Caniço (Freguesia do) 1Origem do nome e povoamento
Caniço (Freguesia do)
Verbete sobre a freguesia do Caniço, no concelho de Santa Cruz, na Madeira. Aborda a origem do nome, a localização na fronteira entre as capitanias do Funchal e de Machico, os primeiros povoadores e os morgadios, as igrejas e o clero, os produtos e as indústrias locais, as levadas e os principais sítios.
No estrangeiro
1Origem do nome e povoamento
Phragmites communis é o nome que a ciencia dá ao carriço ou também caniço, planta que por ali fartamente abundava nos tempos da descoberta. Frutuoso diz: “...Ponta de Oliveira... está ao mar de huns logares que chamão Caniço, por nelle estarem as terras cobertas de hum carriço, como canas delgadas, donde tomou o nome, ainda que corruptamente, porque esta erva, que chamam carriço, tem huns grellos como compridas canas. O qual logar do Caniço he fim da jurisdição de Machico, e principio da jurisdição do Funchal”. Lá diz Manuel Tomás, na Insulana:
Hum logar depois neste carriço Por corrupção se chamará Canisso.
Após o descobrimento e para iniciar os trabalhos da colonização, dividiram João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz as terras da Madeira em duas capitanias (V. Capitanias), assinalando-lhes os limites e demarcando-lhes as areas da sua jurisdição. Uma linha divisoria partindo da Ponta de Oliveira e terminando na Ponta do Tristão, separava os dominios dos dois capitãis-donatarios. Tem, pois, o Caniço ligado o seu nome a esta delimitação de fronteiras, dando-se mais tarde a singularidade de pertencer esta freguesia á jurisdição das duas capitanias.
Fora do Funchal e Machico, foi o Caniço um dos primeiros logares povoados desta ilha e onde sem demora se procedeu ao arroteamento e cultura das terras. Ali houve varias fazendas povoadas, e uma delas com capela e capelão privativo, ainda antes da criação da paróquia. Alguns dos primitivos colonizadores aqui fizeram assentamento e tiveram muitas terras de sesmaria, e outros vieram mais tarde estabelecer-se, alargando a área da população e a cultura e amanho dos terrenos incultos. Entre os antigos povoadores e sesmeiros podem citar-se Alvaro de Ornelas, o genovês Lucas Salvago, João Gavião, Gaspar do Rêgo e Vasco Fernandes Rêgo, Vasco Martins Moniz, Afonso de Viena e outros, a alguns dos quais nos referiremos em especial.
Dentre estes povoadores alguns havia de origem fidalga, que conservaram os seus privilegios de nobreza e aqui fundaram varias casas vinculares, devendo destacar-se a da Consolação, instituída por Alvaro de Ornelas, que é das mais antigas da Madeira e data dos fins do seculo XV, e o morgadio fundado por Vasco Martins Moniz, o de Matos Coutinho e o de João Afonso.
O aumento de novos povoadores com a sua mais proxima descendencia, formaram dentro de poucos anos um nucleo muito importante de população, que logo aconselhou a criação duma paroquia. A maior densidade dos casais estendia-se pelas duas margens da ribeira, que era a divisoria das duas capitanias. Dum e doutro lado desta linha de agua se levantaram duas igrejas paroquiais, tendo a da margem direita o orago do Espirito Santo e a da margem esquerda o de Santo Antão. Os terrenos que ficavam em tôrno da primeira tinham a denominação de Caniço para a cidade e os que ficavam em torno da segunda chamavam-se Caniço para Machico. Estas designações indicavam claramente as capitanias a que pertenciam.
