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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 0146 Grupo taxonómico Vol. I · pp. 86–87 2 min de leitura

Algas

Panorama das algas registadas na Madeira, em Porto Santo e nas Desertas (373 espécies, das quais 211 diatomáceas), com indicação de espécies marinhas e de água doce características e dos locais onde ocorrem. Refere também a coleção de algas do Museu do Seminário e os especialistas que identificaram exemplares.

Algas

Algas

Na Madeira, Porto Santo e Desertas têm sido achadas até o presente 373 espécies de algas, das quais 211 pertencem ao grupo das Diatomaceas. Das 162 espécies restantes, 127 são marinas e 35 vivem nas ribeiras, tanques, lugares húmidos e levadas, não se conhecendo acerca de muitas delas senão os nomes dos géneros a que pertencem. A Enteromorpha compressa é extremamente comum nas pedras que as águas descobrem na baixa mar, e a Ulva Lactuca, a Padina Pavonia, a Cystoseira ericoides, etc., também são raras em certos pontos da costa, cobertos ou banhados pelo mar.

A Laminaria saccharina, de grandes dimensões, aparece nas proximidades da Ponta de S. Lourenço, onde também têm sido achados o Sargassum bacciferam e duas espécies do género Liagora, uma das quais é a L. pulverulenta.

A Corallina officinalis, a Jannia rubens, o Gelidium corneum e outras Rodophyceas, não são raros na Ponta Delgada e nalguns pontos da costa do sul.

Nas ribeiras, levadas e charcos da Madeira abunda uma espécie de Oedogonium (talvez o O. capilliforme), e nas rochas húmidas e junto das quedas de água é frequente o Nostoc verrucosum, de forma globular, associado ás vezes á Anabaena flos-asquae e a outras Myxophyceas.

Na Ribeira de João Gomes, sob a ponte do Curral dos Romeiros, vive a rarissima Lemanea fluviatilis, alga filamentosa e coriacea, e nos charcos próximos têm sido achadas as Desmidiaceas seguintes: Staurastrum muticum, Cosmarium Botrytis, C. margaritiferum e Closterium acerosum. No museu do Seminário existe uma colecção de algas marinas, determinada pelo professor Schmitz, da Universidade de Greifswalde, e o Rev. Schodduyn, de Pas de Calais, determinou em 1910 várias algas de água doce que lhe foram remetidas pelo autor destas linhas.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 01
  1. O Padre Schodduyn identificou várias algas de água doce da Madeira enviadas pelo autor do Elucidário.

Lugar

Lugares mencionados · 10

No estrangeiro

Mapa: Arquipélago da Madeira (9)
  1. Curral dos Romeiros

    Funchal. Localidade em cuja ponte e poças próximas se encontram algas de água doce e desmídias raras.

  2. Desertas

    Santa Cruz. Grupo de ilhas onde foram registadas algas.

  3. Greifswald

    Germany. Cidade onde se situa a universidade do professor Schmitz.

  4. Museu do Seminário

    Funchal. Museu que conserva uma coleção de algas marinhas identificadas por Schmitz.

  5. Pas-de-Calais

    France. Região de origem do Padre Schodduyn.

  6. Ponta de São Lourenço

    Machico. Promontório perto do qual se encontram exemplares de grandes dimensões de Laminaria saccharina, Sargassum e Liagora.

  7. Ponta Delgada

    São Vicente. Localidade costeira onde algas vermelhas como Corallina officinalis não são raras.

  8. Porto Santo

    Uma das ilhas onde foram registadas algas.

  9. Ribeira de João Gomes

    Funchal. Ribeira onde vive a raríssima Lemanea fluviatilis, debaixo da ponte do Curral dos Romeiros.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 02
  1. Professor da Universidade de Greifswald que identificou a coleção de algas marinhas conservada no Museu do Seminário, no Funchal.

  2. Eclesiástico de Pas-de-Calais que, em 1910, identificou algas de água doce enviadas pelo autor do Elucidário.

Na folha A

Vistos recentemente

    As páginas que ler aparecerão aqui.