Santana (Freguesia de) 1Paisagem e povoamento
Santana (Freguesia de)
Verbete sobre a freguesia de Santana, na costa norte da Madeira, considerada a mais pitoresca daquela costa. Aborda o seu povoamento, a sua separação de São Jorge no século XVI, os seus párocos, a igreja, os sítios e a população.
No estrangeiro
1Paisagem e povoamento
É esta paróquia, sem possível contestação, uma das mais belas da Madeira e a mais pitoresca e encantadora de todo o norte da ilha. Não vamos descreve-la debaixo do ponto de vista da paisagem e das suas belezas naturais. A pena, em contacto intimo e prolongado com nomes, datas e factos, esterilizou-se, e já não se amolda ao género literário em que as galas pomposas da poesia se adaptam facilmente á justeza e ao rigor do descritivo. E de mais que esta freguesia tem sido cantada em prosa e verso por tão brilhantes e autorizadas penas!
É a freguesia da Madeira que tem grandes traços de semelhança com a nossa pitoresca província do Minho, o chamado Jardim de Portugal. Um detalhe, digno do maior apreço, convém acentuar aqui: os caminhos mais centrais da freguesia de Santana transformam-se nas quadras primaveril e estival nos passeios duma vasta e encantadora quinta. Ladeiam-nos sebes de buxos, hortensias, fetos e mimos (fúcsias) que, á mistura com uma grande exuberância de flores, dão a essas estradas um encanto e um atractivo que em nenhuma outra parte se podem encontrar. É um pormenor que merece especial registo, por ser único na Madeira e não se encontrar por certo, com muita frequência, por esse mundo além...
Não sabemos quando começaria o arroteamento das terras desta paróquia e, portanto o inicio da sua colonização e povoamento. Lopo Fernandes Pinto, que morreu em 1500, «teve de sesmaria, diz o Dr. Rodrigues de Azevedo, boa parte da freguesia de Santana, e as terras chamadas da ilha, donde se formaram dois morgados...» Entre os antigos povoadores conhecem-se Jeronimo Cordeiro, Guterres Teixeira, Cristovão Gomes, Manuel Gil, João Dias, Simão Alvares, que deu nome a um sítio, etc. Gaspar Frutuoso referindo-se em 1590 a esta freguesia, diz: «são terras de lavrança, de muito pão e criações; tem muita castanha e noz, e muitas águas e fructos de toda a sorte». Não deixam de ser muito interessantes, apesar de um tanto hiperbólicas, as palavras que o padre Fernando Vaz consagra a esta freguesia, quando pretende justificar o orago que lhe foi dado, de Santana. Ei-las: «Quadrou admiravelmente como padroeira Sant'Ana, de quem na epistola da sua festa se canta Non timebit domui suae a frigoribus nivis, pois no inverno, não o podemos negar, é uma das mais frias da ilha, por ser muito alta. Da mesma epistola parece que os santanenses tiram o programa da sua vida. São trabalhadores denodados, e por isso pode dizer-se daquela gente: Panem otiosa non comedit. É ali que se tecem os melhores e mais afamados panos de linho chamado de favo e de moio: Sindonem fecit et vendidit. O fuso e a roca que, outrora, foram manuseados pelas próprias rainhas, ainda ali não foram relegados, donde se ajustam aquelas palavras: Digiti ejus apprehenderunt fusum. Quando a manhã nem pensa em raiar, já a candeia no interior das palhotas alumia os primeiros labores, para que mais uma vez seja verdadeiro o Non extinguetur in nocte lucerna ejus. Sempre que se oferece ocasião, compra o lavrador a leira que seus pais amanharam e onde, de pequenos, foram criados, ao que convém aquilo:–Consideravit agrum et emit eum. A mulher santanense não é a mulher frívola, petulante, luxuosa, vestida á ultima e pior moda, pelo que lhe cabe com justiça, tu supergressa es universas. Finalmente, diante de tanta beleza e virtude, não podem deixar de exultar aqueles que ali nasceram, dando-se por felizes por terem tão honrado berço: surrexerunt filii ejus et beatissimam praedicaverunt».
No mesmo artigo donde foram transcritos estes trechos, lê-se: «que o povo desta freguesia, embora laborioso e honesto, não deixa de ser desconfiado e... malicioso. No que diz respeito a tributos, impostos e cousas semelhantes, parece açoreano. Que falem os acontecimentos por causa das juntas de Paróquia (volume II, pagina 205), há uns 36 anos e das matrizes, e outras que tantos sustos causaram aos empregados públicos e deram azo a revindictas políticas e a lamentaveis excessos».
