Francisco Gonçalves da Câmara
governador da Capitania do Funchal · nobre · proprietário de terras
Filho natural do terceiro capitão-donatário do Funchal, governou a capitania na ausência do sobrinho a partir de 1555 e é recordado pela fraca defesa perante o saque francês de 1566. Gaspar Frutuoso elogiou a sua valentia, enquanto o anotador de Saudades da Terra o considerou cobarde; em 1575, comprou a casa de Zarco.
1Mencionado em
- Donatarios — Tio que governou a Capitania do Funchal durante a menoridade do quinto donatário.
- Saque dos Franceses — Tio do donatário, que governava a Capitania do Funchal durante o saque de 1566.
- Moradias de Zargo — Neto de Zargo que governou a capitania do Funchal durante o saque francês de 1566 e comprou a casa em 1575.
- Camara (Simão Gonçalves da) — Tio do biografado e capitão-donatário interino do Funchal a partir de 1555, durante o saque francês de 1566.
2Cronologia
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Simão Gonçalves da Câmara partiu para o reino, deixando o tio Francisco Gonçalves da Câmara como capitão-donatário interino do Funchal.
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Corsários huguenotes franceses comandados por Montluc, guiados por Gaspar Caldeira, desembarcaram na Praia Formosa e saquearam o Funchal. Tomaram de assalto a fortaleza de São Lourenço e profanaram a Sé e o convento de Santa Clara, cujas freiras fugiram para o Curral; Gaspar de Braga morreu a resistir-lhes. O ataque, ocorrido durante a capitania de Francisco Gonçalves da Câmara, levou à construção de novas fortificações costeiras.
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Pedro Gonçalves da Câmara vendeu a casa de Zarco a Francisco Gonçalves da Câmara.