Madalena do Mar (Freguesia da) 1Nome e origem
Madalena do Mar (Freguesia da)
Freguesia da costa sudoeste da Madeira, fundada nas terras do lendário Henrique Alemão e tornada independente em 1582. A entrada aborda o seu nome, as capelas, o cultivo da cana-de-açúcar e da banana, a população, as escolas, as levadas, os naturais ilustres e a cheia de 1939 da Ribeira da Madalena.
No estrangeiro
1Nome e origem
Esta paróquia do litoral sudoeste da Madeira fica a jusante da freguesia dos Canhas, sendo limitada a leste pelo sitio dos Anjos, da mesma freguesia, e a oeste pela paróquia do Arco da Calheta.
Conjectura-se que o seu primitivo nome tivesse sido Madalesia ou Santa Maria Madalena, a que mais tarde se houvesse acrescentado a denominação de Mar, por ser banhada pelo oceano e mais ainda talvez para a distinguir do sitio e capela de Santa Maria Madalena, da freguesia do Porto do Moniz, quando ali começou a ser o centro duma conhecida e concorrida romagem. A hipótese não é inteiramente destituída de fundamento e outros exemplos ha que a justificam. O nome pelo qual é hoje geralmente conhecida, ainda nos documentos oficiais, é de Madalena do Mar, embora o povo, nas suas tendências simplificadoras da linguagem, lhe chame também Madalena.
A paróquia tirou sua origem duma fazenda povoada que ali houve desde os primeiros tempos da colonização, com uma capela, cujo orago seria Santa Maria Madalena, segundo se vê algures, afirmando-se também que a primitiva ermida tinha a invocação de Santa Catarina. Acêrca desta origem, lê-se em vários antigos nobiliários o que sumariamente se encontra nas notas das Saudades, concebido nos seguintes termos: «... Henrique Allemão, personagem lendario dos primitivos tempos da colonização desta ilha da Madeira. Delle se dizia que era principe polaco, e que perdida em 1444 a batalha de Varna por Uladislau IV contra Amurato II fizera voto de peregrinar a terra e fóra armado cavalleiro de Santa Catharina do Monte Sinai. Vindo à ilha da Madeira, João Gonsalves Zargo lhe deu, no sitio depois chamado a Magdalena do Mar, largo terreno de sesmaria, por carta que foi confirmada pelo infante D. Henrique em 29 de Abril de 1457, e por D. Afonso V em 18 de Maio do mesmo anno. Com effeito, Henrique Allemão ahi fundou grande fazenda povoada, com capela da invocação de Santa Maria Magdalena, da qual veiu o nome ao logar. Casou com Senhorinha Annes, e morreu desastradamente esmagado por uma quebrada que do Cabo Gyrão cahiu sobre o barco em que elle hia da cidade do Funchal para a Magdalena. Sua mulher casou depois com João Rodrigues de Freitas. Ainda agora ha, acima da villa da Ponta do Sol, a Fajã do Allemão, que o povo corruptamente denomina do limão».
Podemos, pois, considerar o polaco Henrique Alemão como o primitivo fundador desta povoação, sendo também êle quem mandou erigir a primeira capela que ali se levantou. Senhorinha Alves, viúva de Henrique Alemão, passou a segundas nupcias com João Rodrigues de Freitas fidalgo algarvio, tendo estes instituído um morgadio, que teve sua sede na referida capela e de que actualmente são representantes os viscondes de Geraz do Lima. Um filho do instituidor, também por nome João Rodrigues de Freitas, declara no seu testamento, feito em 1520, que foi o fundador da capela de Santa Maria Madalena, a qual é portanto de construção anterior àquele ano. Devemos daqui inferir que Henrique Alemão edificou a ermida primitiva e que João Rodrigues de Freitas a reconstruiu mais tarde ou fundou de novo a capela de Santa Maria Madalena sendo então frequente darem-se como instituidores e fundadores de capelas e igrejas indivíduos que apenas as reedificavam ou nelas faziam obras notáveis de reparação.