2A paróquia e seus párocos
Devemos com bons fundamentos supor que rivalidades de jurisdição ou desinteligencias havidas entre os habitantes das duas margens da ribeira, determinassem a construção das duas igrejas, situadas a tão pequena distancia uma da outra, não se conhecendo motivo algum plausivel que justificasse essa construção. Elas implicavam a criação de duas paroquias, que apenas existiram nominalmente, pois sempre tiveram apenas um pároco a servi-las, embora durante alguns anos os oficios do culto se realizassem alternadamente nas duas igrejas. As varias referencias que temos encontrado a criação da freguesia, côngruas dos parocos, construção e repairos do templo, etc., não aludem de modo especial a nenhuma das duas igrejas, mas apenas a uma, sem precisamente a determinar, o que mais nos confirma na ideia de que só existiu uma paróquia, embora os seus terrenos pertencessem ás duas capitanias. Em 1538 o respectivo pároco dizia em documentos oficiais: «Fr. António Pires Cabral, vigario que sou das igrejas do caniço». Assim foi antes, e do mesmo modo continuou a ser no futuro, até que definitivamente se passou a fazer sómente o serviço religioso num dos templos. Parece que a igreja de Santo Antão, situada na margem esquerda da ribeira, foi com o decorrer dos tempos ganhando uma certa supremacia sobre a do Espirito
Santo, sendo esta a primeira que começou a entrar em ruínas e a ser inteiramente abandonada.
O dr. Alvaro Rodrigues de Azevedo assinala o ano de 1440, como o da criação desta paróquia, sendo certo que é uma das mais antigas desta ilha. O erudito anotador das Saudades da Terra coloca a igreja do Espirito Santo na capitania de Machico e a de Santo Antão na capitania do Funchal, o que não é exacto, segundo pudemos verificar em documentos existentes no arquivo desta freguesia. O serviço paroquial começou simultaneamente nas duas igrejas? E, no caso contrario, qual das duas teria tido a primazia no exercicio dos actos do culto? Não o sabemos dizer.
Como acima fica indicado, já em 1538, se exerciam as funções culturais nas duas igrejas, tendo o alvará regio de 21 de Fevereiro de 1558 acrescentado a côngrua do respectivo pároco, que ficou sendo de 8$300 réis anuais. No Indice Geral do Registo da Antiga Provedoria da Real Fazenda da Ilha da Madeira se lê: “alvará de 25 de novembro de 1572 a favor do vigario Belchior Mourato, de acrescentamento de 2.200 reis, dois moios de trigo e uma pipa de vinho sobre os 8.300 que já tinha, para ter o total ordenado de 25.000 réis, arbitrado pela Mesa da Consciencia aos vigarios que tivessem mais de 100 fogos, reputado o moio de trigo em 6.000 reis e a pipa de vinho em 2.500 reis”.
No periodo decorrido de 1538 até o fim do seculo XVIII, foram párocos desta freguesia Antonio Pires Cabral, Belchior Mourato, Francisco de Sousa, Jeronimo Teixeira de Góis, Vicente Luiz, Jeronimo Gomes de Agrela, Andre Moniz de Meneses, Manuel Gomes Jardim João Baptista Spinola, Pedro Pereira da Silva José Lomelino Barreto e Antonio Francisco Spinola. O padre José Lomelino Barreto, que tanto diligenciou a construção da nova igreja e para ela ofereceu o terreno necessario, paroquiou na freguesia do Caniço num periodo superior a 40 anos.
Teve a igreja paroquial do Caniço o cargo de tesoureiro, sacerdote encarregado de auxiliar o vigario nos serviços do culto e em especial na parte administrativa dele, sendo este logar criado anteriormente a 1550, pois que um alvará regio de 6 de Fevereiro desse ano lhe acrescentou o vencimento e o fixou em 6$000 réis em dinheiro e trinta alqueires de trigo anuais, tendo por outros diplomas datados de 18 de Setembro de 1608, 4 de Julho 1653 e 28 de Setembro de 1668 sido novamente aumentada essa côngrua, passando definitivamente a ser de 10$000 réis por ano em dinheiro e um moio e meio de trigo e uma pipa e meio de vinho. Este logar foi extinto por alvará regio de 27 de Dezembro de 1676.
O curato desta freguesia teve sua criação por alvará de 20 de Outubro de 1605, coexistindo com o logar de tesoureiro durante anos, sendo de 20$000 réis a sua côngrua anual. Foram Lopo Gomes Vieira, Vicente Luiz e Jeronimo Gomes de Agrela os primeiros sacerdotes que aqui exerceram esse logar.
Também houve nesta igreja o cargo organista, que percebia o vencimento de alqueires de trigo por ano.
