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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 2010 Militar ou marinheiro Vol. II · p. 422 1 min de leitura

Lapierre. (Tenente)

O tenente Lapierre, oficial do 6.º Batalhão de Caçadores, foi assassinado por soldados amotinados no Quartel do Colégio, no Funchal, em 31 de julho de 1852. Morreu ao defender o seu comandante, o verdadeiro alvo dos amotinados.

Lapierre. (Tenente)

Oficial de caçadores 6 que foi assassinado no quartel do Colégio pelos soldados deste batalhão, no dia 31 de Julho de 1852. Segundo se afirma, era o comandante que os amotinados pretendiam matar, mas como o tenente lhes fizesse frente, deu isto tempo a que um furriel fechasse a porta por onde a soldadesca tinha de passar para alcançar o quarto do comandante, e a que este, prevenido do que se passava, se pusesse em fuga.

Chamava-se Miguel Fernandes o referido furriel e foi por largos anos fiscal da praça de S. Pedro, tendo sido condecorado pelo governo por haver livrado o seu comandante da sanha da soldadesca indisciplinada.

Os jornais da época não ousaram comentar os excessos do batalhão de caçadores 6, mas anos depois dizia um periódico madeirense que esses excessos tinham sido promovidos por indivíduos da classe civil, com o fim de expulsar da ilha o comandante, que pertencia ao partido regenerador.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 01
  1. Na noite de 30 para 31 de julho de 1852, soldados do Batalhão de Caçadores n.º 6 amotinaram-se no quartel do Colégio, no Funchal, e assassinaram o tenente Lapierre; o batalhão foi enviado para Lisboa.

Lugar

Lugares mencionados · 02
Mapa: Madeira (2)
  1. Praça de São Pedro

    Funchal. Praça onde Miguel Fernandes exerceu mais tarde, durante muitos anos, as funções de fiscal.

  2. Quartel do Colégio

    Funchal. Quartel instalado no antigo colégio dos Jesuítas onde o tenente Lapierre foi assassinado.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 02
  1. Lapierrem. 1852

    Tenente do 6.º Batalhão de Caçadores, morto por soldados amotinados no Quartel do Colégio em 31 de julho de 1852, quando defendia o seu comandante.

  2. Furriel que, em 1852, fechou a porta aos amotinados e salvou assim o seu comandante; foi depois condecorado pelo governo e exerceu durante muitos anos as funções de fiscal da Praça de São Pedro.

Na folha L

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