Antes desta localidade ser paróquia autónoma, teve seus capelães privativos, sendo-lhes em 1538 concedido o direito de poderem administrar os sacramentos aos moradores do lugar e em 1539 o de construirem uma pia baptismal, a pedido do padroeiro da capela, que era então João Rodrigues, que julgamos ser o seu fundador ou um seu próximo descendente.
2Criação da paróquia
Esta freguesia foi desmembrada da da Ponta do Sol, sendo constituída paroquia independente pelo bispo D. Jerónimo Barreto a 1 de Fevereiro de 1582, sendo seu primeiro pároco o padre João Leandro Afonso. O alvará régio de 22 de Setembro de 1587 fixou ao pároco o vencimento anual de 20.000 réis, que foi acrescentado pelo alvará de 10 de Setembro do ano seguinte com meio moio de trigo e um quarto de vinho. Dois anos depois, por alvará de 15 de Novembro, passou aquele ordenado a ser de 16 000 reis em dinheiro, um moio de trigo e uma pipa de vinho, tendo um aumento de 3 000 réis anuais pelo alvará régio de 9 de Dezembro de 1611. Temos conhecimento de outro alvará, datado de 28 de Julho de 1649, que fixou o vencimento anual do pároco em 19.000 réis em dinheiro, um moio e meio de trigo e uma pipa e um quarto de vinho.
No texto de Gaspar Frutuoso, escrito em 1590, encontram-se as seguintes referencias a esta freguesia: «. . . Magdalena cousa tão singular e nobre pela ermida desta sancta que os moradores ali fizeram, onde se colhe muito proveito de assucares». Noutro logar das Saudades se lê: «Meya legoa da Villa da Ponta do Sol ao longo do mar, está a freguesia da Magdalena, de até trinta fogos. Tem um engenho que foi de hum Manuel Dias, e boa fazenda de boas terras de canas, e muita agoa fresca. Ha nesta freguesia huma ermida de Nossa Senhora dos Anjos, que, tirando ser pequena, he huma rica casa, com um retábulo pequeno, e fresco, e bem ornado, junto da qual está uma fresca fonte debaixo de huns seixos, entre huns canaviais de assucar de mui fermosas canas.» (Vid. Anjos 1-71). Este sitio dos Anjos pertence hoje á freguesia dos Canhas e fez já parte da paróquia da Ponta do Sol, ignorando nós se ele já porventura teria pertencido à freguesia da Madalena, como afirma Gaspar Frutuoso.
Havia nesta freguesia a capela de Santa Quiteria, de que hoje apenas resta um montão de escombros. Foi mandada construir pelo padre João da Silva Alves.
É de notável feracidade o solo desta localidade, que logo nos primeiros tempos da colonização sofreu uma larga exploração agrícola. Cultivou-se a cana sacarina em larga escala, montando-se sem demora um engenho para o fabrico de açúcar e tornando-se este lugar um importante centro produtor daquele género. Ainda hoje são os seus terrenos muito férteis para as chamadas culturas ricas, sendo também notável a produção da banana destinada à exportação.
3População e naturais
Pelo censo de 1920, é de 1093 o numero de habitantes desta freguesia, dispersos pelos sítios do Passo, Vargem, Lombo, Banda de Além, Palmeira, Torreão, Ribeira da Madalena, Moledos, Achada e Rua.
Tem uma escola oficial do sexo masculino, criada em 1882, e uma mixta, movel, que funciona desde o ano de 1919 (1921).
As levadas da Ribeira da Madalena, do Nateiro e a Levada Nova irrigam esta freguesia.
Era natural da paroquia da Madalena do Mar o médico-cirurgião António Policarpo dos Passos Sousa, que durante muitos anos exerceu o cargo de secretario da Câmara Municipal da Ponta do Sol. Segundo o testemunho dos seus condiscípulos e contemporâneos, era um homem de extraordinário talento, que uma morte prematura e outras circunstâncias especiais não permitiram manifestar-se com o brilho que muito seria para desejar. Cultivou com distinção a poesia, deixando várias composições que no tempo foram muito apreciadas.
Também era natural desta freguesia o padre António João de Lessa, que faleceu no Brasil onde se distinguiu. (Vid. este nome).