3A nova igreja e capelas
Da capela que aqui existiu, com o seu capelão privativo, antes da criação da paroquia nada podemos dizer relativamente ao ano de sua construção, nem do local em que foi erguida. Igualmente ignoramos se teria ela sido transformada em igreja paroquial quando se deu a criação da freguesia. Estamos na mesma ignorancia com respeito á edificação das igrejas do Espirito Santo e Santo Antão, situadas em cada uma das margens da ribeira que dividia as duas capitanias.
Em 1778 achava-se inteiramente destruído o primeiro daqueles dois templos e o segundo em adiantado estado de ruína. Anteriormente a esta epoca tinham-se empregado aturados esforços para a construcão duma nova igreja, que resultaram sempre infrutiferos, havendo-se também levantado serias desinteligencias acêrca do local preferido para a sua construção querendo uns que fôsse na margem esquerda da ribeira e outros na margem direita. Eram as antigas rivalidades que ressurgiam. Os bons oficios do vigario de então, o padre José Lomelino Barreto, que no caso interpôs o valimento e influencia de certas entidades oficiais, conseguiram remover tôdas as dificuldades, tendo a soberana, por sua ordem de 3 de Março, mandado proceder á construção do novo templo, que é a actual igreja paroquial. Os terrenos para esta edificação foram generosamente cedidos pelo padre José Lomelino Barreto, tendo-se lançado a benção da pedra angular a 2 de Agôsto de 1779 e havendo-se benzido solenemente a nova igreja no dia 28 de Outubro de 1783. No seu frontispicio lê-se numa lapide a seguinte inscrição: Sancto Spiritui Paraclito atque divo Antonio abbati sacrum Maria 1º. Lusitan. regina fideliss. equestris D. N. J. C. ordinis gubernat aedificavit: insulano tribunali regio curante. Anno )I). IDCCLXXX regni autem IIII.
Esta freguesia tem actualmente as capelas de Nossa Senhora da Consolação e da Madre de Deus, e já não existem a de Nossa Senhora do Livramento, a de Nossa Senhora da Salvação e a de Nossa Senhora do Socorro, ás quais tôdas nos referimos no logar competente. Gaspar Frutuoso referindo-se ao Caniço, relativamente ao ano de 1590, em que escreveu as Saudades da Terra, diz o seguinte:
Daqui adiante quase meya legoa está huma aldeya de duzentos fogos, com huma igreja da invocação do Spirito Sancto, que se chama o Caniço, em huma ribeira que corre do Norte para o Sul, acompanhada de muitas vinhas de muitos vidonhos e de boas malvazias. Ao mar deste logar está a Ponta de Oliveira, onde se plantou huma por baliza da repartição das duas Capitanias, que por esta ribeira se partem, ficando a de Machico ao Nacente, e a do Funchal ao Ponente, e por ella dizem que vai a demarcação da borda do mar do Sul até a outra banda do Norte; porque deste Caniço até o longo do mar haverá hum quarto de legoa, onde está o porto em que se carrega tudo o que ha nesta parte. E chama-se Caniço de baixo, a respeito do outro que Caniço de cima he chamado.
Por meados do seculo XV, quando se criaram as vilas do Funchal e Machico, foram também criados nesta ilha uns dez logares, que eram povoações intermediarias entre a paroquia e a vila, contando-se neste numero a freguesia do Caniço, o que prova a sua já relativa importancia naquela epoca. Do Caniço se desmembrou a Camacha em 1676.
4Notícias diversas
Em outro tempo eram muito frequentes as comunicações entre as Desertas e o Caniço, devido talvez á circunstancia dos pescadores desta freguesia frequentarem as aguas daquelas ilhas. Sem fazerem parte desta paroquia, era no entretanto no Caniço que os barcos das Desertas aportavam mais vezes, e ate para ali conduziam os cadaveres dos que morriam naquelas solitarias ilhas. Ainda não há muitos anos que os trabalhadores ali empregados nos trabalhos de caça e pesca eram recrutados na freguesia do Caniço.
