco, no Funchal.
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Os franciscanos dirigidos por Frei Rodrigo de Arruda chegaram ao Funchal, um breve pontifício autorizou a comunidade e os frades mudaram-se de São João para o Convento de São Francisco.
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Uma carta régia criou as alfândegas do Funchal, de Santa Cruz e de Machico; a Alfândega do Funchal era a mais antiga repartição pública do arquipélago.
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João Esmeraldo, natural da Picardia, chegou ao Funchal.
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Henrique Aragão fixou-se no Funchal.