No litoral desta freguesia, desemboca a ribeira da Madalena, que nas alturas em que atravessa a freguesia dos Canhas sofreu, na sua margem esquerda, um grande desmoronamento de terreno no ano de 1932, que causou enormes prejuízos e obstruiu em grande parte o leito da mesma ribeira. Essa ocorrência contribuiu em grande parte para que, no dia 30 de Dezembro de 1939, o caudal da ribeira, com as grandes invernias que então caíram tomasse as mais assustadoras proporções e arrastasse na sua passagem algumas dezenas de habitações, desse a morte a várias pessoas e causasse incalculáveis prejuízos, constituindo uma das maiores calamidades provocadas pelas inundações nesta ilha.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 14-
Batalha de Varna, após a qual Henrique Alemão terá feito um voto de peregrinação.
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O Infante D. Henrique confirmou a concessão de terras a Henrique Alemão na Madalena do Mar.
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D. Afonso V confirmou a concessão de terras a Henrique Alemão na Madalena do Mar.
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O testamento do filho de João Rodrigues de Freitas reivindicou a fundação da capela da Madalena.
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Os capelães da capela da Madalena do Mar foram autorizados a administrar os sacramentos.
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Foi concedida autorização para construir uma pia batismal na Madalena do Mar.
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O bispo D. Jerónimo Barreto tornou a Madalena do Mar uma freguesia independente.
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Um alvará régio fixou a côngrua do pároco da Madalena do Mar em 20 000 réis.
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Gaspar Frutuoso escreveu as Saudades da Terra em São Miguel, obra fundamental para a história da Madeira; no mesmo ano, Jerónimo Dias Leite foi nomeado cónego de prebenda inteira.
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A côngrua do pároco da Madalena do Mar foi aumentada em 3 000 réis.
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A côngrua do pároco da Madalena do Mar foi revista.
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Foi criada uma escola para rapazes na Madalena do Mar.
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O recenseamento registou 1093 habitantes na freguesia da Madalena do Mar.
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Ocorreu um grande deslizamento de terras na Ribeira da Madalena, nos Canhas.
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Uma cheia da Ribeira da Madalena destruiu dezenas de casas e matou várias pessoas.
Lugar
Lugares mencionados · 16- Madalena do Mar · Assunto
Ponta do Sol
A Madalena do Mar é uma freguesia da costa sudoeste da Madeira, no concelho da Ponta do Sol, fundada nas terras do lendário Henrique Alemão e elevada a freguesia independente em 1582. O Elucidário regista as suas capelas, a produção de açúcar e o cultivo da banana, a sua capitania-mor, os danos causados pelas cheias de 1876 e pela cheia da Ribeira da Madalena em 1939. Foi também a terra natal de António Policarpo dos Passos Sousa.
- Anjos
Ponta do Sol. Localidade que constitui o limite oriental, onde se encontra a Capela de Nossa Senhora dos Anjos.
Sítio fértil do litoral da freguesia dos Canhas, cujo nome deriva da antiga capela de Nossa Senhora dos Anjos e que pertenceu à freguesia da Ponta do Sol. Forma o limite oriental da Madalena do Mar e foi o local das terras de sesmaria de Martim Afonso da Cunha.
- Arco da Calheta
Calheta. Freguesia que confina com a Madalena do Mar a oeste.
O Arco da Calheta é uma freguesia do concelho da Calheta, criada em 1572 em torno da Capela de São Brás, cuja igreja conserva pinturas do século XVI. O Elucidário aborda os seus primeiros povoadores, como os Andrade, as propriedades açucareiras, as capelas, os morgadios, os tumultos de 1834 e 1887 e a irrigação pelas levadas do Rabaçal e do Pico da Urze.
- Brasil
Brazil. Local onde morreu o Padre António João de Lessa.
O Brasil é referido no Elucidário como um dos principais destinos dos emigrantes madeirenses, entre os quais vários clérigos e escritores. Foi também um mercado para o vinho e a aguardente da Madeira e produzia artigos de vime com vergas madeirenses. Ficou ligado à Madeira pelo cabo telegráfico de 1874 e é o país de origem do araçá.
- Cabo Girão
Câmara de Lobos. Escarpa de onde caiu a pedra que matou Henrique Alemão na sua embarcação.
