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Castelo Branco (D. José de Sousa) 1Origem e nomeação
Artigo Nº 0853 Clero e religiosos Vol. I · pp. 500–501 2 min de leitura

Castelo Branco (D. José de Sousa)

Biografia de D. José de Sousa Castelo Branco, natural de Leiria e 14.º bispo do Funchal (nomeado em 1697, residente na diocese de 1698 a 1717). Destacou-se pelo seu zelo pastoral e pela defesa dos privilégios da Igreja contra o governador e o Provedor da Fazenda.

Castelo Branco (D. José de Sousa)

1Origem e nomeação

Este digno e zeloso prelado funchalense nasceu na cidade de Leiria e era filho de Heitor Vaz de Castelo Branco e de D. Luzia Maria da Silva e Ataíde, pertencentes a antigas e nobres familias daquela cidade.

Depois de exercer alguns cargos importantes foi por D. Pedro II nomeado prelado do Funchal em 1697, recebendo a respectiva sagração episcopal em Lisboa, a 29 de Junho de 1698, das mãos do bispo inquisidor-geral D. Frei José de Lencastre.

Pouco se demorou em seguir para o seu bispado, tendo-se, primeiramente, a pedido do monarca, dirigido a Mazagão, onde chegou a 10 de Agôsto de 1698, a fim de exercer ali as funções do ministerio episcopal. Naquela praça onde então se reuniram muitos portugueses dispersos em varios pontos do continente marroquino, foi alvo das maiores demonstrações de aprêço e regozijo, e depois de alguns dias de demora tomou o rumo da sua diocese, chegando a esta cidade a 29 de Agosto daquele ano.

2Episcopado e conflitos

Durante os 19 anos que residiu neste bispado, deu sempre provas de uma irrepreensivel conduta e mostrou-se extremamente zeloso no cumprimento dos seus deveres episcopais. Visitou pastoralmente algumas vezes tôda a sua diocese e adoptou severas providencias para manter a disciplina eclesiastica e corrigir alguns graves abusos que então se cometiam.

Estrenuo defensor dos privilegios e regalias de que gozava a igreja, teve que sustentar lutas com o governador e capitão-general João da Costa e Ataide e com o provedor da fazenda Manuel Mexia Galvão, havendo o govêrno da metropole mandado á Madeira o desembargador Diogo Salter de Macedo a sindicar do conflito que se dera entre aquelas autoridades, do que resultou uma sentença a favor do prelado e uma aspera censura aos actos do governador e provedor da fazenda.

Dedicou-se a estudos genealogicos e deixou inéditas algumas obras, que vêm enumeradas na Biblioteca Lusitana.

Por motivos de doença embarcou para o reino a 16 de Julho de 1717 e não mais voltou á diocese, tendo quatro anos depois renunciado a mitra. Morreu em 1746, tendo sido o 14.º bispo desta diocese.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 05
  1. D. Pedro II nomeou José de Sousa Castelo Branco bispo do Funchal.

  2. José de Sousa Castelo Branco foi sagrado bispo em Lisboa.

  3. O bispo José de Sousa Castelo Branco chegou a Mazagão para exercer funções episcopais.

  4. O bispo José de Sousa Castelo Branco chegou ao Funchal para assumir a sua diocese.

  5. Por motivo de doença, o bispo D. José de Sousa Castelo Branco partiu da Madeira para Portugal e nunca regressou.

  6. D. José de Sousa Castelo Branco renunciou ao bispado do Funchal.

  7. Morreu o antigo bispo D. José de Sousa Castelo Branco.

Lugar

Lugares mencionados · 04

No estrangeiro

Mapa: Madeira (4)
  1. Funchal

    Sede da sua diocese, onde chegou em 29 de agosto de 1698.

  2. Leiria

    Portugal. Local de nascimento do bispo.

  3. Lisboa

    Portugal. Cidade onde foi sagrado bispo.

  4. Mazagão

    Morocco. Praça portuguesa em Marrocos onde exerceu o seu ministério em 1698, a pedido do rei.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 08
  1. 14.º bispo do Funchal (1697–1721), nascido em Leiria; defendeu os privilégios da Igreja e escreveu obras genealógicas inéditas.

  2. Mãe do bispo José de Sousa Castelo Branco, pertencente a uma família nobre de Leiria.

  3. Rei de Portugal que nomeou Castelo Branco bispo do Funchal em 1697.

  4. Juiz régio enviado à Madeira para investigar o conflito, tendo decidido a favor do bispo.

  5. Pai do bispo José de Sousa Castelo Branco, pertencente a uma antiga família nobre de Leiria.

  6. Governador e capitão-general da Madeira cujo conflito com o bispo terminou com uma censura régia à sua conduta.

  7. Bispo e inquisidor-geral que sagrou Castelo Branco em Lisboa em 29 de junho de 1698.

  8. Provedor da Fazenda na Madeira, censurado após o seu conflito com o bispo.

Na folha C

Vistos recentemente

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