Botelho (Sebastião Xavier)
Sebastião Xavier Botelho (1768–1840) foi governador e capitão-general da Madeira a partir de 1819. Durante o seu governo, a Constituição foi proclamada na ilha em 1821. Foi também um escritor reconhecido e, mais tarde, governou os Açores, Moçambique e Angola.
Este governador e capitão general da Madeira foi nomeado a 15 de Junho de 1818, chegou ao Funchal a 12 de Maio de 1819 e a 15 do mesmo mês tomou posse do seu cargo.
Percorreu toda a sua capitania e informou o governo central dos melhoramentos mais urgentes a realizar.
Foi durante o seu governo que rebentou a revolução do Porto, que derrubou o governo absoluto e arvorou o sistema representativo, sendo na Madeira proclamada a Constituição a 28 de Janeiro de 1821.
Sustentou encarniçadas lutas políticas, e em sua defesa publicou um opúsculo intitulado Historia verdadeira dos acontecimentos da ilha da Madeira depois do memorável dia 28 de Janeiro ... (Lisboa, 1821). Sebastião Botelho era dotado de uma rara inteligência e vasta ilustração, sendo considerado como um dos mais apreciados escritores do seu tempo e de quem Alexandre Herculano escreveu e proferiu o elogio histórico.
Além de ter sido governador e capitão general da Madeira, Açores, Moçambique e Angola, exerceu outros cargos importantes.
Nasceu a 8 de Março de 1768 e morreu a 21 de Maio de 1840. Pertencia à família dos condes de S. Miguel e era avô do segundo conde de Carvalhal.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 05-
Nascimento de Sebastião Xavier Botelho.
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Sebastião Xavier Botelho foi nomeado governador e capitão-general da Madeira.
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Sebastião Xavier Botelho chegou ao Funchal em 12 de maio e tomou posse como governador da Madeira em 15 de maio.
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Luís José Baiardo partiu da Madeira para Lisboa e publicou um opúsculo contra Sebastião Xavier Botelho, que publicou a sua defesa em Lisboa.
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A Madeira aderiu à revolução liberal e o regime constitucional foi solenemente proclamado no Funchal, passando a praça a chamar-se Praça da Constituição.
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Sebastião Xavier Botelho morreu.
Lugar
Lugares mencionados · 05No estrangeiro
- Açores
Portugal. Arquipélago que Botelho também governou.
Os Açores são um arquipélago atlântico que partilha espécies vegetais com a Madeira. O Elucidário regista a fixação de famílias madeirenses, como os Bettencourt, no arquipélago, a proibição dos vinhos açorianos na Madeira em 1801 e a importação de tabaco açoriano. Refere ainda a vinda de agricultores açorianos à Madeira para ensinar métodos de cultivo do milho.
- Angola
Colónia que Botelho também governou.
Colónia portuguesa do ultramar que serviu de local de degredo para os condenados pelos distúrbios de 1668 e 1834 na Madeira e pela Alçada de 1823. Foi governada por Vasco Guedes, Sebastião Xavier Botelho e D. Lourenço de Almada. Foi também a principal origem das variedades de cana-de-açúcar P.O.J. importadas a partir de 1933.
- Funchal
Onde Botelho chegou para tomar posse em 1819.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Moçambique
Mozambique. Colónia que Botelho também governou.
Moçambique foi uma colónia portuguesa governada por Sebastião Xavier Botelho, onde Mousinho de Albuquerque exerceu o cargo de comissário régio e Manuel de Sousa Brasão prestou serviço em 1916–1917. Foi um lugar de exílio onde morreram o Padre Pestana e Luiz Pimenta de Aguiar, e estava prevista a instalação de uma estação de telegrafia sem fios Marconi.
- Porto
Portugal. Cidade onde eclodiu a revolução liberal de 1820.
Cidade portuguesa onde começou a revolução liberal de 1820. O seu distrito é o único com maior densidade populacional do que o do Funchal. Vários madeirenses estudaram na sua escola médica ou na Academia Politécnica, e alguns viveram ou morreram na cidade. O editor de O Funchalense Liberal foi ali enforcado, e o Marítimo venceu ali o FC Porto em 1922.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 02- Sebastião Xavier Botelho1768–1840
Governador e capitão-general da Madeira a partir de 1819, em funções quando a Constituição de 1821 foi proclamada na ilha.
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Historiador português que escreveu e proferiu o elogio histórico de Botelho.