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Elucidário Madeirense Início
Lugar parish Caniço Santa Cruz
Caniço

Caniço

Caniço · Santa Cruz

freguesia do concelho de Santa Cruz, na Madeira

32°39′13″ N16°50′13″ W Google Maps

Artigo principal Caniço (Freguesia do) Verbete sobre a freguesia do Caniço, no concelho de Santa Cruz, na Madeira. Aborda a origem do nome, a localização na fronteira entre as capitanias do Funchal e de Machico, os primeiros povoadores e os morgadios, as igrejas e o clero, os produtos e as indústrias locais, as levadas e os principais sítios.

O Caniço é uma freguesia do concelho de Santa Cruz, situada na fronteira entre as capitanias do Funchal e de Machico. Entre os seus primeiros povoadores contavam-se Gaspar Rego, Vasco Fernandes Rego e Álvaro de Ornelas, cuja família aí instituiu morgados; o seu alcaide e juiz eram nomeados pelo Senado do Funchal. Na freguesia encontram-se a estátua do Garajau, a residência dos Jesuítas no Socorro e a Quinta do Barão da Conceição.

Mapa: Madeira (1)

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2Cronologia

  1. Segundo consta, foram criadas as freguesias da Ribeira Brava e do Caniço.

  2. Álvaro de Ornelas instituiu o morgadio da Quinta, no Caniço.

  3. Álvaro de Ornelas instituiu um morgadio no Caniço.

  4. Afonso de Viana fixou-se no Caniço, dando origem à família Viana na Madeira.

  5. Aires de Ornelas de Vasconcelos fundou o morgadio e a capela de Nossa Senhora da Consolação na Quinta, no Caniço.

  6. Francisco Morais de Aguiar fundou a Capela de Nossa Senhora da Salvação nos Moinhos, Caniço.

  7. A freguesia da Camacha foi criada e separada da do Caniço, com sede na Capela de São Lourenço, tendo sido definitivamente constituída em 1680.

  8. O morgado Agostinho António de Ornelas, desterrado pelo governador, morreu na sua quinta do Caniço.

  9. Foram construídas as igrejas paroquiais de Santo António, Caniço e Estreito da Calheta, com inscrições datadas de 1783, 1789 e 1791.

  10. Uma expedição miguelista comandada pelo coronel José António de Azevedo Lemos desembarcou em Machico e ocupou a Madeira, proclamando o absolutismo; o governador Valdez e os dirigentes liberais refugiaram-se a bordo da fragata britânica Alligator.

  11. Uma nova organização administrativa atribuiu à Madeira dez concelhos, criando, entre outros, Câmara de Lobos, Santana (incluindo Porto da Cruz, apesar dos protestos de Machico), Porto Moniz, São Vicente e Calheta, e reorganizando o da Ponta do Sol; os limites do concelho do Funchal foram fixados no final do ano e o chefe do distrito passou a ser o governador civil.

  12. Patrício Malheiro de Melo morreu no Caniço.

  13. Os tumultos da «Parreca» contra as juntas de paróquia espalharam o terror pela Madeira em 1887–1888, e foram enviadas tropas para restabelecer a ordem. No Arco da Calheta, recorreu-se à força armada; em 22 de novembro de 1887, os amotinados ocuparam a igreja do Caniço, onde as tropas dispararam e mataram quatro pessoas. Morreu também um soldado.

  14. Luís Figueiroa de Albuquerque morreu no Caniço.

  15. A Junta Geral construiu o cais e o desembarcadouro da Ponta da Oliveira, no Caniço.

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