Foi natural desta freguesia Manuel do Nascimento Nobrega, a quem consagraremos um artigo especial. Também aqui nasceu o Padre Jeronimo de Nobrega, que embarcou para a America do Norte e ali granjeou fortuna avultada. Por varias vezes enviou para esta ilha, destinadas a estabelecimentos de caridade, somas bastante consideraveis, que chegaram a muitos contos de réis. Também ofereceu á igreja da sua paroquia natal algumas ricas alfaias.
Entre os acontecimentos que mais possam interessar á historia do Caniço, destacam-se os sucessos que se deram com as tropas liberais e miguelistas, quando em 1828 atravessaram esta freguesia, e os lamentaveis episodios dados por ocasião das supostas reuniões da Junta de Paroquia. Como estes assuntos farão objecto de artigos especiais, por isso nos não ocuparemos deles neste logar.
Entre os privilegios e regalias concedidos a João Gonçalves Zarco, figurava o de que “ninguem nom faça y moynhos, soomente elle ou quem lhe prouuer”. Afirma-se que o primeiro moinho que houve na Madeira foi construído nesta freguesia, e ainda ali existe um sitio com o nome de Azenha, que não podemos no entretanto assegurar que se refira aquela primitiva e de certo muito rudimentar fabrica de moer cereais.
O plantio da cebola quasi que na Madeira se restringia a esta freguesia, sendo nela muito consideravel a sua cultura. Ainda é o logar que mais abundantemente produz este genero agricola, mas o seu cultivo está actualmente bastante reduzido. Chegou a produzir 30:000 pesos, num valor aproximado de trinta contos de réis, destinados na sua quasi totalidade á exportação.
Existe uma pequena industria local, que se pode considerar privativa desta freguesia e que consiste no fabrico de chapéus feitos de fôlha de palmeira, usados pelos homens do povo. Têm em consistencia e grande duração o que lhes falta em elegancia e maleabilidade.
Ha duas escolas, sendo uma do sexo masculino, criada por 1821, e uma de sexo feminino, de mais recente criação.
Além da levada da Serra, é o Caniço irrigado pelas levadas do Pico do Arvoredo, de Baixo e da Azenha, sendo cada uma constituída por uma sociedade de heréus e tendo a primeira os seus estatutos publicados no Diario do Governo de 31 de Outubro de 1877. Estes mananciais têm todos a sua origem na Camacha.
É esta freguesia atravessada por uma ribeira, que tem diversos nomes segundo os logares ou sitios por onde passa, e que nasce na freguesia da Camacha.
Tem um sofrivel pôrto dos Reis Magos, onde há cêrca de 20 barcos de pesca. Existe um pequeno desembarcadouro na ponta da Oliveira.
Principais sitios desta paroquia: Tendeira, Moinhos, Assomada, Atalaia e Portinho, Madre de Deus, Zimbreiros, Caniço para Machico, Barreiros, Pedra Mole, Castelo, Serralhal e Amoreiras, Caniço para a Cidade, Vargem, Azenha, Ribeira dos Pertetes, Livramento, Vale, Quinta, Abegoaria e Palheiro do Ferreiro.
No sitio dos Barreiros fica o chamado Pico do Telegrafo, donde se disfrutam belos panoramas e em dias claros se avistam a travessa e a ilha do Pôrto Santo.
Confina o Caniço pelo norte, leste, oeste e sul, respectivamente com S. Gonçalo e o oceano.
A parte mais central desta freguesia dista 9 quilometros do centro da cidade e 8 da vila de Santa Cruz. Pertence ao concelho e comarca de Santa Cruz, tendo já os povos em varias ocasiões pretendido que a sua freguesia fôsse encorporada no concelho e comarca do Funchal. A sua população é de 4697 habitantes.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 13-
Segundo consta, foram criadas as freguesias da Ribeira Brava e do Caniço.
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Frei António Pires Cabral assinou como vigário das igrejas do Caniço.
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Uma carta régia aumentou o ordenado do tesoureiro da igreja do Caniço.
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Uma carta régia elevou a côngrua do vigário do Caniço para 8$300 réis anuais.
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Uma carta régia aumentou a côngrua de Belchior Mourato, vigário do Caniço.
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Gaspar Frutuoso registou o número de fogos de freguesias como o Caniço (200), o Faial (cerca de 100) e Porto Moniz (trinta).
