Barreto (Padre Jaime de Gouveia)
Biografia do Padre Jaime de Gouveia Barreto (n. 1887), sacerdote e naturalista madeirense que recolheu líquenes e fungos, dirigiu o museu do Seminário do Funchal e serviu como capelão em França durante a Primeira Guerra Mundial.
Nasceu no Porto do Moniz a 13 de Maio de 1887 e frequentou o Seminário Episcopal do Funchal, tomando ordens de presbítero em 1910. Tendo coadjuvado o Rev. Padre Ernesto Schmitz na preparação e determinação dos exemplares de historia natural existentes no museu do Seminário, adquiriu uma certa predilecção por este género de trabalhos, sendo por isso encarregado mais tarde da direcção do mesmo museu, quando o referido sacerdote se ausentou para Jerusalém. Colheu grande numero de líquenes e de fungos madeirenses, tendo aqueles sido estudados pelo Professor Navas e estes pelo Professor Torrend, e é sócio da Sociedade de Ciências Naturais de Saragoça. Tendo sido chamado para frequentar a escola de oficiais milicianos em Lisboa enquanto durou o estado de guerra entre Portugal e a Alemanha, conseguiu ser despachado alferes capelão do Corpo Expedicionário Português em França, partindo para aquele país a 23 de Maio de 1918, tendo regressado à pátria em Junho de 1919.
É professor do Seminário Diocesano e director dos gabinetes de ciências naturais do mesmo estabelecimento de ensino. Foi agraciado com o título de monsenhor e é cónego da Sé do Funchal.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 04Lugar
Lugares mencionados · 07No estrangeiro
- França
France. País onde Barreto serviu como capelão do Corpo Expedicionário Português.
A França é um país onde vários madeirenses combateram e morreram na Primeira Guerra Mundial, entre eles Gabriel Rocha de Gouveia e João Paulo da Veiga Pestana. Foi também lugar de estudo, exílio e refúgio para madeirenses. De lá partiu a expedição que deu origem ao Saque dos Franceses, e era o destino pretendido pelos fugitivos da lenda de Machim.
- Jerusalém
Israel. Cidade para onde o Padre Schmitz partiu, deixando o museu a cargo de Barreto.
Jerusalém é a cidade onde o Padre Ernesto João Schmitz dirigiu o Hospício de São Paulo a partir de 1908. Ao partir, deixou o seu museu a cargo do Padre Jaime de Gouveia Barreto.
- Lisboa
Portugal. Cidade onde Barreto frequentou a escola de oficiais da reserva.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
- Porto Moniz
Local de nascimento de Barreto.
Freguesia e concelho do noroeste, com um cais e um porto razoável que oferece boas condições de desembarque quando os ventos do sul impedem o acesso à Costa Sul. Tem uma das mais antigas capelas dedicadas a Santa Maria Madalena no norte da Madeira, cuja festa se celebra a 22 de julho. Foi a terra natal do Dr. Manuel Gomes Jardim.
- Saragoça
Spain. Sede da Sociedade de Ciências Naturais de que Barreto era membro.
Sede da Sociedade de Ciências Naturais de que Barreto era membro.
- Sé do Funchal
Funchal. Sé Catedral do Funchal de que Barreto se tornou cónego.
A Sé do Funchal é a catedral do Funchal, na freguesia da Sé. A sua construção começou em 1493; tornou-se sede paroquial em 1508 e catedral em 1514. Foi ponto de partida de procissões e local do voto a São Tiago, e nela estão sepultados bispos.
- Seminário do Funchal
Funchal. Seminário onde Barreto estudou e mais tarde lecionou, e cujo museu dirigiu.
O Seminário do Funchal é o seminário diocesano do Funchal. Entre os que ali estudaram contam-se Manuel Pestana dos Reis, o Padre José Gonçalves de Aguiar e o poeta Francisco Álvares de Nóbrega, que foi expulso. O Padre Ernesto Schmitz ali lecionou, tornou-se vice-reitor e fundou um museu, mais tarde dirigido pelo Padre Jaime de Gouveia Barreto, antigo aluno e professor.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 04-
Sacerdote e naturalista madeirense nascido no Porto Moniz, diretor do museu de história natural do Seminário do Funchal e cónego da Sé Catedral do Funchal.
- Ernesto João Schmitz1845–1922
Sacerdote e naturalista a quem Barreto prestou auxílio nas coleções do museu do Seminário e a quem sucedeu na direção do museu quando Schmitz partiu para Jerusalém.
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Professor que estudou os líquenes madeirenses recolhidos por Barreto.
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Professor que estudou os fungos madeirenses recolhidos por Barreto.