Moradias de Zargo 1A primeira morada junto a Santa Catarina
Moradias de Zargo
Aborda as sucessivas moradias de João Gonçalves Zargo no Funchal: uma casa de madeira junto à Capela de Santa Catarina, uma casa de pedra perto de São Paulo e a sua última residência junto à Igreja da Conceição de Cima (Santa Clara), que o autor identifica com a atual Quinta das Cruzes. Traça também a história dos posteriores proprietários dessa casa e da espada de duas mãos atribuída a Zargo.
No estrangeiro
1A primeira morada junto a Santa Catarina
Não é certamente essencial para a historia da Madeira a determinação segura dos lugares em que João Gonçalves Zargo levantou as suas casas de moradia, e nem isso constitui um ponto capital de investigação para a biografia do ilustre navegador e colonizador do nosso arquipélago. Não deixa, no entretanto, de oferecer algum interesse o conhecer-se com inteira exactidão os sítios em que estabeleceu residência e onde decorreram as três ou quatro dezenas de anos da sua longa permanência nesta ilha. Esses lugares devem merecer aos poderes públicos, e especialmente às corporações administrativas que têm a sua sede no Funchal, o respeito e a veneração que por toda a parte se costumam sempre tributar aos objectos e às cousas que se acham intimamente ligados à vida dos homens ilustres. Determinar com absoluta precisão os edifícios e os recintos que muito de perto se prendem com a sua existência é despertar nos madeirenses a veneração devida à sua memória e estimular as generosas iniciativas, que tenham por fim perpetuar condignamente, entre nós, essa mesma gloriosa e inolvidável memória.
Refere o historiador das ilhas: «. . . o capitão João Gonçalves Zargo... abrigando os navios aos ilhéus que no cabo deste logar estão, por haver ali huma fermosa enseada, determinou de fazer em terra sua morada de madeira, a qual logo fez pegada com o mar em um logar alto, onde depois a capitoa Constança Rodrigues fundou uma igreja de Santa Catharina.» Foi este o primeiro assentamento de Zargo, e foi também o primeiro templo erigido na Madeira a capela mandada construir pela mulher do navegador. A pequena e primitiva ermida sofreu vàrias reconstruções e repairos no decorrer dos séculos, sendo a capela actual uma construção dos meados ou fins do século XVII. É no entretanto o único edifício que, no Funchal, verdadeiramente recorda o facto da descoberta. Como tal deverà ser religiosamente conservado. Na sua pequenez, na sua modéstia e na sua pobreza, comemora o inicio das nossas brilhantes descobertas marítimas, e para os madeirenses representa, além do descobrimento, o começo do povoamento e colonização deste arquipélago. A capela conserva no limiar do pórtico a data de 1425, que representa o ano da primitiva construção. Foi junto deste pequeno templo que João Gonçalves Zargo teve durante alguns anos a sua primeira morada, construída talvez dos ricos e odoríferos cedros que em matas cerradas abundavam por toda a parte. Seria sem duvida uma mais que modesta e desconfortável habitação, edificada num só pavimento e despida de todo o aparato arquitectónico, como o foram todas as primitivas habitações, que entre nós se construíram. Lê-se algures que só mais tarde é que um indivíduo, por nome João Manuel, levantou no Campo do Duque a primeira casa sobradada e construída de madeira de cedro lavrado, o que na época causou uma não pequena admiração.
Do solitário retiro de Santa Catarina, pois que o primitivo e mais denso núcleo de população, com as suas correlativas habitações, se formou na margem esquerda da ribeira mais oriental do Funchal, dirigiu Zarco os trabalhos iniciais de colonização e lançou os fundamentos da futura vila, que rapidamente progrediu e ainda em sua vida atingiu um extraordinário desenvolvimento. Sonharia ali com o progresso da capitania, de que era donatário, e com o engrandecimento da casa que fundara, entrevendo num futuro próximo as honras e os privilégios de que seriam cumulados os seus descendentes e sucessores. Teria talvez adivinhado que o monarca o galardoaria com os timbres da nobreza e com o uso dum brazão de armas, vendo já os pergaminhos dos seus netos esmaltados com a coroa de conde e de grandes do reino, como homenagem tributada aos serviços prestados pelo avô. . .
2As moradias de São Paulo e da Conceição de Cima
Alguns anos depois, transferiu Zargo a sua residência para a margem esquerda da ribeira, no sopé do morro que teve mais tarde o nome de Pico dos Frias e próximo da capela que ali edificara com a invocação de São Paulo. Afirma-se que foi esta a primeira casa de moradia construída de pedra, que se levantou no Funchal. Nestas proximidades se erigiu o primeiro hospital, sobre terreno doado por Gonçalves Zargo no ano de 1454, e que ali funcionou durante alguns anos, até à sua mudança para a margem esquerda da ribeira de João Gomes.
