Bravos do Mindelo 1Os madeirenses do Mindelo
Bravos do Mindelo
Enumera os madeirenses que se sabe terem combatido pela causa liberal na guerra civil portuguesa (1832–1834), alguns dos quais desembarcaram com D. Pedro no Mindelo em 1832, com breves notas biográficas, e relata a ocupação liberal do Porto Santo em 1832.
1Os madeirenses do Mindelo
Numerosos foram os madeirenses que se bateram pela causa da liberdade na longa e cruenta guerra civil que terminou com a convenção de Evora Monte, assinada a 26 de Maio de 1834, mas desses beneméritos, muitos dos quais fizeram parte da expedição de 7:500 homens com que D. Pedro desembarcou nas praias do Mindelo no dia 8 de Julho de 1832, apenas chegaram até nós os nomes dos seguintes: D. Jorge da Câmara Leme (V. este nome). Alcançou o posto de tenente e faleceu no Funchal a 8 de Julho de 1889.
Henrique João Fernandes. Era natural de Machico e morreu na acção de 25 de Julho de 1833, nas linhas do Porto, em campanha.
Cristovão Lomelino de Carvalho. Era natural de Machico e morreu na acção de 5 de Setembro de 1833, nas linhas de Lisboa.
José Antonio de Almada (V. este nome). Foi condecorado com o grau de cavaleiro da Torre e Espada por se haver distinguido na batalha da Asseiceira, em que foi ferido. Era natural de Machico e faleceu no Funchal a 2 de Maio de 1885.
Cândido de Freitas Cabeça. Distinguiu-se em muitos combates e morreu no Funchal, donde era natural, em idade pouco avançada.
Francisco de Freitas Broegas. Notabilizou-se pela sua bravura em muitos combates, mas morreu pobre na cidade do Funchal, onde exerceu o mister de oficial de diligências. Januario dos Ramos. Depois de voltar de Portugal, foi guarda da Alfândega e empregado do Matadouro Municipal. Faleceu por 1888.
Tertuliano Toribio de Freitas. Foi condenado pela alçada que veio à Madeira em 1828 e prestou mais tarde bons serviços nas campanhas da liberdade, vindo porém a morrer pobre, vitima de ingratissimo abandono.
Manuel (?) Camacho. Parece que era natural de Santo Antonio, e morreu naquela freguesia por 1880.
Luiz Vicente da Silva. Foi guarda da Alfândega e morreu por 1880.
Atanasio Herculano Nunes. Foi empregado da Alfândega do Funchal e morreu em Santa Cruz em Setembro de 1887.
Antonio Xavier da Costa. Foi também empregado da Alfândega, e faleceu por 1879. Nicolau Anastacio de Bettencourt (V. este nome). Foi governador civil em Angra, Ponta Delgada, Portalegre e Aveiro, e faleceu em Angra, onde residiu a maior parte da sua vida, a 7 de Março de 1874.
Jacinto Augusto Camacho (V. este nome) Alcançou o posto de general de brigada e foi, enquanto coronel, comandante interino da divisão militar da Madeira. Faleceu no Porto a 7 de Junho de 1885. José Camacho. Morreu nas linhas de Lisboa.
Roberto Joaquim Cuibém. Fugiu para Inglaterra, passando dali aos Açores. Alcançou o mais elevado posto do exército, e faleceu no Funchal por 1870.
Luiz Albino Gonçalves. Atingiu o posto de coronel medico do exército, sem ter nenhuns estudos regulares de medicina e prestou bons serviços por ocasião da epidemia colérica em 1856. Faleceu no Funchal, em Março de 1882.
2Outros liberais madeirenses
Joaquim Antonio de Carvalho. Comandou o corpo de artilheiros auxiliares da Madeira.
Joaquim Pedro Castelo Branco. Foi mais tarde capitão do porto do Funchal, tendo atingido o posto de contra almirante. Faleceu a 17 de Junho de 1884 e cremos que só prestou serviços à causa de liberdade, como oficial de marinha.
João Correia. Foi mais tarde alferes de infantaria 5.
José Bettencourt de Abreu. Alcançou o posto de alferes no exército libertador.
Antonio José de Meneses. Alcançou o posto de major de cavalaria.
Antonio Teixeira Doria. Só prestou serviço como oficial de marinha.
Antonio Aluísio Jérvis de Atouguia (V. Atouguia), mais tarde Visconde de Atouguia. Atingiu o posto de brigadeiro graduado de engenharia e faleceu em Lisboa a 17 de Maio de 1861.
