José Silvestre Ribeiro
1807–1891
governador civil · deputado · político
Governador civil do Funchal entre 1846 e 1852, considerado pelo Elucidário o mais distinto e benemérito governador que a Madeira teve. Introduziu a iluminação pública, o asilo do Funchal e um museu de história natural, construiu a ponte sobre o Ribeiro Seco e impulsionou as obras da levada do Rabaçal. Foi mais tarde eleito deputado pela Madeira.
1Mencionado em
- Representação em Cortes — Eleito deputado pela Madeira em 1847, 1853 e 1856.
- Levadas — Responsável pela administração do distrito a partir de 1846 e deputado pela Madeira, conseguiu um subsídio anual de seis contos e fez avançar consideravelmente as obras do Rabaçal entre 1847 e 1852.
- Cemiterios — Governador civil da Madeira que, em 1850, instou as câmaras municipais a construir cemitérios e a pôr fim aos enterramentos nas igrejas.
- Datas Históricas — Governador civil a partir de 1846, introduziu a iluminação pública e criou o asilo do Funchal e um museu de história natural.
- Ribeiro Seco (Ponte do) — Governador civil da Madeira a partir do final de 1846, que angariou donativos e promoveu a construção da ponte em 1848–1849.
- Kalley (Dr. Roberto Reid) — Governador civil do Funchal desde 1846, que em 1851 recomendou o pagamento da indemnização reclamada por Kalley.
- Associação de Socorros Mútuos 4 de Setembro de 1862 — Governador civil que, em 1850, propôs pela primeira vez a criação de uma sociedade de socorros mútuos para os artífices do Funchal.
- Autoridades Superiores do Arquipelago — Governador civil que, na sua Epocha Administrativa, deu continuidade à lista de governadores de 1815 a 1847.
- Drumond de Meneses (Servulo) — Governador civil do Funchal de quem Drumond de Meneses foi secretário-geral e a quem substituiu enquanto exercia o mandato de deputado em Lisboa.
- São Lourenço (Capelas de) — Conselheiro e governador civil que, em 1846, mandou inventariar a prata da capela da fortaleza e depositá-la no Cofre Central.
- História Madeirense — Governador da Madeira cuja administração exemplar é descrita nas obras de Sérvulo de Meneses.
- Estrada e Ponte monumental — Governador civil da Madeira que concluiu a ponte do Ribeiro Seco em 1848, angariando fundos por subscrição pública.
- Castanheiro (Rua do) — Governador civil do Funchal por cuja iniciativa a rua foi alargada e realinhada.
- Conselheiro (Rua do) — Governador civil benemérito do distrito da Madeira em cuja homenagem a rua recebeu o nome.
- Arborização — Governador civil da Madeira (1846–1852), durante cujo mandato a plantação de pinheiro-bravo aumentou consideravelmente.
- Santo António (Freguesia de) — Governador civil por cuja ordem se realizaram obras de reparação na igreja.
- Proselitismo Protestante — Governador civil da Madeira que interveio em 1850 contra o proselitismo de Wilkinson em Machico.
- Lazareto — Governador civil da Madeira que instalou o lazareto no Gorgulho em 1848 e mandou construir casas para o efeito em Gonçalo Aires em 1851.
- Manicómios — Chefe da administração distrital que instou a Misericórdia a construir um manicómio.
- Orfãs (Recolhimento das) — Conselheiro que tentou, sem sucesso, transformar o Recolhimento numa casa pia independente.
- Cadeia — Governador civil do Funchal que, em 1847, propôs transferir a cadeia para o Convento de São Francisco e chamou à antiga cadeia «cemitério de criaturas vivas».
- Asilo da Infância — Fundador do Asilo da Mendicidade do Funchal, que se considerava continuador da obra de Mousinho.
- Governadores Civis — Governador civil do distrito nomeado em 1846.
- Partidos Políticos — Governador civil do distrito durante cujo mandato o Partido Cabralista conservou a sua vitalidade.
- Fome na Madeira em 1846 e 1847 — Governador civil da Madeira desde outubro de 1846, cujas medidas de socorro atenuaram a fome de 1846–1847.
- Pinheiros — Governador civil da Madeira durante cuja administração foram distribuídas grandes quantidades de semente de pinheiro, dando início ao cultivo do pinheiro-bravo em larga escala.
- Alvares (Padre Manuel) — Autor citado por considerar Álvares uma das glórias pedagógicas de Portugal.
- Bettencourt (Nicolau Anastacio de) — Companheiro voluntário liberal no cerco do Porto, que mais tarde se distinguiu na vida pública.
- Prostituição — Administrador madeirense que, em 1846, defendeu a inspeção médica regular das prostitutas.
- Instituições Vinculares — Responsável público que afirmou que dois terços das terras do arquipélago estavam vinculados.
- Junta Governativa da Madeira em 1847 — Governador civil da Madeira que se recusou a aderir à revolta de 1847, se refugiou junto de residentes britânicos e foi reintegrado em 26 de julho de 1847.
- Camacha (Freguesia da) — Governador civil que mandou construir a Casa de Abrigo do Poiso, concluída em 1852.
