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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 2078 Planta Vol. II · pp. 521–522 1 min de leitura

Linho (Linum usitatissimum)

O linho, planta têxtil cultivada em quase todas as freguesias da Madeira numa área de cerca de 150–200 hectares, e a sequência tradicional de operações, da maceração e espadelagem à fiação, branqueamento e tecelagem, que o transforma em tecido de linho caseiro e durável, usado pela população rural.

Linho (Linum usitatissimum)

O linho e os seus tormentos

Esta planta têxtil é cultivada em quasi todas as freguesias da Madeira, ocupando uma área de uns 150 a 200 hectares. O linho em seguida á colheita, é passado pelos dentes do ripanço, afim de perder a baganha, indo depois a curtir para dentro de tanques ou nas águas das ribeiras, onde permanece por 8 a 10 dias. Decorrido este prazo, é posto a secar, depois do que é esmagado com um malho. Afim de separar as fibras têxteis da parte lenhosa que a elas adere, vai o linho á gramadeira e depois a tasquinhar, mas é somente no sedeiro, que é uma espécie de pente formado de dentes metálicos fixos sôbre uma peça de madeira, que se desenreda e se pode tornar mais delgado o fio, fazendo-se ao mesmo tempo a separação das estopas.

Tanto o linho como as estopas são fiados na roca, por mulheres, e o fio que deste modo se obtém é, depois de ensarilhado, metido no forno ou em barrela, indo depois a corar ao sol. Dobado o fio depois de branqueado pode passar finalmente aos pequenos teares que existem disseminados por vários pontos da ilha e onde termina a série de operações a que o povo acertadamente costuma chamar os tormentos do linho.

Os panos de linho fabricados na Madeira são de excelente qualidade e muito duráveis e é deles que se faz uma boa parte da roupa branca de que usa a gente dos campos.

A linhaça (sementes do linho) é muito usada na medicina dos campos, mas a que se encontra nas boticas, vem quasi tôda de fora da ilha.

A este assunto, interessa o livro «As pequenas Indústrias da Madeira» no capítulo O Linho na Madeira da autoria do tenente-coronel Alberto Artur Sarmento.

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  1. Tenente-coronel e autor do capítulo «O Linho na Madeira», do livro As pequenas Indústrias da Madeira, citado como fonte sobre o linho.

Na folha L

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