Constituição de 1821 (A) 1A proclamação da Constituição
Constituição de 1821 (A)
Relato da chegada à Madeira das notícias da Revolução Liberal de 1820 no Porto, da sua adesão solene ao sistema constitucional no Funchal, em 28 de janeiro de 1821, dos deputados eleitos, do monumento comemorativo de 1822 que ficou por concluir e dos panfletos suscitados pelos acontecimentos, terminando com a restauração do absolutismo em 1823.
1A proclamação da Constituição
Ninguém ignora que no dia 24 de Agôsto de 1820 rebentou na cidade do Porto uma revolução, que se propunha implantar no nosso país um sistema de govêrno representativo, e que essa revolução teve seu eco em Lisboa no dia 15 de Setembro seguinte, manifestando-se depois em outros pontos do continente do reino.
Só por meados de Setembro é que na Madeira se teve conhecimento dos sucessos politicos ocorridos em
Portugal, pela passagem, no nosso pôrto, dum navio inglês que se dirigia de Londres para o Rio de Janeiro. A 25 do mesmo mês o bergantim português Providencia trouxe cartas e jornais, dando noticia circunstanciada dos acontecimentos. Numa comunicação oficial dirigida ao conde dos Arcos, dizia o governador e capitão-general deste arquipelago Sebastião Xavier Botelho que tais acontecimentos não “fizeram nenhuma sensação nem commoção popular e que tinha adoptado as necessarias providencias para evitar qualquer alteração da ordem publica”.
Por fins de Setembro, recebeu Xavier Botelho comunicação oficial do Govêrno Provisorio acêrca da nova ordem de cousas politicas que se tinham dado no país, e, conquanto se não mostrasse desafecto a elas, conservou-se numa prudente reserva, receando talvez um movimento contra-revolucionario no continente do reino. Tendo o conde, depois duque de Palmela, passado na Madeira, por meados de Novembro, em viagem de Londres para Lisboa, encarregou-o o governador deste arquipelago de informar o govêrno da metropole relativamente ás cousas desta ilha, fazendo sentir que a ordem era completa e que não se receava qualquer perturbação da paz que entre nós então se desfrutava.
No entretanto, a atitude do governador ia desagradando aos partidarios da revolução do Pôrto, que clandestinamente fizeram afixar pasquins nas paredes das ruas mais centrais da cidade, incitando o povo á revolta e á pratica das consequentes violencias. Tôda a hesitação de Xavier Botelho terminou com a chegada no dia 23 de Janeiro de 1821, dum correio, vindo directamente da côrte do Rio de Janeiro, em que se certificou do reconhecimento que D. João VI fizera do novo estado de cousas e em especial da aceitação do sistema representativo que a revolução implantara. Deram-se largas ás manifestações de regozijo, e desde logo se preparou a proclamação solene que devia realizar-se no dia 28 daquele mês.
Nesse dia, reuniu-se no Largo da Fortaleza uma enorme multidão, a que se juntou a tropa da guarnição desta cidade, pedindo ao governador a solene adesão aos principios proclamados pela revolução do Pôrto. No entretanto, era a residencia do capitão-general invadida por muitos membros da nobreza e pessoas mais qualificadas no Funchal, secundando o pedido do povo, a que Xavier Botelho acedeu, não sem lavrar o seu platonico protesto, aparecendo no Baluarte sobranceiro ao largo e dando vivas ao Rei, ás Côrtes, á Constituição e ao Govêrno Supremo do Reino. Comunicou-se então um vivo entusiasmo á multidão, que irrompeu em delirantes vivas.
O governador e capitão-general seguido de muito povo, autoridades, funcionarios civis e militares e de um grande numero de pessoas de distinção, dirigiu-se em seguida á Sé Catedral, onde se cantou um solene Te-Deum, com a assistencia do prelado diocesano e de muitos membros do clero. Seguidamente tomaram todos a direcção dos Paços do Concelho, que era então no edificio que até há pouco servia de cadeia, e ali se proclamou solenemente o novo sistema de govêrno, lavrando-se um auto, que foi assinado por um numero consideravel das pessoas presentes.
