Santo António (Capelas de) 1Capelas de Santana à Alfândega
Santo António (Capelas de)
Levantamento das capelas dedicadas a Santo António na Madeira, indicando, para cada uma, a freguesia, o fundador, a data de construção ou bênção e o destino posterior. Abrange capelas ainda existentes, reconstruídas e desaparecidas, desde o século XVI até ao início do século XX.
1Capelas de Santana à Alfândega
A capela de Santo António, da freguesia de Santana, data do segundo quartel do século XVI, e não foi construída em 1730 como diz o Dr. Álvaro Rodrigues de Azevedo, mas sim reedificada por essa época. Em 1729, o povo pediu licença à autoridade eclesiástica para a reconstruir, alegando que ela tinha sido edificada pelos paroquianos havia aproximadamente dois séculos. Ficou concluída a sua construção a 13 de Abril de 1730, dia em que foi vistoriada para poder ser benzida e em seguida aberta ao exercício do culto.
Numa propriedade que o morgado João José de Bettencourt possuía no sítio das Adegas, freguesia da Ponta do Sol, tinha a respectiva casa de residência uma pequena capela ou oratório interior, cuja invocação desconhecemos. António Gonçalves de Almeida comprou essa propriedade e fez a adaptação do oratório para uma capela com porta exterior, a que pôs a invocação de Santo António. A capela foi benzida a 13 de Junho de 1853.
Na freguesia de Santa Maria Maior existiu uma capela dedicada a Santo António, fundada por 1682 no morgadio instituído pelo capitão António Teles de Meneses. Julgamos ser a capela de que ainda há poucos anos existiam as ruínas na rua que hoje conserva o nome de Santo António ou do Hospital Velho.
Existe na freguesia da Calheta uma capela dedicada a Santo António dos Milagres, que fica situada no Lombo do Salão e onde se praticam ainda os actos do culto. É propriedade de Juvenal R. de Vasconcelos (1921).
Pelo nome de Santo António da Malvasia, era conhecida uma capela que existia na freguesia da Ribeira Brava, fundada por Henrique Brandão Henriques, em 1696. A respectiva escritura de dotação é de 13 de Agosto do mesmo ano.
Mais uma capela dedicada a Santo António se encontrava na freguesia da Ponta do Sol. Levantava-se no sítio do lugar de Baixo (V. este nome) e era pertença da casa Carvalhal. Quando esta propriedade foi vendida há cerca de trinta anos, os novos proprietários dela demoliram a casa de residência que ali existia e a referida capela de Santo António que lhe ficava anexa. No mesmo local edificaram uma bela casa de campo e junto dela fizeram reconstruir a antiga capela de Santo António. Foi benzida pelo prelado diocesano D. Manuel Agostinho Barreto a 25 de Fevereiro de 1906.
Dentro do pátio da Alfândega (V. este nome) se encontra ainda uma pequena capela com a invocação de Santo António, construída em 1714 pelo provedor João de Aguiar. Tem sobre o pórtico gravada a inscrição Ad salem sol.
2Capelas do Monte à Ponta do Sol
Na freguesia do Monte, a pequena distancia da estrada que margina a Levada de Santa Luzia se encontra uma capela dedicada a Santo Antonio, que Manuel Ferreira Frasão fez erigir no ano de 1718.
Por Santo António da Mouraria, era conhecida uma capela que Tristão de França Bettencourt fez erigir na freguesia de Santa Luzia no ano de 1727.
A freguesia do Curral das Freiras pertencia ao convento de Santa Clara e nela construíram as religiosas uma capela de Santo Antonio, que teve capelão privativo antes da criação da paróquia. Era de antiga construção, que remonta talvez aos fins do século XVI. Quando em 1790 se criou a freguesia do Curral das Freiras, instalou-se a sua sede na capela de Santo Antonio, e ali esteve alguns anos até a construção da nova igreja paroquial.
Na quinta de Santo António da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos encontra-se uma capela desta invocação, que foi construída em 1705 por Inacio Viana do Rego. Pertenceu ao conselheiro Antonio Correia Heredia. Foi comprada há anos por Francisco Pinto Correia e é hoje propriedade dos seus herdeiros (1921).
O capitão Antonio Espranger da Câmara erigiu uma capela a Santo Antonio na freguesia do Arco da Calheta, em 1724, sendo de 4 de Junho deste ano a escritura de dotação.
Existiu na freguesia de Machico uma capela dedicada a Santo Antonio, cujo fundador e ano da construção desconhecemos.
No sítio do Pico, da freguesia da Ponta Delgada, houve uma capela com a mesma invocação, de que ainda restam algumas ruínas.
Também existiu uma capela deste orago no sítio da Terra Baptista, da freguesia do Porto da Cruz, pertencente a uma família de apelido Nunes Caldeira.
