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Molhe da Pontinha 1Construção do molhe
Artigo Nº 2407 Cais, molhe ou farol Funchal Vol. II · pp. 726–727 2 min de leitura

Molhe da Pontinha

História do molhe da Pontinha, no porto do Funchal, construído por empreiteiros franceses entre 1885 e 1889 e reconstruído após os temporais de 1892, bem como de projetos anteriores, dos séculos XVIII e XIX, para um molhe portuário.

Molhe da Pontinha
Mapa: Madeira (4)

1Construção do molhe

A empreitada do molhe da Pontinha foi arrematada pelos engenheiros franceses Combemale, Michelon e Maury por contrato de 30 de Junho de 1885, e as obras duraram até 1889, sendo autorizada a sua recepção provisória por Portaria de 16 de Agosto de 1890. O projecto fora elaborado pelo engenheiro Mariano Augusto de Faria e Maia, tendo sofrido porém algumas modificações, umas propostas pelos referidos empreiteiros, outras impostas pela Junta Consultiva de Obras Publicas e Minas.

A obra custou 447:256$855 reis; tendo, porém, uma grande parte dela sido destruída pelos temporais de 28 de Fevereiro de 1892, foi o Governo obrigado a despender na sua reconstrução, que terminou em 1895, a importância de 90:000:000 réis. Reunindo estas duas verbas à de 2:502:960 réis, dispendida com a fiscalização dos trabalhos, vê-se que as despesas com a construção do molhe da Pontinha se elevaram à importante soma de 539:759:815 réis.

2Projectos anteriores

É curioso notar que já em 1823 se pensava em estabelecer um molhe no Funchal, tendo o Governador e Capitão-General chegado a pedir a opinião da Câmara acerca do mesmo molhe, e que em 13 de Setembro do ano imediato foi publicada uma carta regia em que se mandava que o brigadeiro Francisco António Raposo passasse à ilha da Madeira, afim de fazer os estudos precisos para a construção dessa obra. Foi nos baixos que ficam perto da fortaleza de S. Tiago que o referido brigadeiro pretendeu estabelecer um molhe e cais, para o que se fez a considerável despesa de 37 contos em quebrar e talhar pedras, que pela maior parte se deixaram perder.

Em sessão da Câmara Municipal do Funchal de 26 de Novembro de 1824, leu o Governador e Capitão-General perante a mesma Câmara, a nobreza e o corpo de comercio nacional e estrangeiro, uma carta regia referente ao cais e molhe no pôrto da cidade, pedindo o Juiz de Fora ao mesmo Governador que levasse ao conhecimento de S. Majestade a gratidão dos madeirenses pelo beneficio que iam receber.

Pelo que respeita à muralha que liga o ilhéu da Pontinha à terra, foi começada em 1757, mas so se concluiu muitos anos depois, tendo o plano e modelo da obra sido organizado pelo engenheiro Francisco Tossi Columbino em virtude de uma carta regia expedida em 22 de Maio de 1756 ao Governador Manuel Saldanha de Albuquerque, ordenando a construção de um porto de abrigo no Funchal. Um vendaval que se fez sentir no nosso porto no dia 4 de Novembro de 1757, danificou bastante as obras da referida muralha, jà então iniciadas.

Na obra do falecido Adolfo Loureiro intitulada Os Portos Maritimos de Portugal e Ilhas Adjacentes, encontra-se uma noticia circunstanciada sôbre o actual molhe da Pontinha e os cais do Funchal.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 08
  1. Uma carta régia ordenou a construção de um porto de abrigo no Funchal.

  2. Foram construídas muralhas que ligaram à costa do Funchal o ilhéu interior da Pontinha, primeira etapa do molhe da Pontinha.

  3. Um temporal danificou a muralha da Pontinha, cuja construção acabara de começar no Funchal.

  4. Considerou-se pela primeira vez a construção de um molhe para o porto do Funchal e consultou-se a Câmara Municipal.

  5. Por carta régia de 13 de setembro de 1824, o brigadeiro Francisco António Raposo foi enviado para estudar a construção de um molhe no Funchal. Com o major Sant'Ana, escolheu as Baixas de São Tiago. A carta foi lida à Câmara Municipal em 26 de novembro, mas, embora se tenham gasto 37 contos em materiais, as obras nunca começaram.

  6. A empreitada do molhe da Pontinha, no Funchal, foi adjudicada a engenheiros franceses em 30 de junho de 1885, e a construção prosseguiu até 1889.

  7. Foi concluído o Molhe da Pontinha, que ligou permanentemente o ilhéu à costa do Funchal; uma portaria de 16 de agosto de 1890 autorizou a sua receção provisória.

  8. Temporais destruíram grande parte do molhe da Pontinha, no Funchal.

  9. A Estrada da Pontinha foi declarada concluída e terminou a reconstrução do molhe da Pontinha.

Lugar

Lugares mencionados · 04
  1. Molhe da Pontinha · Assunto

    Funchal

  2. Fortaleza de São Tiago

    Funchal. Perto dos baixios onde Raposo projetou um molhe e um cais em 1824.

  3. Funchal

    Cidade cujo porto é protegido pelo molhe.

  4. Pontinha

    Machico. Ilhéu ligado a terra por um muro e onde se situa o molhe.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 08
  1. Autor de Os Portos Maritimos de Portugal e Ilhas Adjacentes, obra que apresenta uma descrição pormenorizada do molhe da Pontinha.

  2. Engenheiro francês, um dos empreiteiros que construíram o molhe da Pontinha a partir de 1885.

  3. Brigadeiro enviado à Madeira por carta régia de 1824 para estudar a construção de um molhe junto à Fortaleza de São Tiago, projeto que acabou por ser, em grande parte, abandonado.

  4. Engenheiro que elaborou o projeto do muro de ligação do ilhéu da Pontinha a terra, cuja construção começou em 1757.

  5. Governador da Madeira que recebeu a carta régia de 1756 que ordenava a construção de um porto de abrigo no Funchal.

  6. Engenheiro que elaborou o projeto inicial do Molhe da Pontinha.

  7. Engenheiro francês, um dos empreiteiros que construíram o Molhe da Pontinha a partir de 1885.

  8. Engenheiro francês, um dos empreiteiros que construíram o Molhe da Pontinha a partir de 1885.

Na folha M

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