Domínio Castelhano 1Aclamação e primeiros sucessos
Domínio Castelhano
Relato do domínio espanhol (filipino) na Madeira, entre 1580 e 1640, com destaque para a criminalidade, a falta de pagamento a soldados e membros do clero, as extorsões fiscais e a criação do cargo de governador-geral. Explica por que razão a ilha aderiu prontamente à Restauração de 1640.
1Aclamação e primeiros sucessos
A Madeira a exemplo do que fizeram muitas povoações de Portugal, aceitou sem resistência o Jugo castelhano, o que lhe valeu ser poupada das atrocidades com que Filipe II costumava inaugurar o seu governo nas terras que conquistava pela força das armas.
Não se conhece o dia em que teve lugar a aclamação do primeiro rei intruso no Funchal, nem o modo como essa cerimónia se realizou, visto terem desaparecido os livros das vereações donde isso devia constar, mas conhecem-se vários factos ocorridos durante o domínio filipino na Madeira, alguns dos quais bem revelam quanto esse domínio foi nefasto e opressor para os povos desta ilha.
Diz Gaspar Frutuoso nas Saudades da Terra, obra escrita em 1590, que em 1587, sendo governador e superintendente das cousas da guerra o donatario Tristão Vaz da Veiga, conseguiram os portugueses recuperar dois navios, um carregado de vinho e outro de trigo, de que um corsário se havia apoderado na baía do Funchal, e que no ano imediato foi metida a pique uma nau inglesa que andava roubando os navios que entravam ou saíam do nosso porto. Refere ainda o mesmo autor que esperando-se em 1582 que os franceses da armada de D. Antonio efectuassem um desembarque na Madeira, trouxe Antonio de Carvalhal ao Funchal 300 homens que manteve á sua custa durante cinco meses, em serviço do rei católico D. Filipe.
A execução do frade João do Espírito Santo, de que fala Rebêlo da Silva, teve lugar provavelmente em 1582, ou pouco depois, embora Gaspar Frutuoso se não refira a ela. Este frade que tinha estado na ilha Terceira e era um verdadeiro patriota, foi enforcado no Funchal, vestido com trajos de leigo, por andar incitando o povo a seguir o partido do Prior do Crato, depois desta ilha haver sido reduzida á obediência de Filipe II.
2Alvoroços e crimes no Funchal
Entre 1600 e 1602 rebentaram no Funchal alvoroços de caracter tão grave que saiu de Lisboa uma comissão com amplos poderes para os castigar, e alguns anos depois eram ainda tantos os excessos que deshonravam a capital da Madeira, chegando a cometer-se crimes de assassinato em plena rua e á luz do dia, que Filipe III de Espanha, por carta de 29 de Novembro de 1614, encarregou o Dr. Gonçalo de Sousa, desembargador da Casa da Suplicação, de vir a esta ilha, a fim de punir severamente tais excessos.
As cousas não melhoraram com a vinda do Dr. Gonçalo de Sousa ao Funchal, pois que desde então até 1627 houve 38 mortes violentas nesta cidade, entre as quais a de D. Francisco Henriques, filho de D. Isabel Grega, pessoa pertencente á nobreza da ilha.
A Justiça não era respeitada, e os criminosos, mercê da protecção de que dispunham, raras vezes eram punidos. Quando se deu o assassinato de D. Francisco Henriques, encontrou o criminoso abrigo na igreja do Colégio, onde dois clérigos se opuseram a que ele fosse preso, e tendo o ouvidor capturado e entregue ao alcaide um cunhado do assassino, foi este arrebatado das mãos da autoridade por um alferes e vários soldados do presídio castelhano!
D. Isabel Gomes, mulher viúva e de boas famílias, teve a casa arrombada e uma filha seduzida por um tal João Rodrigues Mandragão. Havendo comparecido o Juiz ordinário, prendeu este não o sedutor, que era seu parente, mas um filho da mesma D. Isabel, que fora ferido com um tiro de pistola ao acudir em defesa da irmã!
Muitos indivíduos já julgados pelo Dr. Gonçalo de Sousa, estavam escondidos, sem que a justiça procurasse prendê-los, e da cadeia da cidade tinham fugido vários presos, um dos quais devia sofrer a pena de morte na forca por haver cometido dois assassinatos!
Rui Gomes foi morto por Braz de Freitas na sala do governador geral, tendo o assassino ferido na mesma ocasião alguns oficiais que se achavam presentes, e haviam procurado evitar o crime! Em 13 de Outubro de 1627 expediu-se uma carta regia ao Dr. Estevão Leitão de Meireles, que o nomeava juiz duma alçada que tinha de vir á ilha da Madeira inquirir dos crimes que aqui se haviam praticado, com ordem de os punir severamente. O juiz dos resíduos e o provedor da fazenda deveriam servir de adjuntos da mesma alçada, correndo as despesas desta por conta dos culpados, cujos bens poderiam ser penhorados.
