Polícia 1Alcaides e quadrilheiros
Polícia
História do policiamento e da segurança pública no Funchal, desde os alcaides e quadrilheiros do século XV até à Polícia Civil das décadas de 1920 e 1930. Aborda as sucessivas reorganizações e a crítica do autor à insuficiência do policiamento da cidade em 1921.
1Alcaides e quadrilheiros
A direcção dos serviços de segurança pública no Funchal esteve durante séculos a cargo do alcaide, funcionario que no tempo das capitanias era proposto pelo donatario, mas nomeado pelo senado. Para coadjuvar o alcaide nos serviços e diligencias que era obrigado a executar, havia a principio um certo numero de homens nomeados pelo donatario, os quais, segundo um diploma de 1450, deviam «ser de bom viver». Nos fins do século XV, nomeava a Camara para cada bairro da povoação um certo numero de oficiais, denominados quadrilheiros, a quem competia manter a ordem e defender a propriedade dos vizinhos.
Apesar de existirem todos estes funcionarios policiais, parece que a segurança pública não estava garantida no Funchal, pois que em 1489, permitiu o capitão-donatario que os «mercadores e homens de bem» que tivessem armadura de «cabeço e lança», pudessem usar de espada e punhal, estendendo pouco depois esta permissão a todos os casados que possuíssem casa, mas sómente até o «sino se correr». Em viagem, era licito aos casados trazerem espada e punhal.
Segundo o foral de 6 de Agosto de 1515, constituíam receita da alcaidaria–a carceragem dos presos e as multas pagas pelos jogadores de cartas, pelos excomungados, pelos desordeiros, pelos freqüentadores de lupanares e por todos os individuos encontrados nas ruas, com armas ou sem elas, depois do «sino se correr».
O «sino de correr» estava nos Paços do Concelho, à Rua do Aljube, e quando êle tocava á noite, saíam os quadrilheiros para rondarem os seus bairros ou quadrilhas. Em Machico havia também «sino de correr», o qual estava colocado ao lado do edifício dos Paços do Concelho.
Em tempo algum foi a policia urbana tão desrespeitada, ou melhor, tão impotente para reprimir os excessos dos salteadores e desordeiros, como nos tempos do governo filipino.
Como se viu quando tratámos do dominio castelhano, as ruas da cidade eram então ensangüentadas a miúdo pelas rixas particulares, tendo vindo três alçadas á Madeira para o fim de punir os criminosos e restabelecer a ordem na ilha.
O inglês Sloane que visitou a Madeira em 1687 viu que os homens de negocio traziam uma longa espada sob a capa e uma aguda faca ou punhal na algibeira, o que parece significar que ainda nessa epoca se contava pouco com a policia urbana para a defesa da vida e da propriedade dos cidadãos, e Ovington que esteve nesta ilha em 1689 também observou que muitos dos habitantes andavam armados.
2Rondas militares e reformas liberais
O governador e capitão-general João Antonio de Sá Pereira mostrou, enquanto governou a Madeira, o maior zêlo e actividade na repressão dos abusos que praticavam os fidalgos e plebeus; no entanto, a segurança pública parece que só começou a ser conhecida na ilha depois que o governo constitucional se estabeleceu sôbre bases solidas em todo o país.
A 20 de Maio de 1812, resolveu a Camara pedir ao Capitão-General que estabelecesse rondas militares nocturnas «afim de acabarem os roubos que se fazem não só nos logares sagrados, armazens e escritorios, mas até nas casas de habitação», e em 13 de Janeiro de 1814 deliberou oficiar á mesma autoridade para pôr á sua disposição em cada noite 80 homens das ordenanças, a fim «de se pôr em execução o sistema das quadrilhas novamente ordenado». Em 19 de Novembro de 1796, determinou a Camara que os quadrilheiros trouxessem um signal para serem conhecidos.
Em 1826, era a cidade patrulhada por praças de infantaria n.° 7, mas depois da outorga da carta passaram as mesmas fôrças a ser um elemento de desordem, visto o mesmo regimento ser absolutista, o que levou a Camara a solicitar do Governador a suspensão das referidas rondas e que não fôsse permitida aos soldados a saída do quartel depois das 7 horas da tarde.