- Ponta do Sol (Freguesia da) — Governador civil do distrito que, em 1849, comunicou ao governo central o projeto de construção do cais pela Câmara Municipal.
- Nery da Silva (Cónego Vicente) — Governador civil da Madeira que Nery atacou violentamente, na sua presença, do púlpito da Igreja do Carmo.
- Curral das Freiras (Freguesia do) — Governador civil do Funchal que visitou a freguesia em 1846 e constatou que apenas o padre e o regedor sabiam ler e escrever.
- Nóbrega (Januário Justiniano de) — Diz-se que tinha em seu poder o autógrafo passado a limpo da obra histórico-estatística de Nóbrega sobre a Madeira.
- Mirantes — Governador civil da Madeira que, em 1850, recomendou a construção de miradouros nas Macelas, na Portela e na Eira do Serrado.
- Museu de Ciências Naturais — Governador civil do Funchal que lançou as bases de um primeiro museu de história natural no Palácio de São Lourenço, desaparecido após a sua partida.
- Poiso — Governador civil do distrito do Funchal que mandou construir a casa de abrigo do Poiso para os viajantes.
- Teatro — Governador civil da Madeira que tentou, sem êxito, criar um teatro no Funchal em 1851–1852.
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2Cronologia
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Durante o governo civil de José Silvestre Ribeiro, a plantação de pinheiro-bravo na Madeira aumentou consideravelmente.
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O governador civil José Silvestre Ribeiro visitou o Curral das Freiras e constatou que apenas o padre e o regedor sabiam ler e escrever.
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O comissário régio António José de Ávila partiu de Lisboa com José Silvestre Ribeiro, o novo governador civil, e chegou à Madeira em 12 de setembro.
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José Silvestre Ribeiro mandou fazer um inventário da prata da Capela de São Lourenço, que pesava 36 libras.
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José Silvestre Ribeiro tomou posse como governador civil do distrito do Funchal em 7 de outubro de 1846. Exerceu o cargo até 1852 e retomou projetos como a ponte da Ribeira Seca.
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José Silvestre Ribeiro mandou instalar os primeiros candeeiros públicos no centro do Funchal.
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As obras das levadas avançaram significativamente durante o governo de José Silvestre Ribeiro.
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A Madeira sofreu uma grave fome, que atingiu o auge em fevereiro de 1847 e causou elevada mortalidade por doenças digestivas; a fome chegou também ao Porto Santo. O governador José Silvestre Ribeiro tomou medidas de socorro, os comerciantes angariaram fundos para alimentos e realizaram-se espetáculos de beneficência no Funchal.
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Enquanto governador, José Silvestre Ribeiro mandou restaurar a Igreja de São João Evangelista, então em ruínas, e reabri-la ao culto.
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José Silvestre Ribeiro propôs transferir a cadeia para o antigo Convento de São Francisco.
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José Silvestre Ribeiro emitiu uma circular sobre a elaboração dos anais municipais em 3 de janeiro de 1848, a que se seguiu um decreto de 8 de novembro que obrigava as câmaras a manter anualmente os Anais do Município.
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Financiada pelo excedente do fundo de socorro às vítimas da fome e contratada em 27 de fevereiro por 5 799$000 réis, a construção da ponte do Ribeiro Seco começou sob a direção de José Silvestre Ribeiro em 6 de março de 1848 e estava quase concluída no final do ano.
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Sérvulo Drumond de Meneses exerceu interinamente o cargo de governador civil do Funchal durante a ausência de José Silvestre Ribeiro.
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Os três volumes de Uma Época Administrativa da Madeira e Porto Santo, que documentam a administração de José Silvestre Ribeiro, foram publicados em 1849, 1850 e 1852.
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Uma epidemia de diarreia atingiu o Arco de São Jorge, e o governador civil José Silvestre Ribeiro levou médicos à freguesia.
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O Duque de Leuchtenberg chegou ao Funchal a bordo da fragata russa Kamtchatka, desembarcou após a quarentena em 27 de agosto, foi recebido por José Silvestre Ribeiro e residiu na Quinta Lambert até abril de 1850.
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O governador civil José Silvestre Ribeiro propôs a criação de uma sociedade de socorros mútuos para os artífices.
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O governador civil José Silvestre Ribeiro interveio contra o proselitismo protestante de Wilkinson em Machico.
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Segundo um relato, José Silvestre Ribeiro mandou construir a casa de abrigo do Poiso.
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A fome atingiu o Porto Santo; o governador José Silvestre Ribeiro financiou a aquisição de 75 moios de cereais para os habitantes da ilha.
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José Silvestre Ribeiro emitiu outra circular a insistir na elaboração dos anais municipais.
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Realizou-se no palácio do Governo Civil, no Funchal, uma exposição da indústria madeirense, incluindo bordados, na qual foram atribuídas 17 medalhas de prata.
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Realizou-se na Praça Académica, no Funchal, uma grande feira organizada por José Silvestre Ribeiro, visitada por cerca de quinze mil pessoas.
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O governador civil José Silvestre Ribeiro recomendou a construção de um miradouro nas Macelas, em Machico, que foi construído pouco depois.
3Lugares mencionados
No estrangeiro