O Dr. Estevão de Meireles começou o processo dos delinquentes mal chegou a esta ilha, mas decorridos dois anos, ainda muitos dos mesmos delinquentes não tinham sido presos nem ouvidos pelos juízes da alçada, pela razão do governador geral lhes haver dado guarida no seu próprio palácio e se recusar abertamente a entrega-los!
Contra esta protecção descarada a facínoras poderosos, mas da mais baixa espécie, protestaram o presidente da alçada e as referidas D. Isabel Grega e D. Isabel Gomes, o que deu em resultado o governador ser censurado pelo seu procedimento e compelido a entregar os indivíduos recolhidos na fortaleza.
Não conhecemos o destino que tiveram estes indivíduos, muitos dos quais eram merecedores de um exemplar castigo pelos assassinatos e outros crimes graves que haviam cometido no Funchal, tendo-nos afirmado pessoa digna da maior confiança que na Torre do Tombo se não encontram os processos dos mesmos indivíduos, que é possível estejam sepultados nalgum arquivo de Espanha.
3Santo Ofício, fortificações e fazenda
Durante o governo filipino veio á Madeira um visitador do Santo Oficio, tendo sido recomendado aos oficiais da ilha que lhe dessem todo o favor e ajuda precisos para o bom desempenho do serviço de que vinha incumbido, mandando mesmo despejar para sua residência os melhores prédios que houvesse nos logares onde ele tivesse de ir. Chamava-se Francisco Cardoso de Cernejo esse visitador, e foi nomeado por provisão de 20 de Julho de 1612.
Em 1617 foi a ilha do Porto Santo atacada e saqueada pelos mouros, que levaram muitos cativos, constando dum auto lavrado na sessão da Câmara Municipal do Funchal de 16 de Junho de 1632 que fora atribuída á protecção do padroeiro S. Tiago Menor o facto desses piratas não terem vindo á Madeira pela mesma época. A fortaleza de S. Tiago, o castelo de S. João do Pico, parte dos muros de circunvalação e o forte do Pico do Castelo, na ilha do Porto Santo, são obras militares executadas no tempo dos castelhanos, sendo também dessa época um túnel que nunca se concluiu, existente no sítio do Rabaçal, e que era destinado, segundo parece, a dar passagem ás águas que existiam desaproveitadas naquele ponto da ilha. No tempo de Filipe II foi criado o cargo de governador geral, e desde então nunca mais o nosso arquipelago deixou de estar sujeito á superintendência duma autoridade superior de nomeação régia. As donatarias não se extinguiram, mas os donatarios, embora vissem os seus privilégios confirmados pelos reis intrusos, tiveram de reconhecer a supremacia do delegado do poder central nas terras que seus antepassados tinham governado como senhores quasi absolutos.
Em 1600 revoltaram-se as tropas do presídio castelhano por não estarem pagas em dia, e em Abril de 1626 houve novos motins no Funchal, ainda pelo mesmo motivo, sendo nesta ocasião maltratado pelos soldados o provedor da Fazenda. Tendo-se dirigido este funcionário á alfândega, foi o edifício rodeado por uma força militar comandada pelo capitão Antonio de Mira, a qual só retirou depois de haver recebido parte do dinheiro a que tinha direito.
Por falta de pagamento dos vencimentos do clero, excomungou o bispo D. Jeronimo Fernando em 1621 o provedor da Fazenda e os oficiais da Alfândega, mas a provisão régia de 21 de Novembro do mesmo ano obrigou-o a levantar essa excomunhão.
Não eram só o clero e os militares que não andavam pagos em dia; também os negociantes não recebiam as importâncias dos fornecimentos que faziam ás tropas, o que deu lugar a várias reclamações e a que baixasse finalmente uma provisão para que daí em diante se não comprassem a crédito os géneros e mercadorias destinados á guarnição do presídio.
Em 1637 foi a Madeira obrigada a concorrer com 10.000 cruzados cada ano para a armada da restauração de Pernambuco, e quasi pela mesma época exigia-se-lhe que fornecesse 1000 homens para irem combater na Espanha contra os exércitos franceses. Foram estas, segundo cremos, as ultimas medidas com que o governo castelhano houve por bem oprimir os habitantes desta ilha.
Do resumido quadro que acabamos de traçar vê-se que o domínio castelhano na Madeira foi notável principalmente pela anarquia, pelas extorsões e pelas iniquidades a que estiveram sujeitos os povos enquanto ele durou. As poucas providencias úteis adoptadas durante os sessenta anos de cativeiro, passam quasi despercebidas no meio dos erros e abusos cometidos pelos governantes, tendo sido estes erros e abusos, mais talvez que o próprio amor pela independência nacional, que levaram os habitantes desta ilha a aderir prontamente e com o maior entusiasmo ao glorioso movimento do dia 1 de Dezembro de 1640, que separou para sempre dois povos unidos pelos laços dum despotismo opressor.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 14-
Receando um desembarque da armada francesa de D. António, Prior do Crato, António do Carvalhal levou 300 homens para o Funchal.
