Instituições Vinculares 1Origem dos morgadios
Instituições Vinculares
Panorama das propriedades vinculadas — morgadios e outros vínculos — na Madeira, desde a sua instituição nos séculos XV e XVI até à abolição pela lei de 1863. Identifica as principais famílias fundadoras e propriedades, as reformas pombalinas e a tentativa do Barão de São Pedro, em 1849, de as abolir na Madeira.
1Origem dos morgadios
Tem-se asseverado que o arquipélago madeirense, proporcionalmente à sua área e à sua população, foi a região do país em que existiu maior numero de morgadios ou prazos vinculados. A avaliar o facto pelo numero de capelas, que na sua grande maioria eram de instituição vincular, espalhadas por todas as freguesias da ilha, pode assegurar-se que os morgadios abundavam fartamente na Madeira. Afirmou o conselheiro José Silvestre Ribeiro, num documento oficial, que dois terços dos terrenos de todo o arquipélago eram vinculados. A Madeira foi uma terra de morgadios, embora alguns deles arrastassem uma vida miserável, que não abonava as suas prosapias avoengas.
Nos tempos primitivos da colonização aportaram a esta ilha muitos fidalgos nacionais e estrangeiros e um numero ainda mais avultado de mercadores e aventureiros, que vieram aqui tentar fortuna, atraídos pela fama da notável feracidade do solo, pelo espírito de aventura e também pela falta de recursos nas terras donde eram oriundos. A estes foram dados em sesmaria grandes tratos de terrenos, que faziam arrotear por escravos negros e mouros importados de Africa, e por colonos livres vindos do continente do reino. Muitos desses sesmeiros criaram boas casas com avultado rendimento que lhes dava a exuberante fertilidade do solo, sobretudo com a produção do açúcar, que em larga escala se exportava. Depois «o sesmeiro rico, no dizer do anotador das Saudades da Terra, enfastiou-se da vida campesina, ufanou-se da sua originaria fidalguia e apeteceu vivenda de mais aparato bulício; desprezou por isso a terra, vinculou-a na mira de assegurar-se dos réditos dela; contratou-lhe a cultura com os colonos livres mediante a demidia, ou, por partes, o terço do fructos, para manter-se em ocioso gaudio abandonou as suas fazendas e veiu assentar residência luxuosa e desperdiçada nas povoações, principalmente no Funchal, Machico Santa Cruz, Calheta, Ponta do Sol e Ribeira Brava.»
Embora o Dr. Alvaro Rodrigues de Azevedo carregue as cores ao quadro, como em geral costuma fazê-lo quando se refere ao monarquismo, á nobreza e ao clero, no entretanto encerra grandes verdades o trecho que aí deixamos transcrito. Nele se põem em relevo algumas das causas de caracter local da criação dos morgados nesta ilha, causas que devem conjugar-se com outras que eram comuns a todo o país e que Gama Barros aponta na sua monumental obra historia da Administração Publica em Portugal. Já em outro logar tínhamos dito que o colono vindo do continente fez sesmeiro, tornou-se depois senhor da terra e em muitos casos se transformou em morgado, deixando aos escravos o cultivo e amanho das propriedades rústicas e indo desfrutar na cidade ou na corte o rendimento dos seus campos e herdades.
2Principais vínculos instituídos
Parece que já no segundo quartel do século XV se instituíram alguns morgadios na Madeira. Assim o dá a entender Gaspar Frutuoso, embora o não diga de uma maneira clara e terminante. De vínculos criados no ultimo quartel do mesmo século há então noticia segura, como sejam o de Água de Mel, em Santo António, que se encorporou na casa Carvalhal, o da Consolação, no Caniço, de que foi ultimo representante o conselheiro Aires de Ornelas, o de João Afonso em Câmara de Lobos, que ficou na casa Torre Bela, o de Vasco Moniz, em Machico, de que foi ultimo administrador José de Betencourt e Freitas, os instituídos por João Gomes, junto da ribeira que tomou este nome, o de Rodrigo Aires Furtado, na Ponta do Sol, e ainda muitos outros.
Foi na primeira metade do século XVI que se instituíram muitos vinculos, alguns dos quais constituíram depois importantes casas, contando-se entre eles o morgadio da Lombada dos Esmeraldos (V. este nome), na Ponta do Sol, fundado em 1512 pelo fidalgo flamengo João Esmeraldo (V. este nome) nas terras que aforou a Rui Gonçalves da Câmara, o dos Lomelinos, em Santa Cruz, instituído por Urbano Lomelino, em 1518, o dos Franças, no Estreito da Calheta em 1503, por João de França, o de São João de Latrão, em Gaula, por Nuno Fernandes Cardoso, em 1511, o da Penha de Águia, no Porto da Cruz, por Antonio Teixeira, em 1535, o de São Gil, em Santa Cruz, por D. Brites Escorcio, filha de João Drumond, o da Ribeira dos Melões, na freguesia do Campanário, por Pedro Gonçalves de Clara, o dos Reis Magos, no Estreito da Calheta, em 1529, por Francisco Homem de Gouveia, além de outros que por brevidade omitimos.
