Ponta do Sol (Freguesia da) 1Origem do nome
Ponta do Sol (Freguesia da)
Entrada sobre a freguesia de Ponta do Sol, na Costa Sul da Madeira, que aborda a origem do seu nome, o povoamento iniciado por volta de 1440 por Rodrigo Enes, «o Coxo», a igreja paroquial de Nossa Senhora da Luz, os primeiros povoadores e os morgadios, os naturais ilustres, o cais de 1848 e a visita régia de 1858.
No estrangeiro
1Origem do nome
O autor das Saudades, fazendo a descrição sumaria da primeira exploração realizada pelos descobridores através da costa sul desta ilha, diz que João Gonçalves Zarco, metendo-se nos batéis na Ribeira Brava, «chegou a uma ponta que se faz abaixo huma legoa, e entra muito no mar; e, porque na rocha que está sobre a ponta se enxerga de longe e se vê claro huma vea redonda na mesma rocha com huns rayos que parece sol, deolhe nome o capitam a Ponta do Sol...» Em outra passagem da mesma obra se lê que «...Ponta do Sol se chama assi, por ter uma ponta ao Occidente da villa que tem o parecer... aonde tambem dá o Sol primeiro que na villa quando nace». Eis a explicação que o cronista apresenta para justificar a origem do nome desta localidade e que na verdade parece plausivel, não havendo razões de pêso que inteiramente a contrariem. Ignoramos se outros lugares com identica denominação, como uma localidade que existe na ilha de Santo Antão, Cabo Verde, tirariam a origem do seu nome de circunstancias semelhantes ás que ficaram registadas pelo dr. Gaspar Frutuoso.
João Agostinho de Freitas, um inteligente e paciente investigador das cousas do seu rincão natal, não se afasta sensivelmente da opinião de Frutuoso, dizendo que o nome «derivou de um braço ou restinga de rocha viva que por avançar pelo mar dentro se chama ponta, de uma saliencia com viezes ou fendas concentricas, em forma de resplendor, como é costume figurar o Sol, a qual existia na face do rochedo do Passo que fica vertical ao Fojo, junto á dita ponta». E acrescenta: «este rochedo fica ao sueste da villa e não ao occidente, como talvez por erro do copista se diz no manuscripto do Dr. Frutuoso, que se acha na livraria da Camara do Funchal».
2Povoamento e igreja paroquial
A Ponta do Sol começou a ser colonizada aproximadamente por 1440. Um dos seus mais antigos povoadores foi Rodrigues Enes, o Coxo, obtendo ali vastos terrenos, estabeleceu uma importante fazenda povoada, que foi a origem e o primitivo nucleo da futura freguesia. Diz-se algures que os terrenos começados a arrotear por Rodrigo Enes e que lhe foram concedidos em sesmaria, ficavam a oeste da ribeira e se estendiam da orla do oceano até ao Arrebentão, junto ao Paul da Serra.
Conjectura-se que tivesse feito assentamento neste lugar pelos anos de 1450. Não se sabe o ano da sua morte, mas conhecem-se algumas das suas disposições testamentarias, feitas a 8 de Abril de 1486, nesta localidade, perante o tabelião do Funchal, João Tavira, e entre elas se encontra a seguinte: «manda que da renda da sua terça lhe façam uma capella em a egreja da Ponta do Sol da parte da mam direita excontra o mar, e será feita como a de Clara Esteves, que é em a egreja de Santa Maria Maior do Funchal, e será da invocação do Espirito Santo e será posta em ella uma imagem do dito Senhor, e vestimenta de sêda e calix de prata de um marco». Segundo um distinto investigador, que por muitos anos residiu na freguesia da Ponta do Sol e ali faleceu, a capela conhecida pelo nome de Capela do coxo é a de Nossa Senhora do Patrocinio e ali, junto do altar e sob o respectivo madeiramento do soalho, se encontra a sepultura de Rodrigo Enes. Seria interessante verificar se a epigrafia do tumulo de Rodrigo Enes confirma estas indicações, pois se afirma que êle expressamente determinara no seu testamento que na inscrição sepulcral se fizesse especial menção de ser êle o fundador do lugar da Ponta do Sol. Conviria mesmo pôr a descoberto o tumulo daquele que tem o seu nome tão estreitamente ligado á primitiva historia desta localidade, prestando-se qualquer outra condigna homenagem á sua memoria. É á municipalidade da Ponta do Sol que corre o indeclinavel dever de tributar esse merecido preito á memoria do fundador desta freguesia.