2Criação da paróquia e párocos
Os terrenos que constituem esta paróquia pertenceram primitivamente á freguesia de S. Jorge, donde se desmembraram por meados do século XVI. Uma pequena capela da invocação de Santana deu o nome ao sítio, ás terras circunvizinhas e depois a toda a freguesia. Assim sucedeu com todas as paróquias que nesta ilha tem um nome de carácter não profano, como já noutros lugares fizemos notar.
O anotador das Saudades dá esta freguesia como criada pelo alvará régio de 4 de Junho de 1552. A primeira criação feita por este diploma é de uma capelania-curada, que não correspondia a uma paróquia autónoma. O primeiro capelão exerceu cumulativamente este lugar com o de pároco de São Jorge. Pelo citado alvará, fôra arbitrado ao referido cura ou capelão 8.000 réis anuais pela paroquialidade de São Jorge e um moio de trigo e uma pipa de vinho pelo serviço em Santana os alvarás régios de 16 de Fevereiro de 1565; 1 de Março de 1577 e 9 de Junho de 1581, que encontramos citados no Índice Geral da Provedoria da Fazenda, referem-se sempre ao capelão-curado e fixam-lhe os vencimentos, respectivamente, em 12.000 réis em dinheiro e um moio de trigo, em 20.000 réis e em 25.000 réis. No alvará de 1 de Dezembro de 1588, já se chama vigario-curado ao sacerdote que exercia ali as funções paroquiais, estabelecendo-lhe a côngrua anual de trinta alqueires de trigo e um quarto de vinho. Será talvez a partir da data deste diploma, ou pouco tempo antes, que Santana começou a constituir uma freguesia verdadeiramente independente e autónoma.
O primeiro capelão-curado exerceu o cargo, como já se disse, juntamente com o de pároco de São Jorge no período de 13 anos. Por 1565 que teve capelão privativo, o padre Sebastião de Moraes, que ali paroquiou por trinta anos sucedendo-lhe Cristovão Pires, que foi pároco até 1632. Podemos dar nota dos seguintes eclesiásticos que nesta freguesia desempenharam funções paroquiais: Manuel Teixeira (1635-1671), Cosme Pais da Cunha (1672-1681), Antonio Luís da Silva (1681-1690), Gabriel Pontes de Miranda (1694-1707), Antonio Telo de Meneses (1707-1730), Inacio de Freitas Leal (1730-1743), Antonio Teixeira (1744-1769), Antonio Francisco da Cruz Pestana (1770-1777), Miguel Caetano Moniz (1777-1789), José Gomes de Andrade (1789-1799) João de Freitas Pestana (1799-1809), Jeronimo Alvares da Silva Pinheiro (1815-1829) Marcelino João da Silva (1835-1864), Hipolito Cassiano de Freitas, João Mauricio Henriques, João Gomes, Alfredo de Paula Sardinha, João Quirino Gonçalves e Joaquim Fernandes, que é o pároco actual (1921) e desde o ano de 1905.
3Igreja, sítios e serviços
Ignora-se o ano da edificação da primitiva capela de Santana, que foi a sede da capelania-curada e depois da paróquia, tendo passado por varias transformações até que se demoliu ao ser construída a igreja actual nos fins do século XVII. Acerca deste templo, encontramos num artigo do padre Fernando de Menezes Vaz, publicado no Correio da Madeira, de 10 de Abril de 1923, as seguintes informações: «Foi construído em 1698, dispendendo o governo a quantia de 1.193$000 réis, sendo 36 anos depois concertado. A sacristia edificada no lado norte, foi feita depois, em 1745, no lado sul, por ser o local mais seco e conservarem-se nela melhor as alfaias e paramentos. Por essa ocasião foi também levantada a sineira. No primeiro quartel do século XIX encontrava-se o soalho do templo muito danificado, ou por outra, estava a igreja sem pavimento, tendo o povo de acarretar molhos de murta, que espalhava pelo chão para poder ajoelhar. Organizou-se então uma comissão composta do padre Marcelino João da Silva, Carlos Frederico Accioli e o tenente Francisco Antonio Jardim para angariar donativos, afim de a assoalharem de novo, como foi levado a efeito. De ha poucos anos a esta parte, tem sido forrada de novo, pintada, assoalhada, embelezado o seu adro e arredores, o que se deve á actividade e iniciativa do seu actual e zeloso pároco Joaquim Fernandes».