De 1828 a 1830, isto é, enquanto governou a Madeira o tristemente celebre José Maria Monteiro, por alcunha o Baeta, sofreram os liberais as maiores perseguições; bastava a acusação de malhado feita a um individuo, para este ser logo barbaramente espancado pela plebe miguelista, sem que lhe valessem os agentes da autoridade. Os quadrilheiros eram então um elemento de desordem, e instigados pelo governador, que os acompanhava muitas vezes nas rondas noturnas, praticavam os maiores desatinos, prendendo e espancando todos os constitucionais que ousavam sair á rua. Em 1830, havia também quadrilheiros em Camara de Lôbos.
O último alcaide do Funchal foi nomeado em 1832, tendo este cargo existido portanto enquanto durou o governo absoluto. A Camara do Funchal nomeava também alcaides para o Caniço, Camara de Lôbos e Ribeira Brava, os quais desempenhavam funções policiais nessas localidades.
Em 1834, após a proclamação dos principios liberais na Madeira, criou o prefeito os lugares de comissarios dos provedores do concelho e de cabos de policia nas paroquias, ficando a direcção dos serviços policiais a cargo do Provedor, e anos depois estabelecia-se um corpo de 26 guardas ou oficiais de diligencias na cidade, subordinado ao Administrador do Concelho, para o serviço da segurança publica.
Em 1838, reclamava a Chronica que fôsse extensiva á Madeira a lei de 22 de Fevereiro desse ano que criara as guardas municipais nas cabeças de distrito, mas acrescentava que o sossêgo era então completo no Funchal, apesar de só existirem aqui as rondas da Administração do Concelho. Os lugares de cabos de polícia eram muito procurados nessa época por individuos de tôdas as classes, porisso que os respectivos serventuarios estavam isentos por lei de servir nas guardas nacionais.
3Organização da polícia civil
Em 14 de Junho de 1856, deu o Governador Civil nova organização á policia, deixando 3 oficiais de diligencias junto do Administrador do Concelho, e colocando os outros 23 sob as ordens de um oficial da tropa de linha, que teve a denominação de chefe de policia. Além do chefe, havia um sub-chefe, ficando a fôrça á disposição do Governador Civil, mas devendo satisfazer as requisições do Administrador do Concelho.
O primeiro chefe militar da policia foi o major Ascenso Elminio de Bettencourt, e o segundo, o tenente Jaime Florindo Pereira, sendo habito deste ultimo chamar guarda municipal ao trôço de 23 homens cujo comando lhe estava confiado, embora não estivesse autorizado para isso pelos regulamentos policiais. Em 1857, estava a policia instalada no edifício do extinto convento de S. Francisco, sendo seu comandante o referido tenente Jaime F. Pereira.
Pouco depois sofreu a polícia nova organização passando a ter um director ou chefe, oficiais e soldados, e ficando todo o corpo subordinado de novo ao Administrador do Concelho. Por esta nova organização, deixou de haver na policia um oficial da tropa de linha, assumindo a chefia do corpo o antigo sub-chefe Antonio José de Sá, o qual fora já director da policia antes da reforma de 1856. Apesar da designação de soldados dada aos polícias, deve-se advertir que estes homens não obedeciam ás autoridades militares.
Em 3 de Agosto de 1864, foi Pedro de Alcantara Góis nomeado oficial de diligencias da Administração do Concelho e director da policia, continuando a desempenhar este ultimo cargo depois que passou a amanuense da mesma Administração, em 2 de Outubro de 1865. A carta de lei de 2 de Julho de 1867 criou o lugar de comissario da policia civil do Funchal, mas só em 1877 foi o mesmo Alcantara Góis encarregado de exercê-lo, em atenção aos serviços já prestados na direcção do corpo de segurança publica da cidade.
Em 21 de Dezembro de 1876 e 7 de Dezembro de 1894, foram dadas novas organizações à policia do Funchal, tendo estabelecido o regulamento desta ultima data que o Administrador do Concelho fôsse também Comissario de Policia logo que vagasse este ultimo lugar. Ficaram existindo pelo mesmo regulamento 2 chefes, 1 escrivão, 4 cabos e 50 guardas distribuídos por 2 esquadras, cada uma delas comandada por um chefe.
A lei de 12 de Junho de 1901 restabeleceu os cargos de Comissarios de Policia nos distritos com organização especial, e o decreto de 27 de Abril de 1918, que supomos não ter chegado a ter execução no Funchal, pôs á frente de cada distrito um comissario geral com superintendencia em todos os serviços policiais. Pelo que respeita ao quadro do demais pessoal do comissariado, está constituido ainda hoje pela maneira estabelecida no regulamento de 7 de Dezembro de 1894, subsistindo também a divisão do corpo de policia Civil em duas esquadras (1921).
