Conventos
Entrada de síntese que enumera os conventos da ordem franciscana na Madeira: quatro masculinos e três femininos, na sua maioria já desaparecidos. Menciona também o colégio dos jesuítas no Funchal, então utilizado como quartel.
Como ficam atrás descritos, havia na Madeira quatro conventos de frades da ordem serafica ou franciscana: S. Francisco, do Funchal, S. Francisco, da Calheta, Nossa Senhora da Piedade, de Santa Cruz, e Nossa Senhora da Porciuncula, da Ribeira Brava. Também da mesma ordem havia três conventos de freiras, todos no Funchal: Santa Clara, Nossa Senhora das Mercês e Nossa Senhora da Incarnação. Destas casas monasticas apenas existem a igreja e parte do convento de Santa Clara e a igreja da Incarnação.
Os jesuítas também tiveram no Funchal uma casa religiosa ou colégio, hoje servindo de quartel, que existe ainda com a sua igreja adjunta. (Vid. Colegio).
Neste artigo
Lugar
Lugares mencionados · 10- Conventos · Assunto
Funchal
A entrada do Elucidário sobre os conventos enumera as casas franciscanas da Madeira: quatro conventos masculinos e três femininos, na sua maioria já desaparecidos. Menciona também o colégio dos jesuítas no Funchal, então utilizado como quartel.
- Convento de Nossa Senhora da Encarnação
Funchal. Convento franciscano feminino no Funchal, do qual apenas subsiste a igreja.
Convento de freiras franciscanas no Funchal, do qual só subsiste a igreja.
- Convento de Nossa Senhora da Piedade
Santa Cruz. Convento franciscano masculino em Santa Cruz.
O Convento de Nossa Senhora da Piedade foi um convento franciscano em Santa Cruz, na Madeira. Foi fundado por Urbano Lomelino e concluído por Jorge Lomelino, que ali foi sepultado.
- Convento de Nossa Senhora da Porciúncula
Ribeira Brava. Convento franciscano masculino na Ribeira Brava.
Antigo convento franciscano na freguesia da Ribeira Brava, perto da igreja paroquial. À época do Elucidário, restavam apenas ruínas e uma fachada datada de 1730.
- Convento de Nossa Senhora das Mercês
Funchal. Convento franciscano feminino no Funchal, já desaparecido.
O Convento de Nossa Senhora das Mercês foi um convento de freiras franciscanas no Funchal, fundado por Gaspar Berenguer de Andrade e pela sua mulher. Já não existe.
- Convento de Santa Clara
Funchal. Convento franciscano feminino no Funchal, do qual subsistem a igreja e parte do edifício conventual.
Convento no Funchal fundado entre 1492 e 1497 pelo segundo capitão-donatário, João Gonçalves da Câmara, junto à igreja da Conceição de Cima. É local de sepultura da família Câmara e conserva um documento de 1447 em que o nome aparece grafado «Zargo». Em 1912, foi cedido para a instalação de um novo hospital e, mais tarde, escolhido para acolher o museu arqueológico.
- Convento de São Francisco da Calheta
Calheta. Convento franciscano masculino na Calheta.
Pequeno convento franciscano da Calheta, construído com esmolas cerca de 1670 em terrenos comprados por Pedro Bettencourt de Athouguia. Era o convento mais modesto da Madeira e acolheu o cabido colegial de 1811 a 1815. Entretanto extinto, foi mais tarde vendido pelo Estado a particulares; pertencia-lhe a capela de Santa Apolónia.
- Convento de São Francisco do Funchal
Funchal. Um dos quatro conventos franciscanos masculinos da Madeira.
O Convento de São Francisco era um dos quatro conventos franciscanos masculinos da Madeira. Foi fundado na cidade em 1473, após o primeiro estabelecimento dos frades em São João, secularizado em 1834 e demolido na década de 1860. O seu terreno, escolhido para uns novos Paços do Concelho que nunca foram construídos, deu lugar ao Jardim Municipal e às ruas vizinhas.
- Funchal
Cidade onde se situavam a maioria dos conventos e o colégio dos jesuítas.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.