Lápides 1Sepulturas dos capitães
Lápides
Levantamento de lápides, pedras tumulares e inscrições lapidares datadas de destaque na Madeira, desde os túmulos dos primeiros capitães-donatários até às fachadas de igrejas, capelas e hospitais, apresentado como material para um futuro estudo da epigrafia madeirense.
1Sepulturas dos capitães
Para o estudo que um dia venha porventura a fazer-se acerca da epigrafia madeirense, vamos deixar mencionadas neste lugar várias inscrições lapidares, algumas delas já arquivadas na primeira edição desta obra e outras com que fomos deparando nas nossas investigações através da história do nosso arquipélago, concorrendo desta maneira com alguns elementos dispersos e ainda pouco conhecidos, que poderão ser proveitosos para a elaboração desse interessante estudo. Pertencem todas a épocas relativamente recentes e não oferecem particular interesse quanto à sua antiguidade, pois que a história da Madeira principiou há cerca de quinhentos anos e os sucessos apontados só podem remontar até os meados do século quinze. E, com respeito aos factos de que não se conhecem com inteira precisão as respectivas datas, procuramos sempre indicar o ano aproximado em que esses factos tenham ocorrido. João Gonçalves Zargo foi sepultado na capela-mor da igreja da Conceição de Cima (hoje Santa Clara) por ele fundada, afirmando-se em alguns lugares, embora não haja prova do facto, que se fez a trasladação das suas cinzas para o túmulo do seu genro Martim Mendes de Vasconcelos, o qual se encontra junto do coro da mesma igreja. Deste assunto nos ocupámos com alguma largueza no artigo Zargo da primeira edição deste Elucidário, sendo muito para estranhar que nessa igreja não se ache qualquer inscrição tumular referente ao primeiro capitão-donatario do Funchal. Deve ter falecido pelos anos de 1467.
No ano de 1919, descobriu-se junto do altar-mor da referida igreja uma pedra sepulcral, em que se encontra esta inscrição: Sepultura de João Gonçalves da Câmara, segundo capitão da Ilha. Por essa ocasião e no mesmo local, deparou-se com outra laje tumular, que conserva estes dizeres: Sepultura de Simão Gonçalves da Câmara, 3.° capitão desta Ilha. Aqui jaz Simão Gonçalves da Câmara, conde da Calheta e quinto capitão desta ilha.
Com relação ao túmulo de Martim Mendes de Vasconcelos, a que acima se faz alusão, lê-se a pág. 594 das «Saudades da Terra» o seguinte: «... na igreja do convento de Santa Clara, à entrada, do lado direito, o sarcofago desse Martim Mendes de Vasconcelos, com inscrição de letra gótica maiúscula, ilegível por gasta; mas no pavimento adjacente, se vê uma grande lápide de mármore e nela o seguinte epitáfio: «Sepultura do capitão Gaspar Mendes de Vasconcellos que mandou fazer para si e seus herdeiros por se tirar a primeira campa que aqui se pôs como descendente do primeiro Martim Mendes de Vasconcellos que aqui jaz e passou a esta ilha a casar com Elena Gliz da Câmara filha de João Gonçalves Zargo seu descobridor desta. Foi feita na era de 1710».
Outro genro de João Gonçalves Zargo foi Diogo Cabral, que faleceu no ano de 1486 e teve sepultura na Capela de Nossa Senhora da Estrela, por ele fundada na freguesia da Calheta em o sítio que ainda conserva aquele nome. Há duas dezenas de anos que a lápide que cobria os despojos mortais de Diogo Cabral foi removida para o cemitério paroquial, adaptando-a a uma sepultura qualquer, depois de se haver aspado o brasão de armas e o epitáfio do genro de Zargo, o que tudo constitui um abuso inqualificável.
