Madeira (Antropologia)
Breve entrada que define a antropologia e assinala que ainda não tinha sido feito um estudo antropológico sistemático da população da Madeira. Remete para fontes dispersas, nomeadamente Ilhas de Zargo e Saudades da Terra, e para artigos relacionados do Elucidário.
Como se sabe, a «antropologia», em seu significado etimológico e no seu sentido mais genérico, é o estudo do homem ou da humanidade, mas comummente toma-se este termo para designar o estudo dos caracteres físicos do homem e das leis das suas principais variações. Aplicado esse estudo particularmente a uma região, entram como factores essenciais as raças predominantes no primitivo povoamento e as suas origens, o contacto com outros povos através do tempo, a situação geográfica, os aspectos orográficos e hidrográficos, a paisagem, o clima, a produtividade do solo, as condições sociais e económicas, os usos e costumes locais etc etc., além das variadas circunstancias de carácter psicológico, etnologico e religioso estrictamente mesológicas, que são também de valioso e indispensável auxilio para êsse estudo.
Um trabalho dessa natureza, que exige uma preparação especial e largo conhecimento do meio ambiente, está inteiramente por fazer com respeito à Madeira, existindo no entretanto alguns elementos dispersos, que podem ser vantajosamente aproveitados para esse fim, devendo mencionar-se como principais os primeiros capítulos do segundo volume da apreciada obra «Ilhas de Zargo» e as informações dispersas nas páginas das Saudades da Terra e nas suas eruditas anotações.
No decurso deste «Elucidário» e especialmente no artigo Madeira (Ilha da), encontram-se disseminadas varias notas não despiciendas para a elaboração desse estudo, e também nos artigos Colonia (Contrato de), Costumes Antigos, Crenças Populares, Escravos, Estrangeiros, Indumentária, Influências Etnológicas, Instituições Vinculares, Mouros, Povoamento, «Rambles in Madeira», Romarias e Vilão.