Cemiterios
Breve história dos cemitérios do Funchal e da Madeira, construídos a partir de 1836 para substituir os enterramentos no interior das igrejas.
O mais antigo cemiterio do Funchal, destinado ao enterramento dos cadaveres dos individuos catolicos, é o de S. Roque, construído em 1836, tendo começado neste mesmo ano as obras do cemiterio das Angustias, as quais só ficaram concluídas em 1838. O cemiterio de Santa Luzia é de 1840 e o de S. Gonçalo de 1841. Antes do estabelecimento dos cemiterios, eram os cadaveres dos catolicos sepultados nas igrejas ou nos adros destas, havendo todavia no sitio das Angustias um pequeno terreno a que chamavam o cemiterio da Santa Casa, destinado a receber os cadaveres dos individuos que faleciam no hospital.
O estabelecimento de cemiterios nalguns concelhos rurais foi demorado, lendo-se num jornal da epoca, que em 1862 não havia ainda nas freguesias de S. Jorge e do Arco de S. Jorge recintos destinados á inumação dos cadaveres. Em 19 de Agôsto e 26 de Outubro de 1850 recomendou o Conselheiro José Silvestre Ribeiro ás Camaras Municipais a construção de cemiterios, visto existir em muitos pontos do distrito “a pratica supersticiosa de enterrar os mortos dentro dos templos”.
O cemiterio do Pôrto Santo foi acabado em 1838, sendo, por conseguinte, um dos mais antigos do arquipelago.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 06-
Foi construído o cemitério de São Roque, o mais antigo cemitério católico do Funchal, e começaram as obras do cemitério das Angústias.
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Foram concluídos os cemitérios das Angústias, no Funchal, e de Porto Santo.
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Foi criado o cemitério de Santa Luzia, no Funchal.
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Foi criado o cemitério de São Gonçalo.
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José Silvestre Ribeiro recomendou às câmaras municipais que construíssem cemitérios.
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São Jorge e Arco de São Jorge ainda não tinham cemitérios.
Lugar
Lugares mencionados · 08- Cemiterios · Assunto
Funchal
Os cemitérios do Funchal e da Madeira, construídos a partir de 1836 para substituir os enterramentos no interior das igrejas. O Elucidário apresenta uma breve história destes cemitérios.
- Arco de São Jorge
Santana. Ainda não tinha cemitério em 1862.
Freguesia do concelho de Santana, na costa norte, separada de São Jorge em 1676 e sobre a qual se eleva o Pico do Arco de São Jorge (837 m). Ainda não tinha cemitério em 1862 e passou a ser julgado da comarca do Funchal em 1927. Está ligada à Boaventura por um caminho que atravessa a escarpa da Entrosa, e as suas florestas foram danificadas pelo incêndio de 1919.
- Cemitério das Angústias
Funchal. Cemitério cuja construção começou em 1836 e terminou em 1838.
Cemitério municipal do Funchal, que teve origem num pequeno espaço de enterramento da Misericórdia, de 1818, e foi construído em 1836–1838. Tem um pórtico de basalto lavrado, um necrotério e um monumento de 1917 às vítimas do bombardeamento alemão. Entre os ali sepultados contam-se o 2.º Conde de Carvalhal e o Deão Andrade.
- Cemitério de São Roque
Funchal. O mais antigo cemitério católico do Funchal, construído em 1836.
O mais antigo cemitério católico do Funchal, construído em 1836.
- Porto Santo
O seu cemitério, concluído em 1838, é um dos mais antigos do arquipélago.
Ilha do arquipélago, povoada a par da Madeira e que constituiu uma das três capitanias. Formou sempre uma única freguesia, dedicada a Nossa Senhora da Piedade, cuja igreja foi saqueada várias vezes. O Elucidário regista o ataque de piratas mouros em 1617, a Misericórdia da ilha e um canal para águas pluviais construído nesta ilha sujeita a secas.
- São Jorge
Santana. Ainda não tinha cemitério em 1862.
Freguesia da costa norte que integrava o concelho de Santana desde a sua criação e dá nome ao arciprestado do norte. É conhecida pelos depósitos de fósseis vegetais e de lignito estudados por Heer e Bunbury, bem como por um deslizamento de terras ocorrido no século XVII. O Elucidário descreve também o seu ilhéu, a sua ponta, o seu cais e a sua ribeira.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 01- José Silvestre Ribeiro1807–1891
Governador civil da Madeira que, em 1850, instou as câmaras municipais a construir cemitérios e a pôr fim aos enterramentos nas igrejas.