Não se conhece a data da criação desta paróquia. Conjecturamos que seria no terceiro quartel do seculo XV. É das mais antigas desta diocese.
O diploma mais antigo que acêrca desta freguesia temos encontrado citado é o alvará regio de 28 de Agosto de 1559, pelo qual se fixa ao pároco a côngrua de 10$300 réis anuais em dinheiro e um moio de trigo e uma pipa de vinho. Os alvarás de 23 de Julho de 1566, de 13 de Março de 1572 e de 27 de Novembro de 1598 elevaram respectivamente o vencimento anual do vigario a 13$300, 26$000 e 29$000 réis, além do moio de trigo e da pipa de vinho.
Tinha esta freguesia uma colegiada (V. Colegiadas) composta de quatro beneficiados, além do curato, que foi criado pelo alvará regio de 26 de Agosto de 1589.
A capela de Nossa Senhora da Luz, onde se instalou a sede da paróquia, é de construção anterior á criação desta, ignorando-se o ano em que foi edificada e o nome do seu fundador. Tem sofrido varias modificações e parece que foi quasi inteiramente reconstruida e acrescentada no primeiro quartel do século XVIII, segundo se lê nuns Apontamentos que o Dr. Tomé Vieira Barreto deixou exarados num dos livros da igreja paroquial, quando ali foi pároco.
Nesta igreja se venera a imagem de Nossa Senhora da Luz, que é o seu orago, cujo culto especial esteve em tempo muito generalizado nesta e ainda em muitas outras freguesias. Fr. Agostinho de Santa Maria, no tomo X da sua conhecida obra Santuario Mariano, consagra um capítulo ao culto que então se prestava àquela veneranda imagem. O padre Miguel Francisco Velosa, vigario desta igreja paroquial, impetrou e obteve da Santa Sé um breve, datado de 30 de Julho de 1805, pelo qual se concede a graça de indulgencia plenaria, por ocasião da festa do orago, das suas novenas e respectivo oitavario, isto é, desde o dia 30 de Agosto até o dia 15 do mês de Setembro de cada ano, a tôdas as pessoas que devidamente preparadas visitarem a igreja paroquial desta freguesia.
Teve esta freguesia muitas capelas, das quais daremos resumida noticia em outros lugares desta obra.
3Povoadores, morgadios e filhos ilustres
A freguesia da Ponta do Sol, pelo seu rapido e largo desenvolvimento, atraíu um numero consideravel de individuos, vindos do continente do reino e ainda do estrangeiro, que ali obtiveram muitas terras de sesmaria, sendo alguns deles o tronco de importantes casas vinculadas que tiveram sua sede nesta localidade e subsistiram até os nossos dias... Entre esses individuos, citaremos Rodrigo Enes Furtado, de quem já falámos acima, de nobre linhagem e que teve nesta freguesia larga descendencia; Rui Gonçalves da Camara, de quem já nos ocupámos (Vol. I pag. 206 e II, pag. 278); D. João Henriques, a cuja familia pertence o padre Leão Henriques, havendo ainda hoje um sitio com o nome de Pomar de D. João, que lhe pertencia; Pedro Delgado, que teve sesmaria no Lombo das Adegas; Rodrigo Anes Coelho, da familia de Rodrigo Enes Furtado, que parece ter tido terras no Lombo de São João; Diogo Ferreira de Mesquita, que fundou a capela do Livramento, e ainda outros. Dentre os estrangeiros, podemos lembrar os nomes de João Esmeraldo, de quem já nos ocupámos com alguma largueza, Antonio de Lemes, de origem flamenga, cujos descendentes deram o nome ao sitio dos Lemes, um individuo de apelido Schomberg e outros.
