Câmara de Lôbos (Freguesia de) 1Descobrimento e origem do nome
Câmara de Lôbos (Freguesia de)
Entrada sobre a freguesia de Câmara de Lobos, a oeste do Funchal, que aborda a origem do seu nome na viagem de descoberta de Zarco, as suas igrejas, capelas e colegiada, os primeiros povoadores, a comunidade piscatória e as vinhas afamadas. Regista também os seus sítios, limites, levadas e população.
No estrangeiro
1Descobrimento e origem do nome
Quando os descobridores da Madeira, deixando ancorados os navios na baía de Machico, começaram a exploração da costa, atingiram no primeiro dia o ponto do litoral a que depois puseram o nome de Camara de Lôbos. Eis o que a tal respeito diz textualmente Gaspar Frutuoso:
Proseguindo João Gonçalves seu descobrimento, pelo modo acima declarado, hindo em seus bateis com sua companhia, entre duas pontas viram entrar no mar huma poderosa e grande ribeira, na qual pediram huns mancebos de Lagos licença para sahirem em terra, e ver a ribeira, que espaçosa e alegre parecia. E, ficando o capitam com os outros no batel, os mandou lançar pelo barco de Alvaro Affonso; os quaes em terra, cometeram passar a ribeira a nado; e, como ella era soberba em suas agoas, hia com tanto impeto e furia ao mar, que na vêa d’agoa cahiram e a ribeira os levava, onde correram bastante perigo, se do mar, o capitam não bradára ao batel de Alvaro Affonso, ondes elles foram, que em terra estava com a gente, para que corressem depressa áquelles mancebos, e ás vozes do qual foram os mancebos socorridos e livres do perigo da agoa, com que o capitam ficou contente, porque os trazia nos olhos. E daqui ficou o nome, que hoje em dia se chama Ribeira dos Soccorridos, que peior pareceo áquelles mancebos de perto, de que lhes pareceo primeiro de longe.
Daqui passaram mais adiante até dar em huma rocha delgada á maneira de ponta baixa, que entra muito no mar; e entre esta rocha e outra fica hum braço de mar em remanso, onde a natureza fez uma grande lapa, ao modo de camara de pedra e rocha viva. Aqui se meteram com os bateis e acharam tantos lobos marinhos, que era espanto; e não foi pequeno refresco, e passa-tempo para a gente; porque mataram muitos delles, e tiveram na matança muito prazer e festa. Pelo que o capitam João Gonçalves deu nome a este remanso Camara de Lobos, donde tomou o apellido, por ser a derradeira parte, que descobria deste gyro e caminho, que fez: e deste logar tomou suas armas, que El-Rey lhe deo, tornando ao Reyno, como adiante contarei”.
Á afirmativa das Saudades de que cometeram passar a ribeira a nado, observa mui judiciosamente o dr. Alvaro de Azevedo:
A Ribeira dos Soccorridos não póde ser passada a nado; porque de verão não tem agua bastante, e, quando cheia, nas invernias, é tão impetuosa e traz tantas e tamanhas pedras, que ninguem ousaria affrontar-lhe a corrente, e, se o emprehendêra, lá ficaria morto. Na estação a que o texto se refere, poderia ser vadeada essa ribeira. Estará, pois, no autographo a palavra nado (vado, á latina), por vau?
Não se pode deixar de aceitar a explicação do erudito anotador, que parece ser a unica verdadeira.
A origem do nome desta paroquia, em que são conformes tôdas as antigas cronicas, está no facto do encontro das focas ou lôbos marinhos, como refere Frutuoso nas palavras que ficam transcritas.
2Igreja, parocos e colegiada
Quando João Gonçalves Zarco, depois de ter fixado residencia no Funchal, procedeu a uma nova exploração dos terrenos da sua capitania, chegando a uma pequena eminencia sobranceira á baía de Camara de Lobos, aí traçou a fundação duma igreja dedicada ao Espirito Santo, que mandou construir á sua custa.
