Estreito da Calheta (Freguesia do) 1Nome e povoamento
Estreito da Calheta (Freguesia do)
Verbete sobre a freguesia do Estreito da Calheta, no oeste da Madeira, que aborda a origem do seu nome, o povoamento inicial por famílias proprietárias, a história da igreja paroquial de Nossa Senhora da Graça, as capelas, os sítios, as levadas e as escolas.
No estrangeiro
1Nome e povoamento
Encontrámos algures não ter uma plausível explicação o emprego do vocábulo Estreito, aplicado ás freguesias do Estreito da Calheta e Estreito de Câmara de Lobos. Também compartilhamos desta opinião. Embora dêmos a essa palavra o significado de desfiladeiro, vale ou profundidade, que alguns dicionaristas lhe querem atribuir, não nos parece que, no seu conjunto, as condições orograficas daquelas freguesias justifiquem semelhante denominação. É possível que um pequeno sítio ou lugar, com maior ou menor propriedade na aplicação do termo, tivesse tido primitivamente o nome de Estreito, que depois se estendesse aos terrenos circunvizinhos e até se alargasse para designar mais tarde uma freguesia inteira, como aconteceu com outras paróquias da Madeira. E, de mais, nos tempos primitivos da colonização, devera ter sido grande a arbitrariedade na designação dos diversos sítios, que em muitos casos obedeceria apenas ao capricho e á predilecção dos antigos colonizadores, sem atenção á orografia e hidrografia dos logares e nem ainda a quaisquer outras circunstancias ponderosas que poderiam porventura dar-se. Um acontecimento de nenhuma importância e até ás vezes um pequeno episódio, era razão justificativa da denominação dada a um determinado sítio ou lugar, como por certo, sucedeu com as freguesias da Fajã da Ovelha, Campanário, Curral das Freiras, etc.
Como já fizemos notar, foi a Calheta um dos mais antigos logares fora do Funchal, sujeitos á primitiva colonização e exploração agrícola. Devemos supor que o povoamento e o arroteamento dos terrenos que depois constituíram a freguesia do Estreito se não fizesse demorar largo tempo. Houve ali uma ou mais fazendas povoadas, que formaram o primitivo núcleo da povoação que se estabeleceu neste lugar.
O anotador das Saudades, seguindo os antigos nobiliarios madeirenses, diz que esta freguesia teve origem na fazenda povoada a que ali deu princípio André Gonçalves de França, conhecido pelo nome de Polonês, por ser natural do reino da Polónia, donde veio para esta ilha, por meados do século XV, tendo obtido muitas terras de sesmaria na então freguesia da Calheta, terras que depois pertenceram á futura paróquia do Estreito. Foi seu filho João de França que deu maior extensão á já vasta propriedade e a “engrandeceu com boas casarias e capela”, no dizer do Dr. Alvaro de Azevedo. Fez construir a capela de Nossa Senhora da Graça, em que depois se criou e instalou a nova paróquia, sendo também a sede do morgadio que fundou em 1503 e que é uma das mais antigas instituições vinculares da Madeira. João de França morreu por 1511, tendo sido sepultado na capela de que foi o instituidor.
2Fazendas e morgadios
Gaspar Frutuoso, fazendo uma rápida descrição das freguesias desta ilha, com relação ao tempo em que escreveu as Saudades e ainda anteriormente a essa época, diz, com relação ao Estreito da Calheta: “E logo perto huma legoa da Calheta, está a fazenda de João Rodrigues Castelhano, que se chamou assi por fallar castelhano, sendo elle genovez de nação; que he fazenda grossa de canas com seu capellão. Este João Rodrigues causou no Funchal duas filhas muito ricas, e são dellas agora as melhores fazendas da ilha: teve muitos escravos, cinco dos quaes lhe mataram hum feitor; elle os entregou á Justiça, e foram enforcados na Vila da Calheta. Da fazenda deste João Rodrigues Castelhano obra de meya legoa, está outro engenho de Diogo de França, que teve doze filhos nobres e ricos, boa fazenda de canas e vinhas, agoas e fructas”. Talvez anterior a este João Rodrigues Castelhano é Francisco Homem de Gouveia, fidalgo que se estabeleceu na Calheta nos princípios do século XVI, e que com sua mulher D. Isabel Afonso, fundou a capela e morgado dos Reis Magos nesta freguesia do Estreito, acerca dos quais publicou um dos redactores deste Elucidário, no Brado d'Oeste de 2 de Setembro de 1916, um desenvolvido artigo, donde extraímos os seguintes períodos:
Francisco Homem de Gouveia adquiriu na freguesia do Estreito da Calheta a lombada que teve o seu nome e que depois da construção da capela passou a chamar-se Lombo dos Reis, denominação esta que ainda hoje conserva. Foi por escritura de 4 de Agosto de 1529 que, com sua mulher, instituiu nas têrças dos seus bens o morgadio dos Reis, com sucessão perpetua no seu primogénito. Não sabemos se a capela é a edificação coeva da instituição vincular, mas julgamos não ser de construção muito posterior a essa época. Tinha este morgadio a obrigação da missa quotidiana na mesma ermida, onde jazem sepultados os seus instituidores, havendo a mulher de Francisco Homem morrido a 5 de Março de 1554” Este vinculo foi encorporado na casa dos donatarios do Porto Santo, por ter uma neta e herdeira do instituïdor, D. Maria da Câmara, casada com Diogo Perestrelo de Bisforte, 5. capitão-donatario e governador daquela ilha.
