Almeida (Paulo Dias de)
Engenheiro que desenhou uma carta geral da Madeira e escreveu uma descrição da ilha em 1817; preso como constitucionalista em 1828, morreu no exílio em África antes de 1834.
Engenheiro e sócio correspondente da Sociedade Funchalense dos Amigos das Sciencias e Artes. Como militasse no partido constitucional, foi preso e mandado para bordo da fragata Príncipe D. Pedro, mal chegou a esta ilha o governador José Maria Monteiro, sendo depois enviado para Lisboa a bordo da charrua Orestes, na qualidade de preso político pronunciado pela alçada que veio a esta ilha em 1828.
Levantou a planta geral da ilha da Madeira no princípio do século XIX, e deixou um manuscrito intitulado Descripção da Ilha da Madeira em geral e de cada huma das suas freguesias, villas e logares em particular, suas producções, numero de fogos e seus habitantes; e estado actual das suas fortificações; 1817. Este manuscrito foi publicado no Archivo da Marinha e Ultramar, vol. II, com desenhos das fortificações, figurinos das tropas milicianas e costumes populares.
Tendo sido condenado, por motivos políticos, a degredo em Africa, ali morreu pouco antes de 1834.
Neste artigo
Tempo
Anos mencionados · 02-
Paulo Dias de Almeida escreveu a sua descrição manuscrita da Madeira, na qual registou pormenores como as carapuças, a escada de desembarque da Pontinha e uma vista do Palácio de São Lourenço.
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A alçada de D. Miguel chegou à Madeira, pronunciou 216 liberais e maçons e mandou prender 101; alguns, como Nery e Agrela, foram enviados para Lisboa, enquanto outros fugiram ou se esconderam.
Lugar
Lugares mencionados · 03- África
Africa. Local do seu exílio e da sua morte.
África é referida como destino de expedições madeirenses, soldados e condenados ao exílio, e como mercado de exportação da manteiga madeirense. Os exploradores Capelo e Ivens atravessaram o continente, e o Norte de África é apontado como região de origem da tamareira.
- Lisboa
Portugal. Local para onde foi enviado como prisioneiro.
Capital portuguesa, sede do tribunal da Relação e da Misericórdia cujos privilégios e estatutos foram estendidos ao Funchal. Henrique Franco de Sousa estudou na sua Academia Real de Belas-Artes, e Luiz José Baiardo mudou-se para a cidade em 1821.
Pessoas
Pessoas mencionadas · 02-
Engenheiro que cartografou a Madeira e foi exilado por ser constitucionalista, tendo morrido em África pouco antes de 1834.
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Governador miguelista após cuja chegada Almeida foi preso.