A freguesia de Camara de Lôbos é das mais antigas desta ilha e a sua criação remonta aos principios do segundo quartel do seculo XV, aproximadamente pelos anos de 1430. A sede da nova paroquia foi a capela do Espirito Santo, que mais tarde se transferiu para a igreja de São Sebastião. Por 1720 procedeu-se á reedificação da ermida fundada por Zargo, que estava então em adiantado estado de ruína, e em 1908 se realizaram ali importantes reparações e bem assim na pequena casa que lhe fica contigua. A pesar de talvez nada restar já da primitiva edificação, é no entretanto esta ermida um pequeno monumento historico para o concelho e freguesia de Camara de Lôbos, que recorda o nome do descobridor da Madeira, que a mandou construir, e ainda por ter sido a sede da instalação da paroquia por ocasião da sua criação. Não sabemos quando foi construída a igreja de S. Sebastião, nem quando para ela se fêz a transferencia da sede da freguesia. Cremos no entretanto não estar muito distanciados da verdade afirmando que uma e outra cousa se realizaram nos principios do seculo XVI, tendo-se no ultimo quartel do seculo seguinte procedido ao acrescentamento do templo e á construção do campanario. Por meados do seculo XVIII se fizeram na mesma igreja obras muito importantes, por mandado do Conselho da Fazenda, que por esta ocasião contribuíu com 291$000 para um sino de 24 arrobas e 620$000 réis para ornamentos.
O paroco teve primitivamente a côngrua anual de 3$300 réis em dinheiro e 4 moios de trigo e 2 pipas de vinho, que pelo alvará regio de 8 de Maio de 1591 passou a ser de 11$000 réis em dinheiro e 4 moios de trigo e 2 pipas de vinho, vencimento este que com o decorrer dos tempos sofreu novos e maiores acrescentamentos. Dos primeiros sacerdotes que ali exerceram funções paroquiais não pudemos obter noticias, mas sabemos que no periodo decorrido de 1570 a 1680 foram parocos de Camara de Lôbos os padres Manuel Rodrigues, Belchior Drumond, Diogo Nunes, Gaspar Luiz, Francisco de Aguiar, Pero Ferreira, Luiz da Cunha, Antonio de Novais Ferreira, Bernardino Teles de Meneses, Pedro do Rêgo Machado, José Pinheiro Taveira e Inacio Alves de Carvalho.
Por carta régia de D. Sebastião, de 5 de Novembro de 1576, foi autorizado o bispo desta diocese D. Jeronimo Barreto a criar um curato na igreja paroquial de Camara de Lôbos, que ao principio foi confirmado, mas que por alvará de 26 de Fevereiro de 1577 se tornou amovivel “por ser conveniente ao serviço de Deus”. Tinha a congrua anual de 18$000 réis, com a obrigação de exercer o logar de beneficiado da colegiada.
A freguesia de Camara de Lôbos era sede de uma das nove colegiadas (V. este nome) que havia nesta diocese, e que tôdas foram extintas pouco antes de 1834. A desta paroquia foi criada no terceiro quartel do seculo XVI, tendo além do vigário e coadjutor, três beneficiados, um tesoureiro e um pregador. Em 1676 foram extintos os três logares de beneficiados, cujos proventos se destinaram ao custeamento da vigairaria da Serra de Agua e dos curatos do Estreito de Camara de Lôbos e Arco da Calheta, que se criaram no mesmo ano.
3Sesmeiros, capelas e naturais
Camara de Lôbos foi um dos primeiros logares da Madeira sujeitos a uma imediata exploração agricola após a descoberta. Ali se estabeleceram muitos individuos vindos do continente do reino, que constituíram familia e foram o tronco de larga descendencia. Varias pessoas de origem nobre tiveram muitas terras de sesmaria e ali instituíram seus vinculos e morgadios. Entre elas podemos citar João Afonso (V. este nome), companheiro de Zarco, e João Caldeira o Velho, que deu o nome ao sitio que ainda hoje se chama do Caldeira. Mais tarde também foram ali sesmeiros João Salviati (V. este nome), que foi tronco dos Florenças, João Saraiva, que deu o nome ao sitio que ainda actualmente conserva o seu apelido, Braz Gil de Faria, que teve terras na margem direita da ribeira da Caixa, Diogo Lopes da Estacada, que no sitio da Torre possuíu muitos terrenos que passaram aos Correias, e ainda Alvaro Figueira, além de outros. Quando particularmente nos ocuparmos das capelas desta diocese, mencionaremos os fundadores das muitas que houve nesta freguesia, e que eram quasi tôdas de instituição vincular e sede de diversos morgadios.