Por meados do século XVIII tinham casas de residencia nesta freguesia, e cremos que também terras vinculadas, António João de França Andrade e João António Cardoso Belzago, aos quais foram concedidos em 1750 e 1753 breves pontificios para erigir oratórios nas moradas que ali possuíam e poder nelas celebrar-se o sacrifício da missa.
3Paróquia, igreja e estado actual
A criação da freguesia é anterior a 1562, porque o alvará régio de 12 de Janeiro deste ano eleva a côngrua do respectivo pároco a 17$300 réis anuais, que antes era apenas de 13$300 réis. Os sucessivos alvarás de 30 de Março e 22 de Junho de 1572, 20 de Abril de 1589, 17 de Novembro de 1591, 30 de Maio de 1624 e 5 de Março de 1641 acrescentaram a côngrua do vigário, á medida que ia aumentando a população e que o trabalho paroquial se tornava mais penoso.
O alvará régio de Filipe II, de 20 de Outubro de 1602, criou um curato nesta freguesia. A capela de Nossa Senhora da Graça, depois convertida em igreja paroquial, foi edificada nos fins do século XV ou princípios do século XVI, tendo sido acrescentada ou melhor reconstruída em ano que não podemos precisar. O mandado do Conselho de Fazenda de 20 de Julho de 1690 determinou que se procedesse á construção dum novo templo, sendo as respectivas obras arrematadas por Salvador Lopes pela importância de 1:395$000 réis, e o alvará da infanta D. Catarina, regente do reino, de 27 de Junho de 1705, aprovou a mudança que o bispo diocesano D. José de Sousa de Castelo Branco fez da nova igreja para outro sítio. Mas procedeu-se realmente nesta época á construção da nova igreja? É certo que o templo actual foi edificado no ano de 1791 e benzido em 1793. Será provável a edificação de dois templos dentro dum período de tempo inferior a um século? Não nos parece. Sôbre o pórtico da actual igreja encontra-se uma lápide, que tem a seguinte inscrição: Mariae Patris Filiae Filii Matri Spiritus Sancti Sponsae hoc templum consecravit Aug. Reg. Maria Prima suae piae liberalitatis regio erario administro. Anno MDCCLXXXXI.
Esta freguesia tem como orago a Nossa Senhora da Graça. A respectiva imagem, que se venera no altar-mor da igreja paroquial, é uma primorosa escultura, a cujo culto e veneração consagra Fr. Agostinho de Santa Maria um capítulo no tomo X do seu Santuário Mariano.
Tem esta paróquia as capelas dos Reis Magos, de Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade e Nossa Senhora do Livramento, das quais nos ocuparemos em outro lugar.
A actual freguesia dos Prazeres fez parte da paróquia do Estreito e desta se desmembrou em 1733, criando-se ali um curato autónomo, por alvará régio de 12 de Novembro do mesmo ano.
Os irmãos Ricardo José de França e José Sebastião de França, filhos do capitão-mor José Antonio de França, começaram no princípio do século passado a exploração das águas das Fontes dos Balcões, Água Negra e Assobiadores, destinadas a alimentar a levada que pretendiam construir para irrigar os terrenos desta e outras freguesias. Em Fevereiro de 1811 organizaram uma sociedade com outros indivíduos para a exploração e captação destas águas e requereram ao governo da metrópole a concessão delas, obtendo parecer favorável do corregedor da comarca, o Dr. Antonio Rodrigues Veloso de Oliveira.
Os principais sítios desta freguesia são Lombo dos Castanheiros, Lombo do Lameiro, Lombo dos Reis, Lombo dos Serrões, Lombo da Igreja, Lombo dos Moinhos, Lombo do Girão, Lombo da Fazendinha e Lombo da Ribeira Funda. A ribeira de São Bartolomeu a leste, divide esta freguesia da da Calheta, e a Ribeira Funda, a oeste, divide-a da paróquia dos Prazeres.