Francisco Venancio de Mendonça. Desempenhou o cargo de escrivão da Câmara de Machico e faleceu no Funchal em 1856.
Bertoldo Francisco Gomes. Foi mais tarde tenente de artilharia no Funchal e morreu em Maio de 1855. Paulo Manuel Ferreira Ferro. Era natural da Fajã da Ovelha e morreu no Funchal em fins de 1894.
Francisco Correia Heredia (V. este nome). Faleceu em Lisboa em 1880.
Francisco Alexandrino da Costa Lira. Alcançou o posto de brigadas e foi mais tarde rico proprietário, vindo a falecer no Funchal a 21 de Janeiro de 1877, com 72 anos de idade.
Julio Berenguer. Faleceu no Funchal depois de 1880.
José de Freitas Teixeira Espinola de Castelo Branco. Alcançou o posto de marechal de campo. Francisco Antonio Rodrigues da Silva. Esteve na batalha da Asseiceira e em muitos outros combates, tendo sido condecorado com o grau de cavaleiro da Torre e Espada. Desempenhou o logar de oficial de diligências da Administração do Concelho e em 29 de Janeiro de 1839 foi nomeado guarda do cemitério das Angústias. João de Azevedo. Era natural do Seixal e serviu a bordo do brigue de guerra Vinte e três de Julho, enquanto durou o cerco do Porto, tendo entrado na acção do Cabo de S. Vicente. Foi condecorado com o habito da Torre e Espada, e, depois de obter baixa do serviço militar, desempenhou o cargo de guarda do mercado União e da praça Académica.
Sebastião de Abreu. Foi guarda da alfândega e faleceu a 15 de Setembro de 1855.
Morgado Antonio Francisco da Câmara Leme Homem de Vasconcelos, que partiu da Madeira para Inglaterra e de ali para a ilha Terceira, onde se incorporou na expedição comandada por D. Pedro. Morreu no Porto em idade pouco avançada e era pai do conde de Canavial.
3Ocupação do Porto Santo
Dos trinta e quatro liberais cujos nomes ficam mencionados, cremos que só os dezassete ou dezoito primeiros fizeram parte da expedição de 7:500 bravos com que D. Pedro desembarcou nas praias do Mindelo no dia 8 de Julho de 1832. Com relação aos restantes, nenhumas provas temos de que se incorporassem na referida expedição, embora saibamos que foram também soldados devotados da liberdade, pela qual combateram durante toda a campanha ou grande parte dela. Cerca de cem madeirenses desembarcaram com D. Pedro em Portugal, tendo muitos deles, talvez a maior parte, perdido a vida nos campos de batalha.
A 4 de Abril de 1832 foi a ilha do Porto Santo ocupada por uma força de 60 praças, sob o comando do capitão Bento José de Oliveira, vinda dos Açores no brigue de guerra Conde de Vila Flôr e na escuna Terceira, e no dia 7 aportou á mesma ilha a fragata D. Maria II, trazendo a seu bordo o almirante Sertorio, o general Luiz da Silva Mousinho de Albuquerque, o deão da Sé do Funchal, Januario Vicente Camacho, e outros constitucionais.
A ocupação durou até 25 de Maio, embarcando a referida força nesse dia para os Açores, acompanhada de 104 voluntários que tinham fugido da Madeira para o Porto Santo a fim de se incorporarem nas tropas que D. Pedro estava organizando para combater a rude tirania de D. Miguel.
Sabe-se pelo que dizem os anais do Município de Machico, que entre esses voluntários se achavam José de Almada, Lomelino de Carvalho, Henrique Fernandes e Venancio de Mendonça, mas é de presumir que também fizessem parte do referido grupo de liberais os madeirenses Cândido Cabeça, Broegas, Ramos, Toribio de Freitas, J. e M. Camacho, Luiz V. da Silva, Atanasio Nunes e Xavier da Costa, embora os jornais e os documentos oficiais que compulsámos nos não transmitam noticia alguma a tal respeito.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 06-
A alçada de D. Miguel chegou à Madeira, pronunciou 216 liberais e maçons e mandou prender 101; alguns, como Nery e Agrela, foram enviados para Lisboa, enquanto outros fugiram ou se esconderam.
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Uma força constitucional de 60 artilheiros da Terceira ocupou o Porto Santo e proclamou D. Maria II. Em 7 de abril, juntaram-se-lhe o almirante Sartorius e Mousinho de Albuquerque; em maio, partiu para os Açores com 104 voluntários madeirenses.