Foi talvez a paroquia da Madeira que teve maior numero de capelas. Ainda actualmente existem as de S. Bernardino, Espirito Santo, Nossa Senhora da Boa Hora, Jesus-Maria-José, Nossa Senhora da Nazaré, Nossa Senhora das Preces, Nossa Senhora da Boa Morte, Nossa Senhora da Conceição, S. Francisco, Nossa Senhora da Piedade, N. S. da Fátima, e a de N. S. das Dores no Cemiterio, tendo desaparecido as de Nossa Senhora de Belém, S. João e S. Candido e ainda outras.
Existiu nesta freguesia o convento de religiosas franciscanas de São Bernardino, de que restam a antiga igreja, inteiramente restaurada há poucos anos, e umas dependencias, em que funcionou um Pequeno Seminario Diocesano nos anos lectivos de 1831 a 1833, sendo extinto e encorporado no Seminario da Incarnação.
No dia 4 de Março de 1929, junto da foz da Ribeira do Vigario, deu-se um grande desmoronamento de terrenos sôbre o mar, tendo este no refluxo das ondas arrastado violentamente vinte pessoas, que se achavam no leito da mesma ribeira e que ali perderam a vida.
Foram naturais desta freguesia Henrique Henriques de Noronha, genealogista (1667-1730), João Pedro de Freitas Pereira Drumond, advogado e jornalista (1760-1825), Francisco da Silva Barradas, advogado e escritor (1835-....), padre dr. José Gonçalves de Aguiar, teólogo, (1831-1895) e Joaquim Pestana, poeta (1840-1909).
Existia nesta paroquia o convento de S. Bernardino, ao qual consagraremos artigo especial e nele viveu em grau eminente de santidade, o religioso franciscano Fr. Pedro da Guarda, conhecido pelo nome de Santo Servo de Deus, de quem mais largamente nos ocuparemos no logar competente.
4Pesca, vinho e topografia
É esta freguesia um dos mais importantes centros piscatorios do arquipélago, contando-se por alguns centenares os individuos que ali se entregam aos árduos misteres da pesca. Uma parte consideravel deles vive num pequeno bairro a que vulgarmente se dá o nome de Ilhéu e em condições higienicas que bastante deixam a desejar. No entretanto, uma circunstancia se afirma ter-se dado com a invasão colerica de 1856, que não chegou a penetrar no Ilhéu, levando o paroco de então a dizer que a epidemia não pôde entrar em luta com a falta de limpeza e de asseio daquele bairro. O culto na capela de Nossa Senhora da Conceição mantido pela classe dos pescadores, tendo um antigo compromisso da respectiva confraria algumas clausulas acêrca dos socorros a prestar na doença e invalidez dos seus membros, constituindo uma especie de auxilio mutuo, o que era bastante para louvar.
Se a Madeira produz o mais precioso e afamado vinho do universo, é em Camara de Lôbos que se encontram os vinhedos que dão a materia prima para o fabrico desse vinho. É uma das regiões desta ilha em que os terrenos estão mais bem aproveitados para as culturas agricolas, sobressaindo entre estas a cultura da vinha. Certamente que as qualidades particulares do terreno, condições climatericas, boa exposição e abrigo dos ventos, concorrem notavelmente para que o vinho desta freguesia seja em geral considerado um produto superior ao das outras freguesias desta ilha e obtenha um prêço mais remunerador no mercado.
O engenheiro de minas Eugenio Ackermann, no seu livro intitulado L’ile de Madère considerée au point de vue scientifique et economique, publicado em 1910, afirma ter encontrado no sitio da Ribeira da Alforra desta freguesia um minerio de ferro de relativa importancia, de que fêz uma analise sumaria e ao qual consagra algumas paginas. A pesar de E. Ackermann, não gozar de grandes creditos cientificos, não deixa ser interessante o que sôbre este assunto diz na citada obra.
