Guarda Nacional
A Guarda Nacional na Madeira era uma milícia de cidadãos organizada após a vitória liberal de 1834. Em 1836, foi formado um batalhão de caçadores, e as guardas foram dissolvidas em 1846.
Por alvará do Prefeito e Governador Militar da Madeira, datado de 1 de Setembro de 1834, foi nomeada uma comissão para fazer o recenseamento e alistamento nominal de todos os indivíduos que nos termos do decreto de 29 de Março do mesmo ano, deviam fazer parte da guarda nacional mas em fins de 1835 não estava ainda devidamente organizada esta guarda a pesar dos oficiais dela terem sido já eleitos e aprovados pelas autoridades competentes.
Parece que nos primeiros tempos houve um certo receio em fornecer armamento aos indivíduos da Guarda Nacional, por se suspeitar que nem todos eles eram afectos á causa constitucional.
A Portaria de 19 de Março de 1835 mandou formar na Madeira um batalhão de caçadores da Guarda Nacional, o qual se constituiu definitivamente em 1836, tendo os seus oficiais e oficiais inferiores sido eleitos em 10 de Janeiro deste ultimo ano, numa reunião realizada na Praça da Constituição.
A Câmara Municipal enviava ao Governador a lista dos oficiais eleitos para este a submeter á aprovação do Governo. Havia eleições de dois em dois anos, e o primeiro comandante do batalhão de caçadores da Guarda Nacional foi Valentim de Freitas Leal.
A Guarda Nacional do Funchal tinha uma bandeira oferecida por D. Ana Mascarenhas e Ataíde em 14 de Janeiro de 1835.
As guardas nacionais foram dissolvidas pela lei de 7 de Outubro de 1846.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 04-
Um decreto estabeleceu quem devia servir na Guarda Nacional.
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O prefeito e o governador militar nomearam uma comissão para alistar homens na Guarda Nacional na Madeira.
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D. Ana Mascarenhas e Ataíde ofereceu uma bandeira à Guarda Nacional do Funchal.
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Uma portaria determinou a formação de um batalhão de caçadores da Guarda Nacional na Madeira.
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Os oficiais do batalhão da Guarda Nacional foram eleitos numa reunião na Praça da Constituição, no Funchal.
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Uma lei dissolveu as guardas nacionais.
Lugar
Lugares mencionados · 02- Funchal
Sede da Guarda Nacional que recebeu a bandeira.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Praça da Constituição
Funchal. Praça onde foram eleitos os oficiais do batalhão em janeiro de 1836.
A Praça da Constituição era uma praça do Funchal, anteriormente chamada Passeio Público, que recebeu o nome da constituição liberal ali proclamada em 28 de janeiro de 1821. Chamou-se Praça Real durante o governo de D. Miguel, passou a Praça da República em 1911 e desapareceu em 1914 com a construção da Avenida Oeste. Ficava junto ao Jardim Municipal e era ponto terminal do elétrico.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 02-
Senhora que ofereceu uma bandeira à Guarda Nacional do Funchal em 14 de janeiro de 1835.
- Valentim de Freitas Leal1790–1879
Primeiro comandante do batalhão de caçadores da Guarda Nacional da Madeira.