Indústria Piscatória 1Embarcações, pescadores e aparelhos
Indústria Piscatória
Panorama da indústria da pesca na Madeira e no Porto Santo: principais portos, barcos e pescadores, artes de pesca e espécies capturadas, tentativas falhadas de pesca do atum em grande escala, fábricas de conservas, receitas e estatísticas de 1909 a 1931.
1Embarcações, pescadores e aparelhos
Esta indústria exerce-se nas duas ilhas principais do arquipélago, sendo no Funchal, Caniço, Machico, Câmara de Lobos e Paul do Mar, na costa sul da Madeira, que ela tem maior importância. Em 1914 havia 537 embarcações matriculadas e com a tonelagem de 1.222,17, sob a designação expressa de servirem na pesca nos nossos mares, e no mesmo ano existiam 519 embarcações empregadas noutros serviços marítimos, tais como transporte de passageiros, bombotes, condução de cargas entre os diversos portos do arquipélago, etc., etc. Os pescadores registados como tais, pagando o seu imposto de capitação e concorrendo para o Instituto de Socorros a Náufragos, eram em numero de 893, sendo 835 adultos e 58 menores, havendo porém outros indivíduos com autorização para exercerem a indústria da pesca, mas que não se entregavam a ela senão na falta de outros trabalhos. Com este adicionamento, subia a 1648 o total dos pescadores matriculados, sendo 1585 adultos e 63 menores.
Os principais aparelhos de pesca empregados na Madeira são as redes, as canas, a briqueira, a agulheira, a gorazeira, a cherriola, o peneiro, as varas de salto e os covos (V. estes nomes). A pesca que se faz a maior distancia da costa é a do atum e a das espadas, empregando-se nesta ultima um cordel muito longo, do qual partem pequenos cordeis laterais ou chambions, tendo cada um deles na extremidade um pedaço de arame, que sustenta o anzol. Prendendo um ou mais destes aparelhos á borda do barco, obtém-se, às vezes em pouco tempo uma grande quantidade de espadas. O peixe espada vive geralmente à profundidade de cerca de mil braças.
Com as redes colhem-se os chicharro, as cavalas, os sargos, os pargos e outras espécies que vêm à superfície da água; com a briqueira, a garoupa, o peixe-rei, o pargo, o alfonsim, a bôca-negra, o goraz, a castanheta-do-alto, etc.; com a agulheira, os pargos, os chicharros, as cavalas, etc.; com a gorazeira, o salmonete do alto, a pescada, o pargo, a bôca-negra, o goraz, a castanheta-do-alto, etc.; com a cherriola, a pescada, o cherne, etc.: com o peneiro, a castanheta, o roncador e outros peixes pequenos; e com os covos, as moreias, os salmonetes de rolo, os polvos, etc. As varas de salto são destinadas á pesca do atum e do gaiado, os quais também podem ser apanhados á linha, quando não aparecem á superfície das águas, e as canas de pesca servem para apanhar bodiões, bogas, douradas, dobradas e muitas outras espécies que não atingem grandes dimensões. A cavala, o chicharro, o caranguejo, a lapa, a pota e a aranha do mar são muito usados como isca, variando esta muitas vezes com as espécies que se pretendem colher.
As redes chamadas de arrasto, em que há uns pesos de chumbo num dos lados para as fazer tomar a posição vertical, usam-se com bom resultado na pesca das espécies que vivem perto da costa. As redes pequenas, de forma cónica, usadas por vezes na pesca da cavala, do chicharro, da sardinha e do guelro, dão alguns pescadores a denominação imprópria de peneiros (V. este nome).
Há um candeio, a que os pescadores chamam griseta-cão, que é empregado frequentes vezes na pesca nocturna (V. Chicharro), e para enganar o peixe há o sistema de pesca a que chamam de corrido, de que já falámos a pág. 320 do volume I deste Elucidario.
2Companhias, fábricas e rendimento
Em 1910 estabeleceu Judice Fialho uma armação para a pesca do atum no Porto Santo, que não deu resultados, dizem que por serem as águas junto daquela ilha muito claras; e tempos antes, em 1903, procuraram os falecidos comendadores Manuel Gonçalves e Francisco de Araújo Figueira estabelecer armações fixas para a pesca das especies pelagicas, sem também serem felizes nas suas tentativas, a pesar de terem vindo á Madeira um técnico e dois mandadores de armações para estudarem as condições piscatórias dos nossos mares, e se ler num relatório apresentado pelo mesmo técnico em Outubro de 1903, ser de vantagem o exercício da grande pesca no arquipélago, utilizando as armações, indicando-se o ilhéu de Cima, no Porto Santo, e Machico, como os melhores locais para a colocação de aparelhos destinados á pesca do atum.
