Focas
As focas, localmente chamadas lobos-marinhos, outrora abundantes nos mares da Madeira e sobretudo nas Desertas, estavam quase extintas nessa região à época da redação.
As focas são geralmente chamadas lobos marinhos e no artigo dedicado á freguesia de Câmara de Lobos (pag. 210, 1.° vol.) ficou explicado o motivo do nome dado a essa paróquia. Estes mamiferos anfíbios, que abundavam nos mares do nosso arquipelago, desapareceram quasi inteiramente destas paragens e só de longe em longe têm sido capturados alguns desses animais. Ainda há poucas dezenas de anos não era raro o seu aparecimento nas vizinhas ilhas Desertas, onde os pescadores lhes davam caça. Sobre este assunto, é interessante ler-se o que se encontra a pag. 79 e seguintes do livro de A. Artur Sarmento intitulado Mamíferos do Arquipelago da Madeira.
Neste artigo
Lugar
Lugares mencionados · 02- Câmara de Lôbos
Câmara de Lobos. Freguesia cujo nome deriva das focas.
Freguesia a oeste do Funchal. O Elucidário relaciona o seu nome com a viagem de descoberta de Zarco e descreve as suas igrejas, capelas e colegiada, os primeiros povoadores, a comunidade piscatória e as vinhas afamadas. Regista também os sítios, limites, levadas e população da freguesia.
- Desertas
Santa Cruz. Ilhas onde os pescadores ainda caçavam focas algumas décadas antes.
Grupo de ilhas próximo da Madeira, já separado dela aquando das últimas erupções, com a qual partilha espécies endémicas. Foi a principal zona de apanha de urzela, e Wollaston encontrou ali 89 espécies de escaravelhos. As ilhas foram estudadas por expedições científicas, incluindo os cientistas do Endurance em 1914.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 01- Alberto Artur Sarmenton. 1878
Autor de Mamíferos do Arquipélago da Madeira, obra citada para leitura complementar sobre as focas.