Ribeira de João Gomes
Monte · Funchal
Ribeira do concelho do Funchal, com nascente na Serra do Poiso, Madeira
A Ribeira de João Gomes, no Funchal, nasce na Serra do Poiso, recebe a Ribeira das Cales e foi outrora chamada Ribeira de Nossa Senhora do Calhau. Marcava o limite oriental das muralhas projetadas para a cidade e da freguesia de Santa Luzia; a igreja do Calhau situava-se junto dela. O matadouro municipal de 1941 situa-se na sua margem direita.
1Mencionado em
- Povoamento e Colonização — Ribeira junto à qual se situava a igreja do Calhau.
- Alfândegas — O povoado inicial cresceu a leste desta ribeira.
- Matadouro Municipal — O matadouro de 1941 situa-se na sua margem direita.
- Cortina da Cidade — As muralhas orientais acompanhavam a sua margem direita.
- Lavradores (Largo ou Praça dos) — O largo situa-se na sua margem esquerda.
- Nova de Santa Maria (Rua) — Ponto de partida da rua.
- Curral dos Romeiros — Ribeira atravessada pela ponte do Curral, a montante da qual existe uma pequena cascata.
- Santa Luzia (Freguesia de) — Limite oriental da freguesia.
- Azevinho (Ilex canariensis) — Local onde cresce o azevinho.
- Funchal Antigo — Ribeira junto à qual se erguia a igreja do Calhau.
- Nossa Senhora do Calhau (Igreja de) — Ribeira em cuja margem esquerda se erguia a igreja e cujas cheias a destruíram.
- Fortificações — Limite oriental das muralhas projetadas para a cidade.
- Algas — Ribeira onde vive a raríssima Lemanea fluviatilis, debaixo da ponte do Curral dos Romeiros.
- Moradias de Zargo — Ribeira para cuja margem foi posteriormente transferido o primeiro hospital.
- Conceição (Largo da) — Vale visível do largo.
- São Filipe (Forte de) — A outra ribeira que delimitava o local do forte.
- Freguesias — Ribeira em cuja margem esquerda cresceu o primeiro povoado do Funchal.
- Muralhas das Ribeiras — Casas demolidas em 1806 para construir novas muralhas; muralhas construídas em 1847–1848.
- Funchal – I Origem do nome — Ribeira junto da qual se formou um dos primeiros núcleos de povoamento.
- Instituições Vinculares — Ribeira junto à qual João Gomes instituiu vínculos.
- Cancioneiro de Resende (A Madeira no) — Ribeira com o nome do poeta, que possuía terras de sesmaria nas suas margens.
- Barca (Campo da) — Ribeira em cuja margem esquerda se situa a praça.
- Forte de S. Felipe da Praça — O forte situava-se entre a sua foz e a da ribeira de Santa Luzia.
- Quedas de Água — Ribeira com quedas de água.
- Portas da Cidade — Havia três portas na muralha ao longo da ribeira.
- Oudinot (Rua do) — Ribeira outrora atravessada por uma ponte pouco abaixo da rua.
- Santa Maria Maior (Freguesia de) — Ribeira que assinala o limite ocidental da freguesia.
- Ferreira (Gonçalo Aires) — Ponto onde terminava a antiga Rua de Gonçalo Aires.
- Gomes (João) — Ribeira em cujas margens possuía terras de sesmaria e que tem o seu nome.
- Aluviões — Ribeira cujo transbordamento causou grande destruição em 1765, 1803 e 1856.
- Murta (Myrtus communis, forma lusitanica) — Local onde a murta cresce espontaneamente.
2Cronologia
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Uma grande aluvião no Funchal destruiu em grande parte a igreja de Nossa Senhora do Calhau (Santa Maria Maior) e o hospital anexo.
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A grande aluvião de 9 de outubro de 1803, considerada a maior calamidade da Madeira, devastou o Funchal e outras partes da ilha, matou cerca de 600 pessoas e destruiu a igreja do Calhau, muros de contenção das ribeiras, pontes e capelas em Machico, Santa Cruz e noutros locais. Motivou a missão de Oudinot e a expansão da cidade para o exterior.
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O brigadeiro Reinaldo Oudinot chegou ao Funchal em fevereiro de 1804 e regularizou e murou as três ribeiras da cidade; as cheias de dezembro de 1804 puseram os muros à prova e, em 1806, foram demolidas casas junto às ribeiras de João Gomes e de Santa Luzia para a realização das obras.
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Um relatório assinalou que ainda faltavam obras de proteção nas ribeiras do Funchal.
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Foi construído o novo Matadouro Municipal do Funchal.