Existem nesta freguesia a capela de Santo Antonio, no sítio do mesmo nome, de que noutro lugar nos ocuparemos, e um hotel muito frequentado durante a estação calmosa.
Sítios principais: Igreja, Parlatorio, Barreiro, Serra de Água, Faias, Caminho Chão, Pico do Tanoeiro, Achada do Gramacho, Achada da Cruz, Fonte Grande, Pinheiro, Pico Silveira, Curral Velho, Fonte da Pedra, Serrado, Achada do Pampilar, Queimadas e Fontes, Pico de Antonio Fernandes, Achada de Simão Alves, Lombo do Curral, Feiteira de Nuno, Feiteira de Cima, Lamaceiros, Ponte, Achada de Santo Antonio, Vinhátego e Covas. Foi no ilhéu que fica nas proximidades do sitio que tomou o nome de Rocha do Navio, que no dia 24 de Dezembro de 1860, devido a um violento temporal, naufragou a galeota holandesa Alfa, que se dirigia de Inglaterra para a ilha de Haiti, tendo-se salvo a tripulação, composta de sete indivíduos.
Entre os muitos sítios pitorescos desta freguesia, merecem especial menção e são dignos duma visita o Pico do Cortado, Achada de Santo Antonio, Achada do Gramacho, Miradouro, Rocha do Navio, Cortado, Cumiada Altas Queimadas, Caldeirão Verde, Homem em Pé, Cova da Roda, etc.
Tem esta freguesia duas escolas oficiais e é a sede dum partido medico, que abrange todas as freguesias do concelho. A sua população é de 3107 habitantes (1921).
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 09-
Morreu Lopo Fernandes Pinto, um dos primeiros sesmeiros da região de Santana e São Jorge.
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Uma carta régia aumentou a côngrua do pároco de São Jorge e criou uma curazia em Santana, servida em conjunto com São Jorge.
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Santana passou a ter capelão próprio, o Padre Sebastião de Moraes.
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Uma carta régia conferiu ao sacerdote de Santana o título de vigário, assinalando aproximadamente a época em que se tornou uma freguesia independente.
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Gaspar Frutuoso descreveu Santana como uma região de terras agrícolas férteis.
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A atual igreja paroquial de Santana foi construída a expensas do governo.
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Foram construídas a sacristia e a torre sineira da igreja de Santana.
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A galeota neerlandesa Alfa naufragou durante uma tempestade no Ilhéu da Rocha do Navio, ao largo de Santana; os seus sete tripulantes sobreviveram.
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O censo de 1921 registou a população das freguesias da Madeira, incluindo 4 083 habitantes na Sé, 3 107 em Santana e 7 061 em São Pedro.
Lugar
Lugares mencionados · 13- Santana · Assunto
Santana é uma freguesia da costa norte da Madeira, considerada a mais pitoresca do norte da ilha. Foi desmembrada de São Jorge no século XVI; a entrada aborda o seu povoamento, os párocos, a igreja, os sítios e a população.
- Achada de Santo António
Santana. Sítio e local pitoresco de Santana.
Sítio e local pitoresco da freguesia de Santana, conhecido pela Capela de Santo António, fundada por meados do século XVI e reconstruída em 1730.
- Achada de Simão Alves
Santana. Sítio com o nome do primeiro povoador Simão Álvares.
Localidade cujo nome deriva do antigo povoador Simão Álvares.
- Achada do Gramacho
Santana. Sítio de Santana, também incluído entre os seus locais pitorescos.
A Achada do Gramacho é uma localidade da freguesia e do concelho de Santana, na Madeira. Figura entre os locais pitorescos de Santana e tem o apelido Gramacho no nome.
- Caldeirão Verde
Santana. Local pitoresco de Santana que merece uma visita.
O Caldeirão Verde é um sítio pitoresco de montanha na freguesia de Santana, acessível por uma estrada melhorada. É referido como um local de beleza natural que merece uma visita e é popular no verão.
- Capela de Santo António
Santana. Capela situada no sítio homónimo de Santana.
Capela no sítio homónimo, em Santana.
- Homem em Pé
Santana. Local pitoresco de Santana que merece uma visita.
O Homem em Pé é uma coluna isolada de blocos de basalto, com cerca de 12 metros de altura, a pouca distância da Cumeada Alta, na freguesia de Santana. É um conhecido local de interesse paisagístico, por onde se passa a caminho do cume do Pico Ruivo e que é visível dos Balcões, no Ribeiro Frio.