Varios morgadios existiram dentro dos limites desta freguesia, devendo mencionar-se o do Espirito Santo e Vale da Bica, de que já nos ocupámos no artigo Lombada dos Esmeraldos, o da Fajã do Furtado, instituido por um descendente de Rodrigo Enes, o Coxo, o dos Lemes, por Antonio Leme, no sitio que tem o seu nome, o dos Anjos, com sede na capela desta invocação e criado por Martim Afonso, e um instituído por Diogo Ferreira Mesquita e outro por Ambrosio Berenguer em 1601.
Dos filhos mais distintos da Ponta do Sol, citaremos os nomes do padre Leão Henriques, dr. Antonio da Luz Pita, dr. João Augusto Teixeira, conego Feliciano João Teixeira e dr. Nuno Silvestre Teixeira, dos quais em outro lugar nos ocuparemos.
Injustiça seria não recordar aqui o nome de João Agostinho de Freitas, que foi um paciente e distinto investigador da historia desta freguesia, tendo deixado alguns manuscritos de valor. Com o titulo de Resumo da Hera Patriotica, escreveu uma monografia da Ponta do Sol, que por diligencia dum dos redactores deste Elucidário foi publicada nos n.°s 335 a 340 no Jornal Brado do Oeste. Nasceu em 1827 e faleceu no ano de 1906. Também não queremos esquecer o nome de Nuno de Freitas Pestana, que, como advogado provisionista e nos lugares que desempenhou, revelou não vulgar talento e ilustração.
4Cais, visita régia, limites e sítios
Uma obra notavel que tem esta freguesia é o seu cais de desembarque, mandado construir pela respectiva camara municipal no ano de 1848. No ano imediato, não estando ainda concluida toda a obra, comunicou o chefe do distrito José Silvestre Ribeiro ao governo central o empreendimento realizado pela Camara, pondo em relêvo o serviço que ela prestara a esta localidade. Não consta que nenhuma municipalidade se tenha ali abalançado a realizar qualquer outro melhoramento de vulto.
O infante D. Luís, depois rei de Portugal, visitou esta freguesia no dia 25 de Outubro de 1858, dirigindo-se á pitoresca estancia do Rabaçal e regressando a esta vila no dia imediato. Tanto á chegada como na volta do Rabaçal, almoçou, bem como a comitiva, na residencia do considerado pontassolense Nuno de Freitas Pestana. Desembarcou e embarcou no Lugar de Baixo, por o mau estado do mar não o permitir fazer no cais da vila.
«A Ponta do Sol como freguesia, diz João Agostinho de Freitas, estendia-se por todo o territorio desde a ribeira da Tabúa, a leste, até á ribeira da Magdalena, a oeste. Depois, não se sabe a epoca precisa, mas supõe-se que seria pelos anos de 1510 ou ainda alguns anos mais tarde, sendo criadas as paroquias da Magdalena e dos Canhas, a oeste, e a da Tabúa, a leste, ficou o territorio da Ponta do Sol reduzido a uns tantos kilometros de costa, isto é, desde a foz da ribeira do Alto, limite dos Canhas, até á foz da ribeira da Caixa, limite da Tabúa».
Os principais sitios desta freguesia são: Vila, Ribeira da Ponta do Sol, Lombo das Terças, Lemes, Lombo das Adegas, Pomar de D. João, Lombo de S. João, Fregueses Novos, Ribeira da Lombada, Lombada, Entre Caminhos, Jangão e Lugar de Baixo. O censo da população de 1920 dá a esta Freguesia 6.190 habitantes.
No livro Na Madeira-Offerendas, de D. Mariana Xavier da Silva, publicado em Lisboa no ano de 1884, encontram-se as narrativas O Rapazinho da Lombada, A Virgem das Dôres e Ponta do Sol, que interessam á historia e costumes desta freguesia.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 17-
Começou a colonização de Ponta do Sol.
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Supõe-se que Rodrigo Enes se estabeleceu em Ponta do Sol.
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Rodrigo Enes determinou em testamento a construção de uma Capela do Espírito Santo na igreja de Ponta do Sol.
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Supõe-se que Madalena, Canhas e Tabua se separaram de Ponta do Sol como freguesias por esta altura.
