Henriques (Padre João Mauricio)
Biografia do Padre João Maurício Henriques (1852–1901), sacerdote funchalense, capelão militar e jornalista que escreveu uma história do Regimento de Caçadores n.º 12.
Nasceu nesta cidade a 22 de Março de 1852 e era filho de António Gomes Henriques e D. Ana Rosa de Sousa Henriques, tendo falecido em Lisboa a 16 de Dezembro de 1901. Cursou o liceu e o seminário do Funchal, e ordenou-se de presbítero no ano de 1877. Depois de ter exercido funções eclesiásticas como cura da freguesia de Santa Cruz e pároco das Achadas da Cruz e de Santana, foi despachado capelão militar por decreto de 2 de Março de 1885, tendo servido algum tempo no Algarve e passando em 1887 a prestar serviço no Funchal, no regimento de caçadores n.° 12 e depois em infantaria n.° 27. Colaborou em alguns jornais madeirenses e foi redactor do Diário de Noticias desta cidade. Em 1909 publicou no Funchal um opúsculo de 104 paginas, intitulado Breve Noticia historica e descriptiva do extinto regimento de caçadores n.° 12.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 06-
O Padre João Maurício Henriques nasceu no Funchal.
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João Maurício Henriques foi ordenado sacerdote.
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O Padre João Maurício Henriques foi nomeado capelão militar por decreto.
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O Padre João Maurício Henriques começou a prestar serviço no Funchal junto do Regimento de Caçadores n.º 12.
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O Padre João Maurício Henriques morreu em Lisboa.
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O Padre João Maurício Henriques publicou uma breve história do extinto Regimento de Caçadores n.º 12.
Lugar
Lugares mencionados · 06No estrangeiro
- Achadas da Cruz
Porto Moniz. Freguesia onde exerceu funções de pároco.
Achadas da Cruz é uma pequena freguesia no extremo noroeste da Madeira, no concelho do Porto Moniz. Desenvolveu-se a partir de uma capela do século XVI e tornou-se freguesia independente em 1848. Mudou várias vezes de concelho: passou para o Porto Moniz em 1835, esteve brevemente integrada na Calheta entre 1849 e 1855 e voltou a pertencer à Calheta quando o concelho do Porto Moniz foi extinto em 1895. A sua fajã é o planalto mais pequeno e contém uma lagoa semelhante a uma cratera, com 66 m de largura; nela encontram-se gado em liberdade e Euphorbia mellifera. Entre os acontecimentos registados contam-se a ação do benfeitor Manuel de Pontes Câmara e o naufrágio do iate Varuna em 1909.
- Algarve
Portugal. Região onde exerceu pela primeira vez funções de capelão militar.
O Algarve é uma região de Portugal Continental de onde vieram muitos dos primeiros povoadores da Madeira, nomeadamente de Boliqueime, e provavelmente gado. Zarco vigiou a sua costa como capitão, e Bartolomeu Perestrelo morreu ali. Simão Gonçalves da Câmara aportou ao Algarve durante a sua viagem interrompida para Espanha.
- Funchal
Local onde nasceu e onde prestou serviço a partir de 1887.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Lisboa
Portugal. Cidade onde morreu.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
- Santa Cruz
Freguesia onde exerceu funções de coadjutor.
Santa Cruz é uma freguesia e uma das povoações mais antigas da Madeira. Recebeu o nome de uma cruz que Zarco ali mandou erguer aquando da descoberta. O Elucidário aborda a sua história eclesiástica inicial, a colegiada, as capelas, os povoadores nobres e os sítios da freguesia.
- Santana
Freguesia onde exerceu funções de pároco.
Santana é uma freguesia da costa norte da Madeira, considerada a mais pitoresca do norte da ilha. Foi desmembrada de São Jorge no século XVI; a entrada aborda o seu povoamento, os párocos, a igreja, os sítios e a população.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 03- João Maurício Henriques1852–1901
Sacerdote funchalense, capelão militar e redator do Diário de Notícias, autor de uma história do Regimento de Caçadores n.º 12 (1909).
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Mãe do Padre João Maurício Henriques.
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Pai do Padre João Maurício Henriques.