-
Foram recuperados dois navios apresados por um corsário na baía do Funchal.
-
Foi afundado um navio inglês que atacava embarcações ao largo do Funchal.
-
Gaspar Frutuoso escreveu as Saudades da Terra em São Miguel, obra fundamental para a história da Madeira; no mesmo ano, Jerónimo Dias Leite foi nomeado cónego de prebenda inteira.
-
Graves distúrbios no Funchal levaram ao envio de Lisboa de uma comissão punitiva.
-
A guarnição espanhola na Madeira amotinou-se devido aos soldos em atraso.
-
Francisco Cardoso de Cernejo foi nomeado visitador da Inquisição na Madeira.
-
Filipe III encarregou o Dr. Gonçalo de Sousa de realizar uma alçada na Madeira para punir crimes.
-
Corsários do Norte de África saquearam Porto Santo, mataram ou levaram cativa a maior parte da população, incendiaram a igreja paroquial e destruíram os arquivos da Câmara e da paróquia; o ataque levou à fortificação do Pico do Castelo.
-
O bispo Jerónimo Fernando excomungou os oficiais da Fazenda e da Alfândega; uma ordem régia de 21 de novembro levantou a excomunhão.
-
Soldados com soldos em atraso revoltaram-se no Funchal e cercaram a Alfândega.
-
O Dr. Estêvão Leitão (ou Coelho) de Meireles foi nomeado juiz de uma alçada para punir crimes na Madeira e fazer cumprir sentenças anteriores.
-
A Câmara do Funchal registou que se atribuía a Santiago o facto de a Madeira ter sido poupada aos piratas de 1617.
-
A Madeira foi obrigada a pagar anualmente 10 000 cruzados para a armada destinada a recuperar Pernambuco, recaindo a contribuição primeiro sobre o clero.
-
A revolução de 1 de dezembro de 1640, em Lisboa, pôs fim ao domínio castelhano e entregou o trono ao Duque de Bragança, como D. João IV; a Madeira e Porto Santo aderiram com entusiasmo, e António Veloso de Lira conduziu estudantes portugueses de regresso de Salamanca.
Lugar
Lugares mencionados · 13No estrangeiro
- Alfândega do Funchal
Funchal. Alfândega cercada por tropas amotinadas em 1626.
Alfândega manuelina do Funchal, cuja construção foi ordenada em 1508, com arcadas e uma capela de Santo António no pátio, construída em 1714 e hoje dessacralizada. Esteve sob a direção do provedor até 1775 e foi reparada após o terramoto de 1748. Foi cercada por tropas amotinadas em 1626 e invadida em 1641; o motim de 1868 ocorreu na praia próxima. Mais tarde, acolheu os serviços e o arquivo do Governo Civil.
- Espanha
Spain. País para o qual foi pedido à Madeira que enviasse 1000 soldados.
Espanha surge como destino do exílio voluntário que o donatário Simão Gonçalves da Câmara planeou, mas não concretizou, e como o país para o qual se pediu à Madeira que enviasse 1 000 soldados durante o domínio castelhano. Foi o país de origem de muitos frades eremitas que vieram para a Madeira e onde ocorreu a revolução fracassada de 1866.
- Fortaleza de São João Baptista do Pico
Funchal. Castelo construído durante o domínio espanhol.
Fortaleza do Funchal construída no pico durante o domínio espanhol, cuja construção começou em 1622.
- Fortaleza de São Tiago
Funchal. Fortaleza construída durante o domínio espanhol.
Fortaleza na frente marítima do Funchal, no extremo oriental da praia de desembarque, datada de 1614, durante o domínio espanhol, e reconstruída em 1767; albergou mais tarde uma bataria de artilharia de montanha. Ali foram detidos presos em 1823 e 1828, hasteou-se a bandeira republicana em 7 de outubro e a fortaleza disparou durante o bombardeamento do Funchal em 1916.
- Funchal
Capital onde decorreram a maioria dos acontecimentos do período de domínio espanhol.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Igreja do Colégio
Funchal. Igreja onde um assassino encontrou refúgio.
A Igreja do Colégio (São João Evangelista) é a igreja do colégio dos Jesuítas na freguesia da Sé, no Funchal, construída após 1508. Foi ponto de partida de várias procissões, palco das cerimónias de ação de graças de 1776 e dos Te Deum comemorativos, e local de sepultura de D. Francisco Henriques. Alberga uma pintura do século XVI.
