Inquisição
Refere que a Inquisição não teve tribunal na Madeira, mas contou com familiares locais e enviou um visitador em 1612; o poeta Francisco Álvares de Nóbrega é a sua vítima madeirense mais conhecida.
O Tribunal da Inquisição não existiu na Madeira, mas sabe-se que teve aqui familiares, estando registados os nomes dalguns deles nos livros da Câmara Municipal do Funchal (V. Familiares do Santo Oficio).
Por provisão de 20 de Julho de 1612 foi encarregado o visitador Francisco Cardoso de Cernejo de vir a esta ilha, mas ignoramos se dessa diligência resultaria serem mergulhados nos cárceres do Santo Oficio, em Lisboa, ou entregues ás chamas, alguns filhos da Madeira.
Recomendava-se na referida provisão aos oficiais da ilha que dessem todo o favor e ajuda precisos ao dito Cernejo, mandando mesmo despejar para sua residência, os melhores prédios que houvesse nas localidades que ele tivesse de visitar!
Dos madeirenses perseguidos pela Inquisição, o mais conhecido é o poeta Francisco Alvares de Nobrega ( V. este nome ). Como Bocage, gemeu nos cárceres do Santo Oficio, e, ainda depois de morto, teve o quarto em que residia invadido pelos familiares daquele tribunal, que inutilizaram muitos dos seus escritos (V. Judeus).
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 01Lugar
Lugares mencionados · 03No estrangeiro
- Funchal
Os livros da sua Câmara Municipal registam nomes de familiares da Inquisição.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Lisboa
Portugal. Sede dos cárceres do Santo Ofício.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 03-
Poeta português referido, em comparação com Nóbrega, como outro prisioneiro do Santo Ofício.
- Francisco Álvares de Nóbrega1772–1806
Poeta madeirense preso pela Inquisição, cujos escritos foram em grande parte destruídos pelos seus familiares após a morte do poeta.
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Visitador da Inquisição incumbido, por provisão de 20 de julho de 1612, de visitar a Madeira; as autoridades locais receberam ordem para o auxiliar e alojar.