Dentre os morgadios que ficam apontados e outros que se criaram no decorrer dos tempos, alguns houve que se tornaram casas muito abastadas e que se mantiveram até os nossos dias na prosperidade e na opulência. Mencionaremos entre outros a casa do conde de Carvalhal uma das mais ricas do nosso país em bens territoriais e que há setenta anos tinha a renda anual de cem contos de réis, a do conde da Calçada, a da condessa de Torre Bela, a do morgado Nuno de Freitas Lomelino, a do conselheiro Agostinho de Ornelas, a do visconde de S. João e a do morgado Bettencourt e Freitas.
Como já tivemos ocasião de dizer no artigo Elementos para a historia madeirense, perderam-se ou ignoramos o destino que tiveram os livros do antigo Juízo dos Resíduos e Capellas, em que se encontravam os registos das antigas instituições vinculares, com seus encargos pios, fundação de capelas, descrição das terras vinculadas, etc., sendo ai que se poderiam colher dados valiosos para um estudo interessante e completo acerca dos morgados e vínculos existentes neste arquipélago.
3Reforma e abolição dos vínculos
Esse numero avultado de instituições vinculares foi reduzido com a lei do marquês de Pombal, de 9 de Setembro de 1769, que suprimiu muitos dos pequenos morgadios, e ainda com a lei de 3 de Agosto de 1770, que remodelou os vínculos então existentes e principalmente coibiu a criação de outros.
A pesar disso, subsistiram ainda entre nós muitas casas vinculadas, que lutaram com grandes dificuldades económicas, chegando alguns a pedir, como tivemos ocasião de verificar em documentos dos princípios do século XIX e não sabemos se ainda antes, a comutação dos encargos pios a que estavam obrigadas, com o fundamento de que os rendimentos das terras eram insuficientes para a satisfação desses mesmos encargos. A 17 de Fevereiro de 1849, o madeirense e par do reino Dr. Daniel de Ornelas e Vasconcelos, 1.° barão de São Pedro, apresentou na câmara alta um projecto de lei extinguindo todos os vínculos existentes neste arquipélago, considerando-os não só inúteis, mas até nocivos, especialmente por constituírem um grande entrave aos progressos da agricultura. Este projecto produziu grande sensação na Madeira e deu logar a larga discussão na imprensa. Trinta e tantos representantes de antigas casas vinculadas dirigiram uma representação ao parlamento, refutando a doutrina do projecto e pedindo a sua rejeição. É um documento sobremaneira interessante e que ainda hoje merece ser lido. Além dele e da discussão na imprensa local, publicaram-se sôbre o assunto os folhetos: Breves reflexões sobre a abolição dos morgados na Madeira, por António Correia Heredia, As contradições vinculadas, pelo A. das «Breves reflexões sobre a abolição dos morgados na Madeira», e Resposta ao folheto «Breves reflexões sobre a abolição dos morgados na Madeira, pelo Sr. A. C. Heredia», cujo autor ignoramos.
O projecto do barão de São Pedro não obteve aprovação nas câmaras, mas a lei de 11 de Maio de 1863, que decretou a completa abolição dos morgados em todo o país, veio dar um golpe profundo nas instituições vinculares madeirenses e acabar com antigas e abastadas casas desta ilha. Foram-se a pouco e pouco dividindo e subdividindo, não restando hoje intacta nenhuma dessas casas.
No livro Vínculos Portugueses de Alfredo Pimenta, encontrámos algumas noticias acerca de diversas casas vinculadas ou morgadios com sede na Madeira, devendo especialmente mencionar-se a que teve por ultimo administrador o 2.° visconde de Torre Bela, João Correia Brandão Henriques de Noronha, e que compreendia 26 vínculos, havendo sido o primeiro instituidor João Afonso Correia no ano de 1490; a casa dos condes da Calheta, encorporada no marquesado de Castelo-Melhor, instituído primitivamente por João Gonçalves Zargo em 1450; a dos morgados da Ilha (sítio da freguesia de S. Jorge) instituída por Jorge Pinto no ano de 1559; e a das Selvagens (Ilhas) instituída em 1717 por Manuel Ferreira Teixeira.
Foi felizmente incorporada no Arquivo Distrital do Funchal uma parte considerável dos documentos que constituíam o importante arquivo do Juízo dos Residuos e Capelas a que acima se faz referência e que se encontravam na antiga repartição da Administração do Concelho do Funchal (Vid. Juiz dos Resíduos e Capelas).