A Companhia Atlântica de Pescarias, que pretendeu explorar a indústria da pesca nas águas do arquipélago, servindo-se de aparelhos não conhecidos em Portugal, também não obteve resultados animadores nos trabalhos a que procedeu, retirando-lhe o Governo, em princípios de Dezembro de 1921, a licença que lhe concedera para proceder á dita exploração, e em 1792 e 1802 houve duas tentativas para o estabelecimento de sociedades de pescarias na Madeira, nenhuma das quais foi, porém, coroada de êxito. Em 1822 chegaram a vir práticos de Sesimbra para dirigir os serviços da pesca, o que não obstou a que a sociedade que nesse ano se estabeleceu se dissolvesse passado pouco tempo.
Em 1909 estabeleceu-se uma fabrica de conserva de atum na Ponta da Cruz e em 1912 uma outra no Paul do Mar, mas estas iniciativas que beneficiaram certamente a indústria da pesca na Madeira, foram causa de que aquele peixe subisse de preço, passando também a faltar amiudadas vezes no mercado, onde anteriormente era frequente. Deve-se notar, no entretanto, que se o atum se tem vendido nos últimos tempos a 2, 3 e mesmo a 4 escudos o quilo, deve-se isso mais á ganância e falta de escrúpulos dos negociantes, do que á procura que têm sempre as varias espécies do género Thynnus que aparecem nos mares do arquipélago, para a indústria da conserva do peixe. (1921)
Os barcos de pesca pertencem umas vezes ás respectivas companhas, outras a negociantes com quem os pescadores dividem os rendimentos que auferem da exploração do mar. Quanto aos aparelhos usados na pesca, são sempre ou quasi sempre pertença do dono ou donos das embarcações.
Os pescadores da Madeira são conhecidos não somente pelo arrojo e intrepidez no mar, mas ainda pelas aptidões que revelam no exercício do seu mister. Pouco favorecidos pela sorte ainda não há muitos anos, constituem hoje uma classe que vive com relativa independência, mercê do lucro exagerado que tiram da venda do peixe e das suas necessidades serem poucas e de fácil satisfação. (1921). O rendimento da indústria da pesca que orçou por 110 contos em 1914, por 434 contos em 1920 e por 977 contos em 1921, subiu de Janeiro a Novembro de 1922 a mais de 1:155 contos, não porque as quantidades de peixe colhidas fossem muito maiores do que em 1921 ou nos anos anteriores, mas por serem muito mais altos os preços das vendas. Há barcos de pesca que podem numa só viagem trazer peixe de valor superior a 3 contos.
O imposto do pescado rendeu 22.252$65 em 1920, 50.080$94 em 1921 e 59.257$96 de Janeiro a Novembro de 1922, e a quantidade de peixe pescado anualmente nos mares do arquipélago deve regular entre 1.500:000 e 1.800:000 quilogramas.
O culto na capela do Corpo Santo, no Funchal, e na capela de Nossa Senhora da Conceição em Câmara de Lobos é mantido principalmente por indivíduos da classe piscatória. Em Câmara de Lôbos fundaram os pescadores em 1769, um montepio com a invocação de S. Pedro Gonçalves Telmo, estando a imagem deste santo colocada no altar da referida capela de Nossa Senhora da Conceição.
Entre os peixes que se pescam nos mares da Madeira, os de melhor qualidade são o cherne, o alfonsim, o salmonete-do-alto, a tainha, o peixe-galo e a abrotea, seguindo-se-lhes a garoupa, o salmonete, o sargo, o goraz, o pargo, o boqueirão, o bodião, o atum avoador, a agulha, a espada, a cavala, o chicharro e a sardinha, que são também bastante procurados e apreciados.
A falta ou abundância de determinadas espécies em certas épocas do ano explica-se pelas modificações que sofre o plancton (V. Oceanografia) em virtude de causas pouco conhecidas. Assim como os animais herbívoros procuram as campinas verdejantes, por ser aí que encontram a sua alimentação, assim também os peixes buscam as localidades onde abundam os organismos de que se nutrem. Se o plancton falta, sucede que o peixe que dele se sustenta directamente emigra para outras regiões, visto sem uma alimentação conveniente não ser possível a vida das espécies que existem quer em terra quer nas águas do oceano.