Não parece ter sido muito longa a permanência de João Gonçalves Zargo nas suas duas primitivas moradias. O seu definitivo assentamento, onde passou a maior parte da sua existencia, foi nas próximas imediações do local em que erigiu a igreja da Conceição de Cima. Diz um antigo manuscrito: «determinou também fazer morada para si como fez em um alto que está sobre o vale do Funchal: logo defronte uma igreja de Nossa Senhora da Conceição para seu jazigo e dos seus, a qual começaram a chamar Nossa Senhora de Cima, por estar fundada em um toco de rocha ao pé de um pico». É neste templo, que depois tomou o nome da igreja de Santa Clara, onde jazem os despojos mortais do ilustre navegador, e foi certamente nas casas de moradia que edificou naquelas proximidades que ele terminou a sua carreira mortal. Lê-se no já citado manuscrito:–«chegou a tanta velhice o grande Gonçalves Zargo, que em colos de homens se fazia levar a pôr ao sol, com que muito se corroborava. De ali dispunha as coisas da sua jurisdição, governando e administrando justiça com o seu entendimento inteiro, em que não experimentou nunca a imbecilidade de homem decrépito».
A' vista de vários documentos que examinámos detidamente, chegámos pela primeira vez a averiguar que a velha residência de Gonçalves Zargo corresponde à antiga casa solarenga dos morgados Lomelinos, que hoje conserva o nome de Quinta das Cruzes, embora com o decorrer dos séculos tenha sofrido tão profundas modificações que, presentemente, não restará ali cousa alguma da primitiva construção.
3Possuidores da vivenda e o montante de Zargo
Parece que esta antiga e nobre moradia se conservou na posse dos seus descendentes, sendo certo que um século depois da sua morte, pertencia a seu neto Pedro Gonçalves da Câmara, casado com D. Joana de Eça, camareira-mor da rainha D. Catarina, estando em 1575 no usufruto e posse de um neto destes, também chamado Pedro Gonçalves da Câmara, o qual por escritura publica de 16 de Setembro daquele ano, a vendeu ao seu próximo parente Francisco Gonçalves da Câmara, neto de João Gonçalves Zargo. Era este Francisco Gonçalves da Câmara, que governava a capitania do Funchal, na ausência de seu sobrinho João Gonçalves da Câmara, sexto donatário, quando em 1566 foi esta cidade assaltada pelos corsários franceses, que aqui deram um terrível saque e massacraram cerca de trezentas pessoas. Gaspar Frutuoso dizia em 1590 que Gonçalves da Câmara residiu nas imediações do convento de Santa Cruz «em uns paços grandes e sumptuosos».
Esta vivenda passou à posse de uma filha de Francisco Gonçalves da Câmara, por nome D. Joana de Noronha, e depois ao filho desta António de Carvalhal Esmeraldo, que a possuía no ano de 1624. Nos fins do século XVII, pertencia a Francisco Esmeraldo Henriques, que ali fundou a capela de Nossa Senhora da Piedade. Conserva no alto do pórtico a data de 1692, mas é de 1695 o ano da escritura de doação e nele é que se iniciou ali o exercício do culto religioso. Nesta capela se encontra um carneiro de mármore, que se afirma encerrar os despojos mortais de Urbano Lomelino, fundador do convento que ali existiu na vila de Santa Cruz e um dos troncos da família Lomelino nesta ilha. Na instituição vincular deste importante morgadio se incorporou, provavelmente por ligação matrimonial, a vivenda das Cruzes, em ano que não podemos determinar, e nesta família se conservou até os nossos dias, passando hà poucos anos a ser propriedade dos barões do Jardim do Mar.