Não muito distanciado desse local, no sítio da Serra de Água da freguesia do Arco da Calheta, existiu a capela de Nossa Senhora da Conceição, fundada por Gonçalo Fernandes na primeira metade do século XVI, onde há aproximadamente dez anos foi encontrada uma lápide tumular bastante antiga com esta inscrição: Sepultura de Gil y Enes pedreiro mestre da Sé, que se encontra arrecadada no Museu Municipal desta cidade. Segundo nos informa Henrique Henriques de Noronha, nas suas tão interessantes e acreditadas Memorias, foi Gil Enes «o architecto de toda a obra» da Sé Catedral do Funchal.
2Sé, capelas e conventos
É ocasião de nos referirmos a uma sepultura existente na nossa Catedral, que está situada junto da porta lateral, lado norte, coberta com duas figuras de bronze, recortadas, e postas a par, lendo-se a respeito dela, no opúsculo Laminas Sepulcrais de Bronze da autoria do distinto arqueólogo Pedro Vitorino, o seguinte: «As figuras orçam por 0,90 de altura. Uma está mutilada. Assentam sobre lousa, possivelmente pedra azul da Bélgica. . A reduzidíssima série de lâminas sepulcrais do nosso pais, oferece-nos exemplares dos dois tipos conhecidos: uma pedra onde a figura se fixa recortada numa lâmina metálica (Funchal). . . e uma folha inteira de metal. formada de diversas peças.»
Como diz Pedro Vitorino, essas sepulturas são muito raras no nosso país e por isso este espécime da Sé Catedral, único existente na Madeira, deve merecer o mais cuidado apreço na sua conservação. Afirmou-se, mas sem fundamento, que ali foram sepultados o flamengo João Esmeraldo, falecido em 1536, e sua mulher. No limiar superior do pórtico da capela de Santa Catarina, está gravada a data de 1425, que quererá significar o ano do começo do povoamento madeirense e talvez da construção dessa ermida, embora se possa conjecturar que aquela pedra não pertença à construção primitiva mas a uma reedificação posterior à data indicada. Foi o primeiro templo levantado na Madeira e dele nos ocupámos em um desenvolvido artigo publicado no «Jornal» de 27 de Outubro de 1942.
No Cemitério das Angústias, encontra-se uma pedra de mármore que se achava no antigo convento de São Francisco e nela se lê este epitáfio: «Aqui Jás Lois Alvares da Costa q fundou esta casa na era de 1473 e seu filho Francisco Alvares da Costa primeiro ouvidor e vedor da fazenda nestas ilhas da Madeira». Quando, no ano de 1865, se demoliu a igreja do referido convento e se fez a remoção de muitas ossadas nela existentes para o cemitério das Angústias, aquela lápide serviu para cobrir esses despojos mortais e na mesma pedra se inscreveram estas palavras: «Jazigo dos ossos exumados do extinto convento e igreja de São Francisco (a que a inscrição primitiva se refere) trasladados a 2 de Maio de 1865».
Filipe Gentil de Limoges fundou em 1562 uma capela, dedicada a São Filipe na freguesia de Santa Maria Maior, em o sítio que hoje conserva o nome dessa ermida. Nela se encontra uma lápide tumular, que tem esta estranha inscrição: «Sepultura dos inocentes que tiranamente mataram na Achada desta cidade 1612». A ama dos expostos dessa época recebia as crianças recém-nascidas e as matava e enterrava no sítio da Achada, sendo as respectivas ossadas recolhidas alguns anos depois e depositadas no pavimento da referida capela e ai se colocou aquela pedra sepulcral, como fica referido.
Há mais de trinta anos, ao fazerem-se umas escavações no quartel de infantaria n.° 25, antigo Colégio dos Jesuítas, encontrou-se uma grande pedra de «cantaria» com dois e meio metros de comprimento, em que se lia a seguinte inscrição latina: «Altissimus creavit medicinam de terra et vir prudens non abhorrebit illam», de que o tradutor Pereira de Figueiredo dá esta versão: «O Altíssimo é o que produziu da terra todos os medicamentos e o homem prudente não lhes terá oposição». É o versículo 4.° do capítulo XXXVIII do livro Eclesiástico, do Antigo Testamento, em que se faz o elogio da medicina e daqueles que exercem essa nobre e benemérita profissão. Na igreja do mesmo Colégio de São João Evangelista, encontram-se várias capelas que serviam de mausoléus aos seus instituidores e descendentes, com suas pedras tumulares e respectivas inscrições, dando os nomes dos padroeiros e as datas da sua morte.