- Lisboa
Portugal. Local de onde partiu a comissão enviada para punir os envolvidos nos distúrbios de 1600–1602.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
- Pernambuco
Brazil. Região do Brasil para cuja recuperação a Madeira teve de contribuir financeiramente a partir de 1637.
Capitania brasileira invadida pelos holandeses e reconquistada pelo madeirense João Fernandes Vieira, com a participação de outros madeirenses nos combates. A partir de 1637, a Madeira pagou uma contribuição de guerra para a sua reconquista. Foi também uma diocese cujo primeiro bispo foi D. Estevão Brioso.
- Pico do Castelo
Porto Santo. Forte de Porto Santo construído durante o domínio espanhol.
O pico mais conhecido do Porto Santo, com uma altitude indicada de 440 ou 441 m, deve o nome às ruínas de uma antiga fortificação no cume. De encostas íngremes, serviu de refúgio aos habitantes da ilha durante ataques de piratas e foi fortificado no início do século XVIII. As suas encostas, com afloramentos de traquito, foram reflorestadas, e projetou-se um canal para captar as águas das chuvas torrenciais que delas escorriam.
- Porto Santo
Ilha saqueada por piratas mouros em 1617, onde foi construído um forte.
Ilha do arquipélago, povoada a par da Madeira e que constituiu uma das três capitanias. Formou sempre uma única freguesia, dedicada a Nossa Senhora da Piedade, cuja igreja foi saqueada várias vezes. O Elucidário regista o ataque de piratas mouros em 1617, a Misericórdia da ilha e um canal para águas pluviais construído nesta ilha sujeita a secas.
- Rabaçal
Calheta. Local de um túnel de água da época do domínio espanhol que ficou por concluir.
Local de altitude, a cerca de 1 000 m, no vale da Ribeira da Janela, onde são captadas as nascentes que alimentam as levadas do Rabaçal e a Ribeira da Janela. Tem um túnel de água inacabado da época espanhola, as casas de abrigo do Rabaçal e um posto pluviométrico. É um local de veraneio de onde os visitantes chegam às Vinte e Cinco Fontes e um lugar de reconhecida beleza, visitado pelo príncipe Luís em 1858.
- Terceira
Portugal. Ilha dos Açores onde o frade estivera antes de vir para a Madeira.
Ilha açoriana que serviu de base aos liberais, onde se reuniu a expedição de D. Pedro e de onde partiu a força que ocupou Porto Santo. Nicolau Pita foi ali desterrado, João Bettencourt de Vasconcellos foi ali executado e Acursio Garcia Ramos nasceu na ilha.
+ 1 mais
Pessoas
Pessoas mencionadas · 19-
Capitão cujas tropas cercaram a Alfândega durante o motim de 1626, provocado pelos soldos em atraso.
- António do Carvalhalm. 1598
Levou 300 homens para o Funchal em 1582 e sustentou-os à sua custa durante cinco meses ao serviço de Filipe.
-
Assassino de Rui Gomes na sala do governador-geral.
-
Pretendente ao trono português cuja frota francesa era temida em 1582.
- D. Francisco Henriquesm. 1624
Fidalgo assassinado no Funchal entre 1614 e 1627; o seu assassino refugiou-se na Igreja do Colégio.
- D. Jerónimo Fernandom. 1650
Bispo do Funchal que, em 1621, excomungou oficiais da Fazenda e da Alfândega devido aos pagamentos em atraso ao clero.
-
Nomeado em 1627 juiz de uma alçada para investigar e punir crimes na Madeira.
-
Rei de Espanha que assumiu a coroa portuguesa em 1580, dando início ao domínio espanhol na Madeira.
-
Rei que enviou um juiz em 1614 para punir crimes no Funchal.
- Fr. João do Espírito Santom. c. 1582
Frade enforcado no Funchal cerca de 1582 por incitar ao apoio ao Prior do Crato.
+ 9 mais
-
Visitador da Inquisição na Madeira, nomeado em 1612.
- Gaspar Frutuoso1522–1591
Autor de Saudades da Terra (1590), obra que serve de fonte para vários episódios aqui descritos.
-
Juiz da Casa da Suplicação enviado em 1614 para punir crimes na Madeira, sem resultados duradouros.
-
Viúva cuja casa foi invadida e cuja filha foi seduzida; apresentou queixa à alçada.
-
Mãe do assassinado Francisco Henriques, que protestou contra a proteção dada pelo governador aos criminosos.
-
Sedutor da filha de Isabel Gomes, protegido por um juiz seu parente.
-
Historiador que registou a execução do frade.
-
Homem morto por Braz de Freitas na sala do governador-geral.
- Tristão Vaz da Veigam. 1604
Donatário e governador militar da Madeira em 1587, quando se recuperaram navios das mãos de um corsário.