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 14-
João Gonçalves Zarco instituiu o morgadio que mais tarde pertenceu aos Condes da Calheta.
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João Afonso Correia instituiu o primeiro dos morgadios da Torre Bela.
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João de França instituiu no Estreito da Calheta um dos mais antigos morgadios da Madeira.
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Nuno Fernandes Cardoso e Leonor Dias instituíram por testamento o morgado de São João de Latrão, na Gaula.
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João Esmeraldo instituiu o morgadio da Lombada dos Esmeraldos.
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Urbano Lomelino morreu, vinculando os seus bens para concluir e sustentar o Convento de Nossa Senhora da Piedade, em Santa Cruz.
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Francisco Homem de Gouveia e a sua mulher, Isabel Afonso, instituíram o morgadio dos Reis Magos no Estreito da Calheta, com sede na Capela dos Reis Magos, no Lombo dos Reis.
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António Teixeira instituiu o morgadio da Penha de Águia.
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Jorge Pinto instituiu o morgadio da Ilha, em São Jorge.
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Manuel Ferreira Teixeira vinculou as Ilhas Selvagens.
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Uma lei do Marquês de Pombal extinguiu muitos pequenos vínculos.
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Uma lei reorganizou os vínculos existentes e restringiu a criação de novos.
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O Barão de São Pedro apresentou um projeto de lei para abolir todos os vínculos madeirenses, que não foi aprovado.
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Uma lei aboliu os vínculos em todo o Portugal, levando à desagregação das grandes casas vinculadas da Madeira.
Lugar
Lugares mencionados · 22- Água de Mel
Funchal. Local de um morgadio do século XV incorporado na casa de Carvalhal.
Zona do Funchal repartida por duas freguesias, onde se situava um morgadio instituído por Maria de Bettencourt e mais tarde detido pelos Condes de Carvalhal. Em 1668, o governador sofreu ali uma emboscada, perto da casa senhorial dos Bettencourt.
- Calheta
Vila onde se fixaram proprietários de terras.
A Calheta é uma vila, freguesia e concelho na costa sudoeste da Madeira e um dos povoamentos mais antigos da ilha. O Elucidário aborda o seu nome, os primeiros povoadores, como Pedro Berenguer, a igreja e numerosas capelas, incluindo uma de um antigo convento franciscano, e o motim de 1834.
- Câmara de Lôbos
Câmara de Lobos. Local do morgadio de João Afonso.
Freguesia a oeste do Funchal. O Elucidário relaciona o seu nome com a viagem de descoberta de Zarco e descreve as suas igrejas, capelas e colegiada, os primeiros povoadores, a comunidade piscatória e as vinhas afamadas. Regista também os sítios, limites, levadas e população da freguesia.
- Campanário
Ribeira Brava. Freguesia onde se situava o morgadio da Ribeira dos Melões.
O Campanário é uma freguesia da Madeira que pertenceu ao concelho de Câmara de Lobos antes de integrar o da Ribeira Brava e é atravessada pela Ribeira do Campanário (ou Ribeira da Lapa). O Elucidário regista o seu porto, a sua banda, a sua capitania-mor, os dízimos pagos aos Jesuítas, uma antiga capela de São João fundada em 1728 e o vigário condenado pela Alçada de 1823. Foi também terra natal do bispo D. Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade e do jurista Francisco Justino Gonçalves de Andrade.
- Caniço
Santa Cruz. Freguesia onde se situava o morgadio da Consolação.
O Caniço é uma freguesia do concelho de Santa Cruz, situada na fronteira entre as capitanias do Funchal e de Machico. Entre os seus primeiros povoadores contavam-se Gaspar Rego, Vasco Fernandes Rego e Álvaro de Ornelas, cuja família aí instituiu morgados; o seu alcaide e juiz eram nomeados pelo Senado do Funchal. Na freguesia encontram-se a estátua do Garajau, a residência dos Jesuítas no Socorro e a Quinta do Barão da Conceição.
- Estreito da Calheta
Calheta. Local dos morgadios dos França e dos Reis Magos.
O Estreito da Calheta é uma freguesia do concelho da Calheta, no oeste da Madeira, delimitada pela Ribeira de São Bartolomeu e pela Ribeira Funda. A sua igreja paroquial de Nossa Senhora da Graça foi fundada pela família França, e o verbete aborda os primeiros proprietários, as capelas, os sítios, as escolas e a irrigação pela Levada Nova do Rabaçal; os Prazeres foram separados da freguesia em 1733.
- Funchal
Cidade onde se estabeleceram proprietários de terras vinculadas.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Gaula
Santa Cruz. Local do vínculo de São João de Latrão.
