D. Manuel
senhor da Madeira · duque de Beja · grão-mestre da Ordem de Cristo · rei de Portugal · rei
Duque de Beja que herdou do irmão D. Diogo o senhorio da Madeira e mais tarde se tornou rei de Portugal como D. Manuel I. Mandou construir o pelourinho e a casa da Câmara do Funchal (1486) e as muralhas da cidade (1493), cedeu terreno para a Sé (1485) e concedeu o foral de 1515.
1Mencionado em
- Alfândegas — Senhor da Madeira enquanto duque de Beja e, mais tarde, rei; mandou construir o edifício da alfândega e concedeu o foral de 1515.
- Cortina da Cidade — Duque e senhor da Madeira que, em 1493, mandou construir muralhas em redor da vila do Funchal.
- Diogo (Duque D.) — Irmão de D. Diogo, que herdou o senhorio da Madeira após a sua morte e mais tarde se tornou rei de Portugal.
- Campo do Duque — Duque de Beja e, mais tarde, rei, que em 1485 cedeu terrenos no Campo do Duque para a Sé Catedral e os Paços do Concelho.
- Atouguia — Duque de Beja e grão-mestre da Ordem de Cristo, mais tarde D. Manuel I, de quem Luiz de Atouguia foi tesoureiro na Madeira.
- Pelourinho — Na qualidade de Duque de Viseu e senhor da Madeira, mandou construir no Funchal, em 1486, uma praça, uma casa da Câmara, um cartório de tabeliães e um pelourinho.
- Donatarios — Rei que, em 1497, incorporou a Madeira na Coroa e restringiu os poderes dos donatários.
- Donatarios — Rei de Portugal cujas reformas limitaram os poderes dos donatários, embora tenha feito algumas concessões em 1509.
- Misericórdias — D. Manuel I mandou construir um novo hospital no Funchal em 1507 e fundou a confraria da Misericórdia em 1514.
- Levadas — Rei de Portugal que confirmou, em 1502, as anteriores leis relativas às águas da Madeira.
- Levadas — Rei de Portugal cujas cartas régias sobre os direitos de águas foram citadas em 1768.
- Levadas — Rei de Portugal cuja carta de 1515 proibiu qualquer alteração ao percurso da levada de Santa Luzia.
- Convento de Santa Clara — Enquanto grão-mestre, incentivou os madeirenses, em 1488, a fundar um convento de freiras; tornou-se rei em 1495.
- Datas Históricas — Rei D. Manuel I, que incorporou o arquipélago na Coroa em 1497.
- Henriques — Rei de Portugal a quem D. Henrique Henriques serviu.
- Madeira e Afonso de Albuquerque (A) — Rei de Portugal a quem Albuquerque pediu que enviasse trabalhadores madeirenses para a Abissínia.
- Sistema de Pesos e Medidas — Rei de Portugal que mandou fazer o peso-padrão de Machico em 1499.
- Santa Cruz (Vila e Município de) — Rei de Portugal que elevou Santa Cruz a vila por carta régia de 20 de junho de 1515.
- Exéquias — Rei que, em 1495, escreveu à Câmara Municipal do Funchal a pedir que o aclamasse e celebrasse exéquias por D. João II.
- Câmara (João Gonçalves da) — Rei de Portugal que ordenou a expedição a Azamor e recebeu calorosamente o biografado.
- Camara (Simão Gonçalves da) — Rei de Portugal que mandou construir a Sé Catedral e a alfândega do Funchal.
- São Lourenço (Fortaleza de) — Rei de Portugal cuja esfera armilar emblemática figura na torre oriental da fortaleza.
- Jerónimo Fernando (D.) — Rei de Portugal e meio-irmão de Leonor, bisavó do bispo.
- Padroeiros — D. Manuel I, rei de Portugal, cuja morte em 1521 coincidiu com a peste no Funchal.
- Juiz da Alfândega — Rei de Portugal que nomeou Francisco Alvares juiz da Alfândega do Funchal em 1494.
- Administração Judicial — D. Manuel I enviou o corregedor Diogo Taveira à Madeira no início do século XVI.
- Machico. (Igreja Paroquial de) — Rei de Portugal a quem a tradição atribui a oferta das colunas de mármore da porta lateral e do órgão.
- Fernandes (Gonçalo) — Rei de Portugal que, segundo o Dicionário Portugal, ocupou indevidamente o trono.
- Armas — Rei de Portugal a quem se atribui a concessão das primeiras armas ao Funchal; elevou o Funchal a cidade em 1508 e concedeu a Machico um selo com a esfera armilar.
