Porto da Cruz (Freguesia do) 1Origem e criação da paróquia
Porto da Cruz (Freguesia do)
Freguesia da costa norte da Madeira, no concelho de Machico, criada em 1577; a entrada aborda o povoamento, a igreja paroquial e o curato, os morgadios, a família Leal, os sítios e a história administrativa.
1Origem e criação da paróquia
Saindo do sul desta ilha em direcção ao norte e dobrando a Ponta de S. Lourenço, depara-se-nos a primeira das freguesias que constituem aquela acidentada costa. É o Porto da Cruz. Provém-lhe o nome de terem os primeiros exploradores deste lugar arvorado uma cruz na pequena enseada que lhe serve de Porto.
As primeiras terras arroteadas na costa do norte foram as do Porto da Cruz e Faial. É de supor que alguns dos mais proximos descendentes do primeiro donatario Tristão Vaz tivessem terras de sesmaria nesta freguesia e aqui se entregassem a explorações agrícolas. Entre os antigos povoadores, contam-se Antonio de Abreu, Fernão Nunes, Simão Teixeira, Baltasar da Mata, Francisco Velosa, João Dias, Antonio Teixeira de Mendonça, Antonio Leal, quasi todos de nobre ascendencia.
O alvará régio de 26 de Setembro de 1577 cometeu ao prelado diocesano D. Jeronimo Barreto a faculdade de erigir esta nova paróquia, e pelo mesmo diploma se estabelece ao paroco a côngrua de 20$000 réis anuais, tendo o alvará de 15 de Novembro de 1591 fixado esse vencimento de 19$000 réis em dinheiro e uma e meia pipa de vinho e um e meio moio de trigo.
É provavel que anteriormente á criação da paróquia, como aconteceu em quasi tôdas as freguesias desta ilha, houvesse alguma capela com capelão privativo, que ali exercesse as funções eclesiasticas. É possivel que isso se tivesse dado na propria capela de Nossa Senhora da Piedade, onde foi estabelecida a sede da freguesia, talvez na dependencia canonica do paroco do Faial. Desta capela já demos breve noticia a paginas 465 do volume II.
Parece que a primitiva padroeira da paróquia seria Nossa Senhora da Piedade, invocação do pequeno templo que primeiro serviu de igreja paroquial, tendo-se-lhe depois dado como orago o misterio da Vera Cruz, segundo consta do respectivo arquivo. Na escritura de doação do terreno para a nova igreja, chama-se a esta de Nossa Senhora da Gloria, e, finalmente, depois da erecção do novo templo, foi este consagrado a Nossa Senhora de Guadalupe, orago que perdurou e ainda hoje conserva.
2Igreja, vigários e curato
Poucos anos permaneceu a sede da paroquia na capela da Piedade. D. Guiomar Lomelino, residente nesta freguesia, doou em 1580 ao paroco Nicolau de Abreu o terreno indispensavel para a edificação da nova igreja, presbiterio e passal adjunto. Não sabemos quando terminou a construção do templo e quando nele se começaram a exercer os actos do culto. Sofreu varias modificações no decorrer dos tempos, e por 1637 e 1688 se realizaram nele importantes reparações. O alvará regio de 30 de Outubro de 1748 autorizou o pagamento da importancia de réis 2 450$000 para as obras dum novo templo, que ficou de acanhadas proporções para a população da freguesia. A capela do Santissimo Sacramento foi construída em 1763 por mandado de Manuel Caldeira da Silva, como administrador do vinculo instituído por Marcelino de Moura e em cumprimento do voto que este fizera, sendo esta capela pertença do mesmo vínculo. Por 1820, projectou-se a construção duma nova igreja paroquial, orçada em vinte e seis contos de réis, tentativa essa que não passou dum simples projecto.
Um Breve Pontificio de 21 de Abril de 1795 concede indulgencia plenaria aos que visitarem esta igreja, e outro Breve de 15 de Agosto de 1781 a graça de privilégio especial ao altar do Senhor Jesus em tôdas as segundas-feiras.
O primeiro vigario foi o padre Nicolau de Oliveira, que, por mais de quarenta anos, esteve na direcção desta paroquia, seguindo-se-lhe os padres Rui Gomes de Ornelas, Manuel Fernandes Braga, Francisco Fernandes, Pedro Ferreira, Inacio Alvaro de Carvalho, Cristovão Moniz de Meneses, etc.