Além da levada do Rabaçal, é o Estreito da Calheta irrigado pela levada dos Moinhos, levada Nova, levada do Ribeiro do Farrobo e levada dos Ferreiros. Tem uma escola oficial do sexo masculino criada por 1879, e uma do sexo feminino, criada no ano de 1911.
É de 2300 o numero dos seus habitantes.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 15-
João de França instituiu no Estreito da Calheta um dos mais antigos morgadios da Madeira.
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João de França morreu e foi sepultado na igreja que fundara no Estreito da Calheta.
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Francisco Homem de Gouveia e a sua mulher, Isabel Afonso, instituíram o morgadio dos Reis Magos no Estreito da Calheta, com sede na Capela dos Reis Magos, no Lombo dos Reis.
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Isabel Afonso morreu.
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Uma carta régia aumentou a côngrua do pároco do Estreito da Calheta, comprovando que a freguesia já existia.
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Filipe I criou uma cura na freguesia do Estreito da Calheta.
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O Conselho da Fazenda ordenou a construção de uma nova igreja no Estreito da Calheta.
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A regente D. Catarina aprovou a mudança da nova igreja do Estreito da Calheta para outro local.
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Um alvará criou a cura dos Prazeres, separando-a do Estreito da Calheta e subordinando-a ao Paul do Mar.
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Foram concedidos breves pontifícios para oratórios particulares na freguesia do Estreito da Calheta.
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A atual igreja paroquial do Estreito da Calheta foi construída em 1791 e benzida em 1793.
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Os irmãos França constituíram uma sociedade no Estreito da Calheta para captar nascentes para uma levada.
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Foi criada uma escola pública masculina no Estreito da Calheta.
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Foi criada uma escola pública feminina no Estreito da Calheta.
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O Brado d'Oeste publicou um extenso artigo sobre a capela dos Reis Magos, no Lombo dos Reis, Estreito da Calheta, e o respetivo morgadio.
Lugar
Lugares mencionados · 31- Estreito da Calheta · Assunto
Calheta. Localidade a que o verbete é dedicado.
O Estreito da Calheta é uma freguesia do concelho da Calheta, no oeste da Madeira, delimitada pela Ribeira de São Bartolomeu e pela Ribeira Funda. A sua igreja paroquial de Nossa Senhora da Graça foi fundada pela família França, e o verbete aborda os primeiros proprietários, as capelas, os sítios, as escolas e a irrigação pela Levada Nova do Rabaçal; os Prazeres foram separados da freguesia em 1733.
- Assobiadores
Porto Moniz. Nascente incluída no projeto de 1811.
Fonte de água prevista no projeto de 1811.
- Calheta
Povoação antiga de cuja freguesia se formou o Estreito; ali foram enforcados escravos.
A Calheta é uma vila, freguesia e concelho na costa sudoeste da Madeira e um dos povoamentos mais antigos da ilha. O Elucidário aborda o seu nome, os primeiros povoadores, como Pedro Berenguer, a igreja e numerosas capelas, incluindo uma de um antigo convento franciscano, e o motim de 1834.
- Campanário
Ribeira Brava. Citado como local cujo nome teve origem num episódio de pouca importância.
O Campanário é uma freguesia da Madeira que pertenceu ao concelho de Câmara de Lobos antes de integrar o da Ribeira Brava e é atravessada pela Ribeira do Campanário (ou Ribeira da Lapa). O Elucidário regista o seu porto, a sua banda, a sua capitania-mor, os dízimos pagos aos Jesuítas, uma antiga capela de São João fundada em 1728 e o vigário condenado pela Alçada de 1823. Foi também terra natal do bispo D. Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade e do jurista Francisco Justino Gonçalves de Andrade.
- Capela dos Reis Magos
Calheta. Capela fundada por Francisco Homem de Gouveia, onde foram sepultados os seus fundadores.
Esta Capela dos Reis Magos foi fundada cerca de 1529 no Lombo dos Reis por Francisco Homem de Gouveia como sede de um morgadio; os seus fundadores estão ali sepultados. Está classificada como imóvel de interesse público e alberga uma representação esculpida da Adoração dos Reis Magos do século XVI.
- Curral das Freiras
Câmara de Lobos. Citado como local cujo nome teve origem num episódio de pouca importância.