É ocasião bem azada de fazermos uma especial referência ao montante de João Gonçalves Zargo, que sempre se conservou nesta casa e que uma tradição constante, transmitida de geração em geração no seio da família que o possuía, faz indubitavelmente pertencer ao ilustre colonizador. Como tal foi sempre considerado, e a profunda veneração que ali se tributou em todo o tempo àquela relíquia, mais confirma ainda a verdade da sua origem. É uma arma antiga, destinada a ser brandida com ambas as mãos e que não prima pelo esmerado do fabrico. Não tem, por certo, valor intrínseco ou artístico, mas vale muito pelos seus quinhentos e tantos anos de existência e mais que tudo por ter pertencido ao grande navegador que colonizou este arquipélago. É talvez a espada que Gonçalves Zargo empunhou em Marrocos, nas suas arremetidas contra os mouros, conquistando a fama de valente e arrojado cavaleiro. Essa relíquia veneranda encontra-se nesta cidade nas mãos dum estrangeiro, que a conserva com o apreço que ela verdadeiramente merece. Deveria no entanto estar na posse da Câmara Municipal desta cidade. A esta corporação administrativa cumpre promover a sua aquisição e guarda-la religiosamente nos seus arquivos, até que possa condignamente figurar no museu de arte e antiguidades que um dia se há-de forçosamente fundar nesta cidade (1921).
O montante atribuído a João Gonçalves Zargo encontra-se hoje no Museu Municipal.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 07-
Constança Rodrigues de Almeida fundou no Funchal a Capela de Santa Catarina e a respetiva mercearia, consideradas a primeira igreja e a primeira instituição de beneficência da Madeira; a data de 1425 está gravada no portal da capela.
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Zarco doou terrenos junto à Capela de São Paulo para o primeiro hospital do Funchal.
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Corsários huguenotes franceses comandados por Montluc, guiados por Gaspar Caldeira, desembarcaram na Praia Formosa e saquearam o Funchal. Tomaram de assalto a fortaleza de São Lourenço e profanaram a Sé e o convento de Santa Clara, cujas freiras fugiram para o Curral; Gaspar de Braga morreu a resistir-lhes. O ataque, ocorrido durante a capitania de Francisco Gonçalves da Câmara, levou à construção de novas fortificações costeiras.
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Pedro Gonçalves da Câmara vendeu a casa de Zarco a Francisco Gonçalves da Câmara.
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António de Carvalhal Esmeraldo era proprietário da casa considerada uma das moradias de Zarco.
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Foi feita uma escritura de doação para a Capela de Nossa Senhora da Piedade e aí teve início o culto; o seu portal tem a data de 1692.
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O autor instou a Câmara Municipal do Funchal a adquirir a espada de Zarco.
Lugar
Lugares mencionados · 12- Moradias de Zargo · Assunto
Funchal
As Moradias de Zargo são as sucessivas residências de João Gonçalves Zargo no Funchal: uma casa de madeira junto à Capela de Santa Catarina, uma casa de pedra perto de São Paulo e uma última casa junto à Igreja da Conceição de Cima (Santa Clara). O autor identifica esta última com a atual Quinta das Cruzes; o verbete traça ainda a história dos seus posteriores proprietários e da espada de duas mãos atribuída a Zargo.
- Campo do Duque
Funchal. Local onde se ergueu a primeira casa de cedro de dois andares.
O Campo do Duque era um amplo terreno aberto no centro do Funchal primitivo, pertencente aos grão-mestres da Ordem de Cristo. Foram cedidos terrenos para a construção da Sé Catedral (a partir de 1485), dos Paços do Concelho e do largo com o seu pelourinho; o Terreiro da Sé fazia parte do campo. Segundo os registos, foi ali que se plantou cana-de-açúcar pela primeira vez e se construiu a primeira casa de cedro de dois pisos do Funchal.
- Capela de Santa Catarina
Funchal. Capela fundada pela mulher de Zargo, junto à primeira casa de madeira do marido.
A Capela de Santa Catarina, no Funchal, foi fundada por volta de 1425 por Constança Rodrigues de Almeida, mulher de João Gonçalves Zarco, junto à primeira casa de madeira deste. É considerada a primeira igreja da Madeira, tem a data de 1425 no portal e possuía um albergue anexo para mulheres pobres. O Convento de São Francisco foi construído em frente.
- Capela de São Paulo
Funchal. Capela construída por Zargo perto da sua casa de pedra.
Capela construída por Zarco no Funchal, junto da sua casa de pedra. Deu origem à freguesia de São Pedro e foi a sua primeira sede. O primeiro hospital foi construído ao seu lado, cerca de 1469. Deu nome ao largo, à travessa e ao sítio de São Paulo.
- Funchal
Cidade onde se situavam as moradias de Zargo.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Igreja de Santa Clara
Funchal. Antiga Igreja da Conceição de Cima, onde Zargo está sepultado.
A Igreja de Santa Clara, no Funchal, foi originalmente a Capela de Nossa Senhora da Conceição de Cima, construída por João Gonçalves Zarco como sepultura da sua família e mais tarde integrada no Convento de Santa Clara. O Elucidário aborda a localização incerta dos restos mortais de Zarco, as sepulturas de capitães-donatários posteriores aí encontradas em 1919, o papel da igreja como destino da peregrinação do quinto centenário e o projétil que a atingiu durante a missa, no bombardeamento de 1917.
