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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 2649 Acontecimento histórico Vol. III · pp. 12–13 2 min de leitura

Ocupação do Porto Santo pelas Tropas Constitucionais

Relato da ocupação do Porto Santo por forças liberais (constitucionais) vindas da Terceira entre abril e maio de 1832, durante a guerra civil, seguida do breve restabelecimento do domínio miguelista e da aclamação definitiva de D. Maria II em 1834.

Ocupação do Porto Santo pelas Tropas Constitucionais

Ocupação do Porto Santo

A 4 de Abril de 1832, foi o Porto Santo ocupado por uma força constitucional de 60 praças de artilharia, chegada da ilha Terceira no brigue de guerra Conde de Vila Flor e escuna de guerra Terceira. Comandava a mesma força o capitão Bento José de Oliveira, o qual fêz imediatamente aclamar na ilha a rainha D. Maria II. No dia 7 do mesmo mês, chegou ao Porto Santo a fragata D. Maria II, que voltava do bloqueio da Madeira, e que trazia a seu bordo o almirante Sertorio, o futuro prefeito Luís da Silva Mousinho de Albuquerque, o deão da Sé do Funchal, Januário Vicente Camacho, e outros constitucionais, tendo a ocupação durado até 5 de Maio, em que a referida força e as demais pessoas que haviam desembarcado na ilha partiram com destino aos Açores.

Além da força de 60 praças já mencionada, embarcaram 104 voluntários que haviam fugido da ilha da Madeira para se alistarem no exercito constitucional.

Enquanto a expedição se conservou no Porto Santo, foram aprisionados alguns navios, cuja carga serviu para o abastecimento dos habitantes, que padeciam já alguma fome, tanto porque a produção da ilha no ano anterior havia sido escassa, como pela impossibilidade de virem mantimentos da Madeira, por causa do bloqueio.

Reinou o maior sossego no Porto Santo enquanto durou a ocupação, em virtude da disciplina das tropas e da vigilância exercida por Mousinho de Albuquerque e oficiais sob as suas ordens.

A 29 de Maio, depois da partida das tropas constitucionais, chegou ao Porto Santo o iate Bomfim, vindo da Madeira e trazendo a seu bordo o juiz de fora Esperança Freire, o inspector do Trem José Joaquim de Amorim, o engenheiro Pegado e um destacamento de 30 soldados de caçadores 7 e infantaria 8, comandado pelo alferes António Pedro de Azevedo, procedendo-se imediatamente á aclamação de D. Miguel e regressando todos á Madeira na noite do mesmo dia.

D. Maria II foi novamente aclamada na ilha do Porto Santo, a 7 de Junho de 1834.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 02
  1. Uma força constitucional de 60 artilheiros da Terceira ocupou o Porto Santo e proclamou D. Maria II. Em 7 de abril, juntaram-se-lhe o almirante Sartorius e Mousinho de Albuquerque; em maio, partiu para os Açores com 104 voluntários madeirenses.

  2. Um grupo miguelista vindo da Madeira proclamou D. Miguel no Porto Santo e regressou nessa mesma noite.

  3. D. Maria II foi novamente proclamada rainha no Porto Santo.

Lugar

Lugares mencionados · 05

No estrangeiro

Mapa: Arquipélago da Madeira (4)
  1. Açores

    Portugal. Destino da força constitucional que partiu em maio de 1832.

  2. Funchal

    Cidade onde se situava a Sé Catedral cujo deão se juntou aos liberais.

  3. Porto Santo

    Ilha ocupada por tropas constitucionais em 1832.

  4. Terceira

    Portugal. Ilha açoriana que serviu de base liberal e de onde partiu a força ocupante.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 10
  1. Alferes que comandou o destacamento miguelista de 30 homens enviado ao Porto Santo em maio de 1832.

  2. Capitão de artilharia que comandou a força constitucional que ocupou o Porto Santo em 1832 e mandou proclamar D. Maria II na ilha.

  3. Rainha liberal de Portugal proclamada no Porto Santo em 1832 e novamente em 1834.

  4. Rei absolutista proclamado no Porto Santo em 29 de maio de 1832, após a partida dos liberais.

  5. Deão da Sé Catedral do Funchal e constitucionalista que chegou ao Porto Santo a bordo da fragata D. Maria II em 1832.

  6. Inspetor do Trem integrado no grupo miguelista que visitou o Porto Santo em 29 de maio de 1832.

  7. Futuro prefeito liberal que desembarcou no Porto Santo em 1832 e manteve a ordem durante a ocupação.

  8. Juiz de fora que veio da Madeira em maio de 1832 para proclamar D. Miguel no Porto Santo.

  9. Engenheiro integrado no grupo miguelista que visitou o Porto Santo em 29 de maio de 1832.

  10. Almirante da esquadra liberal que, a bordo da fragata D. Maria II, regressava do bloqueio da Madeira e fez escala no Porto Santo em abril de 1832.

Na folha O

Vistos recentemente

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