4Estado da polícia
Embora alguma coisa se tenha adiantado desde 1834 até hoje no sentido de estabelecer a segurança pública no Funchal, é fora de dúvida que a nossa cidade está ainda muito longe de poder ser considerada como regularmente policiada. Se se não cometem agora os atentados graves que em epocas mais ou menos remotas desonravam as ruas do Funchal, cometem-se irregularidades e desatinos sem numero que a policia, pouco numerosa e negligente como é quasi sempre, não pode ou não quer reprimir (1921).
Supôs-se que a vinda para a Madeira duma fôrça da Guarda Republicana (V. este nome) seria de grande vantagem, mas os constantes conflitos provocados por praças da mesma guarda e as muitas prepotencias por elas praticadas, vieram mostrar que não era esse o meio de estabelecer a ordem e a segurança nesta ilha. Depois de haver estado afastada durante algum tempo do serviço policial na cidade, foi finalmente mandada retirar da ilha a Guarda Republicana que para aqui viera em 1919, partindo para Lisboa nas viagens do vapor San Miguel, de Abril e Maio de 1922.
Para estabelecer no Funchal a ordem e a disciplina que devem existir em tôdas as terras civilizadas, torna-se indispensavel aumentar o corpo de policia civil do distrito, como se disse em sessão da Junta Geral de 22 de Dezembro de 1921, e só admitir nele individuos robustos, inteligentes e de bons costumes. Não é com 50 homens, alguns deles quasi inutilizados, que se pode policiar uma cidade grande e populosa como é a nossa, sobretudo numa epoca de desrespeito e de decomposição social como aquela que atravessamos (1921).
Desde o dia 18 de Novembro de 1934, acham-se os diversos serviços da policia instalados no seu edifício á rua da Carreira.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 26-
Um diploma determinou que os auxiliares do alcaide no Funchal fossem pessoas de bom comportamento.
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O capitão-donatário autorizou mercadores e moradores a usar espada e punhal até ao toque de recolher.
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D. Manuel I concedeu um foral comum ao Funchal, à Ponta do Sol e à Calheta, que fixava os dízimos, o quinto dos açúcares, as receitas da alcaidaria, os preços do sabão e outros tributos.
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O Dr. Hans Sloane esteve na Madeira e registou a presença de comerciantes armados, o uso da corsa e casos de sífilis.
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John Ovington fez escala na Madeira durante a viagem a Surat e observou que os habitantes vestiam de preto e usavam espadas.
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A Câmara Municipal ordenou que os quadrilheiros usassem uma insígnia identificativa.
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A Câmara Municipal do Funchal pediu ao capitão-general patrulhas militares noturnas para combater os roubos.
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A Câmara Municipal do Funchal pediu 80 milicianos por noite para restabelecer o sistema de policiamento por quadrilhas.
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A Câmara Municipal do Funchal pediu a suspensão das patrulhas da absolutista Infantaria n.º 7 e a transferência da unidade, agradecendo à regente D. Isabel Maria, em novembro, a ordem para a sua partida.
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Sob o governo de José Maria Monteiro, os liberais da Madeira sofreram uma violenta perseguição.
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José Luiz Brandão foi nomeado o último alcaide do Funchal.
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O prefeito criou os cargos de comissário de polícia, comissário de freguesia e cabo de polícia no âmbito da nova administração liberal.
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Uma lei criou guardas municipais nas capitais de distrito, que A Chronica queria ver estendidas à Madeira.
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O governador civil reorganizou a polícia sob o comando de um militar.
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A polícia foi instalada no antigo Convento de São Francisco, no Funchal.
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Pedro de Alcântara Góis foi nomeado diretor da Polícia do Funchal.
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Uma lei criou o cargo de comissário da Polícia Civil do Funchal.
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A polícia do Funchal foi reorganizada.
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Pedro de Alcântara Góis foi nomeado primeiro comissário da Polícia Civil do Funchal.
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Um regulamento fixou o efetivo da polícia do Funchal em 50 guardas, distribuídos por duas esquadras.
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Uma lei restabeleceu os comissários de polícia nos distritos especiais.
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Um decreto criou o cargo de comissário-geral de distrito, provavelmente sem aplicação no Funchal.
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Chegou à Madeira uma força da Guarda Republicana.
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A Junta Geral debateu o aumento do efetivo da Polícia Civil.
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A Guarda Republicana foi retirada da Madeira para Lisboa a bordo do vapor São Miguel.
