Medalha do Monumento Constitucional
Medalha de prata feita em 1822 para assinalar o lançamento da primeira pedra de um monumento à revolução constitucional de 1820–1821 no Funchal; o monumento foi destruído pelas autoridades absolutistas em 1823.
Era de prata, foi feita por Severiano Alberto de Freitas Ferraz e tinha, segundo diz o n.° 62 do Patriota Funchalense, de 1 de Fevereiro de 1822, num dos lados «entre dois ramos de oliveira, os respeitaveis nomes dos 13 herois benemeritos da patria, e por baixo o seguinte: foi lançada a pedra fundamental deste monumento pelo governador D. Rodrigo António de Mello, a 28 de Janeiro de 1822. Do outro lado, tinha a seguinte inscrição: A Camara do Funchal annuindo aos votos dos cidadãos desta provincia, conveiu em que se erigisse este monumento allusivo á regeneração politica da monarchia portuguesa, proclamada n'esta cidade a 28 de Janeiro de 1821. Em roda desta inscrição estavam gravados os memoraveis dias 24 de Agosto, 15 de Setembro e 1 de Outubro de 1820, e 26 de Janeiro, 26 de Fevereiro e 4 de Julho de 1821. Na serrilha da medalha estava gravado o seguinte: Viva a Constituição, viva a Religião e viva a dynastia da Casa de Bragança.»
A medalha do monumento constitucional foi, no dia 1 de Setembro de 1823, por ordem das autoridades absolutistas, amassada e depois pesada e vendida, dando o seu produto entrada no cofre do concelho.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 04-
A Revolução Liberal portuguesa eclodiu no Porto em 24 de agosto de 1820, acontecimento mais tarde evocado na medalha do Monumento Constitucional, no Funchal.
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A Madeira aderiu à revolução liberal e o regime constitucional foi solenemente proclamado no Funchal, passando a praça a chamar-se Praça da Constituição.
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O Funchal celebrou o primeiro aniversário da proclamação da Constituição com festejos, um sermão de ação de graças proferido por Freitas Branco na Sé e o lançamento, pelo governador D. Rodrigo António de Melo, da primeira pedra de um monumento constitucional no Terreiro da Sé.
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As autoridades absolutistas destruíram os alicerces do monumento constitucional liberal no Funchal e mandaram esmagar e vender a sua medalha.
Lugar
Lugares mencionados · 01- Funchal
Cidade cuja Câmara Municipal ergueu o monumento constitucional.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 02-
Governador que lançou a primeira pedra do monumento constitucional em 28 de janeiro de 1822.
- Severiano Alberto de Freitas Ferraz1792–1856
Autor da medalha de prata do monumento constitucional.