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Elucidário Madeirense Início
Artigo Nº 1351 Festa ou procissão Vol. I · pp. 819–820 2 min de leitura

Exéquias

Relato das exéquias solenes celebradas no Funchal por monarcas portugueses falecidos, com base nos registos do arquivo municipal, incluindo a cerimónia de quebra dos escudos.

Exéquias

Exéquias dos monarcas no Funchal

Do Livro de Acclamações e Exequias existente no arquivo da Câmara Municipal do Funchal, consta que se realizaram exéquias solenes na Catedral desta cidade pelo falecimento dos seguintes monarcas:

Não consta do referido livro que houvesse exéquias no Funchal por ocasião do falecimento de D. Pedro IV. Lê-se no Indice Alphabetico dos tombos da Câmara que em 1495 mandou D. Manuel uma carta ao senado, a fim de que este o aclamasse e fizesse o funeral de D. João II, que em 1656 veio uma carta da rainha comunicando o falecimento de D. João IV, que em 1666 veio uma carta do rei, noticiando a morte da rainha, e finalmente que em 1683 mandou o príncipe D. Pedro uma carta á Câmara, participando-lhe a morte do monarca D. Afonso VI. Lê-se mais no mesmo livro que nas exéquias da rainha D. Luísa, em 1666, se gastaram 192$300 réis e que nas de D. Afonso VI se dispenderam réis 100$000 do dinheiro da imposição. As exéquias dos réis eram precedidas da cerimónia da quebra dos escudos, realizada pelos vereadores em vários pontos da cidade, organizando-se para esse fim um prestito em que se encorporavam as autoridades, os funcionários e todas as demais pessoas de representação da cidade. A ultima vez que teve lugar no Funchal a cerimónia da quebra de escudos, foi por ocasião das exéquias de D. Luiz I.

Quando morreu D. José I, todos os membros do cabido da Sé do Funchal se recusaram a fazer o elogio fúnebre desse monarca, alegando “falta de forças para tão alto encargo”. Foi o frade franciscano José Faustino quem salvou a situação, fazendo um discurso adequado ao acto.

Estão publicados os elogios fúnebres de D. Luiz I e de D. Carlos I e seu filho Luiz Filipe, tendo aquele sido feito pelo conego Antonio Aires Pacheco, e este pelo capelão do regimento de infantaria n. 27, o padre Luiz Alves Martins.

Encadernado com o Regimento da vereação e foral da Câmara Municipal de Lisboa, existe no arquivo da Câmara do Funchal um documento que tem por título Dos estilos que ha nas exéquias de hum Rey defunto e na acclamaçãao do vivo em as cidades e pouos, onde se encontram assinaladas todas as cerimónias que se realizavam no Funchal por ocasião da morte dos antigos monarcas.

Neste artigo

Tempo

Anos mencionados · 12
  1. D. Manuel subiu ao trono e pediu à Câmara do Funchal que o aclamasse e celebrasse as exéquias de D. João II.

  2. Uma carta da rainha D. Luísa de Gusmão anunciou ao Funchal a morte de D. João IV.

  3. Realizaram-se no Funchal exéquias pela rainha D. Luísa de Gusmão, ao custo de 192 300 réis.

  4. O príncipe D. Pedro comunicou à Câmara Municipal do Funchal a morte de D. Afonso VI.

  5. Realizaram-se exéquias por D. João V na Sé Catedral do Funchal.

  6. Realizaram-se no Funchal exéquias por D. José I.

  7. A Câmara Municipal do Funchal realizou a cerimónia de quebra dos escudos e as exéquias reais por D. Maria I.

  8. Realizaram-se no Funchal exéquias por D. João VI.

  9. Realizaram-se no Funchal exéquias por D. Maria II.

  10. Realizaram-se exéquias por D. Pedro V na Sé Catedral do Funchal.

  11. Realizaram-se no Funchal as cerimónias fúnebres de D. Luís I, com o último quebra-escudos e a proclamação do último bando; os vereadores vestiram antigos trajes de cerimónia.

  12. Realizaram-se na Sé Catedral do Funchal cerimónias fúnebres com um elogio a D. Carlos I e ao príncipe Luís Filipe.

Lugar

Lugares mencionados · 03

No estrangeiro

Mapa: Madeira (3)
  1. Funchal

    Cidade onde se realizaram as exéquias e as cerimónias de quebra dos escudos.

  2. Lisboa

    Portugal. Os regulamentos da sua Câmara Municipal estão encadernados com o documento sobre os costumes funerários.

  3. Sé do Funchal

    Funchal. Catedral onde se celebraram as exéquias reais.

Pessoas

Pessoas mencionadas · 19
  1. Rei cuja morte foi anunciada em 1683; as suas exéquias no Funchal custaram 100 000 réis.

  2. Cónego que proferiu a oração fúnebre por D. Luís I, posteriormente publicada.

  3. D. Carlosm. 1922

    Rei de Portugal homenageado juntamente com o filho no Funchal, em 31 de março de 1908.

  4. Rei por quem se pediu ao Funchal que celebrasse exéquias em 1495.

  5. Rei cuja morte foi anunciada ao Funchal por carta da rainha, em 1656.

  6. D. João Vm. 1750

    Rei de Portugal por quem se celebraram exéquias na Sé Catedral do Funchal em 19 de dezembro de 1753.

  7. Rei de Portugal por quem se celebraram exéquias no Funchal em 28 de junho de 1777.

  8. Rei de Portugal em cujas exéquias no Funchal, em 29 de novembro de 1889, se realizou pela última vez a cerimónia de quebra dos escudos.

  9. Rei que, em 1495, escreveu à Câmara Municipal do Funchal a pedir que o aclamasse e celebrasse exéquias por D. João II.

  10. Rainha de Portugal homenageada no Funchal em 26 de janeiro de 1854.

+ 9 mais
  1. Rainha de Portugal homenageada com exéquias no Funchal em 17 de dezembro de 1816.

  2. Príncipe que, em 1683, comunicou à Câmara Municipal do Funchal a morte de D. Afonso VI.

  3. Rei por quem, segundo os registos, não se celebraram exéquias no Funchal.

  4. Rei de Portugal por quem se celebraram exéquias no Funchal em 19 de janeiro de 1862.

  5. João VIm. 1826

    Rei de Portugal por quem se celebraram exéquias no Funchal em 10 de maio de 1826.

  6. Frade franciscano que proferiu a oração fúnebre por D. José I depois de o Cabido a ter recusado.

  7. Capelão do Regimento de Infantaria n.º 27 que proferiu a oração fúnebre por D. Carlos I e D. Luís Filipe, posteriormente publicada.

  8. Príncipe herdeiro de Portugal, homenageado juntamente com o pai, D. Carlos I, no Funchal em 1908.

  9. Rainha cujas exéquias no Funchal, em 1666, custaram 192 300 réis.

Na folha E

Vistos recentemente

    As páginas que ler aparecerão aqui.