As manifestações de regozijo por aquele fausto acontecimento, prolongaram-se pelos dias seguintes com notavel entusiasmo, não havendo a menor perturbação da ordem publica. Para as Côrtes Constituintes, que funcionaram de 1821 a 1822, foram eleitos deputados pela Madeira Francisco João Moniz, dr. Mauricio José de Castelo Branco e o dr. Antonio João Rodrigues Garcez, que faleceu e foi substituído pelo dr. João José de Freitas Aragão. Feita e promulgada a Constituição, realizaram-se, em harmonia com ela, as eleições gerais em 1822, tendo sido eleitos deputados por este arquipelago o dr. João Francisco de Oliveira, padre João Manuel de Freitas Branco e Manuel Caetano Pimenta de Aguiar.
2O monumento da Constituição
É decorrido um ano depois dos acontecimentos que ficam sumariamente narrados, e todo o Funchal se encontra em festa. Estamos no dia 28 de Janeiro de 1822 e soleniza-se o aniversario da proclamação da Constituição nesta ilha. Não se pretende apenas comemorar o facto, deseja-se também perpetuá-lo através do tempo. Lançada a ideia de erigir-se um monumento, foi escolhido o Terreiro da Sé como o local mais apropriado para esse fim, e o dia 28 de Janeiro para o lançamento da primeira pedra, por ser o primeiro aniversario da solene adesão da Madeira aos principios proclamados pela revolução do Pôrto.
A cerimonia revestiu a maior solenidade e imponencia, e a ela se associaram inumeras pessoas de tôdas as categorias sociais, incluindo o elemento oficial e militar, que largamente se fêz representar. Ao acto presidiu o governador e capitão-general D. Rodrigo Antonio de Melo que, numa comunicação ao govêrno da metropole, diz o seguinte:
A camara da cidade, desejando imortalizar o mesmo dia com a erecção de um monumento e pedestal, que levasse ás mais remotas eras a recordação de tão fausta epoca, me havia oficialmente convidado para que eu na mesma acção houvesse de lançar a primeira pedra fundamental daquela memoria, ao que mui cordialmente anuí, e julgando devia interpor a minha autoridade militar para a tranquilidade e brilhantismo do mesmo acto, por isso dei as ordens para a mencionada disposição de tropas e convidei a me acompanhar tôda a oficialidade da Provincia, incluindo a segunda linha e o extinto corpo de ordenanças...
Formou-se um luzido cortejo que, saindo dos Paços do Concelho, se dirigiu ao Largo da Sé, estando ali prèviamente preparado o cabouco que devia receber a pedra angular e os primeiros fundamentos do monumento que ali se pretendia erigir. É bastante interessante este trecho do auto que então se lavrou e que foi lançado nos alicerces: “levava... o dr. corregedor um cesto de cunhas e raxas, o dr. juiz de fóra o nivel, o vereador mais velho a colher e a trolha, o vereador segundo a vassoura e o balde, o vereador terceiro o coxo da cal, o procurador do concelho as medalhas e eu escrivão da camara a maceta, conduzindo o juiz do Povo um cofre de prata com o auto, e os procuradores dos mestres uma padiola com a pedra”. Concluída a cerimonia do assentamento da primeira pedra, celebrou-se na Sé Catedral um solene Te-Deum, proferindo por essa ocasião, o distinto orador sagrado padre João Manuel de Freitas Branco, um eloquente discurso, que foi publicado num folheto, hoje rarissimo, com o titulo de Oração de acção de graças que na solemnidade do anniversario do faustissimo dia 28 de janeiro de 1821 pregou na igreja da Sé do Funchal. . .
Seguidamente as autoridades civis e militares, funcionarios publicos e grande numero das pessoas mais categorizadas do Funchal se dirigiram ao palacio do governador, tendo aí pronunciado uma entusiastica alocução o dr. João Pedro de Freitas Drumond, que foi muito aplaudido.
Salvaram tôdas as fortalezas, houve profusas e brilhantes iluminações e realizaram-se outras demonstrações de regozijo, a que jubilosamente se associaram os habitantes da cidade.
O monumento, cuja pedra angular foi lançada em frente da porta da Sé Catedral e a poucos metros de distancia da escadaria que dá acesso ao adro, não chegou nunca a passar dos alicerces.
