Saltar para o conteúdo
Elucidário Madeirense Início
Indústria Sacarina 1Açúcar, álcool e aguardente
Artigo Nº 1862 Indústria e artesanato Vol. II · pp. 297–298 2 min de leitura

Indústria Sacarina

Panorama das indústrias de transformação da cana-de-açúcar na Madeira — açúcar, álcool industrial e aguardente — no início da década de 1930, com dados de produção de 1929–1932 e observações sobre a limitação da aguardente para combater o alcoolismo.

Indústria Sacarina

1Açúcar, álcool e aguardente

Das matérias primas fornecidas pelas culturas da cana sacarina e da vinha nasceram imperiosamente as indústrias do fabrico do açúcar, do álcool, da aguardente e do vinho. A indústria sacarina, no regímen proteccionista em que actualmente se encontra, é de todas a mais importante e a que presta melhores serviços á agricultura, como já acima fica dito. A produção do açúcar, que foi nos tempos primitivos da colonização o maior elemento de riqueza e de prosperidade, tem sido muito variável no longo período de cinco séculos, porque ela está intimamente ligada á existência florescente ou decadente dos respectivos canaviais, que em certas épocas as moléstias fizeram completamente desaparecer. O açúcar consumido no arquipélago, que é de superior qualidade, e todo fabricado no Funchal, tendo sido a sua produção de quatro mil cento e setenta e três toneladas no ano de 1932.

O álcool fabricado aplica-se exclusivamente ao tempero e á adubação dos vinhos generosos e sem ele tornava-se impossível a conveniente preparação dos vinhos destinados à exportação. A indústria do álcool no ano de 1932 produziu oitocentos e doze mil e setecentos e setenta e sete litros.

O fabrico da aguardente, que durante muitos anos constituiu o maior flagelo que assolava a Madeira, era muito considerável e tinha entre nós um consumo assustador, mas felizmente que nos últimos vinte anos está reduzido a proporções bastante reduzidas, o que notavelmente tem concorrido para combater com eficácia o alcoolismo e melhorar a saúde publica, sendo, por todos os motivos, para desejar que absoluta e inexoravelmente se mantenham as medidas proibitivas em vigor. Chegou-se a produzir dois milhões de litros de aguardente, embora uma parte dele se aplicasse ao tempero de vinhos consumidos no arquipélago reduzindo-se em 1927, por disposição legal, essa produção a quinhentos mil litros em cada ano, que na sua quasi totalidade era ingerida pelos amadores desse apetecido tóxico, sendo hoje bastante diminuta essa produção.

2Nota da produção

Apresentamos em seguida uma nota da produção total da cana sacarina em todo o arquipélago, durante alguns anos, e bem assim da produção do açúcar e do álcool no mesmo período de tempo, devendo advertir-se que na totalidade da cana produzida está também incluída a que foi empregada no fabrico da aguardente.

ANOSPRODUÇÃO DE CANA (QUILOS)PRODUÇÃO DE AÇÚCAR (QUILOSPRODUÇÃO DE ALCOOL (LITROS)
192944.776.5591.763.313615.093
193046.992.1443.148.200715.422
193145.006.1603.541.275914.579
193248.997.1944.173.565812.777

Para um mais perfeito conhecimento deste assunto, torna-se indispensável a leitura dos artigos Açúcar, Aguardente, Álcool e Cana Sacarina, insertos no primeiro volume deste Elucidário.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 03
  1. Uma medida legislativa limitou a produção de aguardente na Madeira a 500 000 litros por ano.

  2. As estatísticas anuais registaram a produção de cana-de-açúcar, açúcar e álcool no arquipélago.

  3. A Madeira produziu 4 173 toneladas de açúcar e 812 777 litros de álcool.

Lugar

Lugares mencionados · 01
Mapa: Madeira (1)
  1. Funchal

    Todo o açúcar consumido no arquipélago era produzido no Funchal.

Na folha I

Vistos recentemente

    As páginas que ler aparecerão aqui.