3Dados estatísticos
Para maior complemento desta matéria, transcrevemos as seguintes informações do Dicionário Corografico do Arquipelago da Madeira:
Escasseiam-nos dados seguros e recentes acerca do movimento desta indústria entre nós. Vamos apresentar os elementos de estatística, que no importante trabalho Portos Maritimos de Portugal nos oferece o ilustre engenheiro Adolfo Loureiro relativos ao ano de 1909 e colhidos na Capitania do Porto do Funchal. Os portos em que se exerce a indústria piscatória são estes: Funchal, Caniço, Porto Novo, Aldonça, Santa Cruz, Seixo, Machico, Caniçal, Porto da Cruz, Faial, São Jorge, Ponta Delgada, São Vicente, Seixal, Porto do Moniz, Ponta do Pargo, Paul do Mar, Jardim do Mar, Calheta, Fajã do Mar, Madalena do Mar, Anjos, Lugar de Baixo, Tabua, Ribeira Brava, Campanário, Câmara de Lobos e Porto Santo, advertindo-se que uma grande parte destes portos são centros piscatórios de pequena e até alguns de insignificante importância. O numero total de pescadores atingiria então 2.482, sendo 1.566 maiores de 18 anos, 726 de 12 a 18 anos e 190 menores de 10 anos. São relativamente de movimento bastante considerável e de todos os mais importantes os portos de Câmara de Lobos Paul do Mar e Machico, que respectivamente contavam 575, 336 e 244 indivíduos empregados nos misteres da pesca. A estes seguem-se, em numero de pescadores, os portos do Funchal com 153, Porto Santo 156, Caniço 95, Caniçal 90, Santa Cruz 88, Calheta 82, etc. Os barcos ocupados nesta indústria eram em numero de 509 com a lotação de 1 268 toneladas e o valor de 29.113$000 réis, computando-se o valor do pescado em 126 523$265 réis, que pagou de imposto 5.696$572 réis.
Contrariando um pouco estas informações, fornece-nos o Elucidário Madeirense alguns dados, de carácter oficial, relativos ao ano de 1914, dizendo-se ali que era então de 893 o numero de pescadores, 835 adultos e 58 menores, havendo, porém outros indivíduos com autorização de exercer essa indústria, mas que só o faziam transitoriamente, o que dava um total de 1648 pescadores matriculados, sendo 1.585 adultos e 63 menores.
O imposto cobrado em todo o arquipelago sôbre o peixe exposto á venda produziu, 4.346$48 no ano de 1930 3.040$40 em 1931, 2.308$52 em 1932 e 1.259$52 no primeiro semestre de 1933.
Na importante publicação Estatística das Pescas Maritimas no Continente e Ilhas Adjacentes no ano de 1931....», encontramos os seguintes dados referentes ao nosso arquipélago: No ano de 1927 existiam empregadas nesta indústria 446 embarcações de vela ou remos com 1427 pescadores, em 1928 havia 481 embarcações de velas ou remos com 1735 pescadores; em 1929 era de 490 o numero de embarcações com 1 547 pescadores, em 1930 havia 21 embarcações de motor mecânico e 519 de vela ou remos com 1.416 pescadores, e em 1931 existiam 24 embarcações de motor e 1444 de vela ou remos.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 09-
Os pescadores de Câmara de Lobos fundaram uma caixa de auxílio mútuo dedicada a São Pedro Gonçalves Telmo.
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Uma carta régia autorizou Tomás Watts e os seus sócios a estabelecer pescarias e salinas na Madeira, na primeira de várias tentativas falhadas de fundar companhias de pesca (a que se seguiu outra em 1802).
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Foi fundada no Funchal uma companhia de pesca, explorada por pescadores trazidos de Sesimbra; dissolveu-se dois anos depois, após sofrer prejuízos.
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Manuel Gonçalves e Francisco de Araújo Figueira tentaram, sem êxito, instalar armações fixas de pesca.
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Foi fundada e inaugurada uma fábrica de conservas de atum na Ponta da Cruz, na Madeira.
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J. A. Júdice Fialho, com pescadores algarvios, instalou uma armação de atum na baía de Porto Santo, que não teve êxito, introduzindo a mujona.
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Foi fundada uma fábrica de conservas de atum no Paul do Mar.
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Estavam registados 537 barcos e 1648 pescadores para a pesca no arquipélago.
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O Governo retirou a licença à Companhia Atlântica de Pescarias.
Lugar
Lugares mencionados · 15No estrangeiro
- Calheta
Porto de pesca com 82 pescadores em 1909.
A Calheta é uma vila, freguesia e concelho na costa sudoeste da Madeira e um dos povoamentos mais antigos da ilha. O Elucidário aborda o seu nome, os primeiros povoadores, como Pedro Berenguer, a igreja e numerosas capelas, incluindo uma de um antigo convento franciscano, e o motim de 1834.
- Câmara de Lôbos
Câmara de Lobos. Maior porto de pesca, com 575 pescadores em 1909.
Freguesia a oeste do Funchal. O Elucidário relaciona o seu nome com a viagem de descoberta de Zarco e descreve as suas igrejas, capelas e colegiada, os primeiros povoadores, a comunidade piscatória e as vinhas afamadas. Regista também os sítios, limites, levadas e população da freguesia.
- Caniçal
Machico. Porto de pesca com 90 pescadores em 1909.