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Foi criada a curadoria do Caniço.
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A freguesia da Camacha foi criada e separada da do Caniço, com sede na Capela de São Lourenço, tendo sido definitivamente constituída em 1680.
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Foi extinto o cargo de tesoureiro da igreja do Caniço.
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No Caniço, a igreja do Espírito Santo ficou completamente destruída e a de Santo Antão sofreu graves danos.
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A primeira pedra da nova Igreja Paroquial do Caniço foi benzida em 2 de agosto de 1779, e a igreja foi solenemente benzida em 28 de outubro de 1783.
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Foi criada a escola de meninos do Caniço.
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Uma expedição miguelista comandada pelo coronel José António de Azevedo Lemos desembarcou em Machico e ocupou a Madeira, proclamando o absolutismo; o governador Valdez e os dirigentes liberais refugiaram-se a bordo da fragata britânica Alligator.
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Os estatutos da Levada do Pico do Arvoredo foram publicados no Diário do Governo.
Lugar
Lugares mencionados · 31- Caniço · Assunto
Santa Cruz
O Caniço é uma freguesia do concelho de Santa Cruz, situada na fronteira entre as capitanias do Funchal e de Machico. Entre os seus primeiros povoadores contavam-se Gaspar Rego, Vasco Fernandes Rego e Álvaro de Ornelas, cuja família aí instituiu morgados; o seu alcaide e juiz eram nomeados pelo Senado do Funchal. Na freguesia encontram-se a estátua do Garajau, a residência dos Jesuítas no Socorro e a Quinta do Barão da Conceição.
- América do Norte
United States/Canada. Região para onde o Padre Jerónimo de Nóbrega emigrou e onde fez fortuna.
Região apontada como origem de plantas mais tarde encontradas na Madeira, como Robinia pseudoacacia. Foi o principal destino das exportações de bordados madeirenses e dos emigrantes da Madeira, incluindo os que fugiam à perseguição. Vários padres madeirenses aí viveram ou angariaram fundos.
- Azenha
Santa Cruz. Sítio cujo nome poderá recordar aquele que se diz ter sido o primeiro moinho da Madeira.
A Azenha é um sítio do Caniço cujo nome poderá recordar aquele que se diz ter sido o primeiro moinho da Madeira. Ali encontram-se as ruínas de uma capela de Nossa Senhora do Socorro.
- Barreiros
Santa Cruz. Um dos principais sítios da freguesia, onde se ergue o Pico do Telégrafo.
Barreiros é um dos principais sítios da freguesia do Caniço, onde se ergue o Pico do Telégrafo.
- Camacha
Santa Cruz. Freguesia desanexada do Caniço em 1676, onde nascem a Ribeira do Caniço e as levadas que o irrigam.
A Camacha é uma freguesia situada nas terras altas acima do Caniço, no concelho de Santa Cruz, fundada em 1676 com sede na Capela de São Lourenço. O Elucidário aborda a sua igreja, o seu papel na invasão miguelista de 1828, as quintas, as levadas, a Casa de Abrigo do Poiso, a romaria do Pentecostes, as saias acolchoadas das mulheres, as plantas e os jardins, e a sua célebre indústria de vimes, iniciada por Hinton.
- Caniço para a Cidade
Santa Cruz. Parte da freguesia pertencente à capitania do Funchal.
Parte da freguesia pertencente à capitania do Funchal.
- Caniço para Machico
Santa Cruz. Parte da freguesia pertencente à capitania de Machico.
Parte da freguesia pertencente à capitania de Machico.
- Capela da Madre de Deus
Santa Cruz. Capela ainda existente na freguesia.
Capela da Madre de Deus, na freguesia do Caniço, classificada como de interesse público. Conserva um retábulo posterior a 1536.
- Capela de Nossa Senhora da Consolação
Santa Cruz. Capela ainda existente na freguesia.
A Capela de Nossa Senhora da Consolação é uma capela ainda existente no Caniço, pertencente ao morgadio dos Ornelas. Foi construída cerca de 1591 e reconstruída em meados do século XVIII.
- Capela de Nossa Senhora da Salvação
Santa Cruz. Antiga capela da freguesia, já desaparecida.
