Incêndios (Extinção de)
História do combate a incêndios no Funchal, desde a primeira bomba adquirida pela Câmara Municipal em 1837 até à fundação da Companhia de Bombeiros Voluntários em 1889.
O serviço municipal da extinção de incêndios na cidade foi iniciado em 1837, tendo a Câmara dispendido com a aquisição de uma bomba mandada vir de Londres por intermédio da casa de João de Oliveira & C.ª, a quantia de 460$000 réis.
Antes de 1837, eram as bombas pertencentes a alguns particulares, que se empregavam na extinção dos incêndios, tendo os condutores das mesmas sido isentos de servir na guarda nacional, a fim de se poder contar com o seu auxilio nas ocasiões precisas.
O serviço da extinção de incêndios só em 1889 é que principiou a ser bem desempenhado, devido á criação da Companhia de Bombeiros Voluntários do Funchal. Antes disso, cometiam-se os maiores desatinos em ocasiões de incêndios, chegando-se a lançar espelhos e loiças das janelas dos prédios atingidos pelo fogo, para obstar a que este os destruísse!
Em Agosto de 1878, por ocasião dum incêndio que se manifestou num prédio á rua da Alfândega, onde estavam instaladas a padaria e a confeitaria do inglês Payne, foram tantos os vidros e loiças atirados á rua, que houve quem supusesse terem os prejuízos causados pelo homem, no mesmo prédio, sido mais avultados do que os causados pelo fogo.
No fim do volume ou em suplemento a esta obra, daremos uma noticia mais circunstanciada acerca dos melhoramentos introduzidos no serviço dos incêndios e em especial nos havemos de referir às corporações de Bombeiros Voluntários e Municipais, que nesta cidade se têm organizado para esse fim.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 03-
A Câmara Municipal do Funchal deu início a um serviço municipal de combate a incêndios, adquirindo uma bomba em Londres por 460 000 réis.
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Um incêndio na padaria de Payne, na Rua da Alfândega, no Funchal, causou menos estragos do que os provocados pelos objetos de vidro e louça atirados durante o incêndio.
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Foi criada a Companhia de Bombeiros Voluntários do Funchal; a Câmara aprovou o seu regulamento em 4 de abril e nomeou o seu pessoal em 11 de abril, melhorando muito o combate a incêndios.
Lugar
Lugares mencionados · 03No estrangeiro
- Funchal
Cidade cujo serviço de combate a incêndios é descrito.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Londres
United Kingdom. Cidade onde foi encomendada a primeira bomba de incêndio municipal.
Capital britânica onde foram publicadas muitas obras inglesas sobre a Madeira, incluindo as dos du Cane, de Embleton e de Bloxam. Mason comparou a sua humidade com a do Funchal, e de lá veio artilharia para a Fortaleza de São Tiago. Acolheu o congresso de química aplicada de 1909.
- Rua da Alfândega
Funchal. Rua onde ocorreu o incêndio de 1878 na padaria de Payne.
A Rua da Alfândega, no Funchal, fica em frente à alfândega. A Câmara Municipal mudou-se para ali em 1848, e a Associação Comercial instalou-se lá pela primeira vez em 1836. Mais tarde, a rua acolheu os escritórios da Blandy e o Club Inglês, com a sua biblioteca; em 1878, ocorreu ali um incêndio na padaria de Payne.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 02- João Francisco de Oliveira1761–1829
Responsável pela firma João de Oliveira & C.ª, através da qual a Câmara Municipal encomendou a sua primeira bomba de incêndios a Londres, em 1837.
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Padeiro e confeiteiro inglês cujo estabelecimento na Rua da Alfândega se incendiou em agosto de 1878.