Ribeiro Real (Conde do)
João Bettencourt Araújo Carvalhal Esmeraldo (1841–1902), 1.º Visconde e Conde do Ribeiro Real, foi presidente da Câmara Municipal do Funchal e governador civil em 1879. Promoveu a abertura da Rua 5 de Junho.
João Bettencourt Araújo Carvalhal Esmeraldo, 1.° visconde e 1.º conde do Ribeiro Real, nasceu no Funchal a 21 de Dezembro de 1841 e era filho dos morgados Francisco Antonio de Bettencourt Araújo de Carvalhal Esmeraldo e D. Julia Henriqueta de Freitas Esmeraldo. Exerceu varias comissões de serviço publico e entre elas as de presidente da Câmara Municipal desta cidade e a de Governador Civil em 1879, tendo tomado posse deste cargo a 15 de Março do mesmo ano. Foi agraciado com o título de visconde por decreto de 23 de Março de 1882.
Como presidente da Câmara Municipal, deve-se-lhe a demolição das antigas vielas entre a rua dos Aranhas e o antigo cemitério britanico, e a construção da rua «5 de Junho». Faleceu a 22 de Março de 1902.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 04-
João Bettencourt Araújo Carvalhal Esmeraldo, futuro Conde do Ribeiro Real, nasceu no Funchal.
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O Conde do Ribeiro Real tomou posse como governador civil do Funchal.
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João Bettencourt de Araújo Carvalhal Esmeraldo foi agraciado com o título de Visconde do Ribeiro Real por decreto.
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O Conde do Ribeiro Real morreu.
Lugar
Lugares mencionados · 04- Cemitério Britânico
Funchal. Limite das vielas demolidas.
O cemitério britânico (protestante) do Funchal remonta a uma autorização de 1761. O primeiro cemitério situava-se onde hoje fica o Largo do Conde do Ribeiro Real; o atual foi construído em 1808 e ampliado em 1852 e 1889. Situa-se na Rua da Carreira, junto ao novo Paço Episcopal, e possui uma lápide em memória do reverendo R. T. Lowe.
- Funchal
Local onde nasceu e cidade a cuja Câmara Municipal presidiu.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Rua 5 de Junho
Funchal. Rua aberta por sua iniciativa.
A Rua 5 de Junho, no Funchal, foi construída por iniciativa do Conde do Ribeiro Real no lugar do Beco do Cemitério. O primitivo cemitério britânico situava-se no seu extremo, e a rua foi prolongada até à Rua da Carreira. Em 1921, havia ali uma fundição; em 1917, a rua foi atingida por um projétil.
- Rua dos Aranhas
Funchal. Durante a sua presidência, foram demolidas antigas vielas próximas desta rua.
A Rua dos Aranhas é uma rua do Funchal que deve o nome à família Aranha, que ali viveu, e anteriormente se chamava Rua do Dr. Chaves. Nela situam-se a Casa de Dona Mécia e uma casa gótica da família Ornelas que ainda subsiste. Foi o local da igreja anglicana inaugurada em 1848, da Escola Normal e do Teatro Esperança; no seu extremo superior erguia-se, até 1904, a porta de São Lázaro.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 03-
Nobre nascido no Funchal, presidente da Câmara Municipal e governador civil do Funchal a partir de 1879.
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Morgado e pai do Conde do Ribeiro Real.
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Mãe do Conde do Ribeiro Real.