Freguesia piscatória isolada no extremo oriental da Madeira, na base da Ponta de São Lourenço. Teve origem num morgadio dos Moniz e na coutada de João Teixeira, tornando-se freguesia por volta de 1561. Celebra a festa de Nossa Senhora da Piedade com uma procissão marítima e possui um forte construído após um ataque de piratas.
- Caniço
Santa Cruz. Importante centro de pesca.
O Caniço é uma freguesia do concelho de Santa Cruz, situada na fronteira entre as capitanias do Funchal e de Machico. Entre os seus primeiros povoadores contavam-se Gaspar Rego, Vasco Fernandes Rego e Álvaro de Ornelas, cuja família aí instituiu morgados; o seu alcaide e juiz eram nomeados pelo Senado do Funchal. Na freguesia encontram-se a estátua do Garajau, a residência dos Jesuítas no Socorro e a Quinta do Barão da Conceição.
- Capela de Nossa Senhora da Conceição
Câmara de Lobos. Capela dos pescadores que alberga a imagem de São Pedro Gonçalves Telmo.
A Capela de Nossa Senhora da Conceição, em Câmara de Lobos, é a capela dos pescadores. É mantida pela sua confraria e guarda a imagem de São Pedro Gonçalves Telmo.
- Capela do Corpo Santo
Funchal. Capela cujo culto é mantido sobretudo pelos pescadores.
A Capela do Corpo Santo é uma capela do século XV situada no Funchal, muito alterada ao longo do tempo e uma das mais antigas da diocese. Foi construída por homens do mar e dedicada ao seu padroeiro, São Pedro Gonçalves Telmo, conhecido como Corpo Santo. Acolheu uma confraria de pescadores que prestava auxílio mútuo, conserva pinturas portuguesas de meados do século XVI e assinalava o antigo limite oriental da cidade.
- Funchal
Um dos principais centros de pesca.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Ilhéu de Cima
Porto Santo. Recomendado em 1903 como local para instalar armações de atum.
O Ilhéu de Cima, também chamado Ilhéu dos Dragoeiros ou do Farol, situa-se a leste-sudeste do Porto Santo e assinala o extremo oriental do arquipélago e o limite oriental da baía do Porto Santo. Em 1900, foi ali instalado um farol, a 118 m acima do nível do mar, com um cais para o seu pessoal. Foi ali encontrado um exemplar vivo de Helix Lowei; nas proximidades ocorrem conchas de águas profundas. Em 1903, o ilhéu foi recomendado para a instalação de armações de pesca do atum.
- Machico
Importante porto de pesca, recomendado para a instalação de armações de atum.
A freguesia de Machico foi o local do desembarque dos descobridores Zarco e Tristão Vaz e a sede da Capitania de Machico; foi criada cerca de 1450. O Elucidário aborda o seu clero e as respetivas côngruas, as capelas, os acontecimentos históricos, as fontes minerais, os sítios, a população e os naturais ilustres.
- Paul do Mar
Calheta. Importante porto de pesca, com uma fábrica de conservas de atum desde 1912.
O Paul do Mar é uma freguesia da costa sudoeste da Madeira, criada em 1676 a partir do Estreito da Calheta. É um porto de pesca servido pela antiga levada do Rabaçal, onde se cultiva malvasia e onde se assinalou uma incidência muito elevada de tracoma. Teve a fortaleza de Santo António, uma banda e salinas instaladas por volta de 1865, posteriormente abandonadas por falta de rentabilidade.
- Ponta da Cruz
Funchal. Local de uma fábrica de conservas de atum fundada em 1909.
Esta Ponta da Cruz situa-se em São Martinho e é considerada o limite ocidental da baía do Funchal. Nela existiu um pequeno reduto e perto dela situa-se uma fábrica de conservas de peixe.
- Porto Moniz
Incluído entre os portos de pesca em 1909.
Freguesia e concelho do noroeste, com um cais e um porto razoável que oferece boas condições de desembarque quando os ventos do sul impedem o acesso à Costa Sul. Tem uma das mais antigas capelas dedicadas a Santa Maria Madalena no norte da Madeira, cuja festa se celebra a 22 de julho. Foi a terra natal do Dr. Manuel Gomes Jardim.
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Pessoas
Pessoas mencionadas · 05- Adolfo Loureirom. 1911
Engenheiro cuja obra Portos Marítimos de Portugal forneceu as estatísticas da pesca de 1909 aqui citadas.
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Comandante que participou na tentativa falhada de instalar armações fixas de pesca em 1903.
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Empresário que instalou uma armação de atum ao largo do Porto Santo em 1910, sem sucesso.
- Manuel Gonçalvesc. 1867–1916
Comandante que tentou, sem êxito, instalar armações fixas de atum na Madeira em 1903.
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Padroeiro dos pescadores, sob cuja invocação os pescadores de Câmara de Lobos fundaram uma caixa de auxílio mútuo em 1769.