Baiardo (Luiz José)
Luís José Baiardo foi dramaturgo e escrivão do tribunal eclesiástico. Viveu no Funchal como secretário do bispo Joaquim de Meneses e Ataíde antes de se mudar para Lisboa em 1821. Escreveu um opúsculo em resposta ao relato de Sebastião Xavier Botelho sobre os acontecimentos na Madeira.
Diz o dicionario Portugal que nasceu nesta cidade a 30 de Abril de 1775, mas temos serios motivos para acreditar que era natural do continente, embora tivesse vivido alguns anos na Madeira. No seu tempo granjeou nomeada como escritor dramatico, mas as suas composições teatrais caíram depois no mais completo esquecimento. Foi secretario particular do bispo desta diocese D. Fr. Joaquim de Menezes e Ataíde e a este prelado se atribue com bom fundamento a autoria de algumas das produções que Baiardo apresentava como sendo da sua lavra. Exerceu no Funchal o cargo de escrivão do juízo eclesiastico. Em 1821 saíu para Lisboa e ali se dedicava exclusivamente ao trabalho de escrever, traduzir e adaptar varias composições para o teatro. As suas produções literarias vêm mencionadas no Diccionario Bibliographico de Inocencio. Entre elas há uma que interessa à historia desta ilha e se intitula Carta escripta a um sujeito da provincia da ilha da Madeira ou o landum dos bordões, que tocou Sebastião Xavier Botelho, com variações compostas por Luis José Baiardo; ou desforra das invectivas que contra ele escreveu o dito Botelho na sua “Historia verdadeira dos acontecimentos da ilha da Madeira”. É um opusculo de 33 paginas, publicado em Lisboa em 1821.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 02Lugar
Lugares mencionados · 02No estrangeiro
- Funchal
Cidade onde Baiardo exerceu funções de escrivão do tribunal eclesiástico.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Lisboa
Portugal. Cidade para onde Baiardo se mudou em 1821 e onde o seu opúsculo foi publicado.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 04- Luís José Baiardon. 1775
Dramaturgo e secretário de um bispo no Funchal, que partiu para Lisboa em 1821; o Elucidário põe em dúvida que tenha nascido no Funchal.
- D. Joaquim de Meneses e Ataíde1765–1828
Bispo do Funchal de quem Baiardo foi secretário e a quem se atribui a autoria de algumas obras publicadas em nome de Baiardo.
-
Bibliógrafo que regista as obras de Baiardo no Diccionario Bibliographico.
- Sebastião Xavier Botelho1768–1840
Autor da Historia verdadeira dos acontecimentos da ilha da Madeira, a que Baiardo respondeu num opúsculo de 1821.