3Folhetos e restauração do absolutismo
O Terreiro da Sé ou Passeio, que fazia parte do antigo Campo do Duque, passou em 1821 a chamar-se Praça da Constituição, nome que conservou até há poucos anos. Relativamente á Constitução na Madeira e a algumas questões que a sua proclamação suscitou entre nós, publicaram-se os seguintes folhetos: • Historia verdadeira dos acontecimentos da ilha da Madeira depois do memoravel dia 28 de janeiro, escrita por ordem chronologica por Sebastião Xavier Botelho e comprovada com testemunhas da melhor fé, por seus empregos, gerarchia e independencia, para destruir um libello famoso impresso em Londres por um Cidadão Funchalense, Lisboa, 1821, de 61 pag;
- • Noticias officiais recebidas da ilha da Madeira, Lisboa, 1821, de 20 pag.
- • Relação circunstanciada do modo com que se desenvolveu, se promoveu e se proclamou a Constituição da ilha da Madeira no memoravel dia 28 de janeiro de 1821, Lisboa, 1821, de 12 pag.
- • Carta escrita a um sujeito da provincia da ilha da Madeira, ou o lundum dos bordões que tocou Sebastião Xavier Botelho, por Luiz José Baiardo, em desforra das investidas que contra elle escreveu o dito Botelho na sua historia verdadeira da ilha da Madeira... Lisboa, 1821
- • Parabens poetico-politicos á grandiosa regeneração portuguesa na congratulante adherencia da ilha da Madeira em 28 de Janeiro de 1821 no theatro grande do Funchal, por Luiz Antonio Jardim, formado na faculdade de leis, Funchal, 1822, de 29 pag.
- • Sentença proferida contra os reos comprehendidos na devassa da alçada que Sua Magestade foi servido mandar á ilha da Madeira, Lisboa, 1823, de 47 pag.
No dia 17 de Junho de 1823, proclamou-se o restabelecimento do govêrno absoluto na Madeira, havendo diversas manifestações de regozijo.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 04-
A Revolução Liberal portuguesa eclodiu no Porto em 24 de agosto de 1820, acontecimento mais tarde evocado na medalha do Monumento Constitucional, no Funchal.
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A revolução liberal teve eco em Lisboa.
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O brigue Providência levou à Madeira notícias detalhadas da revolução liberal.
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As Cortes Constituintes portuguesas reuniram-se em Lisboa, com Francisco João Moniz, João José de Freitas Aragão e outros como deputados pela Madeira.
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O Terreiro da Sé, no Funchal, passou a chamar-se Praça da Constituição.
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Um correio vindo do Rio de Janeiro confirmou que D. João VI aceitara o novo sistema constitucional.
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A Madeira aderiu à revolução liberal e o regime constitucional foi solenemente proclamado no Funchal, passando a praça a chamar-se Praça da Constituição.
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As eleições gerais realizadas por sufrágio direto ao abrigo da nova Constituição elegeram os deputados da Madeira às Cortes, entre eles Freitas Branco, tendo Macedo e Luiz António Jardim como suplentes.
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O Funchal celebrou o primeiro aniversário da proclamação da Constituição com festejos, um sermão de ação de graças proferido por Freitas Branco na Sé e o lançamento, pelo governador D. Rodrigo António de Melo, da primeira pedra de um monumento constitucional no Terreiro da Sé.
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A notícia da restauração absolutista chegou à Madeira em 16 de junho; no dia seguinte, o governo absoluto foi ali proclamado e celebrado.
Lugar
Lugares mencionados · 09No estrangeiro
- Campo do Duque
Funchal. Antigo espaço aberto do qual o Terreiro da Sé fazia parte.
O Campo do Duque era um amplo terreno aberto no centro do Funchal primitivo, pertencente aos grão-mestres da Ordem de Cristo. Foram cedidos terrenos para a construção da Sé Catedral (a partir de 1485), dos Paços do Concelho e do largo com o seu pelourinho; o Terreiro da Sé fazia parte do campo. Segundo os registos, foi ali que se plantou cana-de-açúcar pela primeira vez e se construiu a primeira casa de cedro de dois pisos do Funchal.
- Funchal
Cidade onde decorreram a proclamação e as comemorações.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Largo da Fortaleza
Funchal. Praça onde a população e as tropas se reuniram em 28 de janeiro de 1821 para exigir a adesão.
O Largo da Fortaleza é um largo do Funchal, na Madeira, onde se erguia o Teatro Grande. Em 28 de janeiro de 1821, populares e tropas reuniram-se ali para exigir a adesão da Madeira ao movimento constitucional.
- Lisboa
Portugal. Capital que aderiu à revolução em 15 de setembro de 1820 e onde foram impressos os panfletos.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
- Londres
United Kingdom. Cidade de onde partiu o navio que primeiro trouxe a notícia e onde foi impresso um libelo contra o governador.