Em uns interessantes artigos que acêrca desta paroquia foram publicados no Correio da Madeira, encontramos as seguintes linhas com respeito á criação do curato: «Crescendo sempre o movimento paroquial depois de 1700, a requerimento do padre Caetano Alberto de Araújo, e por alvará de D. Maria I, com data de 31 de Julho de 1797, foi criado o curato desta freguesia, com a obrigação de residencia nas imediações da Capela de S. João Nepomuceno, no Lombo dos Leais, percebendo o cura a côngrua anual de moio e meio de trigo e pipa e meia de vinho. Este curato foi causa de dissenções entre o vigario e os donos da capela, estando esta interdicta por algum tempo, por essa razão».
No vol. I.° do Archivo da Marinha e Ultramar, vêm citados alguns documentos pelos quais se vê que em 1818 varios paroquianos desta freguesia e em especial os moradores do sitio de Folhadal, pediram ao governo da Metropole a criação dum curato com sede na capela de São João Nepomuceno ou, talvez melhor, a mudança dessa sede para a referida capela, que seria então na igreja paroquial. O bispo D. Joaquim de Meneses e Ataíde informou desfavoravelmente a petição dos requerentes.
3Vínculos, famílias e sítios
Tiveram sede nesta localidade diversas instituições vinculares, dalgumas das quais damos uma breve resenha: a casa vinculada dos Baptistas, instituída nos fins do século XV pelo genovês Micer Baptista e de que foi ultimo representante João Bettencourt Baptista falecido há poucos anos (1921); o morgadio da Referta, que foi estabelecido por Manuel Telo Moniz de Meneses, falecido em 1713, de que foi ultimo administrador Manuel Raimundo Telo Moniz Torresão e de que hoje é representante sua neta D. Cristina de Campos Soares (1921); o vinculo instituído pelo padre Cristovão Moniz de Meneses, de que foi ultimo representante o morgado Antonio Caetano de Aragão; e os morgadios instituídos pelo capitão Braz Moniz Telo de Meneses e pelo capitão Inacio de Carvalho Favila.
Existiu nesta freguesia a antiga e distinta familia Leal, que constituíu uma das mais opulentas casas do norte da ilha e que tem hoje como representante o dr. Alfredo de Freitas Leal (1921). Foi membro desta familia o comendador Valentim de Freitas Leal, que entre outros cargos exerceu o de governador civil deste distrito e que recusou o titulo de visconde do Porto da Cruz, titulo de que há alguns anos usa um seu bisneto. Nasceu em 1790 e faleceu no ano de 1879.
Filho do comendador Valentim, foi o conselheiro João Baptista de Freitas Leal, de quem já neste volume nos ocupamos. O primeiro desta distinta ascendencia que consta ter feito assentamento nesta freguesia foi Antonio Leal, falecido em 1582. O seu quinto neto João José Nepomuceno de Freitas Leal fundou a capela do Lombo dos Leais.
Um filho ilustre do Porto da Cruz foi o padre dr. Caetano Alberto Soares, a quem consagraremos artigo especial na altura competente desta obra.
Os principais sitios são: Casas Proximas, Serrado, Fajã e Palmeira, Ribeira Tem-te-não-caias, Lombo dos Leais, Cruz da Guarda, Maiata, Larano, Achada, Achadinha, Referta, Massapês e Terra do Baptista. Da Portela e do Lombo dos Leais, descortinam-se vastos e surpreendentes panoramas entre esta e a freguesia do Faial, e sobranceira ao mar, numa altura de perto de 600 metros, eleva-se a conhecida rocha da Penha de Aguia de cujas eminencias se estendem também largos e belos horizontes.
É esta paroquia sede dum partido medico, tem duas escolas, uma para cada sexo, uma estação telegrafica, criada pelo decreto de 17 de Agosto de 1888, e conta 4.284 habitantes pelo ultimo censo publicado (1921).
O Porto da Cruz pertenceu á capitania de Machico desde a sua criação, passando em 1835 a fazer parte do concelho de Santana. Foi desmembrado deste concelho em virtude do decreto de 19 de Outubro de 1852 e anexado ao concelho de Machico, ao qual ainda pertence.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 14-
Uma carta régia autorizou o bispo D. Jerónimo Barreto a erigir a freguesia do Porto da Cruz.