Falésia escarpada com cerca de 600 m de altura (indicada como tendo 589 m) e miradouro recomendado. As suas escarpas contêm filões e é um dos únicos dois locais onde cresce C. dissectum. Uma derrocada matou Henrique Alemão quando este se encontrava no seu barco.
- Canhas
Ponta do Sol. Freguesia vizinha, a montante da Madalena do Mar.
Os Canhas são uma freguesia do concelho da Ponta do Sol, na costa sul da Madeira, cujo nome provém da família Canha. Criada em 1577, teve a sua primeira sede na Capela de São Tiago. O Elucidário regista a sua igreja e as capelas, o vestuário e a fala locais, as atividades económicas e os sítios, como Outeiro e Carvalhal e Carreira, a irrigação por uma pequena levada particular e a sesmaria de Martim Afonso da Cunha.
- Capela de Santa Maria Madalena
Ponta do Sol. Capela original que deu nome à freguesia.
Capela primitiva da qual a freguesia tomou o nome.
- Capela de Santa Quitéria
Ponta do Sol. Antiga capela, hoje em ruínas.
A Capela de Santa Quitéria era uma capela na Banda de Além, na freguesia da Madalena do Mar. As suas ruínas permanecem no local.
- Fajã do Alemão
Ponta do Sol. Local acima da Ponta do Sol cujo nome deriva de Henrique Alemão.
A Fajã do Alemão é um sítio acima da Ponta do Sol, assim chamado por causa de Henrique Alemão. É popularmente conhecida como Fajã do Limão.
- Funchal
Cidade de onde Henrique Alemão partira de barco quando morreu.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Levada Nova
Calheta · Ponta do Sol · Santa Cruz · Ribeira Brava · Machico. Uma das levadas que irrigam a freguesia.
Levada Nova é o nome de levadas de rega registadas em várias freguesias, incluindo o Estreito da Calheta e a Madalena do Mar. Em Câmara de Lobos, designa uma levada proveniente do Curral das Freiras; em Água de Pena, uma proveniente da Ribeira de Machico.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 16-
Sultão otomano que venceu a batalha de Varna em 1444, mencionada na lenda de Henrique Alemão.
- António João de Lessa1774–1858
Padre natural da freguesia que se distinguiu e morreu no Brasil.
- António Policarpo dos Passos Sousa1836–1875
Médico-cirurgião natural da freguesia, durante muitos anos secretário da Câmara Municipal da Ponta do Sol e poeta admirado.
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Rei de Portugal que confirmou a doação de terras a Henrique Alemão em 18 de maio de 1457.
- D. Jerónimo Barreto1543–1589
Bispo do Funchal que tornou a Madalena do Mar uma freguesia independente em 1 de fevereiro de 1582.
- Gaspar Frutuoso1522–1591
Cronista que descreveu a freguesia, o seu engenho de açúcar e as suas capelas em Saudades da Terra (1590).
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Povoador lendário, tido como príncipe polaco, que recebeu terras na Madalena do Mar e é considerado fundador da povoação e da sua primeira capela.
- Infante D. Henrique1394–1460
Infante D. Henrique, que confirmou a doação de terras a Henrique Alemão em 29 de abril de 1457.
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Primeiro pároco da Madalena do Mar.
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Padre que mandou construir a Capela de Santa Quitéria, hoje em ruínas.
+ 6 mais
- João Gonçalves Zarcom. 1467
Capitão-donatário do Funchal que doou a Henrique Alemão as terras da Madalena do Mar.
- João Rodrigues de Freitasm. 1523
Fidalgo algarvio que casou com a viúva de Henrique Alemão e fundou um morgadio com sede na Capela de Santa Maria Madalena.
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Filho do fundador do morgadio, que afirmou no seu testamento de 1520 ter fundado a Capela de Santa Maria Madalena.
- Manuel da Costa Dias1883–1930
Antigo proprietário do engenho de açúcar da freguesia, segundo Frutuoso.
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Mulher de Henrique Alemão, também chamada Senhorinha Alves, que voltou a casar com João Rodrigues de Freitas e participou na fundação de um morgadio.
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Rei derrotado na batalha de Varna, em 1444, episódio associado à lenda de Henrique Alemão.