Capital britânica onde foram publicadas muitas obras inglesas sobre a Madeira, incluindo as dos du Cane, de Embleton e de Bloxam. Mason comparou a sua humidade com a do Funchal, e de lá veio artilharia para a Fortaleza de São Tiago. Acolheu o congresso de química aplicada de 1909.
- Porto
Portugal. Cidade onde eclodiu a Revolução Liberal em 24 de agosto de 1820.
Cidade portuguesa onde começou a revolução liberal de 1820. O seu distrito é o único com maior densidade populacional do que o do Funchal. Vários madeirenses estudaram na sua escola médica ou na Academia Politécnica, e alguns viveram ou morreram na cidade. O editor de O Funchalense Liberal foi ali enforcado, e o Marítimo venceu ali o FC Porto em 1922.
- Rio de Janeiro
Brazil. Sede da corte portuguesa, de onde chegou a confirmação de que o rei aceitara a Constituição.
O Rio de Janeiro, no Brasil, surge no Elucidário como sede da corte portuguesa e como cidade onde muitos madeirenses viveram, estudaram, ensinaram, publicaram obras e morreram. Entre eles contam-se Paulo Perestrelo da Câmara, João de Oliveira Sá Camelo Lampreia e João da Silveira Caldeira, que dirigiu a Casa da Moeda na cidade.
- Sé do Funchal
Funchal. Sé Catedral onde foram cantados Te Deum em 1821 e 1822.
A Sé do Funchal é a catedral do Funchal, na freguesia da Sé. A sua construção começou em 1493; tornou-se sede paroquial em 1508 e catedral em 1514. Foi ponto de partida de procissões e local do voto a São Tiago, e nela estão sepultados bispos.
- Terreiro da Sé
Funchal. Praça escolhida para o monumento à Constituição, que recebeu o nome de Praça da Constituição em 1821.
O Terreiro da Sé é uma praça do Funchal onde, em 1768, foi autorizada a realização de uma feira às terças-feiras. Em 1821, foi escolhido para a instalação do monumento à Constituição e recebeu o nome de Praça da Constituição.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 15-
Estadista que fez escala na Madeira em novembro de 1820, quando viajava de Londres para Lisboa, e levou consigo o relatório do governador sobre a tranquilidade na ilha.
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Deputado eleito pela Madeira às Cortes Constituintes que morreu e foi substituído.
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Ministro na corte do Rio de Janeiro a quem o governador Xavier Botelho comunicou a receção tranquila das notícias da revolução.
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Governador e capitão-general que lançou a primeira pedra do monumento à Constituição em 28 de janeiro de 1822.
- Dr. João Francisco de Oliveira1761–1829
Deputado eleito pela Madeira nas eleições gerais de 1822.
- Francisco João Monizm. c. 1848
Deputado pela Madeira às Cortes Constituintes de 1821–1822.
- João José de Freitas Aragão1777–1842
Substituiu o falecido Garcez como deputado pela Madeira às Cortes Constituintes.
- João Manuel de Freitas Brancoc. 1773–1831
Sacerdote e pregador eleito deputado pela Madeira em 1822; no aniversário desse ano, proferiu o sermão de ação de graças que viria a ser publicado.
-
Proferiu um discurso aplaudido no palácio do governador durante as comemorações do aniversário de 1822.
- João VIm. 1826
Rei de Portugal cuja aceitação do sistema representativo, comunicada do Rio de Janeiro em janeiro de 1821, pôs fim à hesitação do governador.
+ 5 mais
- Luís José Baiardon. 1775
Autor de um panfleto de 1821 em resposta ao relato dos acontecimentos feito por Sebastião Xavier Botelho.
- Luiz António Jardimc. 1780–1825
Licenciado em Direito que escreveu felicitações em verso pela adesão da Madeira, impressas no Funchal em 1822.
- Manuel Caetano Pimenta de Aguiar1765–1832
Deputado eleito pela Madeira nas eleições gerais de 1822.
- Maurício José de Castelo Brancoc.1842–1910
Deputado pela Madeira às Cortes Constituintes de 1821–1822.
- Sebastião Xavier Botelho1768–1840
Governador e capitão-general da Madeira que, após hesitar, proclamou a Constituição em 28 de janeiro de 1821 e mais tarde escreveu um panfleto em defesa da sua atuação.