Pequena freguesia do interior, situada num vale profundo que se crê ser a cratera de um vulcão extinto e o principal foco eruptivo da Madeira. A propriedade foi comprada para as freiras de Santa Clara, que ali se refugiaram em 1566 e lhe deram o nome. Foi criada como freguesia em 1790. Antes, servira de pastagem e de refúgio a escravos fugidos e criminosos; em 1927, tornou-se julgado da comarca do Funchal.
- Estreito de Câmara de Lobos
Câmara de Lobos. Outra freguesia com o nome Estreito.
O Estreito de Câmara de Lobos é uma freguesia do concelho de Câmara de Lobos, na Madeira, criada no início do século XVI em torno da capela de Nossa Senhora da Graça. Foi o principal centro de fabrico de chapéus de palha de centeio e de queijo; nela cultivam-se as castas Sercial, Verdelho, Tinta e Bastardo. Em 1927, tornou-se julgado da comarca do Funchal.
- Fajã da Ovelha
Calheta. Citada como local cujo nome teve origem num episódio de pouca importância.
A Fajã da Ovelha é uma freguesia do concelho da Calheta, no oeste da Madeira. Formou-se a partir da Capela de São Lourenço, e a sua nova igreja foi construída no século XVIII. É irrigada pela antiga Levada do Rabaçal, inclui o Pico da Fonte do Bispo nas suas zonas altas e é conhecida por produzir alguns dos melhores pêssegos da Madeira.
- Fontes dos Balcões
Calheta. Nascente captada pelos irmãos França.
Nascente captada pelos irmãos França.
- Funchal
Povoação principal, mencionada para comparação.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Igreja de Nossa Senhora da Graça
Calheta. Capela construída por João de França, mais tarde igreja paroquial.
Capela construída por João de França que mais tarde se tornou igreja paroquial.
+ 19 mais
- Levada do Rabaçal
- Levada do Ribeiro do Farrobo
- Levada dos Ferreiros
- Levada dos Moinhos
- Levada Nova
- Lombo da Fazendinha
- Lombo da Igreja
- Lombo da Ribeira Funda
- Lombo do Girão
- Lombo do Lameiro
- Lombo dos Castanheiros
- Lombo dos Moinhos
- Lombo dos Reis
- Lombo dos Serrões
- Polónia
- Porto Santo
- Prazeres
- Ribeira de São Bartolomeu
- Ribeira Funda
Pessoas
Pessoas mencionadas · 22- Álvaro Rodrigues de Azevedo1825–1898
Anotador das Saudades da Terra, de Frutuoso, citado a propósito da propriedade de João de França.
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Colono nascido na Polónia, conhecido por «Polonês», que recebeu terras de sesmaria em meados do século XV, das quais teve origem a freguesia.
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Proprietário residente a quem foi concedido um breve pontifício para construir um oratório particular, em 1750 ou 1753.
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Regente do reino que, em 1705, aprovou a mudança da nova igreja para outro local.
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Bispo do Funchal que mudou o local da nova igreja paroquial.
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Rainha de Portugal a quem a inscrição de 1791 atribui o financiamento da atual igreja.
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Proprietário de um engenho de açúcar e de uma propriedade na freguesia, pai de doze filhos.
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Quinto capitão-donatário de Porto Santo, marido de Maria da Câmara.
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Corregedor da comarca que apoiou o pedido de concessão de águas de 1811.
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Rei cujo alvará de 1602 criou uma cura na freguesia.
+ 12 mais
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Autor do Santuário Mariano, que dedica um capítulo à imagem de Nossa Senhora da Graça da freguesia.
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Fidalgo que fundou a capela e o morgadio dos Reis Magos em 1529.
- Gaspar Frutuoso1522–1591
Autor das Saudades da Terra, citado pela descrição dos engenhos de açúcar da freguesia.
- Isabel Afonsom. 1554
Mulher de Francisco Homem de Gouveia e cofundadora do morgadio dos Reis Magos.
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Proprietário residente a quem foi concedido um breve pontifício para um oratório particular em meados do século XVIII.
- João de Françam. 1511
Filho de André Gonçalves de França; construiu a capela de Nossa Senhora da Graça e instituiu um morgadio em 1503.
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Proprietário genovês de um engenho de açúcar, cujos escravos foram enforcados na Calheta por terem matado um feitor.
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Capitão-mor, pai dos irmãos França responsáveis pelo projeto da levada.
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Irmão de Ricardo José de França no empreendimento de aproveitamento de águas de 1811.
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Neta e herdeira de Francisco Homem de Gouveia, por intermédio de quem o morgadio dos Reis Magos passou para os donatários de Porto Santo.
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Iniciou a exploração de nascentes para uma levada e constituiu uma sociedade de águas em 1811.
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Empreiteiro a quem foram adjudicadas as obras de uma nova igreja depois de 1690.