Gaula é uma freguesia costeira do concelho de Santa Cruz, na Madeira, situada abaixo da Camacha e criada em 1558. A origem do seu nome, incluindo uma alegada ligação ao romance Amadis de Gaula, é controversa. Abrange o Pico dos Eirós, a Achada de Gaula e, na costa, o Calhau e Porto da Aldonça. Foi terra da família Cardoso e sede do seu morgadio de São João de Latrão; esteve também associada às famílias Nunes e Madureira e a um morgadio do Conde da Calçada.
- Ilha
Santana. Sede do vínculo da Ilha, instituído em 1559.
A Ilha é um sítio habitado da freguesia de São Jorge, rodeado por uma ribeira que se bifurca, e sede de um morgadio instituído em 1559 em terras concedidas a Lopo Fernandes Pinto. Teve uma Capela de Nossa Senhora do Rosário, hoje desaparecida, deu a Laureano da Câmara Falcão a alcunha de «morgado da Ilha» e passou a ser servido por um novo ramal de levada construído em 1938.
- Lombada dos Esmeraldos
Ponta do Sol. Vínculo instituído em 1512 por João Esmeraldo.
Grande propriedade açucareira da freguesia da Ponta do Sol, também chamada Lombada da Ponta do Sol, adquirida por João Esmeraldo a Rui Gonçalves da Câmara (datada de 1473 ou 1498 em diferentes artigos) e posteriormente denominada a partir da sua família. Esmeraldo instituiu aí um morgadio em 1512 e, após litígios relativos à sua divisão, a propriedade foi dividida em dois morgadios, Santo Espírito e Vale da Bica. Nela encontram-se a Capela do Espírito Santo, uma Capela de Santo Amaro em ruínas e uma casa senhorial também em ruínas. Em 1835, passou do concelho do Funchal para o da Ponta do Sol.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 30-
Chefe de uma das prósperas casas vinculadas.
- Aires de Ornelas1866–1930
Último representante do morgadio da Consolação, no Caniço.
- Aires de Ornelas de Vasconcelos1837–1880
Par do reino madeirense que, em 1849, propôs a abolição de todos os vínculos no arquipélago; o projeto de lei não foi aprovado.
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Autor de Vínculos Portugueses, obra utilizada como fonte sobre as casas vinculadas madeirenses.
- Álvaro Rodrigues de Azevedo1825–1898
Anotador de Saudades da Terra, citado a propósito da transformação dos sesmeiros em proprietários vinculados ociosos.
- António Correia Herédia1822–1899
Autor de um opúsculo sobre a abolição dos vínculos na Madeira.
- António Teixeira1795–1876
Instituiu o morgadio da Penha de Águia no Porto da Cruz, em 1535.
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Filha de João Drumond; instituiu o morgadio de São Gil, em Santa Cruz.
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Instituiu o morgadio dos Reis Magos no Estreito da Calheta, em 1529.
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Autor da História da Administração Pública em Portugal, citado a propósito das causas dos vínculos no país.
+ 20 mais
- Gaspar Frutuoso1522–1591
Cronista cuja obra sugere que já existiam vínculos no segundo quartel do século XV.
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Primeiro instituidor, em 1490, dos vínculos da Torre Bela.
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Último administrador da casa da Torre Bela, composta por 26 vínculos.
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Nobre flamengo que instituiu o morgadio da Lombada dos Esmeraldos em 1512.
- João de Françam. 1511
Instituiu o morgadio dos França no Estreito da Calheta, em 1503.
- João dos Reis Gomesn. 1869
Instituidor de vínculos junto à ribeira que tem o seu nome.
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Pai de D. Brites Escórcio, fundadora do morgadio de São Gil.
- João Gonçalves Zarcom. 1467
Descobridor e capitão-donatário do Funchal, instituiu em 1450 o morgadio dos Condes da Calheta.
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Último administrador do morgadio de Vasco Moniz, em Machico.
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Instituiu o morgadio da Ilha, em São Jorge, em 1559.
- José Silvestre Ribeiro1807–1891
Responsável público que afirmou que dois terços das terras do arquipélago estavam vinculados.
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Instituiu o morgadio das Selvagens em 1717.
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Ministro cuja lei de 1769 extinguiu muitos pequenos vínculos.
- Nuno de Freitas Lomelinom. 1882
Chefe de uma das casas vinculadas abastadas que subsistiram até à época contemporânea.
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Instituiu o morgadio de São João de Latrão, na Gaula, em 1511.
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Instituiu o morgadio da Ribeira dos Melões, no Campanário.
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Instituidor de um morgadio na Ponta do Sol.
- Rui Gonçalves da Câmaram. 1497
Proprietário que arrendou a João Esmeraldo as terras do morgadio da Lombada.
- Urbano Lomelinom. 1518
Instituiu o morgadio dos Lomelino em Santa Cruz, em 1518.
- Vasco Martins Monizm. 1510
Instituidor de um morgadio em Machico.