Molhe da Pontinha 1Construção do molhe
Molhe da Pontinha
História do molhe da Pontinha, no porto do Funchal, construído por empreiteiros franceses entre 1885 e 1889 e reconstruído após os temporais de 1892, bem como de projetos anteriores, dos séculos XVIII e XIX, para um molhe portuário.
1Construção do molhe
A empreitada do molhe da Pontinha foi arrematada pelos engenheiros franceses Combemale, Michelon e Maury por contrato de 30 de Junho de 1885, e as obras duraram até 1889, sendo autorizada a sua recepção provisória por Portaria de 16 de Agosto de 1890. O projecto fora elaborado pelo engenheiro Mariano Augusto de Faria e Maia, tendo sofrido porém algumas modificações, umas propostas pelos referidos empreiteiros, outras impostas pela Junta Consultiva de Obras Publicas e Minas.
A obra custou 447:256$855 reis; tendo, porém, uma grande parte dela sido destruída pelos temporais de 28 de Fevereiro de 1892, foi o Governo obrigado a despender na sua reconstrução, que terminou em 1895, a importância de 90:000:000 réis. Reunindo estas duas verbas à de 2:502:960 réis, dispendida com a fiscalização dos trabalhos, vê-se que as despesas com a construção do molhe da Pontinha se elevaram à importante soma de 539:759:815 réis.
2Projectos anteriores
É curioso notar que já em 1823 se pensava em estabelecer um molhe no Funchal, tendo o Governador e Capitão-General chegado a pedir a opinião da Câmara acerca do mesmo molhe, e que em 13 de Setembro do ano imediato foi publicada uma carta regia em que se mandava que o brigadeiro Francisco António Raposo passasse à ilha da Madeira, afim de fazer os estudos precisos para a construção dessa obra. Foi nos baixos que ficam perto da fortaleza de S. Tiago que o referido brigadeiro pretendeu estabelecer um molhe e cais, para o que se fez a considerável despesa de 37 contos em quebrar e talhar pedras, que pela maior parte se deixaram perder.
Em sessão da Câmara Municipal do Funchal de 26 de Novembro de 1824, leu o Governador e Capitão-General perante a mesma Câmara, a nobreza e o corpo de comercio nacional e estrangeiro, uma carta regia referente ao cais e molhe no pôrto da cidade, pedindo o Juiz de Fora ao mesmo Governador que levasse ao conhecimento de S. Majestade a gratidão dos madeirenses pelo beneficio que iam receber.
Pelo que respeita à muralha que liga o ilhéu da Pontinha à terra, foi começada em 1757, mas so se concluiu muitos anos depois, tendo o plano e modelo da obra sido organizado pelo engenheiro Francisco Tossi Columbino em virtude de uma carta regia expedida em 22 de Maio de 1756 ao Governador Manuel Saldanha de Albuquerque, ordenando a construção de um porto de abrigo no Funchal. Um vendaval que se fez sentir no nosso porto no dia 4 de Novembro de 1757, danificou bastante as obras da referida muralha, jà então iniciadas.
Na obra do falecido Adolfo Loureiro intitulada Os Portos Maritimos de Portugal e Ilhas Adjacentes, encontra-se uma noticia circunstanciada sôbre o actual molhe da Pontinha e os cais do Funchal.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 08-
Uma carta régia ordenou a construção de um porto de abrigo no Funchal.
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Foram construídas muralhas que ligaram à costa do Funchal o ilhéu interior da Pontinha, primeira etapa do molhe da Pontinha.
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Um temporal danificou a muralha da Pontinha, cuja construção acabara de começar no Funchal.
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Considerou-se pela primeira vez a construção de um molhe para o porto do Funchal e consultou-se a Câmara Municipal.
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Por carta régia de 13 de setembro de 1824, o brigadeiro Francisco António Raposo foi enviado para estudar a construção de um molhe no Funchal. Com o major Sant'Ana, escolheu as Baixas de São Tiago. A carta foi lida à Câmara Municipal em 26 de novembro, mas, embora se tenham gasto 37 contos em materiais, as obras nunca começaram.
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A empreitada do molhe da Pontinha, no Funchal, foi adjudicada a engenheiros franceses em 30 de junho de 1885, e a construção prosseguiu até 1889.
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Foi concluído o Molhe da Pontinha, que ligou permanentemente o ilhéu à costa do Funchal; uma portaria de 16 de agosto de 1890 autorizou a sua receção provisória.
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Temporais destruíram grande parte do molhe da Pontinha, no Funchal.
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A Estrada da Pontinha foi declarada concluída e terminou a reconstrução do molhe da Pontinha.
Lugar
Lugares mencionados · 04- Molhe da Pontinha · Assunto
Funchal
O Molhe da Pontinha é o quebra-mar do porto do Funchal. Liga o ilhéu e a sua fortaleza à costa, formando o porto de abrigo. Foi construído por empreiteiros franceses entre 1885 e 1889 e reconstruído após os temporais de 1892. Acolheu festivais náuticos anuais, um marégrafo e, em 1922, o desembarque dos aviadores.
- Fortaleza de São Tiago
Funchal. Perto dos baixios onde Raposo projetou um molhe e um cais em 1824.
Fortaleza na frente marítima do Funchal, no extremo oriental da praia de desembarque, datada de 1614, durante o domínio espanhol, e reconstruída em 1767; albergou mais tarde uma bataria de artilharia de montanha. Ali foram detidos presos em 1823 e 1828, hasteou-se a bandeira republicana em 7 de outubro e a fortaleza disparou durante o bombardeamento do Funchal em 1916.
- Funchal
Cidade cujo porto é protegido pelo molhe.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Pontinha
Machico. Ilhéu ligado a terra por um muro e onde se situa o molhe.
A Pontinha é a projeção costeira no extremo ocidental da baía do Funchal, originalmente chamada Ilhéus devido a dois ilhéus rochosos, mais tarde ligados à costa por muros e pelo molhe concluído em 1889. O Elucidário descreve os seus fortes, a capela, o farol, o cais de passageiros e a estrada, os danos causados por tempestades em 1757 e 1892 e o posto de desinfeção marítima ali instalado a partir de 1901. Foi local de desembarque de visitantes ilustres, como o núncio e a arquiduquesa Leopoldina. Um sítio com o mesmo nome figura também entre os principais sítios da freguesia de Machico.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 08- Adolfo Loureirom. 1911
Autor de Os Portos Maritimos de Portugal e Ilhas Adjacentes, obra que apresenta uma descrição pormenorizada do molhe da Pontinha.
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Engenheiro francês, um dos empreiteiros que construíram o molhe da Pontinha a partir de 1885.
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Brigadeiro enviado à Madeira por carta régia de 1824 para estudar a construção de um molhe junto à Fortaleza de São Tiago, projeto que acabou por ser, em grande parte, abandonado.
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Engenheiro que elaborou o projeto do muro de ligação do ilhéu da Pontinha a terra, cuja construção começou em 1757.
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Governador da Madeira que recebeu a carta régia de 1756 que ordenava a construção de um porto de abrigo no Funchal.
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Engenheiro que elaborou o projeto inicial do Molhe da Pontinha.
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Engenheiro francês, um dos empreiteiros que construíram o Molhe da Pontinha a partir de 1885.
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Engenheiro francês, um dos empreiteiros que construíram o Molhe da Pontinha a partir de 1885.