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Os serviços policiais instalaram-se no seu edifício da Rua da Carreira, no Funchal.
Lugar
Lugares mencionados · 09No estrangeiro
- Câmara de Lôbos
Câmara de Lobos. Tinha quadrilheiros em 1830 e um alcaide nomeado pela Câmara Municipal do Funchal.
Freguesia a oeste do Funchal. O Elucidário relaciona o seu nome com a viagem de descoberta de Zarco e descreve as suas igrejas, capelas e colegiada, os primeiros povoadores, a comunidade piscatória e as vinhas afamadas. Regista também os sítios, limites, levadas e população da freguesia.
- Caniço
Santa Cruz. Localidade para a qual a Câmara Municipal do Funchal nomeou um alcaide.
O Caniço é uma freguesia do concelho de Santa Cruz, situada na fronteira entre as capitanias do Funchal e de Machico. Entre os seus primeiros povoadores contavam-se Gaspar Rego, Vasco Fernandes Rego e Álvaro de Ornelas, cuja família aí instituiu morgados; o seu alcaide e juiz eram nomeados pelo Senado do Funchal. Na freguesia encontram-se a estátua do Garajau, a residência dos Jesuítas no Socorro e a Quinta do Barão da Conceição.
- Convento de São Francisco
Funchal. Antigo convento onde a polícia esteve instalada em 1857.
O Convento de São Francisco foi um convento franciscano fundado no Funchal em 1473 e assinalava o limite ocidental da cidade em 1508. A sua igreja foi demolida em 1865, e os seus objetos, livros, lápides e ossadas foram para o cemitério das Angústias, o museu e a Biblioteca Municipal. Os edifícios albergaram presos durante um breve período, até 1836, e a polícia em 1857.
- Funchal
Cidade cujo policiamento é o tema da entrada.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Lisboa
Portugal. Destino da Guarda Republicana retirada em 1922.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
- Machico
Também tinha um sino de recolher junto aos Paços do Concelho.
A freguesia de Machico foi o local do desembarque dos descobridores Zarco e Tristão Vaz e a sede da Capitania de Machico; foi criada cerca de 1450. O Elucidário aborda o seu clero e as respetivas côngruas, as capelas, os acontecimentos históricos, as fontes minerais, os sítios, a população e os naturais ilustres.
- Ribeira Brava
Localidade para a qual a Câmara Municipal do Funchal nomeou um alcaide.
Concelho da Madeira criado em 1914 a partir de freguesias dos concelhos da Ponta do Sol e de Câmara de Lobos. A sua sede, o sítio do Lugar, foi elevada à categoria de vila em 1928.
- Rua da Carreira
Funchal. Rua onde se situava o edifício da polícia desde 1934.
A Rua da Carreira, oficialmente Rua do Dr. Vieira, é uma das ruas mais antigas do Funchal e constitui um limite da freguesia da Sé. O seu nome provém das corridas de cavalos que ali se realizavam; em 1508, era a rua mais larga da vila. Nela se encontravam casas de famílias nobres, capelas e o cemitério britânico, e a partir de 1934 albergou o edifício da polícia.
- Rua do Aljube
Funchal. Local dos Paços do Concelho, onde se encontrava o sino de recolher.
A Rua do Aljube é uma rua do Funchal cujo nome vem do antigo Aljube, que delimitava. Chamou-se anteriormente Rua Carvalho de Araújo e fazia parte do antigo Campo do Duque. Tinha um passo onde parava a Procissão dos Passos e era ali que se situavam os Paços do Concelho, onde se encontrava o sino de recolher.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 08-
Governador e capitão-general da Madeira elogiado pelo zelo com que reprimiu os abusos de nobres e plebeus.
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Antigo subchefe que assumiu a chefia da polícia do Funchal quando terminou o comando militar.
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Primeiro chefe militar da polícia do Funchal após a reorganização de 1856.
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Segundo chefe militar da polícia do Funchal, que a comandava em 1857 e lhe chamou guarda municipal.
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Governador miguelista da Madeira (1828–1830), conhecido pela alcunha de «o Baeta», que dirigiu os quadrilheiros na perseguição aos liberais.
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Visitante da Madeira em 1689 que registou que muitos habitantes andavam armados.
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Diretor da polícia do Funchal a partir de 1864 e comissário da Polícia Civil a partir de 1877.
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Visitante inglês da Madeira em 1687 que observou mercadores armados de espadas e punhais.