Na quinta do Pomar, na paróquia da Quinta Grande, junto da bela casa de campo que ali existe, mandou o antigo vigário de Câmara de Lobos, Antonio Silvino Gonçalves de Andrade construir no ano de 1883 uma capela da invocação de Santo Antonio. Este sacerdote, que no seu tempo gozou da fama de grande pregador, era irmão dos Drs. Francisco Justino Gonçalves de Andrade e João Jacinto Gonçalves de Andrade, dos quais nos ocupámos neste Elucidário (volume I, página 69 e 66). Esta capela de Santo Antonio é hoje propriedade do Dr. João Francisco de Almada (1921).
Na antiga rua da Laranjeira (V. este nome), na cidade do Funchal, existiu uma capela de Santo António, que a câmara mandou demolir a 5 de Fevereiro de 1836.
Existe uma capela dedicada a Santo António na vila da Ponta do Sol.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 14-
Foi construída pela primeira vez a capela de Santo António de Santana.
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António Teles de Meneses, então residente na Madeira, fundou uma capela de Santo António em Santa Maria Maior.
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Foi feita a escritura de dotação da capela de Santo António da Malvasia, fundada nesse ano.
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Inácio Viana do Rego construiu a Capela de Santo António na Quinta de Santo António, no Estreito de Câmara de Lobos.
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João de Aguiar construiu a Capela de Santo António na Alfândega do Funchal.
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Foi erguida a capela de Santo António no Monte.
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Foi celebrada a escritura de dotação da capela de Santo António no Arco da Calheta, construída em 1724.
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Foi erguida a capela de Santo António da Mouraria.
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Os paroquianos de Santana obtiveram autorização para reconstruir a Capela de Santo António, na Achada de Santo António, que foi reconstruída e inspecionada antes de ser benzida em abril de 1730.
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Uma carta régia criou a freguesia do Curral das Freiras, desanexada da de Santo António, com sede na capela de Santo António.
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A Câmara Municipal do Funchal ordenou a demolição da Capela de Santo António, na Rua da Laranjeira.
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O oratório de Santo António, no Lombo das Adegas, Ponta do Sol, foi ampliado e transformado em capela pública, que foi benzida.
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A Capela de Santo António, na Quinta do Pomar, na Quinta Grande, foi fundada e construída.
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O bispo Manuel Agostinho Barreto benzeu a capela reconstruída de Santo António no Lugar de Baixo.
Lugar
Lugares mencionados · 29- Capelas de Santo António · Assunto
Ponta do Sol
Levantamento das capelas dedicadas a Santo António na Madeira, desde o século XVI até ao início do século XX. Indica, para cada capela, a freguesia, o fundador, a data de construção ou bênção e o seu destino posterior: se subsiste, foi reconstruída ou desapareceu.
- Adegas
Ponta do Sol. Sítio com uma capela benzida em 1853.
Localidade onde se encontra a capela benzida em 1853.
- Alfândega do Funchal
Funchal. Alfândega em cujo pátio se encontra uma capela construída em 1714.
Alfândega manuelina do Funchal, cuja construção foi ordenada em 1508, com arcadas e uma capela de Santo António no pátio, construída em 1714 e hoje dessacralizada. Esteve sob a direção do provedor até 1775 e foi reparada após o terramoto de 1748. Foi cercada por tropas amotinadas em 1626 e invadida em 1641; o motim de 1868 ocorreu na praia próxima. Mais tarde, acolheu os serviços e o arquivo do Governo Civil.
- Arco da Calheta
Calheta. Freguesia com uma capela construída em 1724.
O Arco da Calheta é uma freguesia do concelho da Calheta, criada em 1572 em torno da Capela de São Brás, cuja igreja conserva pinturas do século XVI. O Elucidário aborda os seus primeiros povoadores, como os Andrade, as propriedades açucareiras, as capelas, os morgadios, os tumultos de 1834 e 1887 e a irrigação pelas levadas do Rabaçal e do Pico da Urze.
- Calheta
Freguesia com a Capela de Santo António dos Milagres.
A Calheta é uma vila, freguesia e concelho na costa sudoeste da Madeira e um dos povoamentos mais antigos da ilha. O Elucidário aborda o seu nome, os primeiros povoadores, como Pedro Berenguer, a igreja e numerosas capelas, incluindo uma de um antigo convento franciscano, e o motim de 1834.
- Câmara de Lôbos
Câmara de Lobos. Freguesia onde o fundador da capela tinha sido vigário.
Freguesia a oeste do Funchal. O Elucidário relaciona o seu nome com a viagem de descoberta de Zarco e descreve as suas igrejas, capelas e colegiada, os primeiros povoadores, a comunidade piscatória e as vinhas afamadas. Regista também os sítios, limites, levadas e população da freguesia.