A antiga capela dos Varadouros, assim chamada em virtude do local em que se encontrava, foi demolida por 1682 e reedificada no ano de 1689, quando ali se construiu o conhecido Portão dos Varadouros, que ficou sendo a entrada principal da cidade e por onde os bispos e os governadores faziam o seu solene e aparatoso ingresso no Funchal. A capela fora reconstruída sobre o arco desse portão, que no cimo conservava uma lápide com uma curiosa inscrição latina, transcrita a páginas 628 das anotações das «Saudades da Terra».
3Igrejas paroquiais e outras inscrições
Pelo terceiro quartel do século XV, ter-se-ia construído uma pequena ermida na Lombada da Ponta do Sol, que depois se chamou dos Esmeraldos, sendo no mesmo local edificada pelo flamengo João Esmeraldo a capela do Santo Espírito e solenemente sagrada pelo bispo titular D. João no ano de 1508. Procedeu-se à sua reedificação no primeiro quartel do século XVIII, vendo-se em uma das suas paredes interiores uma placa de mármore com a inscrição. Esta Igreja foi consagrada por Dom João Lobo Bispo de Tanger aos 27 de Agosto de 1508, talvez a mesma que teria figurado na primitiva construção.
Nas frontarias das igrejas paroquiais de Santo António, Caniço e Estreito da Calheta, encontram-se três inscrições lapidares com as datas de 1783, 1789 e 1791, respectivamente aos anos da construção desses templos, todas redigidas na língua latina e com a indicação dos nomes dos seus oragos ou padroeiros. No frontispício da paroquial da Tábua, lêem-se estas palavras: «Rei D. Pedro 1696».
Na capela de Nossa Senhora do Pópulo, da freguesia de Santo António, pertencente a residência que os jesuítas ali possuiam, encontrava-se uma pedra de mármore, em que estavam insculpidos estes interessantes dizeres: «Em memória dos gloriosos martires da Companhia de Jesus o P. Ignacio de Azevedo e seus 39 companheiros que navegando para o Brazil no ano de 1579 aos 15 de Julho à vista da ilha da Palma mereceram a do martírio pela fé de Cristo lançados ao mar pelos hereges e tendo estado nesta quinta de Pico do Cardo vinham a este lugar com a sua cruz e nele faziam as suas devoções. Se erigiu esta para maior glória de Deus Ano de 1745». Os factos a que esta lápide se refere vêm desenvolvidamente narrado a páginas 125 e seguintes do livro «Paróquia de Santo António da Ilha da Madeira» da autoria do padre Fernando Augusto da Silva.
A igreja de São Tiago Menor, actual paroquial da freguesia de Santa Maria Maior, conserva no seu frontispício uma lápide, que tem uma inscrição em língua latina e na qual se consigna a doação feita em 1803 pela Câmara Municipal do Funchal ao Estado, para que o mesmo templo passasse a servir de igreja paroquial, em virtude da grande aluvião do referido ano haver destruído a primitiva igreja, então situada entre o Largo dos Lavradores e o fontanário conhecido pelo nome de Poço de Nossa Senhora do Calhau.
No vestíbulo do majestoso edifício do «Hospício da Princesa Dona Maria Amélia», depara-se com uma pedra de mármore preto, em que se lê uma pormenorizada inscrição relativa à fundação e construção desse excelente hospital de tuberculosos, que começou a funcionar no ano de 1862.
