Oudinot (Reinaldo)
O brigadeiro Reinaldo Oudinot foi enviado de Lisboa após a grande aluvião de 1803 para dirigir obras públicas na Madeira, nomeadamente os muros das três ribeiras do Funchal. Também levantou uma planta da cidade e iniciou a carta geral da ilha.
Depois da grande aluvião que assolou a Madeira a 9 de Outubro de 1803, mandou o Governo da Metrópole a esta ilha o brigadeiro Reinaldo Oudinot, afim de superintender nos trabalhos de obras publicas a que então se procedeu e especialmente na construção e reparação das muralhas das três ribeiras que atravessam a cidade. Chegou ao Funchal a 19 de Fevereiro de 1804 e aqui faleceu a 11 de Fevereiro de 1807. Prestou excelentes serviços não somente pela grande actividade que desenvolveu nos trabalhos que dirigiu, mas ainda pela provada competência que revelou no exercício da comissão que veio desempenhar entre nós.
Enviou em 9 de Setembro de 1805, ao visconde de Anadia, um desenvolvido mapa da cidade do Funchal e da sua baía, e principiou a carta geral da Madeira, que foi concluída por Paulo Dias de Almeida.
Escreveu umas Instruções de que existiu uma copia que desapareceu, no arquivo da Câmara Municipal do Funchal. Em 1837, foram fornecidas pela mesma Câmara ás Juntas de Paroquia do Concelho, copias das mesmas Instruções.
Em recompensa dos serviços prestados pelo brigadeiro Oudinot á Madeira, foi concedida á sua viúva D. Vicencia do Carmo Oudinot, a capela instituída por Felipe de Barros na Ribeira Brava.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 05-
A grande aluvião de 9 de outubro de 1803, considerada a maior calamidade da Madeira, devastou o Funchal e outras partes da ilha, matou cerca de 600 pessoas e destruiu a igreja do Calhau, muros de contenção das ribeiras, pontes e capelas em Machico, Santa Cruz e noutros locais. Motivou a missão de Oudinot e a expansão da cidade para o exterior.
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O brigadeiro Reinaldo Oudinot chegou ao Funchal em fevereiro de 1804 e regularizou e murou as três ribeiras da cidade; as cheias de dezembro de 1804 puseram os muros à prova e, em 1806, foram demolidas casas junto às ribeiras de João Gomes e de Santa Luzia para a realização das obras.
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Oudinot enviou ao Visconde de Anadia uma planta pormenorizada do Funchal e da sua baía.
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O engenheiro Reinaldo Oudinot morreu no Funchal.
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A Câmara Municipal do Funchal forneceu cópias das Instruções de Oudinot às juntas de freguesia.
Lugar
Lugares mencionados · 02- Funchal
Cidade onde Oudinot trabalhou nos muros das ribeiras, à qual chegou em 1804 e onde morreu.
Capital do arquipélago e sede da principal capitania, onde teve início o povoamento; foi elevada a vila por volta de 1451–1452. A sua baía, a mais ampla do arquipélago, situa-se entre a Ponta do Garajau e a Ponta da Cruz e oferece um ancoradouro abrigado, embora o seu porto nunca tivesse sido estudado do ponto de vista oceanográfico. O Elucidário aborda o Funchal como estância de saúde, com dados climáticos, e regista os distúrbios de janeiro de 1906, a visita do príncipe dinamarquês em maio de 1846 e a existência de cones vulcânicos recentes na zona.
- Ribeira Brava
Local da capela concedida à viúva de Oudinot.
A Ribeira Brava é uma das freguesias mais antigas da Madeira. Deve o nome à sua ribeira impetuosa e possui vila, porto e cais. O Elucidário aborda a sua igreja colegiada e as respetivas pinturas, o convento franciscano e as capelas, bem como a festa de São Pedro, com barco e dança das espadas. Regista também tumultos contra o sistema métrico e as mortes causadas por disparos das tropas sobre a população durante as eleições de 1884.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 05- Reinaldo Oudinotm. 1807
Brigadeiro enviado à Madeira após a aluvião de 1803 para supervisionar obras públicas; morreu no Funchal em 1807.
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Fundador do vínculo da capela na Ribeira Brava mais tarde concedido à viúva de Oudinot.
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Engenheiro que concluiu a carta geral da Madeira iniciada por Oudinot.
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Viúva de Oudinot, a quem foi concedido o vínculo da capela de Felipe de Barros como recompensa pelos serviços prestados pelo marido.
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Ministro do governo a quem Oudinot enviou a sua planta do Funchal em 1805.