Moniz (Francisco João)
Francisco João Moniz, membro da família Moniz, foi eleito representante da Madeira às Cortes Constituintes de 1821–1822. Mais tarde, fugiu da perseguição miguelista para o Brasil, onde foi vice-cônsul de Portugal no Rio de Janeiro.
Pertence à família Moniz, que tantos homens distintos deu à Madeira. Nas primeiras eleições que se realizaram neste arquipélago para as Cortes Constituintes, que funcionaram de 1821 a 1822, depois de estabelecido o sistema representativo, foi Francisco João Moniz escolhido para representar esta ilha em cortes e advogou com dedicação as questões que mais de perto interessavam à Madeira.
Foi escriturário e depois contador da Junta da Real Fazenda embarcando para o Brasil em 1828 para fugir às perseguições miguelistas.
Desempenhou o cargo de vice-consul português no Rio de Janeiro e foi um dos benfeitores da Beneficência Portuguesa da mesma cidade.
Era pai do ilustre madeirense Patrício Moniz (V. este nome) e faleceu, segundo ouvimos a pessoa da sua família, por 1848.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 03-
As Cortes Constituintes portuguesas reuniram-se em Lisboa, com Francisco João Moniz, João José de Freitas Aragão e outros como deputados pela Madeira.
-
Em fuga à perseguição miguelista, liberais como a família Moniz, Caetano Alberto Soares e António Gil Gomes partiram para o Brasil, enquanto Bettencourt se dirigiu a Inglaterra.
-
Francisco João Moniz morreu por volta deste ano, segundo um familiar.
Lugar
Lugares mencionados · 02- Brasil
Brazil. País para onde Moniz emigrou em 1828, para escapar à perseguição miguelista.
O Brasil é referido no Elucidário como um dos principais destinos dos emigrantes madeirenses, entre os quais vários clérigos e escritores. Foi também um mercado para o vinho e a aguardente da Madeira e produzia artigos de vime com vergas madeirenses. Ficou ligado à Madeira pelo cabo telegráfico de 1874 e é o país de origem do araçá.
- Rio de Janeiro
Brazil. Cidade onde Moniz foi vice-cônsul de Portugal e apoiou a Beneficência Portuguesa.
O Rio de Janeiro, no Brasil, surge no Elucidário como sede da corte portuguesa e como cidade onde muitos madeirenses viveram, estudaram, ensinaram, publicaram obras e morreram. Entre eles contam-se Paulo Perestrelo da Câmara, João de Oliveira Sá Camelo Lampreia e João da Silveira Caldeira, que dirigiu a Casa da Moeda na cidade.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 02- Francisco João Monizm. c. 1848
Deputado madeirense às Cortes Constituintes de 1821–1822, funcionário da Fazenda e, mais tarde, vice-cônsul de Portugal no Rio de Janeiro; morreu por volta de 1848.
- Patrício Moniz1820–1898
Distinto madeirense e filho de Francisco João Moniz, com entrada própria no Elucidário Madeirense.