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Uma carta régia fixou a côngrua do pároco de Ponta do Sol.
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Uma carta régia aumentou a côngrua do vigário de Ponta do Sol para 13 300 réis.
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Uma carta régia aumentou as côngruas dos vigários de Ponta do Sol e da Ribeira Brava.
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Uma carta régia criou a curadoria de Ponta do Sol.
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Uma carta régia aumentou a côngrua do vigário de Ponta do Sol para 29 000 réis.
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Ambrósio Berenguer instituiu um morgadio na freguesia de Ponta do Sol.
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Um breve pontifício concedeu indulgência plenária para a festa de Nossa Senhora da Luz em Ponta do Sol.
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Nasceu o historiador João Agostinho de Freitas, ligado à freguesia de Ponta do Sol.
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A Câmara Municipal da Ponta do Sol mandou construir o cais de desembarque da vila; as obras começaram em 8 de maio de 1848 e prolongaram-se até 1850.
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O Infante D. Luís desembarcou no Lugar de Baixo porque o mar agitado impediu o desembarque na Ponta do Sol. Visitou a Ponta do Sol a caminho do Rabaçal.
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D. Mariana Xavier da Silva publicou Na Madeira – Offerendas em Lisboa.
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Morreu o historiador João Agostinho de Freitas.
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O censo de 1920 registou 6 190 habitantes na freguesia da Ponta do Sol e 24 284 na cidade do Funchal.
Lugar
Lugares mencionados · 32- Ponta do Sol · Assunto
Freguesia a que se dedica esta entrada.
Freguesia e concelho da costa sul, povoados a partir de cerca de 1440 por Rodrigo Enes «o Coxo». A igreja paroquial de Nossa Senhora da Luz conserva um tríptico. O Elucidário regista também o cais de 1848, pago pela Câmara Municipal, e a visita régia de 1858.
- Arrebentão
Funchal. Limite superior da sesmaria de Rodrigo Enes, perto do Paul da Serra.
O Arrebentão é um pico de 1 171 metros na freguesia do Monte, junto ao sítio com o mesmo nome, atravessado pela estrada para as casas de abrigo do Poiso. Foi comprada água do Arrebentão para abastecer os edifícios da empresa sanatorial. O nome surge também como limite superior da concessão de terras a Rodrigo Enes, perto do Paul da Serra.
- Cais da Ponta do Sol
Ponta do Sol. Cais de desembarque construído pela Câmara Municipal em 1848.
O Cais da Ponta do Sol é o cais de desembarque da vila, iniciado em 8 de maio de 1848 e aparentemente concluído em 1850 a expensas da Câmara Municipal. Destaca-se pela sua arquitetura e dá acesso direto ao centro da vila, embora o desembarque ali fosse por vezes mais difícil do que no Lugar de Baixo. A rocha acima do cais apresenta placas de ferro especular.
- Canhas
Ponta do Sol. Freguesia criada a partir do território original da Ponta do Sol.
Os Canhas são uma freguesia do concelho da Ponta do Sol, na costa sul da Madeira, cujo nome provém da família Canha. Criada em 1577, teve a sua primeira sede na Capela de São Tiago. O Elucidário regista a sua igreja e as capelas, o vestuário e a fala locais, as atividades económicas e os sítios, como Outeiro e Carvalhal e Carreira, a irrigação por uma pequena levada particular e a sesmaria de Martim Afonso da Cunha.
- Capela de Nossa Senhora do Patrocínio
Ponta do Sol. Capela onde, segundo se diz, se encontra a sepultura de Rodrigo Enes.
Capela onde se diz estar o túmulo de Rodrigo Enes.
- Capela do Livramento
Ponta do Sol. Capela fundada por Diogo Ferreira de Mesquita.
Capela fundada por Diogo Ferreira de Mesquita.
- Capela dos Anjos
Ponta do Sol. Sede do morgadio dos Anjos, instituído por Martim Afonso.
Sede do morgadio dos Anjos, fundado por Martim Afonso.
- Entre Caminhos
Ponta do Sol. Um dos principais sítios da freguesia.
Um dos principais sítios da freguesia.
- Fajã do Furtado
Ponta do Sol. Sede de um morgadio instituído por um descendente de Rodrigo Enes.