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Guiomar Lomelino doou terrenos para a nova igreja paroquial do Porto da Cruz.
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Uma carta régia aumentou ou fixou as côngruas dos sacerdotes da Tábua e do Porto da Cruz em dinheiro, vinho e trigo.
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Foram feitas grandes reparações na igreja paroquial do Porto da Cruz.
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Uma carta régia autorizou a despesa de 2 450 000 réis para a construção de uma nova igreja no Porto da Cruz.
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Foi construída a capela do Santíssimo Sacramento na freguesia do Porto da Cruz.
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Um breve pontifício concedeu um privilégio especial ao altar do Senhor Jesus, no Porto da Cruz.
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Um breve pontifício concedeu uma indulgência plenária aos visitantes da igreja do Porto da Cruz.
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A rainha D. Maria I criou a curato do Porto da Cruz na capela de São João Nepomuceno.
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Os paroquianos do Folhadal pediram a transferência da sede da freguesia do Porto da Cruz para a capela de São João Nepomuceno.
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Foi projetada uma nova igreja paroquial para o Porto da Cruz, orçada em 26 contos, mas nunca chegou a ser construída.
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Uma nova organização administrativa atribuiu à Madeira dez concelhos, criando, entre outros, Câmara de Lobos, Santana (incluindo Porto da Cruz, apesar dos protestos de Machico), Porto Moniz, São Vicente e Calheta, e reorganizando o da Ponta do Sol; os limites do concelho do Funchal foram fixados no final do ano e o chefe do distrito passou a ser o governador civil.
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Um decreto transferiu a freguesia do Porto da Cruz de Santana para o concelho de Machico e passou alguns sítios de Machico para Santa Cruz.
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Foi criada por decreto uma estação telegráfica no Porto da Cruz.
Lugar
Lugares mencionados · 24- Porto da Cruz · Assunto
Machico. Freguesia a que se dedica o verbete.
Freguesia da Costa Norte criada em 1577 e conhecida pelos seus vinhos de boa qualidade. Passou do concelho de Santana para o de Machico em 1852 e foi sede de uma capitania-mor. Era também um porto de pesca onde eram desembarcados alguns cachalotes.
- Achada
Machico. Um dos principais sítios da freguesia.
A Achada é um sítio da freguesia do Porto da Cruz, referido como um dos principais sítios da freguesia.
- Achadinha
Machico. Um dos principais sítios da freguesia.
Uma das principais localidades da freguesia.
- Capela de Nossa Senhora da Piedade
Machico. Capela que serviu inicialmente de igreja paroquial.
Nome atribuído a mais de uma capela: uma construída por Simão Acciaioly no convento de São Francisco, no Funchal, onde foi sepultado; uma pequena capela num outeiro junto à praia da Piedade, na Ponta de São Lourenço; e uma capela demolida que deu nome à Rua da Igrejinha.
- Capela de São João Nepomuceno
Machico. Capela no Lombo dos Leais, sede da curaria criada em 1797.
A Capela de São João Nepomuceno é uma capela particular no Lombo dos Leais (Folhadal), na freguesia do Porto da Cruz. Foi construída por João Nepomuceno de Freitas Leal e permaneceu na família Freitas Leal. As notas divergem quanto à data da fundação (1770 ou 1776) e à data da criação da curadoria que servia (1797 ou 1800).
- Capitania de Machico
Machico. Capitania a que o Porto da Cruz pertenceu originalmente.
A Capitania de Machico era uma das duas capitanias da Madeira; a Ponta do Tristão assinalava o seu limite com a do Funchal. Porto da Cruz pertenceu-lhe originalmente, e a rivalidade entre Machico e o Funchal marcou o relato de Simão Nunes Cardoso.
- Casas Próximas
Machico. Um dos principais sítios da freguesia.
Um dos principais sítios da freguesia.
- Cruz da Guarda
Machico. Um dos principais sítios da freguesia.
Cruz da Guarda é um dos principais sítios da freguesia de Porto da Cruz, na Madeira. Ali se encontram a capela de São Francisco de Borja e o local de uma antiga ermida de São Francisco Xavier.