- Funchal Antigo — Rei de Portugal que, em 1508, assinou a carta que elevou o Funchal a cidade.
- Homem — Rei de Portugal em cuja casa serviu Francisco Homem de Gouveia.
- Doações — Grão-mestre e, mais tarde, rei, cuja carta de 27 de abril de 1497 tornou a Madeira uma possessão permanente da Coroa.
- Ponta do Sol (Vila e Município da) — Rei de Portugal que, segundo a tradição, ofereceu à Ponta do Sol um padrão de pesos e um selo com as suas armas.
- Judeus — Rei de Portugal que decretou a expulsão dos judeus em dezembro de 1496, levando a conversões forçadas.
- Melo (D. Francisco Manuel de) — Rei de Portugal que tentou comprar o cavalo de Antão Rodrigues.
- Diocese (Criação da) — Rei de Portugal que elevou o Funchal a cidade em 1508 e solicitou a criação da sua diocese.
- Fortificações — Como duque e, mais tarde, rei, mandou construir o primeiro baluarte e as muralhas do Funchal.
- Órgão de Santa Clara — Rei de Portugal em cujo reinado o órgão foi oferecido e que ofereceu o órgão de Machico em 1499.
- Caniçal (Freguesia do) — Rei que escreveu à Câmara de Machico para ordenar a proteção da coutada do Caniçal.
- Música — D. Manuel I, rei de Portugal, que escreveu ao deão sobre o canto polifónico na Sé Catedral.
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2Cronologia
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D. Diogo, duque de Viseu e senhor da Madeira, foi morto por D. João II, e o senhorio passou para o seu irmão D. Manuel.
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D. Manuel, duque de Beja, cedeu terrenos no Campo do Duque, no Funchal, para a igreja (mais tarde Sé) e os Paços do Concelho; as fontes indicam 5 de junho ou 5 de novembro de 1485.
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O duque D. Manuel mandou construir uma praça, uma casa da Câmara, um cartório de tabeliães e um pelourinho no Campo do Duque, no Funchal.
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D. Manuel escreveu aos madeirenses, incentivando-os a fundar um convento de freiras.
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D. Manuel destinou metade das multas da ilha à construção da igreja do Funchal.
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O duque D. Manuel mandou construir muralhas em redor da vila do Funchal.
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D. Manuel subiu ao trono e pediu à Câmara do Funchal que o aclamasse e celebrasse as exéquias de D. João II.
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D. Manuel publicou o decreto de expulsão dos judeus de Portugal.
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Uma carta de D. Manuel tornou a Madeira território da Coroa a título perpétuo e inalienável, juntamente com o mestrado da Ordem de Cristo, atingindo gravemente os privilégios dos donatários.
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Por alvará, D. Manuel I autorizou os estrangeiros a residir permanentemente e a comerciar livremente na Madeira.
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D. Manuel I concedeu a Machico as suas armas e mandou fazer padrões de pesos em bronze, que ostentam esta data.
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Por carta régia de D. Manuel I, Ponta do Sol foi elevada a vila e tornou-se sede de concelho.
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D. Manuel I confirmou as anteriores leis das águas da Madeira e facilitou a construção de aquedutos (levadas).
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Uma carta de D. Manuel I confirmou e alargou as normas relativas à água na Madeira; neste período foram construídas as principais levadas comuns.
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D. Manuel ordenou a construção de um novo hospital no Funchal.
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Uma carta de D. Manuel determinou que a Câmara do Funchal se regesse pelo modelo da de Lisboa, com apenas fidalgos como vereadores e eleições trienais confirmadas pelo rei.
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Por carta régia, D. Manuel I elevou o Funchal à categoria de cidade, a primeira dos domínios ultramarinos de Portugal.
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D. Manuel concedeu privilégios a Simão Gonçalves da Câmara por carta régia.
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D. Manuel I confirmou os privilégios de nobreza de João Esmeraldo.
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Foi fundada a Misericórdia do Funchal, à qual D. Manuel entregou o hospital e a Capela dos Santos Reis.
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D. Manuel I emitiu em Almeirim uma carta que proibia alterações à levada de Santa Luzia, no Funchal, já então existente.
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D. Manuel destinou o imposto sobre o vinho à conclusão do hospital da Misericórdia no Funchal.
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D. Manuel I elevou Santa Cruz à categoria de vila e criou o respetivo concelho a partir de território de Machico (em 20 ou 26 de junho de 1515).
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D. Manuel I concedeu um foral comum ao Funchal, à Ponta do Sol e à Calheta, que fixava os dízimos, o quinto dos açúcares, as receitas da alcaidaria, os preços do sabão e outros tributos.
3Lugares mencionados
No estrangeiro