Todas as fortalezas e pontos de defesa marítima levantados na Madeira e particularmente nesta cidade conservavam curiosas inscrições lapidares, de que as anotações do Dr. Alvaro de Azevedo ao livro de Gaspar Frutuoso dão completa notícia.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 20-
Constança Rodrigues de Almeida fundou no Funchal a Capela de Santa Catarina e a respetiva mercearia, consideradas a primeira igreja e a primeira instituição de beneficência da Madeira; a data de 1425 está gravada no portal da capela.
-
João Gonçalves Zarco morreu por volta de 1467 e o filho sucedeu-lhe na capitania do Funchal.
-
Luís Álvares da Costa fundou, com o filho, o convento franciscano de São Francisco, no Funchal.
-
Diogo Cabral, genro de Zarco e fundador da Capela de Nossa Senhora da Estrela, na Calheta, morreu e foi nela sepultado.
-
D. João Lobo, bispo de Tânger, consagrou a Capela do Espírito Santo na Lombada dos Esmeraldos, na Ponta do Sol, a primeira igreja consagrada na Madeira.
-
O flamengo João Esmeraldo morreu e foi sepultado na sua igreja, na Lombada.
-
Filipe Gentil de Limoges fundou a Capela de São Filipe no Funchal e instituiu o seu morgadio.
-
Uma lápide comemora o martírio de Inácio de Azevedo e de 39 jesuítas ao largo de La Palma, datando-o de 15 de julho de 1579 (o martírio ocorreu em 1570).
-
Uma lápide datada de 1612 recorda crianças expostas assassinadas na Achada.
-
A antiga Capela de Nossa Senhora dos Varadouros foi demolida para abrir a porta principal nas muralhas do Funchal.
-
As muralhas do Funchal foram concluídas durante o governo de D. Lourenço de Almada, e a Capela dos Varadouros foi reconstruída sobre o novo Portão dos Varadouros.
-
A igreja paroquial da Tábua terá sido concluída, como indica a data inscrita na fachada.
-
Gaspar Mendes de Vasconcelos mandou fazer uma nova lápide de mármore, com inscrição, para Martim Mendes de Vasconcelos na igreja de Santa Clara.
-
Foi erguida no Pico do Cardo uma lápide comemorativa dos mártires jesuítas chefiados por Inácio de Azevedo.
-
Foram construídas as igrejas paroquiais de Santo António, Caniço e Estreito da Calheta, com inscrições datadas de 1783, 1789 e 1791.
-
Depois de a aluvião destruir a igreja do Calhau, a sede da freguesia de Santa Maria Maior foi transferida para a Igreja de São Tiago Menor.
-
O Hospício da Princesa D. Maria Amélia, no Funchal, entrou em funcionamento e admitiu os seus primeiros doze doentes.
-
Ossadas e a lápide do fundador do demolido convento de São Francisco, no Funchal, foram trasladadas para o cemitério das Angústias.
-
O levantamento do pavimento da capela-mor da igreja de Santa Clara, no Funchal, revelou as lápides do segundo, terceiro e quinto capitães-donatários, mas não a de Zarco.
-
Foi publicado no Jornal um artigo sobre a Capela de Santa Catarina.
Lugar
Lugares mencionados · 28No estrangeiro
- Achada
Funchal. Local onde a ama dos expostos sepultou as crianças que assassinou.
A Achada é um sítio do concelho do Funchal. É referido como o lugar onde uma ama de expostos enterrou as crianças que assassinara.
- Arco da Calheta
Calheta. Freguesia onde se situa a Serra de Água.
O Arco da Calheta é uma freguesia do concelho da Calheta, criada em 1572 em torno da Capela de São Brás, cuja igreja conserva pinturas do século XVI. O Elucidário aborda os seus primeiros povoadores, como os Andrade, as propriedades açucareiras, as capelas, os morgadios, os tumultos de 1834 e 1887 e a irrigação pelas levadas do Rabaçal e do Pico da Urze.
- Brasil
Brazil. Destino dos jesuítas martirizados.