- Minho
Portugal. Província portuguesa a cuja paisagem se compara a de Santana.
O Minho é uma província de Portugal Continental de onde vieram muitos dos primeiros povoadores da Madeira e, provavelmente, o seu primeiro gado. A paisagem de Santana e as saias coloridas madeirenses são comparadas com as do Minho. Era a região de origem da família Dantas e a província onde eclodiu a revolta da Maria da Fonte, em 1846.
- Pico do Cortado
Santana. Pico de paisagem pitoresca em Santana que merece uma visita.
O Pico do Cortado tem 527 metros de altitude e situa-se no sítio do Cortado, na freguesia de Santana, Madeira. É indicado como um local de interesse paisagístico que merece uma visita.
- Queimadas
Santana. Sítio de Santana, também conhecido pela sua paisagem pitoresca.
As Queimadas são um local de montanha pitoresco na freguesia de Santana, Madeira, com uma casa de repouso no caminho para o Caldeirão Verde. Figuram entre os locais de interesse paisagístico de Santana e dispõem de um posto termopluviométrico.
- Rocha do Navio
Santana. Localidade próxima de um ilhéu onde o galeão neerlandês Alfa naufragou em 1860.
A Rocha do Navio é um sítio costeiro e uma escarpa em Santana que dão nome a um ilhéu próximo, onde a galeota neerlandesa Alfa naufragou em 1860. Foi ali encontrado zimbro (Juniperus phoenicea), e a escarpa é recomendada pela sua paisagem.
+ 1 mais
Pessoas
Pessoas mencionadas · 33- Alfredo de Paula Sardinha1861–1897
Pároco de Santana.
- Álvaro Rodrigues de Azevedo1825–1898
Anotador das Saudades da Terra, aqui citado a propósito da sesmaria de Lopo Fernandes Pinto.
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Pároco de Santana de 1770 a 1777.
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Pároco de Santana de 1681 a 1690.
- António Teixeira1795–1876
Pároco de Santana de 1744 a 1769.
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Pároco de Santana de 1707 a 1730.
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Membro da comissão que angariou donativos para instalar um novo pavimento na igreja de Santana no século XIX.
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Pároco de Santana de 1672 a 1681.
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Um dos primeiros povoadores de Santana.
- Cristóvão Piresm. 1632
Sucedeu a Sebastião de Moraes como pároco de Santana e exerceu o cargo até 1632.
+ 23 mais
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Sacerdote cujos artigos, incluindo um publicado no Correio da Madeira em 1923, são citados a propósito dos habitantes e da igreja de Santana.
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Tenente que integrou a comissão que angariou donativos para instalar um novo pavimento na igreja de Santana.
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Pároco de Santana de 1694 a 1707.
- Gaspar Frutuoso1522–1591
Cronista que, em 1590, descreveu Santana como abundante em cereais, gado, castanhas, nozes e água.
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Um dos primeiros povoadores de Santana.
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Pároco de Santana no século XIX.
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Pároco de Santana de 1730 a 1743.
- Jerónimo Álvares da Silva Pinheiro1770–1861
Pároco de Santana de 1815 a 1829.
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Um dos primeiros povoadores de Santana.
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Pároco de Santana de 1799 a 1809.
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Um dos primeiros povoadores de Santana.
- João dos Reis Gomesn. 1869
Pároco de Santana.
- João Maurício Henriques1852–1901
Pároco de Santana.
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Pároco de Santana antes de 1905.
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Pároco de Santana de 1789 a 1799.
- Lopo Fernandes Pintom. 1500
Um dos primeiros proprietários de terras em Santana, morreu em 1500 e recebeu por sesmaria grande parte do território da freguesia, de onde se formaram dois morgadios.
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Um dos primeiros povoadores de Santana.
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Pároco de Santana desde 1905, ainda em funções em 1921, que mandou restaurar a igreja e melhorar o adro.
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Pároco de Santana de 1635 a 1671.
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Pároco de Santana de 1835 a 1864, integrou a comissão que angariou fundos para um novo pavimento da igreja.
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Pároco de Santana de 1777 a 1789.
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Primeiro capelão a servir exclusivamente Santana, durante trinta anos, a partir de cerca de 1565.
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Primeiro povoador de Santana que deu nome a um sítio, Achada de Simão Alves.