O basalto poroso, que se presta a ser lavrado pelo canteiro e que entre nós tem o nome de «cantaria rija», abunda em alguns pontos desta freguesia e é muito explorado para o fabrico de ombreiras, limiares e soleiras de portas e janelas, degraus de escadas, cunhais etc., que são largamente empregados nos edificios e casas de habitação madeirenses.
Os sitios mais notaveis desta freguesia são: Vila, Ilhéu, Espirito Santo e Calçada, Palmeira e Voltas, Pé do Pico, Serrado da Adega, Tôrre, Aldeia, Quinta do Leme, Saraiva, Jesus-Maria-José, Ribeiro Leal, Lourencinha, Panasqueira, Fajã, Caminho Grande e Preces, Ribeira da Caixa, Heras, Garachico, Nogueira, Caminho Grande e Ribeiro da Alfôrra, Pedregal, Ribeiro da Alfôrra e Fonte do Garcia, Rancho, Caldeira, Cruz da Caldeira e Facho e Fontainhas do Mar.
A freguesia de Camara de Lôbos confina ao norte com a freguesia do Estreito de Camara de Lôbos, ao sul com o oceano, a leste com as freguesias de São Martinho e Santo Antonio e a oeste com a freguesia da Quinta Grande.
Quatro levadas principais fazem a irrigação desta freguesia: a das Preces, a do Castanheiro e a da Serra, que nascem no Estreito de Camara de Lôbos, e a levada Nova, que tem sua origem no Curral das Freiras.
Tem esta freguesia mais de 9.000 habitantes, embora o ultimo censo da população (o de 1911) lhe assinale apenas 7.810. A pesar desta população, tem somente duas escolas oficiais, uma para cada sexo. Está esta freguesia ligada á cidade do Funchal pela melhor estrada da ilha, numa extensão pouco superior a 9 quilometros.
É natural desta freguesia o poeta Joaquim Pestana, de quem noutro lugar nos ocuparemos.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 14-
Foi criada a freguesia de Câmara de Lobos, aparentemente a primeira fora do Funchal, com sede na Capela do Espírito Santo.
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Período para o qual são conhecidos os nomes de doze párocos de Câmara de Lobos.
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D. Sebastião autorizou o Bispo D. Jerónimo Barreto a criar uma cura na igreja paroquial de Câmara de Lobos.
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Por alvará, a cura de Câmara de Lobos passou a ser amovível.
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Um alvará régio fixou novos vencimentos paroquiais: o do vigário da Ribeira Brava em 27 000 réis, além de trigo e vinho, e a parte em dinheiro do vencimento do pároco de Câmara de Lobos em 11 000 réis.
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Na sequência da resolução do príncipe regente de outubro de 1676, cartas régias de D. Pedro II, datadas de 28 de dezembro de 1676, criaram várias freguesias e curadorias, incluindo as do Paul do Mar, Prazeres, Santa Luzia, Camacha, Serra de Água, Arco de São Jorge, Achadas da Cruz, Estreito e Arco da Calheta; foram extintos benefícios da colegiada de Câmara de Lobos para financiar algumas delas.
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Foi reconstruída a Capela do Espírito Santo, em Câmara de Lobos, fundada por Zarco e então em ruínas.
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Funcionou um seminário menor diocesano nos edifícios do Convento de São Bernardino, em Câmara de Lobos.
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Os nove cabidos colegiados da diocese tinham sido extintos pouco antes de 1834.
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Uma epidemia de cólera, trazida pelo Regimento de Infantaria n.º 1, assolou a Madeira de julho a outubro de 1856, causando, segundo a tradição, cerca de dez mil mortes e deixando muitos órfãos. Álvaro Rodrigues de Azevedo, Luiz Albino Gonçalves e outros prestaram serviço durante a epidemia.
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Foram feitas obras de grande reparação na Capela do Espírito Santo, em Câmara de Lobos, e na casa anexa.