O Brasil é referido no Elucidário como um dos principais destinos dos emigrantes madeirenses, entre os quais vários clérigos e escritores. Foi também um mercado para o vinho e a aguardente da Madeira e produzia artigos de vime com vergas madeirenses. Ficou ligado à Madeira pelo cabo telegráfico de 1874 e é o país de origem do araçá.
- Calheta
Freguesia onde se situam a Capela de Nossa Senhora da Estrela e o cemitério em que a pedra foi reutilizada.
A Calheta é uma vila, freguesia e concelho na costa sudoeste da Madeira e um dos povoamentos mais antigos da ilha. O Elucidário aborda o seu nome, os primeiros povoadores, como Pedro Berenguer, a igreja e numerosas capelas, incluindo uma de um antigo convento franciscano, e o motim de 1834.
- Caniço
Santa Cruz. Freguesia cuja igreja paroquial tem uma inscrição de 1789.
O Caniço é uma freguesia do concelho de Santa Cruz, situada na fronteira entre as capitanias do Funchal e de Machico. Entre os seus primeiros povoadores contavam-se Gaspar Rego, Vasco Fernandes Rego e Álvaro de Ornelas, cuja família aí instituiu morgados; o seu alcaide e juiz eram nomeados pelo Senado do Funchal. Na freguesia encontram-se a estátua do Garajau, a residência dos Jesuítas no Socorro e a Quinta do Barão da Conceição.
- Capela de Nossa Senhora da Estrela
Calheta. Capela fundada por Diogo Cabral, onde este foi sepultado.
A Capela de Nossa Senhora da Estrela, na Calheta, Madeira, já desapareceu. Foi planeada pelo descobridor Zarco e construída pelo seu genro Diogo Cabral, que ali foi sepultado. Era a sede do morgadio de Cabral e tornou-se mais tarde a primeira sede da paróquia da Calheta.
- Capela de Nossa Senhora do Pópulo
Funchal. Capela dos Jesuítas com uma lápide de 1745 em memória dos mártires.
A Capela de Nossa Senhora do Pópulo é uma pequena capela hexagonal na freguesia de Santo António, Funchal, conhecida popularmente como Capela do Pico do Cardo ou da Quinta dos Padres. Os Jesuítas construíram-na junto da sua residência. Contém uma lápide de 1745 em memória dos mártires e foi vendida em hasta pública em 1770.
- Capela de Santa Catarina
Funchal. Primeira igreja da Madeira, com a data de 1425 inscrita no portal.
A Capela de Santa Catarina, no Funchal, foi fundada por volta de 1425 por Constança Rodrigues de Almeida, mulher de João Gonçalves Zarco, junto à primeira casa de madeira deste. É considerada a primeira igreja da Madeira, tem a data de 1425 no portal e possuía um albergue anexo para mulheres pobres. O Convento de São Francisco foi construído em frente.
- Capela de São Filipe
Funchal. Capela com a lápide dedicada aos expostos assassinados.
A Capela de São Filipe, em Santa Maria Maior, Funchal, foi fundada em 1562 por Filipe Gentil de Limoges. Conserva uma pedra associada ao sepultamento, em 1666, de crianças expostas assassinadas.
- Cemitério das Angústias
Funchal. Cemitério onde se encontram o epitáfio de São Francisco e os ossos exumados.
Cemitério municipal do Funchal, que teve origem num pequeno espaço de enterramento da Misericórdia, de 1818, e foi construído em 1836–1838. Tem um pórtico de basalto lavrado, um necrotério e um monumento de 1917 às vítimas do bombardeamento alemão. Entre os ali sepultados contam-se o 2.º Conde de Carvalhal e o Deão Andrade.
- Colégio dos Jesuítas do Funchal
Funchal. Antigo colégio dos Jesuítas, mais tarde quartel de infantaria, onde foi encontrada uma inscrição médica em latim.
Antigo colégio dos Jesuítas, mais tarde quartel de infantaria, onde foi encontrada uma inscrição médica em latim.
