Nossa Senhora dos Anjos (Capela de)
Capela de Nossa Senhora dos Anjos no sítio dos Anjos, atualmente na freguesia dos Canhas, cuja fundação, no século XV ou XVI, é controversa. Notável lugar de devoção, foi restaurada em 1892.
«Ha nesta freguesia (a Madalena), diz Frutuoso, huma ermida de Nossa Senhora dos Anjos, que, tirando ser pequena, he huma rica casa, com um retábulo pequeno e fresco, e bem ornado, junto do qual está huma fresca fonte debaixo de huns seixos, entre huns canaviais de assucar de mui fermosas canas». O Dr. Álvaro de Azevedo dá esta capela como fundada em 1508 por Martim Afonso e sua mulher Isabel Afonso, que ali instituíram um morgadio a favor de seu filho Diogo Martins de Canha, chamado o Cavaleiro. Diz, porém, o anotador da História Insulana que a capela dos Anjos foi mandada construir em 1474 pela infanta D. Beatriz, como tutora de seu filho, o grão-mestre da Ordem de Cristo, a que este arquipélago pertencia no espiritual. A imagem que se venera nesta capela era de grande devoção dos fieis, consagrando-lhe Frei Agostinho de Santa Maria um capítulo no vol. X do seu Santuário Mariano. O sítio onde fica a capela, que tem o nome de Anjos, é notável pela fertilidade do seu solo, pertencendo hoje á freguesia dos Canhas, mas em tempos fez parte da freguesia da Ponta do Sol. Esta capela foi restaurada pela sua então proprietária D. Júlia de França Neto no ano de 1892 e consagrada ao uso do culto a 10 de Dezembro do mesmo ano.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 03-
Segundo consta, a Infanta D. Beatriz mandou construir a Capela de Nossa Senhora dos Anjos.
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Segundo consta, Martim Afonso e Isabel Afonso fundaram a capela de Nossa Senhora dos Anjos, nos Canhas, com um vínculo.
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Júlia de França Neto restaurou a Capela de Nossa Senhora dos Anjos, que foi consagrada ao culto em 10 de dezembro de 1892.
Lugar
Lugares mencionados · 05- Capela de Nossa Senhora dos Anjos · Assunto
Ponta do Sol
A Capela de Nossa Senhora dos Anjos é uma antiga capela no sítio dos Anjos, atualmente na freguesia dos Canhas, à qual deu o nome. Foi fundada no século XV ou XVI (a data é controversa), é um conhecido lugar de devoção e foi restaurada em 1892.
- Anjos
Ponta do Sol. Sítio fértil onde se encontra a capela.
Sítio fértil do litoral da freguesia dos Canhas, cujo nome deriva da antiga capela de Nossa Senhora dos Anjos e que pertenceu à freguesia da Ponta do Sol. Forma o limite oriental da Madalena do Mar e foi o local das terras de sesmaria de Martim Afonso da Cunha.
- Canhas
Ponta do Sol. Freguesia a que o sítio pertence atualmente.
Os Canhas são uma freguesia do concelho da Ponta do Sol, na costa sul da Madeira, cujo nome provém da família Canha. Criada em 1577, teve a sua primeira sede na Capela de São Tiago. O Elucidário regista a sua igreja e as capelas, o vestuário e a fala locais, as atividades económicas e os sítios, como Outeiro e Carvalhal e Carreira, a irrigação por uma pequena levada particular e a sesmaria de Martim Afonso da Cunha.
- Madalena do Mar
Ponta do Sol. Freguesia onde Frutuoso situou a capela.
A Madalena do Mar é uma freguesia da costa sudoeste da Madeira, no concelho da Ponta do Sol, fundada nas terras do lendário Henrique Alemão e elevada a freguesia independente em 1582. O Elucidário regista as suas capelas, a produção de açúcar e o cultivo da banana, a sua capitania-mor, os danos causados pelas cheias de 1876 e pela cheia da Ribeira da Madalena em 1939. Foi também a terra natal de António Policarpo dos Passos Sousa.
- Ponta do Sol
Freguesia a que o sítio pertencia anteriormente.
Freguesia e concelho da costa sul, povoados a partir de cerca de 1440 por Rodrigo Enes «o Coxo». A igreja paroquial de Nossa Senhora da Luz conserva um tríptico. O Elucidário regista também o cais de 1848, pago pela Câmara Municipal, e a visita régia de 1858.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 08- Álvaro Rodrigues de Azevedo1825–1898
Anotador de Frutuoso que datou a fundação da capela de 1508.
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Infanta que, segundo o anotador da História Insulana, mandou construir a capela em 1474, na qualidade de tutora do grão-mestre da Ordem de Cristo.
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Filho dos fundadores, conhecido por «o Cavaleiro», beneficiário do morgadio.
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Autor do Santuário Mariano, que dedica um capítulo à imagem da capela.
- Gaspar Frutuoso1522–1591
Cronista citado numa descrição da capela e da sua nascente entre canaviais.
- Isabel Afonsom. 1554
Mulher de Martim Afonso e cofundadora da capela.
- Júlia de França Netom. 1903
Proprietária que restaurou a capela em 1892.
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Segundo Azevedo, fundou a capela em 1508 com a mulher e instituiu um morgadio.