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Foi publicado em Rixheim, na Alsácia, o livro de Eugène Ackermann sobre a Madeira, que assinalava a existência de minério de ferro em Câmara de Lobos.
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O censo de 1911 registou a população das freguesias da Madeira e, no Distrito do Funchal, 586 homens e 868 mulheres com mais de 80 anos.
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Um deslizamento de terras para o mar, perto da Ribeira do Vigário, em Câmara de Lobos, provocou ondas que mataram vinte pessoas.
Lugar
Lugares mencionados · 31- Câmara de Lôbos · Assunto
Câmara de Lobos. A freguesia a que se refere o verbete.
Freguesia a oeste do Funchal. O Elucidário relaciona o seu nome com a viagem de descoberta de Zarco e descreve as suas igrejas, capelas e colegiada, os primeiros povoadores, a comunidade piscatória e as vinhas afamadas. Regista também os sítios, limites, levadas e população da freguesia.
- Arco da Calheta
Calheta. Vigararia criada em 1676 com rendimentos dos benefícios extintos.
O Arco da Calheta é uma freguesia do concelho da Calheta, criada em 1572 em torno da Capela de São Brás, cuja igreja conserva pinturas do século XVI. O Elucidário aborda os seus primeiros povoadores, como os Andrade, as propriedades açucareiras, as capelas, os morgadios, os tumultos de 1834 e 1887 e a irrigação pelas levadas do Rabaçal e do Pico da Urze.
- Baía de Machico
Machico. Local onde os descobridores fundearam antes de explorar a costa.
Baía de Machico, na Madeira, apontada como o local do primeiro desembarque dos descobridores. Cadamosto fundeou ali três dias depois de chegar ao Porto Santo. Junto à baía situam-se a capela de São Roque e o Forte de São João Baptista.
- Caldeira
Câmara de Lobos. Sítio cujo nome deriva do povoador João Caldeira.
Caldeira é uma localidade da freguesia de Câmara de Lobos, assim chamada em homenagem ao povoador João Caldeira. Ali foi construída, em 1800, uma Capela de Nossa Senhora da Piedade.
- Capela de Nossa Senhora da Conceição
Câmara de Lobos. Capela mantida pela confraria dos pescadores.
A Capela de Nossa Senhora da Conceição, em Câmara de Lobos, é a capela dos pescadores. É mantida pela sua confraria e guarda a imagem de São Pedro Gonçalves Telmo.
- Capela do Espírito Santo
Câmara de Lobos. Capela fundada por Zarco e primeira sede da paróquia.
A Capela do Espírito Santo, em Câmara de Lobos, foi fundada por Zarco. Foi a primeira sede da freguesia e situava-se junto da casa onde se encontrava a roda dos expostos de Câmara de Lobos.
- Convento de São Bernardino
Câmara de Lobos. Convento franciscano cujos edifícios albergaram um seminário menor em 1831–1833.
Convento franciscano dedicado a São Bernardino de Sena, em Câmara de Lobos. Foi o primeiro convento fundado na Madeira fora do Funchal e ficou conhecido por ser o local de sepultura de Frei Pedro da Guarda, cuja estátua ali foi queimada em 1835. Foi reconstruído em 1763, acolheu um seminário menor em 1831–1833, caiu em ruína após a extinção das ordens religiosas e foi posteriormente restaurado.
- Curral das Freiras
Câmara de Lobos. Local de origem da Levada Nova.
Pequena freguesia do interior, situada num vale profundo que se crê ser a cratera de um vulcão extinto e o principal foco eruptivo da Madeira. A propriedade foi comprada para as freiras de Santa Clara, que ali se refugiaram em 1566 e lhe deram o nome. Foi criada como freguesia em 1790. Antes, servira de pastagem e de refúgio a escravos fugidos e criminosos; em 1927, tornou-se julgado da comarca do Funchal.
- Estreito de Câmara de Lobos
Câmara de Lobos. Vigararia criada em 1676; freguesia vizinha a norte e origem de levadas.