- Convento de Santa Clara
Funchal. Igreja fundada por Zargo que contém os túmulos dos primeiros capitães.
Convento no Funchal fundado entre 1492 e 1497 pelo segundo capitão-donatário, João Gonçalves da Câmara, junto à igreja da Conceição de Cima. É local de sepultura da família Câmara e conserva um documento de 1447 em que o nome aparece grafado «Zargo». Em 1912, foi cedido para a instalação de um novo hospital e, mais tarde, escolhido para acolher o museu arqueológico.
+ 16 mais
- Convento de São Francisco
- Estreito da Calheta
- Hospício da Princesa D. Maria Amélia
- Igreja de São Tiago Menor
- La Palma
- Largo dos Lavradores
- Lombada da Ponta do Sol
- Museu Municipal do Funchal
- Pico do Cardo
- Poço de Nossa Senhora do Calhau
- Portão dos Varadouros
- Santa Maria Maior
- Santo António
- Sé do Funchal
- Serra de Água
- Tabua
Pessoas
Pessoas mencionadas · 22- Álvaro Rodrigues de Azevedo1825–1898
Anotador de Saudades da Terra, cujas notas registam as inscrições da fortaleza.
-
Tradutor da Bíblia cuja versão de Eclesiástico 38:4 é citada.
-
Bispo titular de Tânger que consagrou a Capela do Santo Espírito em 1508.
- D. Pedro IIm. 1706
Rei mencionado, com a data de 1696, na fachada da igreja paroquial da Tábua.
- Diogo Cabralm. 1486
Genro de Zarco sepultado na sua Capela de Nossa Senhora da Estrela, na Calheta, cuja lápide foi posteriormente danificada.
-
Autor do livro sobre a freguesia de Santo António que narra a história dos mártires jesuítas.
-
Fundador, em 1562, da Capela de São Filipe em Santa Maria Maior.
-
Primeiro ouvidor e vedor da fazenda da Madeira, mencionado no epitáfio do pai.
- Gaspar Frutuoso1522–1591
Autor de Saudades da Terra, aqui citado repetidamente.
-
Descendente de Martim Mendes de Vasconcelos que mandou fazer uma lápide tumular de mármore para a família em Santa Clara, em 1710.
+ 12 mais
-
Mestre pedreiro e arquiteto da Sé Catedral do Funchal, cuja lápide está guardada no Museu Municipal.
- Gonçalo Fernandesm. 1539
Fundador da Capela de Nossa Senhora da Conceição na Serra de Água, Arco da Calheta, no início do século XVI.
-
Filha de Zarco e mulher de Martim Mendes de Vasconcelos.
- Henrique Henriques de Noronha1667–1730
Autor das Memorias citadas a propósito do papel de Gil Enes na Sé Catedral.
- Inácio de Azevedom. 1570
Jesuítas martirizado no mar com 39 companheiros, recordado numa lápide de 1745 no Pico do Cardo.
-
Colono flamengo de quem se afirmou erradamente que estava sepultado sob as figuras de bronze e construtor da Capela do Santo Espírito na Lombada da Ponta do Sol.
- João Gonçalves da Câmara1414–1501
Segundo capitão do Funchal, cuja lápide foi encontrada em Santa Clara em 1919.
- João Gonçalves Zarcom. 1467
Descobridor e primeiro capitão-donatário do Funchal, sepultado em Santa Clara sem qualquer inscrição conhecida.
-
Fundador, em 1473, do Convento de São Francisco, mencionado no epitáfio hoje existente no Cemitério das Angústias.
-
Genro de Zargo, cujo sarcófago se encontra junto ao coro da Igreja de Santa Clara.
-
Arqueólogo cujo opúsculo sobre placas sepulcrais de bronze descreve o exemplar da Sé Catedral do Funchal.
- Simão Gonçalves da Camara1579–1580
Terceiro capitão do Funchal, cuja lápide foi encontrada em Santa Clara em 1919.