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O exército liberal de D. Pedro, com 7 500 homens, entre os quais madeirenses como D. Jorge da Câmara Leme, desembarcou no Mindelo.
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Henrique João Fernandes, um dos Bravos do Mindelo madeirenses, morreu em combate nas linhas do Porto.
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Cristóvão Lomelino de Carvalho morreu nas linhas de Lisboa.
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A Convenção de Évora Monte pôs fim à guerra civil portuguesa.
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Francisco António Rodrigues da Silva foi nomeado guarda do cemitério das Angústias.
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Uma epidemia de cólera, trazida pelo Regimento de Infantaria n.º 1, assolou a Madeira de julho a outubro de 1856, causando, segundo a tradição, cerca de dez mil mortes e deixando muitos órfãos. Álvaro Rodrigues de Azevedo, Luiz Albino Gonçalves e outros prestaram serviço durante a epidemia.
Lugar
Lugares mencionados · 16No estrangeiro
- Açores
Portugal. Base liberal de onde partiram as forças.
Os Açores são um arquipélago atlântico que partilha espécies vegetais com a Madeira. O Elucidário regista a fixação de famílias madeirenses, como os Bettencourt, no arquipélago, a proibição dos vinhos açorianos na Madeira em 1801 e a importação de tabaco açoriano. Refere ainda a vinda de agricultores açorianos à Madeira para ensinar métodos de cultivo do milho.
- Asseiceira
Portugal. Local da batalha em que Almada foi ferido.
Asseiceira é uma localidade portuguesa onde se travou, em 1834, uma batalha na qual José António de Almada foi ferido.
- Cemitério das Angústias
Funchal. Rodrigues da Silva foi nomeado guarda deste cemitério em 1839.
Cemitério municipal do Funchal, que teve origem num pequeno espaço de enterramento da Misericórdia, de 1818, e foi construído em 1836–1838. Tem um pórtico de basalto lavrado, um necrotério e um monumento de 1917 às vítimas do bombardeamento alemão. Entre os ali sepultados contam-se o 2.º Conde de Carvalhal e o Deão Andrade.
- Évora Monte
Portugal. Local onde foi assinada a convenção de 1834 que pôs fim à guerra civil.
Évora Monte é uma localidade de Portugal onde foi assinada a convenção de 1834 que pôs fim à guerra civil entre liberais e absolutistas.
- Fajã da Ovelha
Calheta. Terra natal de Paulo Ferro.
A Fajã da Ovelha é uma freguesia do concelho da Calheta, no oeste da Madeira. Formou-se a partir da Capela de São Lourenço, e a sua nova igreja foi construída no século XVIII. É irrigada pela antiga Levada do Rabaçal, inclui o Pico da Fonte do Bispo nas suas zonas altas e é conhecida por produzir alguns dos melhores pêssegos da Madeira.
- Funchal
Local onde morreram muitos veteranos.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Machico
Terra de vários voluntários.
A freguesia de Machico foi o local do desembarque dos descobridores Zarco e Tristão Vaz e a sede da Capitania de Machico; foi criada cerca de 1450. O Elucidário aborda o seu clero e as respetivas côngruas, as capelas, os acontecimentos históricos, as fontes minerais, os sítios, a população e os naturais ilustres.
- Mercado União
Funchal. Mercado vigiado por João de Azevedo.
O Mercado União foi um mercado do Funchal construído em 1835 sobre as ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Calhau e demolido em 1911. Teve João de Azevedo como guarda. A sua entrada descreve também o novo mercado municipal, construído mais tarde no Largo dos Lavradores.
- Mindelo
Cape Verde. Praias onde D. Pedro desembarcou em 1832.
Mindelo é uma localidade estrangeira em cujas praias desembarcou a expedição liberal de D. Pedro em 1832. Vários madeirenses participaram nesse desembarque.
- Porto Santo
Ocupado pelas forças liberais de abril a maio de 1832.
Ilha do arquipélago, povoada a par da Madeira e que constituiu uma das três capitanias. Formou sempre uma única freguesia, dedicada a Nossa Senhora da Piedade, cuja igreja foi saqueada várias vezes. O Elucidário regista o ataque de piratas mouros em 1617, a Misericórdia da ilha e um canal para águas pluviais construído nesta ilha sujeita a secas.
- Praça Académica
Funchal. Praça vigiada por João de Azevedo.
