Museu do Seminário
Museu de história natural do Seminário Diocesano do Funchal, fundado em 1882 pelo sacerdote alemão Ernesto Schmitz, com coleções da fauna, flora e minerais do Arquipélago da Madeira. O Elucidário considera-o o único museu do Funchal de valor científico incontestável.
Fundação, colecções e directores
O chamado museu do Seminário, o único de incontestável valor cientifico que existe no Funchal, foi criado em 1882 pelo sacerdote alemão padre Ernesto Schmitz, então professor daquele estabelecimento de instrução. Esteve por largos anos anexo ao Seminário Episcopal, sendo de recente data a sua transferência para a casa ao largo do Visconde do Ribeiro Real, junto da residência do Prelado Diocesano, onde se acha presentemente (1921).
O museu do Seminário é de historia natural, e nele estão representados a fauna, a flora e os minerais do arquipélago. Pelo que respeita à fauna, são dignas de menção as colecções ornitologicas, ictiologicas e conquiliologicas, e ainda as de coraliarios e as de alguns grupos de insectos; e pelo que respeita à flora, recomendam-se pela sua importância as colecções de muscineas e fanerogamicas, feitas pelo falecido James Y. Johnson, as de líquenes e fungos feitas pelo padre Jaime de Gouveia Barreto e a de algas marinhas, organizada pelo padre Ernesto Schmitz. A colecção de fanerogamicas tem sido muito melhorada nestes últimos tempos, graças às pesquisas do jovem botânico madeirense José Gonçalves da Costa.
O padre Ernesto Schmitz, que tantos serviços prestou ao museu do Seminário, dirigiu-o até Junho de 1908, sendo actual director do mesmo estabelecimento o padre Jaime Barreto, um distinto naturalista, que tem sabido conservar e fazer progredir a obra iniciada pelo seu ilustre mestre (1921).
O museu de ciências naturais do Seminário Diocesano acha-se actualmente, instalado no edifício da Incarnação, sob a proficiente direcção do cónego Jaime de Gouveia Barreto, professor e reitor do mesmo Seminário.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 02Lugar
Lugares mencionados · 04- Edifício da Encarnação
Funchal. Edifício onde o museu foi posteriormente instalado.
O Edifício da Encarnação é um edifício do Funchal onde funcionou anteriormente o Seminário Episcopal. Foi adquirido pela Junta Geral durante a presidência do Dr. Vasco Gonçalves Marques, e o Museu do Seminário foi mais tarde instalado ali.
- Funchal
Cidade onde se situa o museu.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Largo do Visconde do Ribeiro Real
Funchal. Largo onde o museu estava instalado em 1921, junto à residência episcopal.
Praça do Funchal com entrada própria no Elucidário. O Paço Episcopal tem a entrada principal voltada para a praça, onde se encontrava instalado o museu do Seminário em 1921.
- Seminário Episcopal do Funchal
Funchal. Seminário ao qual o museu esteve ligado durante muitos anos.
Seminário ao qual o museu esteve associado durante muitos anos.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 04- Ernesto João Schmitz1845–1922
Sacerdote alemão e professor do Seminário que fundou o Museu do Seminário em 1882, reuniu a sua coleção de algas marinhas e o dirigiu até junho de 1908.
- James Yate Johnson1820–1900
Naturalista já falecido cujas coleções de musgos e plantas com flor se encontram no Museu do Seminário.
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Jovem botânico madeirense cujo trabalho de campo enriqueceu consideravelmente a coleção de plantas com flor do museu.
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Sacerdote e naturalista, mais tarde cónego e reitor do Seminário, que reuniu a coleção de líquenes e fungos e sucedeu a Schmitz na direção do museu.