- Marrocos
Morocco. Local onde Zargo poderá ter empunhado a sua espada contra os mouros.
Marrocos é referido como o local das praças portuguesas onde madeirenses, entre eles Zarco, combateram os mouros e onde Zarco recebeu o título de cavaleiro. Cativos mouros trazidos da sua costa levaram os seus relatos à Madeira. Era também o país de origem das princesas marroquinas.
- Museu Municipal do Funchal
Funchal. Guarda atualmente a espada atribuída a Zargo.
O Museu Municipal do Funchal conserva a espada atribuída a Zarco, a lápide de Gil Enes, um exemplar de um selo e a imagem de São Jorge. No seu átrio encontra-se a inscrição de 1787 proveniente da ponte do Torreão.
- Pico dos Frias
Funchal. Elevação em cujo sopé se situava a segunda casa de Zargo.
Monte acima do Funchal, assim chamado por Romeu Frias, onde se ergue a fortaleza do Pico (Castelo de São João do Pico). Marcava o limite norte da vila primitiva, e a muralha ocidental da cidade deveria terminar no seu rochedo. A primeira casa de pedra de Zarco ficava no sopé. Perto da fortaleza existiu uma residência de campo dos jesuítas, mais tarde vendida por 9 contos.
- Quinta das Cruzes
Funchal. Quinta que o autor identifica como a última residência de Zargo.
A Quinta das Cruzes é uma quinta histórica no Funchal, identificada como a última residência de Zarco, onde morreu e onde se guardava a sua espada. Antiga propriedade dos Lomelino, mais tarde pertencente a Francisco Gonçalves da Câmara, possui uma capela da década de 1690 com um ossário de mármore que se diz conter os ossos de Urbano Lomelino. A Junta Geral escolheu-a para acolher um museu de arte antiga com base na doação de um colecionador.
- Ribeira de João Gomes
Funchal. Ribeira para cuja margem foi posteriormente transferido o primeiro hospital.
A Ribeira de João Gomes, no Funchal, nasce na Serra do Poiso, recebe a Ribeira das Cales e foi outrora chamada Ribeira de Nossa Senhora do Calhau. Marcava o limite oriental das muralhas projetadas para a cidade e da freguesia de Santa Luzia; a igreja do Calhau situava-se junto dela. O matadouro municipal de 1941 situa-se na sua margem direita.
- Santa Cruz
Localidade onde Urbano Lomelino fundou um convento.
Santa Cruz é uma freguesia e uma das povoações mais antigas da Madeira. Recebeu o nome de uma cruz que Zarco ali mandou erguer aquando da descoberta. O Elucidário aborda a sua história eclesiástica inicial, a colegiada, as capelas, os povoadores nobres e os sítios da freguesia.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 14-
Mulher de Zargo, que fundou a Capela de Santa Catarina junto à primeira casa do marido.
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Rainha de Portugal a quem Joana de Eça serviu.
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Filho de Joana de Noronha, proprietário da casa em 1624.
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Proprietário da casa no final do século XVII, que aí fundou a Capela de Nossa Senhora da Piedade.
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Neto de Zargo que governou a capitania do Funchal durante o saque francês de 1566 e comprou a casa em 1575.
- Gaspar Frutuoso1522–1591
Historiador das ilhas, citado a propósito da primeira casa de Zargo e do palácio dos Câmara.
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Mulher de Pedro Gonçalves da Câmara e camareira-mor da rainha D. Catarina.
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Filha de Francisco Gonçalves da Câmara que herdou a casa.
- João Gonçalves da Câmara1414–1501
Sexto donatário do Funchal, ausente em 1566.
- João Gonçalves Zarcom. 1467
Descobridor e primeiro capitão-donatário do Funchal cujas moradias são o tema deste verbete.
+ 4 mais
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Homem a quem se atribui a construção da primeira casa de cedro de dois andares no Funchal, no Campo do Duque.
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Neto de Zargo que era proprietário da casa das Cruzes um século após a morte do avô.
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Bisneto de Pedro Gonçalves da Câmara, que vendeu a casa a Francisco Gonçalves da Câmara em 1575.
- Urbano Lomelinom. 1518
Fundador do convento de Santa Cruz e antepassado dos Lomelinos, que se diz estar sepultado na Capela de Nossa Senhora da Piedade.