- Faial
Santana. Freguesia vizinha, uma das primeiras a ser cultivadas na Costa Norte.
O Faial é uma freguesia da costa norte do concelho de Santana, criada em 1550, cujas nascentes de montanha alimentam a Levada da Serra. Abrange os Chícharos e a capela da Diferença, inclui a parte oriental do Pico Ruivo e é conhecida pelo fabrico de queijo e pelo basalto colunar.
- Fajã e Palmeira
Machico. Um dos principais sítios da freguesia.
Um dos principais sítios da freguesia.
- Folhadal
Machico. Sítio cujos moradores pediram a criação de uma curaria em 1818.
O Folhadal é um sítio povoado da freguesia do Porto da Cruz, no concelho de Machico, onde se ergue a capela de São João Nepomuceno. Em 1818, os seus moradores pediram a criação de uma curaria. O Lombo dos Leais está integrado no sítio.
- Larano
Machico. Um dos principais sítios da freguesia.
Larano é uma das principais localidades da freguesia do Porto da Cruz, na Madeira. Ali se situa o promontório chamado Ponta de Larano.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 37-
Representante da família Leal do Porto da Cruz em 1921.
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Moradora que, em 1580, doou terrenos para a nova igreja paroquial, a residência paroquial e a côngrua predial.
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Último representante do morgadio fundado pelo Padre Cristóvão Moniz de Meneses.
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Um dos primeiros povoadores do Porto da Cruz.
- António Lealm. 1582
Um dos primeiros povoadores e o primeiro membro conhecido da família Leal a fixar-se no Porto da Cruz; morreu em 1582.
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Um dos primeiros povoadores do Porto da Cruz.
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Um dos primeiros povoadores do Porto da Cruz.
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Capitão que fundou um morgadio no Porto da Cruz.
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Sacerdote a cujo pedido foi criado o curato da freguesia em 1797.
- Caetano Alberto Soares1790–1867
Natural ilustre do Porto da Cruz a quem é dedicada uma entrada própria.
+ 27 mais
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Neta e representante, em 1921, do morgadio da Referta.
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Vigário do Porto da Cruz que também fundou ali um morgadio.
- D. Jerónimo Barreto1543–1589
Bispo do Funchal a quem o alvará régio de 1577 concedeu poderes para criar a freguesia.
- D. Joaquim de Meneses e Ataíde1765–1828
Bispo do Funchal que se opôs à petição de 1818 para transferir a sede da freguesia.
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Rainha de Portugal cujo alvará de 1797 criou a curaria.
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Um dos primeiros povoadores do Porto da Cruz.
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Um dos primeiros vigários do Porto da Cruz.
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Um dos primeiros vigários do Porto da Cruz.
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Capitão que instituiu um morgadio no Porto da Cruz.
- João Baptista de Freitas Leal1837–1920
Filho de Valentim de Freitas Leal, tratado em verbete próprio.
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Último representante do morgadio dos Baptistas, falecido pouco antes de 1921.
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Um dos primeiros povoadores do Porto da Cruz.
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Descendente, na quinta geração, de António Leal, que fundou a capela no Lombo dos Leais.
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Administrador do morgadio dos Mouras que mandou construir a Capela do Santíssimo Sacramento em 1763.
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Um dos primeiros vigários do Porto da Cruz.
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Último administrador do morgadio da Referta.
- Manuel Telo Moniz de Menesesm. 1713
Instituidor do morgadio da Referta; morreu em 1713.
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Instituidor do morgadio cujo voto levou à construção da Capela do Santíssimo Sacramento.
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Genovês que instituiu o morgadio dos Baptistas no final do século XV.
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Um dos primeiros povoadores do Porto da Cruz.
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Pároco a quem foi doado, em 1580, o terreno para a igreja.
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Primeiro vigário do Porto da Cruz, cargo que exerceu durante mais de quarenta anos.
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Um dos primeiros vigários do Porto da Cruz.
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Um dos primeiros vigários do Porto da Cruz.
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Um dos primeiros povoadores do Porto da Cruz.
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Primeiro capitão-donatário de Machico, alguns de cujos descendentes provavelmente receberam sesmarias no Porto da Cruz.
- Valentim de Freitas Leal1790–1879
Membro da família Leal que foi governador civil do distrito do Funchal e recusou o título de Visconde do Porto da Cruz.