Sede de um morgadio instituído por um descendente de Rodrigo Enes.
- Fojo
Ponta do Sol. Lugar situado imediatamente abaixo da rocha do Passo.
O Fojo é uma localidade da freguesia da Ponta do Sol, situada imediatamente abaixo da rocha do Passo. A entrada homónima do Elucidário descreve uma escavação natural a oeste da Ponta da Cruz cujo fundo comunica com o mar por um canal subterrâneo.
- Fregueses Novos
Ponta do Sol. Um dos principais sítios da freguesia.
Um dos principais sítios da freguesia.
- Igreja de Nossa Senhora da Luz
Ponta do Sol. Igreja paroquial da Ponta do Sol, reconstruída no início do século XVIII.
Igreja paroquial da Ponta do Sol, reconstruída no início do século XVIII. A Lombada dos Esmeraldos dependia dela em termos eclesiásticos.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 29-
Instituiu um morgadio na freguesia em 1601.
- António da Luz Pita1802–1870
Natural ilustre da Ponta do Sol.
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Povoador de origem flamenga cujos descendentes deram nome ao sítio dos Lemes, onde instituiu um morgadio.
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Fundadora de uma capela em Santa Maria Maior, no Funchal, que Rodrigo Enes apontou como modelo para a sua.
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Figura a quem é dedicado um artigo relacionado, para o qual esta entrada remete.
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Infante e mais tarde rei de Portugal, D. Luís I, que visitou a Ponta do Sol e o Rabaçal em outubro de 1858.
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Autora de Na Madeira-Offerendas (1884), obra que contém histórias passadas na Ponta do Sol.
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Fundador da Capela do Livramento e de um morgadio na freguesia.
- Dr. Nuno Silvestre Teixeira1847–1928
Natural ilustre da Ponta do Sol.
- Feliciano João Teixeira1843–1896
Cónego e natural ilustre da Ponta do Sol.
+ 19 mais
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Autor do Santuário Mariano, que descreve o culto de Nossa Senhora da Luz.
- Gaspar Frutuoso1522–1591
Autor das Saudades da Terra, aqui citado a propósito da origem do nome Ponta do Sol.
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Historiador local da Ponta do Sol, cuja monografia Resumo da Hera Patriotica foi publicada no Brado do Oeste.
- João Augusto Teixeira1845–1907
Natural ilustre da Ponta do Sol.
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Povoador estrangeiro e grande proprietário de terras na Ponta do Sol.
- João Gonçalves Zarcom. 1467
Descobridor da Madeira que, segundo Frutuoso, deu nome à Ponta do Sol durante a sua primeira exploração da Costa Sul.
- João Maurício Henriques1852–1901
Primeiro povoador que deu nome ao sítio do Pomar de D. João.
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Tabelião do Funchal perante quem Rodrigo Enes fez testamento em 1486.
- José Silvestre Ribeiro1807–1891
Governador civil do distrito que, em 1849, comunicou ao governo central o projeto de construção do cais pela Câmara Municipal.
- Leão Henriquesm. 1589
Natural ilustre da Ponta do Sol, da família de D. João Henriques.
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Fundador do morgadio dos Anjos, sediado na capela dessa invocação.
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Vigário da Ponta do Sol que obteve, em 1805, um breve papal que concedia indulgência plenária por ocasião da festa da padroeira.
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Talentoso advogado local em cuja residência o Infante D. Luís almoçou durante a visita de 1858.
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Povoador que detinha uma sesmaria no Lombo das Adegas.
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Parente de Rodrigo Enes Furtado que, ao que parece, possuía terras no Lombo de São João.
- Rodrigo Enes Furtadom. 1486
Primeiro povoador e fundador da Ponta do Sol, que fez testamento em 1486 e, segundo se diz, está sepultado na Capela do Coxo.
- Rui Gonçalves da Câmaram. 1497
Um dos primeiros proprietários de terras na Ponta do Sol.
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Povoador estrangeiro da freguesia, conhecido apenas pelo apelido.
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Pároco da Ponta do Sol que deixou apontamentos sobre a reconstrução da igreja.