O Estreito de Câmara de Lobos é uma freguesia do concelho de Câmara de Lobos, na Madeira, criada no início do século XVI em torno da capela de Nossa Senhora da Graça. Foi o principal centro de fabrico de chapéus de palha de centeio e de queijo; nela cultivam-se as castas Sercial, Verdelho, Tinta e Bastardo. Em 1927, tornou-se julgado da comarca do Funchal.
- Funchal
Local de residência de Zarco e cidade ligada à freguesia por estrada.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Garachico
Câmara de Lobos. Um dos sítios de destaque da freguesia.
Sítio da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos onde se situa a capela de Nossa Senhora do Bom Sucesso, junto à estrema da freguesia. Foi palco de um homicídio em 1927.
- Igreja de São Sebastião
Câmara de Lobos. Igreja que mais tarde se tornou a paroquial de Câmara de Lobos.
Igreja paroquial posterior de Câmara de Lobos.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 32-
Um dos párocos de Câmara de Lobos entre 1570 e 1680.
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Companheiro de Zarco cuja embarcação resgatou os jovens na Ribeira dos Socorridos.
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Um dos primeiros titulares de sesmarias em Câmara de Lobos.
- Álvaro Rodrigues de Azevedo1825–1898
Anotador das Saudades da Terra, de Frutuoso, que defendeu que a ribeira foi atravessada a vau, e não a nado.
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Um dos párocos de Câmara de Lobos entre 1570 e 1680.
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Um dos párocos de Câmara de Lobos entre 1570 e 1680.
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Um dos párocos de Câmara de Lobos entre 1570 e 1680.
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Titular de uma sesmaria com terras na margem direita da Ribeira da Caixa.
- D. Jerónimo Barreto1543–1589
Bispo do Funchal autorizado, em 1576, a criar a vigararia de Câmara de Lobos.
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D. Sebastião, rei de Portugal, cuja carta régia de 1576 autorizou a criação de uma vigararia na igreja paroquial.
+ 22 mais
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Proprietário de terras no sítio da Torre, que passaram para a família Correia.
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Um dos párocos de Câmara de Lobos entre 1570 e 1680.
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Engenheiro de minas que assinalou a existência de minério de ferro na Ribeira da Alforra no seu livro de 1910 sobre a Madeira.
- Francisco da Silva Barradas1835–189?
Advogado e escritor nascido em Câmara de Lobos.
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Um dos párocos de Câmara de Lobos entre 1570 e 1680.
- Frei Pedro da Guarda1435–1505
Frade franciscano conhecido como Santo Servo de Deus, que viveu em santidade no Convento de São Bernardino.
- Gaspar Frutuoso1522–1591
Cronista açoriano, autor de Saudades da Terra, citado a propósito da origem do nome de Câmara de Lobos.
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Um dos párocos de Câmara de Lobos entre 1570 e 1680.
- Henrique Henriques de Noronha1667–1730
Genealogista nascido em Câmara de Lobos.
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Um dos párocos de Câmara de Lobos entre 1570 e 1680.
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Companheiro de Zarco que possuía terras de sesmaria em Câmara de Lobos.
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Um dos primeiros povoadores, que deu o nome ao sítio da Caldeira.
- João Gonçalves Zarcom. 1467
Descobridor da Madeira que deu nome a Câmara de Lobos e fundou a sua Capela do Espírito Santo.
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Advogado e jornalista nascido em Câmara de Lobos.
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Detentor de terras de sesmaria em Câmara de Lobos e antepassado da família Florença.
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Detentor de terras de sesmaria que deu o nome ao sítio do Saraiva.
- Joaquim Pestana1840–1909
Poeta nascido em Câmara de Lobos.
- José Gonçalves de Aguiar1831–1895
Teólogo nascido em Câmara de Lobos.
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Um dos párocos de Câmara de Lobos entre 1570 e 1680.
- Manuel Rodrigues1697–1916
Um dos párocos de Câmara de Lobos entre 1570 e 1680.
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Um dos párocos de Câmara de Lobos entre 1570 e 1680.
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Um dos párocos de Câmara de Lobos entre 1570 e 1680.