A Capela de Nossa Senhora da Salvação situava-se no Caniço; foi descrita como arruinada e, posteriormente, como já inexistente.
- Capela de Nossa Senhora do Livramento
Calheta. Antiga capela da freguesia, já desaparecida.
Antiga capela da freguesia, já desaparecida.
- Capela de Nossa Senhora do Socorro
Santa Cruz. Antiga capela da freguesia, já desaparecida.
Antiga capela da freguesia, já desaparecida.
+ 19 mais
- Desertas
- Funchal
- Igreja de Santo Antão (Caniço)
- Igreja do Espírito Santo (Caniço)
- Igreja Paroquial do Caniço
- Levada da Azenha
- Levada da Serra
- Levada de Baixo
- Levada do Pico do Arvoredo
- Machico
- Palheiro Ferreiro
- Pico do Telégrafo
- Ponta da Oliveira
- Ponta do Tristão
- Porto dos Reis Magos
- Porto Santo
- Ribeira do Caniço
- Santa Cruz
- São Gonçalo
Pessoas
Pessoas mencionadas · 30-
Primeiro povoador e beneficiário de sesmarias no Caniço.
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Primeiro povoador do Caniço que fundou o morgadio da Consolação no final do século XV.
- Álvaro Rodrigues de Azevedo1825–1898
Anotador das Saudades da Terra, que datou de 1440 a criação da freguesia e cuja localização das duas igrejas é corrigida pelo Elucidário.
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Um dos párocos do Caniço entre 1538 e o final do século XVIII.
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Um dos párocos do Caniço antes do final do século XVIII.
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Vigário que, em 1538, se apresentou como vigário «das igrejas do Caniço».
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Vigário do Caniço cuja côngrua foi aumentada por uma carta régia de 1572.
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Rainha de Portugal que ordenou a construção da nova igreja paroquial do Caniço, conforme regista a sua inscrição.
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Um dos párocos do Caniço entre 1538 e o final do século XVIII.
- Gaspar Frutuoso1522–1591
Cronista e autor das Saudades da Terra, aqui citado a propósito da origem do nome Caniço e da sua descrição da povoação por volta de 1590.
+ 20 mais
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Primeiro povoador e beneficiário de sesmarias no Caniço.
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Padre nascido no Caniço que fez fortuna na América do Norte e enviou grandes quantias para instituições de beneficência madeirenses e ricos ornamentos para a igreja da sua terra natal.
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Pároco do Caniço e um dos seus primeiros curas.
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Um dos párocos do Caniço entre 1538 e o final do século XVIII.
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Fundador de um dos morgadios do Caniço.
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Um dos párocos do Caniço entre 1538 e o final do século XVIII.
- João Gaviãom. 1555
Primeiro povoador e beneficiário de sesmarias no Caniço.
- João Gonçalves Zarcom. 1467
Descobridor da Madeira e capitão-donatário do Funchal; dividiu a ilha com Tristão Vaz e detinha o privilégio de construir moinhos.
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Vigário do Caniço durante mais de 40 anos, que conseguiu a construção da nova igreja paroquial (1779–1783) e cedeu o terreno para a obra.
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Um dos primeiros curas do Caniço após a criação da curadoria em 1605.
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Fundador de um dos morgadios do Caniço.
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Povoador genovês que recebeu sesmarias no Caniço.
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Natural do Caniço a quem o Elucidário dedica um verbete próprio.
- Manuel Gomes Jardimn. 1881
Um dos párocos do Caniço entre 1538 e o final do século XVIII.
- Manuel Tomás1585–1665
Poeta e autor da Insulana, cujos versos sobre o nome Caniço são aqui citados.
- Pedro Pereira da Silvam. 1918
Um dos párocos do Caniço entre 1538 e o final do século XVIII.
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Capitão-donatário de Machico, que participou com Zarco na divisão da Madeira em duas capitanias.
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Primeiro povoador e beneficiário de sesmarias no Caniço.
- Vasco Martins Monizm. 1510
Primeiro povoador que fundou um morgadio no Caniço.
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Pároco do Caniço e um dos seus primeiros curas.