- Convento de Santa Clara
Funchal. Convento a que pertencia o Curral das Freiras e que construiu a sua capela.
Convento no Funchal fundado entre 1492 e 1497 pelo segundo capitão-donatário, João Gonçalves da Câmara, junto à igreja da Conceição de Cima. É local de sepultura da família Câmara e conserva um documento de 1447 em que o nome aparece grafado «Zargo». Em 1912, foi cedido para a instalação de um novo hospital e, mais tarde, escolhido para acolher o museu arqueológico.
- Curral das Freiras
Câmara de Lobos. A sua Capela de Santo António serviu como primeira sede da freguesia após 1790.
Pequena freguesia do interior, situada num vale profundo que se crê ser a cratera de um vulcão extinto e o principal foco eruptivo da Madeira. A propriedade foi comprada para as freiras de Santa Clara, que ali se refugiaram em 1566 e lhe deram o nome. Foi criada como freguesia em 1790. Antes, servira de pastagem e de refúgio a escravos fugidos e criminosos; em 1927, tornou-se julgado da comarca do Funchal.
- Estreito de Câmara de Lobos
Câmara de Lobos. Freguesia onde se situa a Quinta de Santo António.
O Estreito de Câmara de Lobos é uma freguesia do concelho de Câmara de Lobos, na Madeira, criada no início do século XVI em torno da capela de Nossa Senhora da Graça. Foi o principal centro de fabrico de chapéus de palha de centeio e de queijo; nela cultivam-se as castas Sercial, Verdelho, Tinta e Bastardo. Em 1927, tornou-se julgado da comarca do Funchal.
- Funchal
Cidade onde se situava a capela da Rua da Laranjeira.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Levada de Santa Luzia
Funchal. A capela do Monte fica perto da estrada que acompanha esta levada.
A Levada de Santa Luzia é a mais antiga e importante levada particular da Madeira. Nasce na bacia da ribeira de Santa Luzia e foi protegida por um alvará régio de 1515. No século XVI, regava canaviais; atravessa grande parte da freguesia de Santa Luzia, assinalando o seu limite norte, e é acompanhada por uma estrada com vistas panorâmicas e quintas. A sua comissão disputou com a Câmara as nascentes dos Tornos, onde foi construído um reservatório em 1934.
- Lombo do Salão
Calheta. Local da Capela de Santo António dos Milagres.
O Lombo do Salão é um sítio habitado e o principal sítio da freguesia da Calheta. É conhecido pelas suas várias capelas, entre as quais as de Santo António dos Milagres, Santos Cosme e Damião (1681) e São Francisco Xavier (1693).
Pessoas
Pessoas mencionadas · 18- Álvaro Rodrigues de Azevedo1825–1898
Historiador cuja datação da capela de Santana em 1730 é corrigida pelo Elucidário.
- António Correia Herédia1822–1899
Antigo proprietário da capela da Quinta de Santo António, no Estreito de Câmara de Lobos.
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Capitão que construiu uma capela de Santo António no Arco da Calheta em 1724.
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Comprou a propriedade das Adegas e transformou o seu oratório numa capela de Santo António, benzida em 1853.
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Antigo vigário de Câmara de Lobos e pregador conceituado que construiu a capela da Quinta do Pomar em 1883.
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Capitão cujo morgadio incluía a capela de Santo António em Santa Maria Maior, fundada cerca de 1682.
- D. Manuel Agostinho Barreto1835–1911
Bispo do Funchal que benzeu a capela reconstruída no Lugar de Baixo em 25 de fevereiro de 1906.
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Irmão do Padre António Silvino Gonçalves de Andrade, com entrada própria no Elucidário.
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Comprou a capela da Quinta de Santo António, que pertencia aos seus herdeiros em 1921.
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Fundou a capela de Santo António da Malvasia na Ribeira Brava em 1696.
+ 8 mais
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Construiu a capela da Quinta de Santo António, no Estreito de Câmara de Lobos, em 1705.
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Provedor que construiu a capela de Santo António no pátio da Alfândega em 1714.
- João Francisco de Almadam. 1942
Proprietário da capela da Quinta do Pomar em 1921.
- João Jacinto Gonçalves de Andrade1825–1898
Irmão do Padre António Silvino Gonçalves de Andrade, com entrada própria no Elucidário.
- João Jorge Bettencourtm. 1932
Titular de um morgadio e proprietário do imóvel nas Adegas, Ponta do Sol, cuja casa tinha um oratório particular.
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Proprietário, em 1921, da capela de Santo António dos Milagres, no Lombo do Salão, Calheta.
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Mandou construir a capela de Santo António no Monte em 1718.
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Mandou construir a Capela de Santo António da Mouraria, em Santa Luzia, em 1727.