A Praça Académica foi uma antiga praça do Funchal, traçada em terrenos municipais em 1836; a sua construção levou à demolição da porta do Calhau. Ali se fizeram as primeiras observações da inclinação magnética, em 1839, e realizaram-se feiras a partir de 1850. Foi também palco de uma missa ao ar livre durante a visita régia. O Forte de São Pedro ficava no seu extremo oriental, o Campo das Loucas situava-se a leste e o vapor Queen foi construído a leste da praça.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 41- António Aluísio Jervis de Atouguia1797–1861
Mais tarde Visconde de Atouguia e brigadeiro graduado de engenharia.
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Alcançou o posto de major de cavalaria.
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Serviu a causa liberal como oficial da Marinha.
- Antonio Xavier da Costam. 1879
Veterano liberal e funcionário da alfândega.
- Atanasio Herculano Nunesm. 1887
Veterano liberal e funcionário da alfândega do Funchal; morreu em Santa Cruz em 1887.
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Capitão que comandou a força que ocupou o Porto Santo em 1832.
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Liberal natural do Funchal que se distinguiu em muitos combates.
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Natural de Machico, morreu nas linhas de Lisboa em 1833.
- D. Jorge da Câmara Leme1807–1889
Liberal madeirense que alcançou o posto de tenente e morreu no Funchal em 1889.
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Rei absolutista contra quem os liberais lutaram.
+ 31 mais
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Líder da expedição liberal que desembarcou no Mindelo em 1832.
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Oficial liberal que se tornou um proprietário abastado.
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Combateu em Asseiceira, foi agraciado com o grau de cavaleiro da Torre e Espada e, mais tarde, tornou-se guarda do cemitério das Angústias.
- Francisco Correia Herédia1793–1880
Liberal madeirense que morreu em Lisboa em 1880.
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Valoroso soldado liberal que morreu pobre no Funchal, onde trabalhava como oficial de diligências.
- Francisco Gomesm. 1855
Mais tarde tenente de artilharia no Funchal.
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Voluntário liberal, mais tarde escrivão da Câmara Municipal de Machico.
- Henrique João Fernandesm. 1833
Natural de Machico, morreu em combate nas linhas do Porto em 1833.
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Liberal madeirense que morreu nas linhas de Lisboa.
- Jacinto Augusto Camacho1815–1885
Liberal que se tornou general de brigada e comandante interino da divisão militar da Madeira.
- Januario dos Ramosm. 1888
Veterano liberal, mais tarde guarda alfandegário e funcionário do matadouro.
- Januário Vicente Camacho1792–1872
Deão da Sé Catedral do Funchal que chegou ao Porto Santo com os liberais.
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Morgado que se juntou à expedição de D. Pedro, passando por Inglaterra e pela Terceira; pai do Conde de Canavial.
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Natural do Seixal, serviu no brigue Vinte e três de Julho e combateu ao largo do Cabo de São Vicente.
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Mais tarde alferes do 5.º Regimento de Infantaria.
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Comandou o corpo de artilharia auxiliar da Madeira.
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Oficial da Marinha, mais tarde capitão do porto do Funchal e contra-almirante.
- José Bettencourt de Abreum. 1907
Alcançou o posto de alferes no exército liberal.
- José de Almada1880–1885
Liberal natural de Machico, condecorado com a Torre e Espada após ter sido ferido em Asseiceira.
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Liberal que alcançou o posto de marechal de campo.
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Liberal que morreu no Funchal depois de 1880.
- Luiz Albino Gonçalvesm. 1882
Tornou-se médico-coronel do Exército sem formação académica e prestou serviço durante a epidemia de cólera de 1856.
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General liberal que chegou ao Porto Santo em 1832.
- Luiz Vicente da Silvam. 1880
Veterano liberal e, mais tarde, guarda alfandegário.
- Manuel Francisco Camachom. 1880
Liberal aparentemente natural de Santo António, onde morreu por volta de 1880.
- Nicolau Anastácio de Bettencourt1810–1874
Veterano liberal que foi governador civil de Angra, Ponta Delgada, Portalegre e Aveiro.
- Paulo Manuel Ferreira Ferrom. 1894
Liberal natural da Fajã da Ovelha que morreu no Funchal em 1894.
- Roberto Joaquim Cuibémm. 1870
Fugiu para Inglaterra e para os Açores e, mais tarde, alcançou a mais alta patente do exército.
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Almirante liberal que chegou ao Porto Santo a bordo do D. Maria II em 1832.
- Sebastião de Abreum. 1855
Veterano liberal e guarda da alfândega.
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Condenado pela alçada de 1828, participou mais tarde nas campanhas liberais e morreu na pobreza.